Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010
O progresso na entrada de 2011
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Carlos Botelho
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Acabar com 2010
O grande personagem do ano 2010, de que nos vamos despedir dentro de umas horas, foi o bode. Bode expiatório. Não estou a brincar. Foi mesmo. Umas vezes chamou-se-lhe Alemanha, outras Europa, com mais frequência mercados, mas era sempre um algures, nebuloso, um ersatz do velho sistema, uma espécie de xix exterior capaz de aglutinar magicamente a origem dos problemas internos, uma operação meticulosamente calculada para evitar o confronto com a verdade. Não pretendo com isto negar a evidência: a Europa é uma coisa moribunda e naturalmente incapaz de fazer face aos problemas que criou; a Alemanha defende-se, e tem força para o fazer, embora valha a pena referir que Merkel, no conjunto europeu, é, europeiamente falando, o que resta de bom-senso, até mesmo porque não pode evitar, pelo interesse próprio e poder que tem, o recurso forçoso a um módico de contacto com a realidade; e os mercados são os mercados, com a sua lógica própria, a sua natural incapacidade de cálculo a longo prazo, a sua reacção tardia e, por tardia, percebida como excessiva, ao passivo de imprudências que acumularam, dentro de um sistema, é verdade, um sistema, sabemos agora, construído para que elas se pudessem acumular maciçamente, sem alarme, durante tempo de mais: o euro. Até gente que não é totalmente obtusa, como a deputada europeia Ana Gomes (não digo o mesmo do candidato presidencial Manuel Alegre, coitado), respira no ambiente zombie do Bode Expiatório, como ilustra este pequeno post excitado, onde, vejam bem, pede que alguém lembre à Srª Merkel que é responsável por que converjamos com a Alemanha, em troca da bondade de não lhe lembrarmos que está unificada à nossa «conta» (sic). Por isso, quando hoje tocarem as 12 badalas, o melhor que (nos) posso desejar é que deitemos com elas, pela janela fora, o bode. E segunda-feira regressemos à realidade. Por pior que seja, e é muito má, pior não pode haver do que este estado onírico em que vive Ana Gome e, reconheçamos, a generalidade do país.
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Jorge Costa
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17:49
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Discutir África não é fácil
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Nuno Gouveia
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16:40
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O Relatório dos Testes Intermédios de 2010
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Carlos Botelho
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Melhores golos de 2010
3 dos melhores golos de 2010 (surripiados a goal.com):
E vejam este video extraordinário com as melhores defesas de 2010 (incorporação proibida).
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Miguel Morgado
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Geografia da perseguição - o Cristianismo sob ataque
Segunda nota: aqui há uma justa indignação. Não me parece que a divisão clássica Dar al-Islam/Dar al-Harb seja alheia à situação, antes pelo contrário: é essa tradição, actualizada hoje, que confere consistência ideológica (mítica) ao Islão Político e à reislamização radicalizada (é mesmo, parece-me, a pedra angular do movimento; não é preciso grande argúcia para o perceber; basta uma rápida passagem de olhos pelos teóricos do movimento), mas, em todo o caso, folgo em saudar Rui Herbon, pela atenção. Há mais do que gritinhos e a inefável fedayn Palmira do ateísmo obsessivo para ler no Jugular.
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Jorge Costa
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Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010
Inaceitável
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Miguel Morgado
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18:17
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Hoje e amanhã
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Maria João Marques
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O homem branco é mau
Luís Naves, neste post, atribui-me um simplismo que admito: a democracia e a liberdade são uma das soluções para os problemas africanos. Não são de resolução fácil e até reconheço imensas dificuldades para atingir este objectivo. Muito terá que ser feito para chegar até lá e a até admito que ajuda ocidental não tem sido a melhor. Mas os (poucos) bons exemplos que existem demonstram que é possível. É verdade que as elites corruptas não chegam para explicar a miséria africana. De acordo. Mas como culpabilizar a ordem económica mundial, se foi precisamente esta que tirou milhões da fome nas últimas décadas em todo o mundo? O que poderá ajudar África é precisamente o aumento das trocas comerciais com os países desenvolvidos, e neste aspecto, são as nossas protecções, como a PAC, que prejudicam o desenvolvimento continente. A resposta é mais comercio livre. Mas para melhorar as condições de vida dos povos africanos, é fundamental que estes se reorganizem e credibilizem as suas instituições de poder.
