Logo à tarde, às 14h, estarei no programa Sociedade Civil da RTP2 a conversar com outros três convidados da jornalista Fernanda Freitas sobre a Bíblia. Como o programa foi pré-gravado, posso já dizer que acabámos (evidentemente) a falar de Saramago e Leonard Cohen.
Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011
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7 comentários:
A ver se vejo.
Quanto à aressurreição como verdade histórica, há argumentos para a defender:
http://www.youtube.com/watch?v=JYdzUYyIKMM
Segundo o católico Olavo de Carvalho, a ressurreição também não é uma questão de mera fé, mas uma verdade histórica acessível à razão:
http://www.youtube.com/watch?v=CfA1_91AIeQ&feature=related
O meu comentário anterior tem a ver com a resposta que o Pedro Picoito deu àquela pergunta sobre a "percentagem" de verdade histórica da Bíblia.
Obrigado
A ressurreição, por definição, é uma questão de fé. Acredita-se ou não. As provas ou razões só servem para quem já acredita. De qualquer modo, o meu ponto não era tanto o estatuto ontológico do milagre mas a inquietação que a Bíblia provoca em quem a leia para lá do olhar histórico-crítico (que não esgota o seu sentido).
"A ressurreição, por definição, é uma questão de fé. Acredita-se ou não."
Discordo.
A ressurreição, por definição, é uma questão independente da crença. Ou Cristo ressuscitou, ou não ressuscitou.
Acredite-se que sim ou que não, Cristo terá ressuscitado ou não.
"As provas ou razões só servem para quem já acredita."
Tenha em consideração que o fideísmo é auto-contraditório.
E a validade das provas é outra questão bastante objectiva. Ela também não depende de alguém previamente acreditar ou não.
Cumprimentos
Não estou a a falar da ressurreição enquanto facto histórico (que aconteceu ou não, como diz), mas como facto testemunhado e mediado pela Bíblia e que aceitamos ou não como verdadeiro. Isto não é fideísmo. Não pode tornar a fé na ressurreição qualquer coisa de tão natural que a fé deixe de ser uma virtude, isto é, um acto da vontade.
Obrigado por me responder. Ficou por dizer que é sempre um gosto ouvi-lo neste tipo programas.
"Não estou a a falar da ressurreição enquanto facto histórico (que aconteceu ou não, como diz)"
Nesse caso, não percebi a referência à Ressurreição na sua resposta sobre a "percentagem" de verdade histórica da Bíblia.
"mas como facto testemunhado e mediado pela Bíblia e que aceitamos ou não como verdadeiro."
Não percebo a distinção. Não é enquanto testemunho de evento histórico que os relatos da Ressurreição são considerados pelos cristãos e rejeitado pelos não-cristãos ?
A pretensão original de um relato não pode ser registar um evento como histórico, e não ser, simultaneamente.
Logicamente, não é possível olhar para os relatos da ressurreição e não tomar partido entre:
a) É relato histórico fidedigno.
b) Não sei se é relato histórico fidedigno.
c)Não é relato histórico fidedigno.
( refiro-me ao conteúdo, sabemos em que si mesmo o texto é documento histórico)
"Isto não é fideísmo."
Como escreveu:
- "As provas ou razões só servem para quem já acredita",
e
-" a ressurreição, por definição, é uma questão de fé",
Pareceu-me que "SÓ para quem já acredita" e "POR DEFINIÇÃO",colocam a fé como a única maneira de se saber se Cristo ressuscitou ou não.
"Não pode tornar a fé na ressurreição qualquer coisa de tão natural que a fé deixe de ser uma virtude, isto é, um acto da vontade"
Não nego que a maneira como se age e vive tendo em conta o conhecimento de que Jesus Cristo ressuscitou, é um acto de vontade, de fé, confiança. Também não estou a desprezar as experiências religioas pessoais que as pessoas possam ter, como fonte válida de conhecimento da ressurreição ou da existência de Deus.
A questão aqui é se temos ou não na Bíblia dados históricos credíveis para concluir que a ressurreição é a melhor resposta à questão da origem da crença e culto cristãos.
Os autores que citei ( e há mais) defendem que sim.
Obrigado.
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