Quinta-feira, 31 de Março de 2011
Thievery Corporation - The Numbers Game
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Jorge Costa
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22:00
Ajuste directo ou Concurso ?
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Pedro Pestana Bastos
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19:09
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Antes que o açúcar transborde
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Tiago Mendes
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17:05
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Reparem
O gráfico supra compara as curvas de rendimentos (yield curve) das dívidas grega, irlandesa e portuguesa. Como é do conhecimento público os dois primeiros já foram obrigados a pedir ajuda externa. Nós permanecemos "orgulhosamento sós". É interessante verificar que nos prazos mais curtos (até um ano) a Irlanda tem taxas mais baixas que nós. Mas não. Não precisamos de ajuda. Obrigado por perguntarem.
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Miguel Noronha
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16:12
Yes, no doubt we could!
Sim, os valores do défice foram revistos: para 10% do PIB em 2009, para 8,6% em 2010 (a redução entre os dois anos acaba por ser mais do que que explicada pela manobra do Fundo de Pensões da PT).Em alta, contribuiu em 2010 a inclusão das imparidades do BPN (1 ponto percentual) e a das empresas de transportes (Refer e Metros) no perímetro de consolidação do défice.
O défice, como já aqui muitas vezes referimos, é o que um homem, um Teixeira dos Santos, um INE, uma Europa, sei lá, quiserem, uma convenção contabilística, havendo melhores e piores, seguramente melhores do que as que hoje prevalecem como medida das necessidades de financiamento do Estado num determinado período.
Importante mesmo e mais próximo do que nos interessa de facto - a realidade - é a evolução da dívida pública - mais difícil de aldrabar. Aí as coisas são de facto sinistras. Como projectava o Bank of International Settlements há precisamente um ano atrás, facto de que demos conta na altura, a dívida pública veio mesmo a superar a fasquia dos 90% do PIB, situando-se nos 92,4%, quando de acordo com a meta mais recente do Governo, constante no Procedimento de Défices Excessivos de 28 de Setembro de 2010, deveria ter-se ficado pelos 83,3%. Uma brutal diferença de 9,1 pontos percentuais.
Só um tarado furioso poderia, depois disto, acreditar em qualquer projecção, meta, compromisso, palavra dada, deste desgoverno em decomposição. Nós, alguns portugueses, há muito que não lhe damos qualquer valor. É natural que o resto do mundo nos siga agora. Melhor: é impossível que não siga.
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Jorge Costa
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15:57
Pois, foi a crise política
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Miguel Noronha
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14:45
Estupidez suprema
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Miguel Noronha
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14:33
Imputação de racionalidade (kamikaze)
a) internamente tentar desvincular-se do resgate inevitável;
b) externamente tentar até ao limite exbir incapacidade para o pedir; quis comparecer à Cimeira de 24 e 25 "impossibilitado"; o Presidente manteve-o naturalmente na plenitude das suas funções; na prática estava de saída; barricado no país.
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Jorge Costa
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12:45
Libertinagem
Tendo o Governo escaqueirado a Caixa Geral de Depósitos, Coiso II afirma que vender um caco seria leviano.
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Jorge Costa
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11:26
Insensibilidade e falta de bom senso
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Miguel Noronha
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11:22
Consumir em português
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Paulo Marcelo
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10:32
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Menos demagogia, mais realidade
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Miguel Noronha
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09:45
Doutoramento INGENIARII SOCRATIS MERDAE CAVSA
Asinus furiosus, uir barbarus et funestus. Lapidandus est.
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Carlos Botelho
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01:36
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Da Série Cachimbos e Vinhos (6)

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Manuel Pinheiro
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00:12
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Grande Finale (116)
The Lady Vanishes, Alfred Hitchcock, 1938
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Carlos Botelho
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Etiquetas: Grande Finale
Quarta-feira, 30 de Março de 2011
"Se eles não percebem, não vale a pena explicar. Se percebem, não é preciso!"
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Carlos Botelho
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22:30
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Questões de fundo
O economista acrescentou, contudo, que "outra actuação não teria sido possível no quadro democrático" e que "qualquer narrativa diferente teria sido rejeitada eleitoralmente, como aliás foi". Ênfase minha.
