Terça-feira, 31 de Agosto de 2010
Beba, pela sua saúde...
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Nuno Gouveia
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Lei da gravidade
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Jorge Costa
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Atentado em Israel
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Nuno Gouveia
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E agora?
Depois de 116 milhões de euros investidos dos 170 milhões do Fundo Florestal Permanente oriundos da ecotaxa financiada com o imposto petrolífero (dos quais pouco ou nada se sabe), depois dos planos, das estratégias, das campanhas de sensibilização (que este ano não existiu ou passou despercebida), depois de muito papel e de novos organismos e novas competências, os socialistas bem podem questionar os dados europeus, acusar o tempo e as as gentes, revelarem tiques de “ PREC mental” com ameaças de nacionalização, a realidade é apenas uma: Portugal continua a arder e, num lento processo de combustão, a empobrecer.
Resta agora assistir à estratégia de comunicação que o executivo adoptará para do real fracasso criar o aparente sucesso. Nesta como em outras áreas da actuação governativa vale a pela ler o conto do roubo do elefante branco de Mark Twain.
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Eugénia Gambôa
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Toy Story
Durante duas semanas ouvimos o PSD a assegurar que não viabilizaria um orçamento PS que aumentasse a carga fiscal, designadamente através do corte de deduções fiscais na educação e na saúde.O Senhor Presidente da Républica falou e, afinal, parece que o PSD já admite o corte de deduções fiscais em alguns escalões do IRS.
E tenho aqui um dedo que adivinha que me diz que o PSD já não vai apresentar o projecto de revisão constitucional em Setembro, como anunciado.
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Pedro Pestana Bastos
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O monstro
As semelhanças deste “monstro” jurídico com a parábola kafkiana do Processo são evidentes. Uma Justiça cada vez mais desumanizada e enredada numa lenta e pesada teia burocrática, que conduz à sua própria negação. Onde os aspectos formais se tornam mais importantes que o apuramento da verdade.
Até há pouco tempo acreditava-se que a Justiça era lenta mas funcionava. Agora, com a mediatização dos processos Casa Pia, Freeport, entre outros, generaliza-se uma ideia de fragilidade e de ineficácia. Um sistema que é forte com os fracos, mas fraco com os ricos e poderosos.
A situação é de tal modo grave que já não bastam reformas legislativas. Não se tem feito, aliás, outra coisa nos últimos anos: sucessivas alterações legais com resultados medíocres. Se não concordam, leiam as conclusões dos últimos relatórios do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa, ou o recente estudo da associação europeia MEDEL.
O nosso sistema é formalista e burocrático, o que atrai mais complexidade e morosidade. É intolerável que haja processos que se arrastam durante décadas. Por detrás desses quilómetros de papel estão pessoas concretas, com problemas reais que carecem de uma solução rápida.
A palavra-chave, por isso, tem de ser simplificar. O que implica, sejamos claros, reduzir certas garantias processuais em benefício da eficácia. Se nada fizermos o sistema corre o risco de perder legitimidade e apodrecer.
A introdução de um regime de “sentença simplificada” seria um passo positivo. Tal como a eliminação de algumas exigências probatórias. Não faz sentido, por exemplo, que a prova produzida perante um magistrado na fase de Inquérito (ou Instrução), com todas as garantias processuais, tenha de ser repetida em julgamento. Tal como não faz o excesso de testemunhas em certos processos.
Que me perdoem os meus colegas advogados, mas esta simplificação implica aumentar o poder dos magistrados, com riscos de aumento da discricionariedade decisória. E libertá-los das tarefas administrativas, para se poderem concentrar na actividade jurisdicional. Apostar na oralidade, desmaterialização e nos sistemas de acesso à informação.
É urgente uma revolução do nosso paradigma processual, pensado para um outro tempo. Trazer a justiça portuguesa para a modernidade, aproximando-a do tempo socialmente justo, mais próximo das expectativas dos cidadãos e das empresas.
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Paulo Marcelo
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Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010
Gente firme, sempre a postos
Manouchehr Mottaki, ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, e Luís Amado, há mês e meio, por cá.
Quando a 13 e 14 de Julho passado, corriam pelo mundo já as notícias da iminente lapidação de Sakineh Mohammadi Ashtiani, e Manouchehr Mottaki, ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, se passeava pelas Necessidades, honrosamente recebido pelo seu homólogo luso, a quem o visitante não poupou elogios, onde estavam estas boas almas? O súbito pathos desta minúscula assinatura comove-me. Em Julho* havia mais que fazer.* Se tiver paciência, é só percorrer nove páginas de rolo. Há resmas de posts sobre a fé, uma verdadeira fixação jugular, havia a chatice do Freeport, muita alegria, muito coisa gira, etc.