“As democracias africanas não têm raízes e não são estáveis”. Uma frase certeira. Mas o que isso quer dizer? Que o povo africano deve estar condenado a viver sob o jugo de ditadores e elites corruptas que roubam os seus recursos para proveito próprio? Observemos a Angola, que agora é adulada por algumas elites portuguesas. Não será, em primeiro lugar, responsabilidade dos seus governantes o atraso que o país atravessa, apesar das suas imensas riquezas? Será que continuarão a culpabilizar Portugal pela sua presença no passado, esquecendo-se das suas próprias responsabilidades na governação? E o que dizer do Zimbabwe? Um dos países que foi literalmente destruído nos últimos anos. Será que também vamos responsabilizar os ocidentais pelos erros de Mugabe? Eu não acredito nesta teoria que defende que, por nunca terem vivido em democracia, não a merecem ou não a possam viver. <
Nas relações internacionais não há ilusões: é verdade que as viagens de Bush a África tiveram também interesses económicos por trás: foi por isso que o Presidente visitou a Nigéria, o maior produtor de petróleo do continente. Mas não deixou de colocar ênfase nos bons exemplos africanos, como os países que citei no post anterior. E devem ser estes que devem servir de farol para os restantes países da África subsariana. É isso que defendo e que o Luís parece discordar. Está tudo mal e não há solução á vista não me parece ser a melhor resposta.
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Nuno Gouveia
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14:53
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O que aí vem
Janeiro: It could prove to be one of the most difficult starts to a year for a long while. (...) Portugal will be the focus (...).
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Jorge Costa
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13:30
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Sair do euro (4) Fim do euro
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Pedro Braz Teixeira
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2010: Odisseia neste espaço
Uma viagem para fazer aqui enquanto 2010 não mergulha na espuma dos dias que correm.
A todos, Feliz Ano Novo!
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Ricardo Rio
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01:25
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Para @s apaixonad@s desencontrad@s nesta quadra natalícia.
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Fernando Martins
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Religião, felicidade e infelicidade
Aquele "in" de (In)felicidade indicava, à partida, o reconhecimento de que as religiões foram e são simultaneamente causa de felicidade e infelicidade.
Grandes filósofos, como Kant, Hegel, Bloch, Habermas, reconheceram que foi pelo cristianismo que soubemos da dignidade da pessoa humana. Em tempos terríveis de miséria material e humana, foi a religião que ajudou homens e mulheres a erguerem-se um pouco acima da animalidade e do quotidiano embrutecedor.
Quando não havia médicos nem analgésicos, foi a oração e a cruz de Cristo que deram sentido e algum alívio a todo aquele mundo de horror. E as pessoas sabiam que tinham uma missão na vida, e Deus acolhia-as na morte. Não é calculável o que as religiões fizeram e fazem pela cultura, pelo combate pela justiça e dignidade, no exercício da compaixão e do amor. Quem não reconhece o que a Igreja faz na presente crise pelos mais pobres?
Mas a corrupção do óptimo é péssima, e lá está a perversão da religião/religiões e as suas patologias. Como não pensar no terrorismo, na guerra e na tentativa de legitimar a violência com a religião?
Há três impulsos com que o Homem tem de aprender a viver: o ter, prazer, o poder. Saber viver com eles - nisso consiste a arte de viver.
O mais difícil é o poder, porque ele é o maior afrodisíaco. Por isso, de modo geral, Deus é pensado como omnipotência. Significativamente, na revelação cristã, Deus não se apresenta imediatamente como omnipotente, mas como Força infinita de criação e de amor. O Evangelho diz: "Sabeis que, nas nações, os poderosos mandam e dominam; entre vós, não será assim: quem quiser ser o primeiro deve ser o último." "Eu não vim para ser servido, mas para servir", disse Jesus.
Assim, quando a Igreja se identificou como instituição de poder, começou o afastamento do Evangelho. Até Constantino e Teodósio, os pagãos diziam, referindo-se aos cristãos: "Vede como eles se amam." Depois, surgiu o poder sacro, à maneira do poder imperial, e tudo se modificou. Não é possível a uma pessoa que conheça minimamente o Evangelho e a História deixar de fazer perguntas como esta: como é que o Evangelho de- sembocou num Papa chefe de Estado, com uma Cúria imperial, e bispos a viver em palácios?