Não ouvi as declarações, nem tive a oportunidade de interrogar Vítor Bento sobre o sentido exacto das suas palavras, que julgo apenas compreender muito bem. Posso estar errado. Muito menos o pude interrogar sobre as consequências da sua avaliação que, ao contrário do que uma precipitação pode crer, não são logicamente imediatas. Gostaria de o ter feito. Em todo o caso, oferece-se à consideração dos leitores do Cachimbo o enunciado deste "nó górdio".
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Jorge Costa
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20:17
Um texto a não perder
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Carlos Botelho
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17:41
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Le régime c'est nous
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Alexandre Homem Cristo
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17:12
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O mínimo dos mínimos
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Pedro Braz Teixeira
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16:56
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Já está nas livrarias
O Miguel Morgado está de parabéns. As Edições 70 estão de parabéns e todos nós estamos muito obrigados. Sem querer abusar da bondade da editora, e na firme esperança de que quererá igualmente estar associada a outro grande momento editorial por acontecer ainda em Portugal, fica em baixo a próxima sugestão. Nem sequer terá de se esforçar muito para encontrar o tradutor, prefaciador e anotador ideal: é o mesmo de Monstesquieu.
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Jorge Costa
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16:55
Oh my dog!
Esperamos que o pacote de ajuda tenha em consideração as necessidades de refinanciamento da dívida das empresas públicas, incluindo da Parpública.
Enfim, Parpública para o lixo.
A minha tia-avó, um senhora antiga, costumava contar-me que, nos tempos da República, saía-se de casa e não se sabia, quando se voltava, se o Governo era o mesmo. Disso lembrava-se ela. Não é para menos: salvo o erro, em 16 anos houve 45 Governos e 8 Presidentes. Eu, hoje, quando saio de casa, ignoro se, ao voltar, o país está no mesmo sítio, ou pelo menos próximo. O Governo, esse, vai durando, como se prova, sem margem para dúvida.
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Jorge Costa
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16:26
A vida vivida (e paga) de pernas para o ar: um muito obrigado ao Governo
Hoje custa tanto o endividamento
- a 10 anos - 8,09%
Mais novas da era B.
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Jorge Costa
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15:53
a/c do "engº" Pinto de Sousa
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Miguel Noronha
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14:30
A Europa não pode parar!
Da defunta União Soviética a UE parece ter herdado o gosto pelos alucinados "planos quinquenais". Tal como os originais, são generosos nos objectivos e parcos nos resultados. Faltando-lhe os meios (e sejamos justos, o carácter) autoritário e os meios repressivos do original normalmente falham em convencer os indivíduos a obedecer às directivas emanadas de Bruxelas. Não admira que sejam apresentados com pompa e circunstância e posteriormente abandonados em segredo.
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Miguel Noronha
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14:15
Mais responsabilidades para o PSD
he Bank of Portugal said it now expects GDP to contract this year by 1.4%, more than the 1.3% contraction it forecast earlier. The central bank also cut its GDP growth forecast for 2012 to 0.3% from 0.6% previously, partly because of the effects of the government's deficit-cutting measures.
Wall Street Journal, 30 de Março de 2011
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Nuno Gouveia
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13:13
Hoje sou o delinquente convidado
Correspondendo (com considerável atraso) ao simpático convite do Pedro Correia publico hoje no Delito de Opinião este post.
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Miguel Noronha
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13:04
Fotoreportagem: Marrocos
Depois da Tunísia
A Revolução em Marcha "Il y a mille et une leçons à retenir de ce qui vient de se passer au Maroc en à peine un mois. La plus forte et la plus immédiate de ces leçons se trouve aussi être la plus simple. Elle crève les yeux. Le changement aura lieu non pas parce que, selon une certaine terminologie, “les Marocains ne sont pas prêts”, mais juste parce qu’ils le veulent. C’est suffisant. "
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Eugénia Gambôa
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12:59
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Porque é importante o resgate, agora
"Azad Zangana, economista da Schroders para a Europa, refere que "os preços actuais que o mercado exige são apenas sustentáveis para um ou dois anos." (...)[U]m eventual ‘bailout' a Portugal "seria um importante passo" para o país. Isto porque, segundo Azad, "um resgate permitira financiamento para seis a sete anos e a possibilidade de Portugal organizar as suas contas públicas."
Sobre a possibilidade de se assistir a uma reestruturação da dívida nacional e dos restantes países da periferia, o especialista considera que "deveremos ver uma reestruturação na Grécia e Irlanda mas não tenho a certeza que isso venha a ocorrer em Portugal", apesar de o mercado já hoje estar a descontar essa possibilidade, como mostram as cotações dos títulos de dívida nacionais.
