Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

Como se já lá estivéssemos (actualizado)

Para muitos analistas e comentadores internacionais, Portugal já está sob tutela do Fundo Europeu de Equilíbrio Financeiro. Faz-se contas à vida, como se já lá estivesse.

A propósito do comentário que deixo em cima lincado, gostaria de fazer apenas a seguinte observação. O Estado Português - não a economia portuguesa - tem de levantar fundos este ano no valor de 46 mil milhões de euros. O Programa de Financiamento é uma pérola de obscuridade. Por junto, fica a saber-se pouco mais que o montante de Obrigações do Tesouro (OT) a emitir soma 20 mil milhões de euros. O saldo ficará positivo, já que serão redimidos apenas 10 mil milhões de euros em OT, reforçando-se assim no stock as posições em instrumentos de médio e longo prazo. Não está mal. O resto, 26 mil milhões, serão essencialmente fundos de curto prazo, obtidos (?) sob a forma de Bilhetes do Tesouro. O rolamento de dívida de curto prazo, com leilões todos os meses, será, ao contrário do que venho lendo como sugestão, o grande embate com os mercados, e não necessariamente as emissões de obrigações. É também nos prazos mais curtos que as taxas de juro sofreram maior explosão, como é normal à medida que se acentua a percepção de risco iminente. O primeiro teste é já amanhã, embora o montante em jogo seja mínimo. Não impede que no Wall Street Journal se lhe atribua relevante significado para o conjunto da zona euro em 2011.

2 comentários:

Jorge Costa disse...

Os comentadores excessivamente idiotas impedem outras pessoas, com comentários eventualmente interessantes, de comentar, para não se confundirem. De modo que passam regularmente a ir para o lixo.

PMP disse...

Alguem pode explicar a teimosia do governo em manter as taxas de juro dos certificados de aforro nos 1%, quando divida a menos de um ano já está nos 3.5% ?