Quando se toma o poder sacro em nome de Deus, os perigos são imensos e terríveis. Até surge a tentação de "administrar" Deus. Então, quem não está com os "administradores" de Deus é herético e condenado. Lá está o perigo do fanatismo: somos a única religião verdadeira e todas as outras devem ser combatidas. Lá está o impedimento da liberdade de pensar e a censura. O pior é a imagem de um deus mesquinho, cruel, violento, causa de ateísmo e de infelicidade.
Esses "administradores" da religião e do próprio Deus arrogam-se também o direito de administrar a moral e são eles então quem determina o que é bem e mal, o que se deve fazer e não fazer. E lá está o controlo do prazer pelo poder, porque o prazer subverte o poder. Lá está então uma sexualidade envenenada, a proibição dos contraceptivos, o celibato eclesiástico obrigatório e a sua grandeza e miséria. Lá está a pedofilia dos clérigos, ocultada para tentar preservar a instituição-poder.
E ainda: quem detém o poder deverá, no quadro desta lógica, ter também mais teres e privilégios.
A questão da religião é mesmo a religião (o conjunto de atitudes e organizações na relação com Deus): o que a religião fez e faz de Deus e como usou e usa o seu nome na sua relação com os humanos e destes com Deus. Para a felicidade, é preciso voltar ao Evangelho.
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Tiago Mendes
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Máximas da mercearia
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Maria João Marques
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Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010
Os Grandes Interesses
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Miguel Morgado
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21:54
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A importância de uma agenda pró-democracia em Africa
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Nuno Gouveia
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Tribunal de Contas
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Miguel Morgado
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Era Uma Vez Na América
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Jorge Costa
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Como mudaram em tão poucos meses, senhores!
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Maria João Marques
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Sem título
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Miguel Morgado
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12:59
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A Guerra Sagrada
(Composto por Alexander Alexandrov, para as palavras de Vasily Lebedev-Kumach, em 41, logo no início da guerra. Alexandrov foi também o autor do Hino Nacional da União Soviética, a partir de 44 - hinos que não deixam indiferente o mais empedernido dos anticomunistas. O video também é extraordinário.)
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Carlos Botelho
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12:58
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Combate de Blogs - nº 35
O próximo programa regressa ao horário de Domingo (das 18h às 19h). Passará de meia-hora para uma hora completa.
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Miguel Morgado
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12:54
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A outra África
Henrique Raposo no Expresso online
Para os nossos media, "África" quer dizer "sangue" e "pobreza". É por isso que muita gente ainda não sabe que existem democracias consolidadas e - relativamente - prósperas em África: Mali, Gana, Benim, Namíbia, São Tomé & Príncipe, África do Sul e Botswana. [E]stes países são factos empíricos que não encaixam na narrativa apocalíptica que o Ocidente gosta de reproduzir sobre África. O que é uma pena. Os outros países africanos não vão sair do buraco através dos conselhos morais e abstractos dos ocidentais. Os outros países africanos só encontrarão o caminho da boa governança quando quiserem olhar para as práticas dos seus vizinhos que têm a cor verde no mapa da liberdade . As Angolas só caminharão para a democracia e prosperidade quando quiserem olhar para o exemplo que o Botswana oferece há várias décadas.
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Miguel Noronha
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12:23
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O regresso da inflação
ADENDA: Entretanto na frente "interna". Ontem o BCE não conseguiu , pela primeira, esterilizar por completo uma operação de compra de dívida soberana. Isto equivale a dizer que o BCE está, ainda que involuntariamente, a monetizar a dívida dos estados-membros. (a tendência implícita neste gráfico não é muito reconfortante)
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Miguel Noronha
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09:34
O custo da gratuitidade das novas tecnologias
"O Fim da Privacidade" de Fernando Gabriel (Diário Económico)
Tal como a difusão dos ‘scanners' corporais é facilitada pela recusa geral de medidas que possam ser consideradas discriminatórias, também não é possível inocentar os consumidores, que pretendem ligações mais rápidas mas recusam-se a pagar pelo aumento da qualidade do serviço sob a forma de preços mais altos. Os fornecedores e companhias de marketing encontraram uma solução: compensar o diferencial entre receitas directas e custos através de receitas de publicidade. O preço "escondido" é a perda de privacidade.(...) [H]á uma escolha a fazer entre a protecção da privacidade e a adesão incondicional aos brinquedos tecnológicos e essa escolha revela se pretende ser tratado como adulto ou como criança. E as crianças não devem ter segredos.