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Miguel Noronha
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11:59
Nos cinco anos, o spread para os dez já é de cem pontos de base

2 anos - 7,80%; naturalmente, o prazo mais pressionado;
3 anos - 8,63%
4 anos - 8,52%
5 anos - 9,01%
10 anos - 8,03%
Está tudo costapina.
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Jorge Costa
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11:42
Amigos para siempre (2)
O Magalhães como instrumento da solidariedade bolivariana
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Miguel Noronha
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11:30
Acerca da privatização da CGD
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Miguel Noronha
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10:28
Sócrates visto de fora
Um demolidor perfil de José Sócrates no ABC, em espanhol legítimo (ie não técnico). Começa assim: El primer ministro portugués se parece a un conductor que avanza a toda velocidad por la autopista en dirección contraria, convencido que son todos los demás automovilistas los que se equivocan.
E depois não melhora.
(via Carlos Fernandes)
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Miguel Noronha
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08:43
Terça-feira, 29 de Março de 2011
Ângelo de Sousa
Seria bom que o Público pusesse online a entrevista do pintor de 25 de Janeiro de 2009. (Um pequeníssimo excerto, aqui.)
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Carlos Botelho
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23:41
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Denunciar a incompetência
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Nuno Gouveia
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22:27
Cachimbos de lá
George Trask, "Some way along the road to ruin", in Thoughts and Stories On Tobacco For American Lads, 1852.
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Pedro Picoito
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22:13
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Depende do ponto final
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Miguel Morgado
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20:31
A grande maldade
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Miguel Morgado
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19:34
O que levou a S&P a cortar de novo? Nada, mas absolutamente nada de novo
Em primeiro lugar, a própria S&P: está a tentar recuperar rapidamente da sua prolongada negligência na avaliação de risco, quando se torna impossível continuar a fingir que se ignoram os problemas de insolvência do Estado português. Num sentido nada equívoco, a dupla redução da notação de risco é uma confissão de incompetência por parte da S&P, incapaz de a tempo e horas ponderar os problemas. A S&P, os seus clientes deveriam saber, como as demais agências de notação de risco, são elas próprias, na sua incompetência confessada, um factor de risco.
Repare-se, basta uma leitura cursiva do sumário introdutório do relatório completo, que nenhuma das razões invocadas tem o que quer que seja remotamente a ver com qualquer circunstância nova resultante dos desenvolvimentos internos ao Estado e à economia portugueses. A única referência, em todo o relatório, à actual situação política interna é a indicação de que um novo Governo estará na plenitude das suas funções em Junho e muito previsivelmente, depois do resgate, e no âmbito dos acordos que este envolver, "concordará em aprofundar as reformas orçamentais e estruturais". Portanto, daí não vem qualquer problema.
O problema de fundo é o próprio resgate, diz a S&P. Mais precisamente: Portugal, com este ou qualquer outro Governo, pedirá ajuda e será socorrido, primeiro, pelo Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) e, depois de 2013, continuará sob a protecção do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), cujos termos se tornaram claros (hoje? há uma semana? quando?) para a S&P, impondo um estatuto de privilégio ao ressarcimento dos seus empréstimos, relativamente às Obrigações e outros compromissos de dívida com outras partes. Como acresce que o acesso ao MEE estará condicionado à avaliação de sustentabilidade, da qual poderá decorrer uma reestruturação da dívida, a penalização resultante para os credores que não a "Europa" ficou mais pesada, aumentando o risco dos títulos portugueses.
Trata-se, pois, o episódio de hoje, de um pequenino passo no descarrilamento da Europa, aqui analisado por Daniel Gross, que tivemos ocasião de recomendar no dia 15 de Março, há quase duas semanas. E assim vai o mundo.
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Jorge Costa
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19:02
O estado miserável do ensino em Portugal
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Miguel Noronha
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15:53
Sempre a descer
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Miguel Noronha
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15:12
(Para já) Dois anos de recessão
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Jorge Costa
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14:29
Portugal na Eurovisão dá a volta ao mundo
Publicada por
Jorge Costa
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13:20
Tomem nota
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Miguel Noronha
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12:46
O FMI já anda por cá?