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Jorge Costa
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Ódio
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Alexandre Homem Cristo
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Vida acasalada
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Miguel Morgado
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cabecinha de polícia, alminha de bufo
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Jorge Costa
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Citação montesquieuana do dia
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Miguel Morgado
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Irão mas não foram
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Paulo Pinto Mascarenhas
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Não sei se repararam
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Paulo Pinto Mascarenhas
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Domingo, 29 de Agosto de 2010
De la Démocratie en Massamá
Note-se que esta súbita plebeização de Passos, antigo leitor de apócrifos de Sartre e putativo candidato a uma carreira de barítono, nada deve ao eterno projecto de reconduzir o PSD à social-democracia. Para isso basta citar Bernstein. O downgrade a que me refiro, fenómeno de mobilidade social descendente também conhecido por bota-abaixismo graças à metonímica companhia de Bota, é uma táctica de objectivos tão modestos quão precisos. Primeiro, diferencia Passos de Sócrates pelo fato-de-banho, já que não se distinguem pela gravata. Segundo, diferencia Passos de Manuela Ferreira Leite, com a qual o PSD deixou de "ir para a rua", na expressão orgulhosamente lumpen de Miguel Relvas. Por fim, e not the least, permite acalmar os receios do povo, o verdadeiro, quanto ao anunciado projecto de "revisão constitucional" de Passos, acusado pelo PS e pelo Dr. Arnaut de querer acabar com o Serviço Nacional de Saúde, o ensino tendencialmente gratuito, a progressividade dos impostos e o lince da Malcata.
Estas coisas deixam mossa e o PSD desceu nas sondagens, o que certamente preocupou muito quem se preocupa muito com sondagens. De modo que a corte passista se sentiu na necessidade de convencer o povo, o verdadeiro, de que Passos é do "povo". Se Passos é do "povo", nunca faria ao povo aquilo de que o acusam. Nunca. Metam o homem em calções, salvo seja - e já ninguém lhe vai perguntar pelo lince da Malcata.
Como táctica, está muito bem. A esquerda não ousaria criticar o Passos "do povo" porque o povo é quem mais ordena. E a direita muito menos porque está tão preocupada em parecer democrática que se esquece de ser democrática. Só que a democracia, convém lembrar, não é o regime em que desaparecem as classes sociais, mas em que um político vai a votos pelas suas ideias, pelas suas propostas, pelo seu programa e não pela sua classe social. E, sobre isto, continuamos sem saber o que realmente pensa o novo PSD do SNS e do lince. Se é que pensa alguma coisa. Porque é mais fácil viver em Massamá do que pensar na São Caetano à Lapa. Mais fácil e mais classista: julgar-se "do povo" por aparecer em calções no Expresso é tão snob como julgar-se um cavalheiro por aparecer de chapéu alto em Ascot. "Todas as revoluções fazem crescer a ambição dos homens, sobretudo as revoluções que derrubam uma aristocracia", disse Tocqueville há muito tempo. Que pena não o ter dito no Pontal, em vez de escrever livros em francês.
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Pedro Picoito
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Sábado, 28 de Agosto de 2010
Manuel Núñez Bernal, natural de Almeida (1615?, 1655), 40 anos, mercador
Deixo de lado a vasta problemática dos criptojudeus na Espanha moderna – em esmagadora medida uma questão de judeus portugueses – e vou directo ao assunto. Sem muitas pinças e introduções: para quem se interessar, o tema tem merecido aturada investigação histórica, e nela têm lugar fundamental dois nomes: Julio Caro Baroja, com o seu monumental Los Judios en la España Moderna y Contemporánea, em três volumes, e Antonio Domínguez Ortiz, com extensa obra, e esta, em especial: Los Judeoconversos en la España Moderna*, que me fez cruzar com ele: Manuel Núñez Bernal. A fonte primária é um relato do Doutor Nicolás de Vargas, médico no Tribunal do Santo Ofício de Córdova, à época do auto de fé: 3 de Maio de 1655. O título do referido relato é ele, por si só, um epigrama sobre uma faceta do barroco ibérico. Reproduzo, pelo estilo inimitável: Triunfo gloriosamente grande, demostración heroicamente religiosa, azote pavoroso de ignorante malicia, castigo de la perfidia judaica, juicio tremendo de las venganzas de Dios.