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Miguel Noronha
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09:21
Anestesiados
Há um efeito secundário dos escândalos políticos dos últimos tempos. Talvez mais subtil mas não menos perigoso. Semelhante ao que acontece com as catástrofes longínquas que as notícias nos trazem todos os dias: banalizam-se e tornamo-nos indiferentes. Deixamos de reagir a mais um “caso político”, tal como nos passa ao lado uma nova tragédia no Uzbequistão. Com a abundância de “casos” mal explicados, envolvendo membros do Governo e o próprio Primeiro-Ministro, a desconfiança entranhou-se na vida política portuguesa. Casos como o Freeport ou Face oculta, episódios como a licenciatura ou as casas da Guarda banalizaram-se. Como estão longe os tempos em que uma simples dúvida sobre a sisa ou uma manta de avião eram suficientes para a demissão de um ministro. Perdemos sensibilidade. Descemos o nosso padrão de exigência. Fomo-nos tristemente habituando à promiscuidade entre interesses públicos e privados. Vulgarizou-se a ideia de que um partido pode colocar os “seus” em certos lugares nas empresas privadas (PT, BCP, Cimpor) para depois os utilizar como peões de uma estratégia de poder e controlo sobre os media e a sociedade em geral.
Claro que sempre se disse mal dos políticos pelas esquinas e cafés. A diferença é que agora ouvimos o mesmo discurso pelas alcatifas bem cuidadas dos escritórios, bancos e universidades. Generalizou-se entre as elites uma ideia negativa sobre a política. Perdeu-se a noção de serviço público. Recordo-me de ouvir, na vetusta Faculdade de Direito, elogios aos que colaboravam em partidos ou gabinetes. Hoje, pelos mesmos corredores, vejo desdém por aqueles que fazem o mesmo. Os melhores, que podem escolher, preferem uma carreira “privada”, porque a política, mesmo uma colaboração técnica num gabinete, é vista como uma mancha no currículo.
A vida vai-se fechando num círculo cada vez mais privado. As pessoas cruzaram os braços, estão indiferentes, anestesiadas. Cada um a tratar da sua vidinha. A pensar na carreira. A ganhar dinheiro. O resto não vale a pena, nem justifica “sujar as mãos”. Com a crise sobra ainda menos tempo para a vida pública. A política perdeu espaço, basta ver o alinhamento dos telejornais. Esta despolitização, este fechamento numa lógica privada é preocupante. Faz lembrar o pior do salazarismo. A política perdeu qualidade. Mais do que a crise económica, este será porventura o pior legado dos governos Sócrates: a apatia generalizada, a decadência da nossa vida pública de que vamos demorar muito tempo a recuperar.
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Paulo Marcelo
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08:25
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Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010
Reviver o passado
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Carlos Botelho
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23:45
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Parabéns à Universidade do Minho
Universidade do Minho é a primeira do país a anular doutoramento por plágio
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Nuno Gouveia
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22:26
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Por cá, nada acontece, nada tem consequências
Governo diz que não há razões para demitir gestores públicos.
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Paulo Marcelo
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19:36
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Alienados
O Paulo Marcelo escreve hoje um texto cujo desalento partilho (suponho, pelo tom, que terá sido o texto que mais lhe custou escrever até hoje. Vale a pena ler).O retrato desolador do país que ele traça, chamando-lhe «anestesiados», não é completo. Falta-lhe o complemento, por ventura tão ou mais deprimente, do capítulo dos «alienados». É rápido. Basta ler esta prosa inacreditável, de tão imaginativa como descosida, do João Galamba. É um patchwork de coisas que não existem, vacuidades esotéricas e inconsistências.