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Miguel Noronha
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10:53
Pois
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Miguel Noronha
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09:44
Segunda-feira, 28 de Março de 2011
Mais uma injustiça que fazem a Sócrates,
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Manuel Pinheiro
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20:44
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Volta e meia acontece-nos uma espécie de saltos quânticos
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Jorge Costa
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19:43
O novo primeiro-ministro
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Paulo Pinto Mascarenhas
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18:37
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Vamos lá, e de vez, mandar a avaliação (e todas as avaliações) dos professores às urtigas?
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Fernando Martins
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18:26
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100.º Golo Marcado na Carreira de um Guarda-Redes (Rogério Ceni)
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Fernando Martins
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17:44
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"Eu não estou disponível, da minha parte, para governar com o FMI"
Ninguém pode levar Sócrates a sério, a começar por ele próprio. Sócrates é o que for preciso ser para se manter no poder e nada mais. Entrincheirou-se há meses no país, cuja sorte, no seu discurso, confunde alucinadamente com a sua. Aquilo a que chama FMI, a ajuda externa menos a sua fantasmagoria, é, ou pareceria ser, a sua sentença de morte política. "Eu não estou disponível, da minha parte, para governar com o FMI", declarava o manhoso profissional como na história da raposa e das uvas, há coisa de uma semana. Se Sócrates tivesse uma quantidade infinitesimal de honra, deveria consequentemente afastar-se de moto próprio com a chegada do "FMI". Este fim-de-semana, antes, ou depois. Naturalmente que não o fará. Invocará, como de costume, a Pátria. Não há desonra, mentira e sem-vergonha que a Pátria - ele - não justifique. O que torna o combate político contra Sócrates uma provação quase intolerável é o facto de ele não recusar nenhum expediente, nenhuma mentira, nenhum recurso, nenhuma armadilha, nem mesmo a segurança do país, muito menos o seu prestígio, como munição. Levará tempo a acabar. Mas acabará certamente muito mal. Isto é mais do que um desejo. É a consequência lógica de confundir a sua sorte, condenada, com a do país, que ele condena a acompanhá-lo. A separação litigiosa vai custar-lhe a fortuna toda.
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Jorge Costa
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15:22
Planos para o fim-de-semana?
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Miguel Noronha
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15:05
2 ou 3 em 1
Publicada por
Manuel Pinheiro
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13:08
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Publicidade Institucional
Entrevista do Pedro Braz Teixeira à Bloomberg.
[Retirei o video embutido porque entra em autoplay, para ver a entrevista basta seguir o link acima]
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Manuel Pinheiro
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13:03
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Faltam três meses, mais ou menos, para as eleições, ou coisa assim
Como tudo indica que o dia será de nova escalada, aqui fica uma janela para céu (os valores à frente são os do momento deste post; para os seguir em tempo quase real basta clicar no link):2 anos - 7,21%
3 anos - 8,21%
4 anos - 8,23%
5 anos - 8,66%
10 anos - 7,86%
Publicada por
Jorge Costa
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11:34
Bancos, República, bancos, República, et caetera (act.)
A S&P baixou hoje a classificação do Santander Totta, CGD, BCP, BES e BPI e ameaça cortar, outra vez, o ‘rating’ de Portugal já esta semana. Em actualização. Noção de lixo.Relatório completo da S&P, Zero Hedge.
Publicada por
Jorge Costa
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11:03
Amigos para siempre
ADENDA; Chavez também lamenta as dificuldades infligidas aos ditadores líbio e sírio.
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Miguel Noronha
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10:15
Defender Portugal de José Sócrates
«(...) a democracia não funciona sem a responsabilização de quem governa. José Sócrates é primeiro-ministro há seis anos. E, juntamente com os seus amiguinhos de governo, está no poder há 15 anos. Isto não conta? A culpa da crise é de toda a gente, excepto de Sócrates e do PS? É essa a campanha do PS para estas eleições? Como diz Manuel Maria Carrilho, nós estamos na bancarrota por causa do caminho escolhido por José Sócrates. Isto tem de ter consequências.»Henrique Raposo. Ler tudo aqui.
