"Resgatar o País, Libertar o Futuro"
Primeiro-ministro: Pedro Passos Coelho
Ministra das Finanças e Segurança Social: Manuela Ferreira Leite
Ministro dos Negócios Estrangeiros: Jaime Gama
Ministro da Defesa: Paulo Portas
Ministro da Presidência: não é preciso, fica nos bastidores
Ministro dos Assuntos Parlamentares: Paulo Rangel
Ministro da Administração Interna: António José Seguro
Ministro da Justiça: Lobo Xavier
Ministro da Economia: Vítor Bento
Ministro da Educação, Ciência e Ensino Superior: Diogo Lucena
Ministro da Cultura: Manuel Maria Carrilho
Ministro da Saúde: Pedro Pitta Barros
Ministro do Ambiente e Ordenamento do Território: José Pintinho de Sousa
(os outros desaparecem - quase todos para dentro da Economia; Segurança Social tem de ir para dentro das Finanças, para que a equivalência Ricardiana entre de uma vez por todas na cabeça de todos)
Passos Coelho tem duas opções: ou vai a votos sozinho ou vai a votos com uma plataforma alargada. O issue fundamental dos dias de hoje é que José Sócrates tornou-se um problema claramente pessoal. Trata-se de um puro bandido, sem escrúpulos, sem qualquer respeito às instituições, sem o mínimo de amor patriótico. Como lidar com este "fenómeno" não vem nos livros - sobretudo quando o encanto que ele causa, por razões várias, no 4º poder, é ainda estupidamente desproporcional.
Paulo Portas disse, e bem (ou não fora rei e senhor dos soundbytes), que "Sócrates é parte do problema e não parte da solução". Parte do problema é também o silêncio e letargia do PS - do PS formal, do PS que "aparece", que é, afinal, o PS que conta para a luta política. Mas quanto a Sócrates, e uma vez que é certo e seguro que ele quer ficar e ir a eleições (como Santana, que, com as devidas diferenças, também quis, os egos são assim mesmos), a estratégia pode passar por procurar consensos alargados com partes do PS que têm estado relativamente quietas e que têm peso institucional e/ou político (o travessão é importante), para além do CDS-PP, de independentes, etc.
Cavaco Silva pode, se quiser, patrocinar uma solução deste género - não se trata, ao contrário do que alguns sugerem, de uma solução "podre" que mantenha os problemas de sempre e que não esclareça nada, de uma "união nacional" apalhaçada e sem coragem de fazer, por exemplo, uma governação "claramente à direita". Até porque basta sermos realistas. Para além dos mercenários e anestesiados que constituem a guarda pretoriana de Sócrates, mais activa ou mais passiva, quem quer que tenha dois dedos de testa, de taxistas a filósofos, "entende" os problemas reais do país e, com um diálogo racional sobre os desafios prementes que temos para os próximos 10 anos, não deverá ser difícil chegar a um consenso produtivo e conducente à acção. Sem esse consenso, um governo estritamente de direita que faça aquilo que deve ser feito, provavelmente não sobreviverá perante a aguda situação social e económica do país. Basta ver o efeito que as "verdades" de Ferreira Leite tiveram no país.
Uma plataforma que, para ter efeito, tem de ser bem preparada e anunciada ao país pré-eleições. Seria uma ruptura grande com o passado, algo inédito em Portugal, e como tal inerentemente imprevisível. Mas parece-me a forma mais realista e produtiva de lidar com o estado pré-comatoso em que nos encontramos. O jogo habitual das eleições e jogatinas pós-eleitorais já mostrou que não suscita a fibra necessária para os desafios de hoje.
Há coragem, capacidade para isto? Tem de haver.
20 comentários:
Um desastre anunciado um Governo desses. Mais Estado, mais Socialismo.
lucklucky
Resgatar o país com letras a 55 dias
é mais regastar o país a crédito
Passos que terá 70 e tal quando a crise acabar
ou com azar terá a idade de soares
enfim.....
O Eng. Sócrates sai e temos por isso um cenário de eleições antecipadas, que nesta altura coloca sem dúvida pressão acrescida sobre Portugal. Realizar estas eleições antecipadas custará ao país mais de 18 milhões de euros (LINK), incluindo ...tempos de antena, despesa com os membros das mesas de voto e os perto de oito milhões de euros de subvenção estatal para as campanhas. Mas tudo isto oportuno, pois a crise económica deverá estar muito longe, de acordo com a visão dos nossos politicos,certamente !!!
Pessoalmente, parece-nos que eleições antecipadas só não serão prejudiciais (ou até positivo), se pudéssemos antever um resultado final de Governo suportada em maioria absoluta! Mas melhor, melhor que todo este cenário seria ter-se conseguido um consenso sem recorrer a eleições, este sim seria o melhor sinal que o país poderia dar aos mercados Internacionais.