Declarações de responsáveis europeus elogiando os esforços heróicos dos países periféricos na consolidação orçamental? Heróicos? Mesmo entre aspas? Mesmo que existam, dignos de relevo, o que, como ele está farto de saber, não é o caso de Portugal, seriam heróicos por que carga de água? Que poderia ter de heróico inverter uma trajectória de endividamento suicidária? E que responsável europeu, mesmo tendo no grupo gente alucinada como Jean-Claude Juncker ou o comissário Olli Rehn, algum vez se referiu aos esforços, onde eles existem, como «heróicos» ou coisa parecida?
A «Europa» pôs-se de fora? Mas não existe o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), que o seu - dele, João Galamba - governo acha que Portugal pode e deve dispensar? O BCE não está comprador praticamente único dos títulos de dívida portuguesa no mercado secundário e não é o único fornecedor de fundos da banca nacional desde Maio?
Não. Ou melhor, sim. Tanto faz. O deputado acha, porém, que se a «Europa» fosse «coerente com as suas declarações», usaria antes «o seu poder para garantir que, enquanto os países em dificuldades forem cumprindo o acordado, estes têm todas as condições para realizar os ajustamentos necessários sem pressão adicional e contraproducente dos mercados». Aqui o deputado mergulha no oculto. Quais poderes, para além da cobertura que vem dando com o já referido FEEF, as compras massivas de títulos e a cedência de fundos? E quando se refere a «cumprir com o acordado» está a referir-se a que país, ele, que é deputado de um que furou tudo o que havia para furar, depois de ter sido forçado a comprometer-se, em Maio, com qualquer coisa significativa em matéria de consolidação orçamental?
O João Galamba vive onde? Na realidade não é de certeza. Vale apenas como exemplo do estado mental doentio da corte.
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Jorge Costa
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19:23
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Ensitel vs Maria João Nogueira: mau serviço e prepotência
Toda a história aqui:Portanto, a Ensitel não gosta que os clientes expressem livremente a sua opinião. A liberdade de expressão é muito linda e coiso e tal, mas só quando não chateia. Se chateia, já não há liberdade de expressão para ninguém. Eu não minto nos meus posts sobre a Ensitel. Descrevo a situação, dou os factos, e escrevo o que penso acerca da coisa.
Ensitel
Ensitel (take 2)
Dia do consumidor
Conflitos de consumo
Centro de Arbitragem de conflitos de consumo
Ensitel (take 6)
Ensitel - Take 7
(links roubados do Insurgente)
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Miguel Noronha
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17:12
Palpites para 2011
- Espanha - Idem: 40%
- Irlanda - Idem: 40%
- Grécia - Idem: 0%.
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Miguel Morgado
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15:10
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Para 2011

Previsões para o próximo ano no Zero Hedge. Algumas parecem-me óbvias. Outras nem por isso. Vamos lá ver quantas acertam. Prevêm a queda da Espanha durante o 1º trimestre e que as atenções do mercado se passarão a centrar na Itália. Não fazem qualquer referência à situação portuguesa.
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Miguel Noronha
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14:55
O governo Sócrates nunca perderá uma oportunidade de estampar o país contra uma parede. Jamais
A notícia está aqui.
Em 2010, «tudo o que podia correr mal, correu. Foi um ano que possivelmente vai ficar para a História, dentro de décadas vamos olhar para este ano e estudá-lo». Sérgio Aníbal, editor de economia do Público. Ver aqui o vídeo.
A única coisa de que podemos estar certos em 2011: com este governo, na sua boa tradição, tudo o que puder correr mal, correrá mal.
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Jorge Costa
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10:30
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Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010
Anarquismo na RR
A minha crónica desta semana na RR: Anarquismo.Depois da explosão das encomendas armadilhadas em duas embaixadas em Roma, houve quem falasse de uma “onda de terrorismo” anarquista. Por enquanto, é difícil distinguir o aviso sincero do mero alarmismo. Mas a julgar pela nota de revindicação dos atentados, a Federação Anarquista Informal está a tentar recuperar a letra e o espírito da famosa “propaganda pelo acto”, que fez estremecer a Europa de há 100 anos.