Publicada por
Alexandre Homem Cristo
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10:14
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Eles já perceberam
Publicada por
Miguel Noronha
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09:47
That's the spirt
Publicada por
Miguel Noronha
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09:40
Grande Finale (115)
Birdman of Alcatraz, John Frankenheimer, 1962
Publicada por
Carlos Botelho
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Etiquetas: Grande Finale
Domingo, 27 de Março de 2011
Os bons velhos tempos do Estado Novo
Publicada por
Carlos Botelho
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20:04
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Auditoria às contas públicas
Publicada por
Pedro Braz Teixeira
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11:52
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Aprender com os outros. Sobretudo quando os outros somos nós.
O Partido Socialista e o Sporting Clube de Portugal, consideradas duas grandes instituições pátrias (as outras serão, por esta ordem, SLB, FCP e PSD), escolheram ontem os seus líderes. Os socialistas reelegeram o secretário-geral com mais de 93% dos votos. Os sportinguistas elegeram por margem mínima (?) um presidente improvável (e não eram todos improváveis?) e acabaram à pancada.Vistas as coisas como elas são, o país, tenha ou não depositado o seu voto em Sócrates, em Godinho Lopes ou nos demais candidatos, tem muito a aprender com estas duas instituições e com aqueles que na vida delas intervêm. Eu explico: jamais lhes siga, explícita ou implicitamente, o exemplo. Será Capaz?
Publicada por
Fernando Martins
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11:50
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Sábado, 26 de Março de 2011
Portugal, segundo Luciano Amaral (revisitado)
Não é exactamente uma coisa bonita uma pessoa a citar-se. Mas não posso deixar de o fazer aqui. Quando li o livro de Luciano Amaral, Economia Portuguesa, as últimas décadas, escrevi um post intitulado Portugal, segundo Luciano Amaral.
As razões por que considerei o livro de leitura imprescindível estão lá e não as vou repetir. No final do post, porque o livro desafia a reflectir sobre o impasse histórico de Portugal muito, muito para além do seu ângulo económico, ocorreu-me comentar, no sentido etimológico que a palavra tem, e escrever no fim: A mim, que concorro com o autor no diagnóstico, ocorre-me dizer, por fim: o paradoxo que é esta democracia assim historiada, que optou pela Europa como condição de possibilidade e terminou como só tendo saída - se tiver saída - saindo da Europa, qualquer que seja o grau de ruptura institucional que essa saída venha a revestir.
Hoje, se alguma coisa, estou mais convencido do que nunca do acerto dessa opinião pesada e certamente não partilhada pela maioria das pessoas, inclusive aquelas com as quais mais partilho opiniões. E não me desagrada nada verificar que Luciano Amaral, se bem o compreendo (releiam o artigo, se for preciso), de certa maneira converge com ela. De certa maneira.
Publicada por
Jorge Costa
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23:38
Um ensaio para o caos
Silva Lopes, a probidade obriga, nunca teve medo de encontrar sem-saídas. Os problemas, por parecerem insolúveis, não deixam de ser problemas, e não passam a ser solúveis. Por mágica. Exemplo: hoje ao Financial Times.- Não consigo ver como vamos sobreviver nos próximos três meses sem ajuda externa. Mas também não consigo ver como poderemos negociar um pacote de resgate sem Governo.
Eis o beco onde o Governo, com a sua (uma questão de sobrevivência) postergação e demonização da ajuda externa, confortada por silêncios, omissões, quando não demagogia da oposição, conduziu Portugal. Acrescentar que o vamos negociar - porque há Governo e a necessidade não se compadece com os calendários eleitorais - nas piores condições negociais que seria possível imaginar: com a corda na garganta, num aperto de que não há memória, e sem que quem o negoceie possa, por si, oferecer às contrapartes garantias efectivas de responsabilização, ao mesmo tempo que condicionará de maneira brutal a governação a ser sufragada. O próximo período eleitoral, para além da violência verbal que já empestou o ar, muito para além disso, será um ensaio para o caos que se aproxima. Mas só um ensaio. April is (not) the cruellest month.
Publicada por
Jorge Costa
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19:41
Montesquieu em português (publicidade em causa própria)
Daqui por uns dias nas melhores livrarias
Texto da contracapa:
Do Espírito das Leis é o resultado de vinte anos de meditação. É o produto de uma ciência humana que Montesquieu pretendia que fosse genuinamente integral, isto é, que falasse do homem, da sua natureza e da sua experiência, sem omissões nem reduções.
Publicada por
Miguel Morgado
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14:55
Enquanto isto
Publicada por
Miguel Morgado
à(s)
11:13


