Por isso continuo a acreditar que se tivéssemos bons políticos teríamos o problema de Portugal resolvido criando um Governo de salvação nacional que incluísse praticamente todos aqueles partidos que defendem a democracia. Sem um acordo de regime não há solução, quer haja eleições ou não.
Fonte : http://cogitare.forumenfermagem.org/2011/03/eleicoes-antecipadas-gastemos-mais-18-milhoes/
faltam 2 dois
É uma soluçao podre. Até com a maçonaria lá dentro.
E o Sócrates? O homem não tem idoneidade para estar num governo.
A matilha mafiosa que domina o PS, com Sócrates à cabeça, não permitirá uma coligação PS-PSD-CDS.
Além disso, há outra questão que servirá de obstáculo a esta coligação alargada, a necessidade que este PS tem de branquear e ocultar todas as irregularidades, sacanices e, porque não dizê-lo, eventuais crimes praticados durante os anos de governo socialista por parte da rede tentacular montada pelos "amigalhaços" do Rato.
Primeiro: vai haver eleições.
Segundo: Sócrates vai ganhar (38-41%).
Terceiro: Sócrates escolhe a sua equipa.
Quarto: Cavaco dá posse, sem piar.
Quinto: Portugal volta aos mercados e ao desenvolvimento.
Sexto: Passos Coelho pode ir fazer anúncios de xampôo.
The End.
Será que há eleições no meio disso tudo, ou o rei nomeia o primeiro-ministro e o governo?
João.
Tirem o cavalinho da chuva. O PS não é um partido como o PSD. E, depois, pergunto: quem é que disse que o PSD ganha as eleições?
Com um governo desses o meu voto já não o têm.
E não devo ser o único.
Perante esse elenco as "eleições" já estão feitas...
Pior é que todos já tiveram a sua oportunidade e não provaram salvo uma honrosa excepção num nome de santo...
mas também tem andado por aí...
E há quem já não tenha idade para completar uma legislatura e depois ainda permanecer cá para lhe pedirmos por contas...
E o Marco António? O Marco António será ministro, que isto nos entre na cabeça.
Não creio que essa união possa resultar. Aliás, arrisco-me a dizer que essa união é anti-democrática, tendo em conta que nos ministérios não existe representação de todos os partidos com assento parlamentar. Existe sim uma coligação do centrão. Como tal, esqueça lá isso. Vamos a votos: quem tiver mais, ganha...
De que estão à espera os senhores deputados para se reunirem de emergência e aprovarem uma lei para acelerar o processo eleitoral? Já sei! A constituição não o permite. Não faz mal. O país e a Europa esperam.
Portas no min. da defesa é anedota sua, certo? Passos perderia de súbito alguns centos de milhares de votos. Não basta querer ganhar, também é necessário saber ganhar.
É de facto preciso uma lista de consenso alargado. Gostei, genéricamente, dos nomes que propôs. Mas Passos Coelho tem de começar a actuar rápidamente. O tempo foge... Já agora, porque é que os socialistas só falam do "pote"? É mesmo gente barrasca...
Caro Anónimo,
relativamente ao pote...
«A libertinagem escandaliza mais os libertinos».
Sade
O que o PS devia fazer logo que passe para a oposição era ABSTER-SE em relação a todos os diplomas do Sr. Passos, depois de exercer a crítica que entendesse.
O Sr. Passos que governe 4 anos, que reforme o Estado, corte na gordura, faça todo o «bem» que prometeu.
Que atire os foguetes e apanhe as canas (algumas a arder ainda para lhe queimarem as mãos).
E isto não para defender o pulha do Sócrates, mas para defender da decência na política, que foi coisa que o PSD da era Passos não teve (apesar dos progressos da genética, os genes não se alteram facilmente, não é?).
infelizmente (ou felizmente) não é "a matilha mafiosa que domina o PS" que impedirá uma coligação ps-psd-cds, como é dito num comment.
Há muito que o psd (e neste caso com o cds às cavalitas) queria fazer o pleno de ter presidente e governo, algo que é tão raro como a passagem do cometa Halley ou um bom discurso de Cavaco Silva.
esta ideia de que uma coligação é possível só existe ou na cabeça de uns alucinados ou do ABarreto, o que vem dar na mesma coisa.
Se o PSD tiver maioria absoluta, nem sequer o portas lá vai entrar. e é por isso, ou melhor dizendo, sabedor disso mesmo, que Portas se afadiga a demonstrar ao povoléu as diferenças (inexistentes) entre ele e Passos Coelho (tirando obviamente na orientação...).
Passo e Cavaco perceberam isso bem: ou era agora ou nunca. e não me parece que tenha havido qualquer interesse numa coligação alargada, senão essa não precisava da queda do governo para nada. bastava que Cavaco após ter tomado posse pusesse isso à consideração dos líderes partidários do ps-psd e cdspp. Isso aconteceu? Nem pó. Por que razão acontecerá quando o bolo-rei estiver já em vias de degustação?
desçam à terra, por favor.
é preciso ter lata, Portas na Defesa?! ainda me estou a rir
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