O caso trouxe ainda mais à superfície as ligações internacionais do movimento anarquista de índole violenta e não-violenta. Sabe-se que existem laços estreitos de coordenação entre grupos espanhóis, italianos e gregos. A coincidência histórica é interessante, mas estamos muito longe da imensa força política e entusiasmo revolucionário que o anarquismo mostrou na primeira metade do século XX nestes três países. O anarquismo fez a revolução na IIª República espanhola, ajudou a preparar “semanas vermelhas” antes e depois da I Guerra Mundial em Itália, e formou o partido proletário grego nos anos 20, que, para desgraça futura dos anarquistas, acabaria por ser dominado pelos comunistas de lealdade soviética.
No entanto, convém perceber que o grito de revolta anarquista está desde há muito associado a um desejo ardente de destruição pela destruição. Na sua origem, a exortação à “propaganda pelo acto” correspondia à enunciação de uma tarefa que o “Catecismo do Revolucionário” descrevia como “terrível, total, geral e implacável”. Era a tarefa da destruição de um mundo que não conhecia inocentes.
Durante vários anos, o anarquismo terrorista foi capaz de provocar ondas de pânico nas sociedades europeias. Hoje, o retorno de tamanha ameaça não parece ser plausível. Mas a mesma vontade niilista de rejeição total da sociedade permanece nalguns grupos, que tenderão a crescer numa época de incerteza, de angústia e de perda de confiança, como é a nossa.
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Miguel Morgado
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18:54
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Um bocadinho de história
Com um obrigado a Vítor Bento.
Ali em cima, com a curva apontada ao céu, o governo populista, demagogo e incompetente aumenta o salário mínimo. Já li mesmo economistas a justificarem a coisa, indignados com a não recepção dos maus argumentos do seu bom coração. No fundo, toda essa curva, bem espremidinha, é (também) uma invenção (terrivelmente real) de economistas. Admiramo-nos de quê?
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Jorge Costa
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16:18
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Guilty as charged
Publicada por
Manuel Pinheiro
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15:34
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Paz na Europa
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Pedro Braz Teixeira
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13:06
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Lesgislação ordinária: dois exemplos
Lei de valor reforçado que define toda a gestão orçamental do Estado passa a obrigar a "défice zero", mas sem sanções por incumprimento
Público
A legislação recentemente promulgada por Cavaco Silva passou a admitir como despesas declaráveis de um partido as coimas a si aplicadas, tal como o Expresso já noticiara. Mas a lei também passa a prever que as multas decretadas contra os seus dirigentes possam ser inscritas nas despesas.(...)A inclusão das coimas nas despesas tem uma aplicação prática. É que como é a partir das despesas que o Estado calcula a subvenção concedida aos partidos, ao incluir as coimas nessas despesas, os partidos acabam por receber de volta, mais tarde, o valor monetário das coimas que lhe foram aplicadas.
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Miguel Noronha
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10:23
Grande Finale (83)
Quando Passam as Cegonhas, Mikhail Kalatozov, 1957
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Carlos Botelho
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Etiquetas: Grande Finale
Domingo, 26 de Dezembro de 2010
Kiosk - To Kojaee
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Jorge Costa
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22:35
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Kiosk : Love for Speed (Eshgh e Sorat) legendado
Publicada por
Jorge Costa
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21:46
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Cripto-comunistas

textos fundamentais:
- "The Smurfs Were Communists!" (textos de Dave Morgan e Kristen M. Sonntag, Esq)
- Smurf Communism
- S.M.U.R.F.
- Communist Smurfs and Obama's Budget: Why Gargamel was a Capitalist
- The Smurfs Were Communists, when You Think About It
- The political leanings of the Smurf community. Fact or fiction.
Uma opinião divergente: "The Theory of Smurfian Communism" de Andrew Dougherty
(as caixas de comentários são um conhecido meio de propagação do comunismo)
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Miguel Noronha
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21:15
Espírito de Natal
Hoje no CM
Publicada por
Paulo Pinto Mascarenhas
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18:10
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Igualzinho
Em pose. Há coisas que devem nacer com a pessoa. O resto é igual.
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Jorge Costa
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13:01
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Da escassez de pachorra
Sinceramente, lamento ter que dizer isto: convinha que, a troco da obtenção de um atestado de pureza anticomunista (ou antibolchevique, ou anticomuna, se preferirem), não se escolhesse a amnésia histórica ou a negação patológica de condições históricas que são, agora, indespedíveis. É que, meus queridos, ter uma opção ideológica não tem de levar necessariamente a uma qualquer forma de aldrabice, está bem?
Por agora, não quero perder mais tempo com estas criancices.
[Não há que ter medo de manter caixas de comentários.]
Publicada por
Carlos Botelho
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Sábado, 25 de Dezembro de 2010
Resposta ao camarada Botelho tirada do baú - do meu e do dele
Há 68 anos era assinado o infame pacto Molotov-Ribbentrop. Estaline mostrava ao mundo inteiro que não era muito diferente de Hitler e que o regime soviético tinha ambições imperiais semelhantes às do regime nazi. Foi num dia 23 de Agosto.
Foi a tradução diplomática da tese posterior que defendeu que ambos os regimes eram essencialmente idênticos, baptizando-os com uma palavra nova: "totalitarismo".
Foi o momento mais alto do mundo das trevas, dividido entre o nacional-socialismo e o bolchevismo.
Foi o momento mais baixo da civilização europeia.
Quando vemos quem eram os signatários do pacto, e o que representavam, e quando recordamos tudo o que daí resultou, sentimos aquele impulso estéril de dizer que o 23 de Agosto seria o candidato perfeito para um dia de luto europeu.
Publicada por
Miguel Morgado
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23:15
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Judenrein
Publicada por
Jorge Costa
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19:21
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Dado o estado mental aberrante da esquerda em Portugal as presidenciais correm o risco* de ser o momento mais desinteressante da história eleitoral
Diz-se que Portugal tem a direita mais estúpida do mundo. É capaz. O que já não oferece discussão é que tem a esquerda mais estúpida do mundo.Luciano Amaral, continuar a ler no O Gato de Cheshire.
* Sinceramente: riscos, já chegam os que há, de modo que, bem feitas as contas, não me parece muito mal um Janeiro eleitoral profundamente entediante.
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Jorge Costa
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18:34
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Natal
Neste caminho cortado
Entre pureza e pecado
Que chamo vida,
Nesta vertigem de altura
Que me absolve e depura
De tanta queda caída,
É que Tu nasces ainda
Como nasceste
Do ventre de Tua mãe.
Bendita a Tua candura.
Bendita a minha também.
Mas se me perco e Te perco,
Quando me afogo no esterco
Do meu destino cumprido,
À hora em que eu Te rejeito
E sangra e dói no Teu peito
A chaga de eu ter esquecido,
É que Tu jazes por mim
Como jazeste
No colo de Tua mãe.
Bendita a Tua amargura.
Bendita a minha também.
REINALDO FERREIRA [1959?]
Publicada por
Carlos Botelho
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Inconsequências
Publicada por
Nuno Lobo
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11:30
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Males menores

- Terror Vermelho (1918-1922)
- Gulags (1930-1969)
- Deportações (1 e 2) (vários periodos)
- Eliminação dos Kulaks (1929-1932)
- Holodomor (1932-1933)
- Processos de Moscovo (1936-1938)
- Massacre de Vinnytsia (1937-1938)
- Grande Repressão (Mongólia) (1937-1939)
- Massacre de Katyn (1940)
- Massacre de Backa (Jugoslávia) (1944-1945)
- Campanha de eliminação de contra-revolucionários (China) (1950-1951)
- Guerra da Coreia (1950-1953)
- Grande Salto em Frente (China) (1958-1961)
- Revolução Cultural (China) (1966-1976)
- Campos de Morte (Cambodja) (1975-1979)
- Terror Vermelho (Etiópia) (1977-1978)
Peço desculpa por não ter sido exaustivo.
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Miguel Noronha
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09:24
A Christmas Tree
Being now at home again, and alone, the only person in the house awake, my thoughts are drawn back, by a fascination which I do not care to resist, to my own childhood. I begin to consider, what do we all remember best upon the branches of the Christmas Tree of our own young Christmas days, by which we climbed to real life.
CHARLES DICKENS [1850]
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Carlos Botelho
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02:14
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Ladainha dos Póstumos Natais
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que se veja à mesa o meu lugar vazio
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que hão-de me lembrar de modo menos nítido
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que só uma voz me evoque a sós consigo
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que não viva já ninguém meu conhecido
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem vivo esteja um verso deste livro
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que terei de novo o Nada a sós comigo
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem o Natal terá qualquer sentido
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que o Nada retome a cor do Infinito
DAVID MOURÃO-FERREIRA
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Carlos Botelho
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Sexta-feira, 24 de Dezembro de 2010
Há males que são menores, bem menores

É melhor não considerar a pura sensatez histórica como loas 'ao camarada Stalin' ou, por exemplo, um qualquer apreço pelo velho NKVD. Simplesmente, as coisas devem ser postas no seu lugar. É tão "simples" como isso. Comparar não é igual a equiparar. Apesar de tudo, de toda a brutalidade da tropa, de todas as abominações dos regimes post-45, a progressão relativamente rápida do Exército Vermelho a partir de 1944 salvou centenas de milhar (ou milhões?) de vidas - que teriam, pura e simplesmente, desaparecido da face da terra, graças à eficiência alemã e ao zelo dos fantoches ucranianos, bálticos, húngaros, croatas, etc. E sim, ao dizer isto, tenho em conta Katyn e outras, as violações por toda a Prússia e na Hungria... - escusam de vir recordar o que não foi esquecido. Gostava de ver como teria sido o decorrer da guerra sem o contributo do Exército Vermelho para a derrota terrestre (por mais voltas que dêem, essa foi a decisiva) do Reich.
[Na imagem, combate à volta de Prokhorovka, parte da batalha gigantesca de Kursk, em Julho de 43. Monumento aos mortos de Prokhorovka, aqui.]
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Carlos Botelho
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Just use Government!
Espalhafatosamente roubado a O Insurgente.
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Jorge Costa
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O Natal à venda
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Carlos Botelho
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13:27
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É melhor assim (reeditado)
P.S.: quanto a ideias «normais», «social-democratas», não sei a que se refere. Só posso falar por mim: não sou social-democrata e tenho a social-democracia por um anacronismo anormal, perdoe-se-me a redundância. O facto de ser militante de um partido que ostenta esse anacronismo no seu nome, tendo a atribuí-lo, talvez por wishful thinking (todos temos as nossas fraquezas), a um deslize da história. Repare que também o Partido Socialista, social-democrata, se chama socialista e não tem o programa do Partido Comunista, e por aí adiante. Por mim, e só falo por mim, sou (quase sempre) um conservador amigo da democracia, desde que seja liberal (o oposto de despótico não é democrático, é liberal), se me quiser situar politicamente algures. Não creio que seja assim uma disposição tão radical. Embora, no contexto, às vezes possa parecer. É do contexto.
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Jorge Costa
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12:27
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Feliz Natal
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Pedro Picoito
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12:01
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Candidato (a post do ano)
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Pedro Picoito
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11:48
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E depois dos "abrantes"?
"2011, a esquerda e a direita" de Nuno Garoupa (Jornal de Negócios)
2011: não é preciso fazer sondagens para saber que o PS está de saída e o PSD de regresso ao poder. O que não se percebe muito bem é que diferença isso faz para a maioria dos portugueses que não são "boys" nem "girls" do PSD e do PS. O líder do PSD fala muito de reformismo, como aliás falava Durão Barroso em 2002. Mas quando passamos da retórica aos actos, o que se tem visto é a mesma lógica de sempre, mais do mesmo. Nas comissões para avaliar as PPP e a execução orçamental. Na nomeação para o Tribunal Constitucional. Na lei do financiamento dos partidos políticos. Aguardemos pois pelo novo ano de 2011 para ver se muda alguma coisa
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Miguel Noronha
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Um mundo sem europeus - outra perspectiva
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Manuel Pinheiro
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Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010
O que a esquerda, a parola sectária (não a geral), não perdoa a Cavaco
Aqui. Sem tirar nem pôr.
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Jorge Costa
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23:34
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Pocilga da República
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Carlos Botelho
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23:06
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Marianne Faithfull - Crazy Love
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Jorge Costa
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22:53
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Chocante ao quadrado
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Paulo Pinto Mascarenhas
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21:50
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Chocante
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Miguel Morgado
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21:33
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Elogio do pudor
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Miguel Morgado
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21:20
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Não é por nada, mas
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Pedro Picoito
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20:22
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Rota do Românico do Vale do Sousa
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Pedro Picoito
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16:56
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