O que me importa, agora, é este nome: Manuel Núñez Bernal. Domínguez Ortiz conta assim, e eu não vou traduzir tão límpido castelhano.
Como muestra de lo que eran estos autos [autos de fé] voy a resumir el relato que se imprimió acerca del celebrado en Córdoba el 3 de mayo de 1655. Su celebración se publicó el 30 de marzo antecedente, y en seguida se empezaran los preparativos, una vez obtenido el perceptivo permiso de la Suprema Inquisición. Se avisó al obispo de la diócesis y al Ayuntamiento para que prestasen su concurso, y se recordó a los familiares y comisarios [funcionários da Inquisição] del partido de Córdoba la obligación que tenían de asistir. En la Plaza de la Corredera, la más espaciosa de la ciudad, se levantaron las plataformas y graderíos de madera, defendidos por un gran toldo de los rayos del sol.

Desde días antes de la celebración reinaba en Córdoba una expectación semejante a la que en nuestros días rodea un decisivo partido de fútbol. Se aseguraba que habían llegado ochenta mil forasteros (exageración andaluza), entre ellos algunos señores de la mas alta nobleza, como el marqués de Priego, a quien se confió el encargo de llevar el Estandarte de la Fe en la procesión, distinción que admitió agradecido, haciendo partícipes de ella a sus parientes el duque de Cardona y el marqués de los Vélez, que llevarían las borlas del estandarte. Llegó también el Generalísimo de la Orden de San Francisco, que no quería perderse tan lucida función, y el dominico fray Enrique de Santo Tomás, a quién se encomendó el sermón. Es de imaginar el trajín de idas y venidas, cumplidos y ceremonias que ocasionaría la visita de tan ilustres huéspedes. La distribución de asientos se hizo con suma atención para no desairar a nadie, pues en punto a etiquetas aquella sociedad era muy puntillosa.
La víspera del día señalado salió de los Reales Alcázares, morada de la Inquisición, una lucida procesión, acompañando a una cruz cubierta de negros velos «que eclipsando las soberanas luces de su esplendor, influía horrores, ocasionaba sentimientos y provocaba venganzas». Tras largo recorrido acompañada de música y de infinito pueblo, quedó colocada en el tablado de la plaza, y allí se celebraron misas durante toda la noche.
El 3 de mayo muy temprano se fueron sacando los presos a la luz del día de la que tanto tiempo habían estado privados; a cada uno se colocó su insignia, según sus delitos, entregándolo a la vigilancia de dos familiares [funcionários locais]. «Iban los reos en cuerpo, velas de cera amarilla en las manos, apagadas como su caduca Ley y sogas a la garganta». Les seguían veinte estatuas de difuntos y ausentes, y tres mujeres condenadas a relajación [à morte, a ser executada pelas autoridades seculares], que por haber pedido misericordia serían estranguladas antes de entregar sus cuerpos a las llamas. Las asistían muchos religiosos para consolarlas y mantener su perseverancia. De los relajados varones uno había también aceptado dicha mitigación, mientras el otro, Manuel Núñez Bernal, portugués vecino de Écija, se mantenía aferrado a su fe.
Judío tan pertinaz que asistido toda la noche en la Inquisición y todo el día en el cadalso de religiosos graves y santos, cuya predicación derritiera bronces y ablandara escollos… cansados de su protervia se retiraban confusos.No agradaba a los inquisidores que se dieran estos casos de entereza y por eso agotaban todos los medios para probar la eficacia de su pedagogía, que mezclaba el terror y la persuasión para la conversión de los condenados, siquiera fuese aparente y motivada por el temor a las llamas.
El auto duró desde las nueve de la mañana a las nueve de la noche, relevándose los escribanos en la lectura de las sentencias. Fueron despachados con rapidez los tres bígamos, las cuatro hechiceras y una berberisca. Los judaizantes eran 78, treinta y seis mujeres y cuarenta y dos hombres, todos portugueses, aunque no pocos nacidos en España de familia portuguesa, muchos emparentados entre sí. Los había de Baeza, Cabra, Andújar, Écija y otras ciudades andaluzas, mercaderes en su mayoría. Las penas más frecuentes, cárcel y destierro, agravadas en algunos casos con multas y azotes.
Antes de terminar el auto, los relajados fueron conducidos al campo donde se habían de verificar las ejecuciones; primero fueron agarrotados el hombre y las tres mujeres que habían confesado sus errores. Se dejó para el final a Manuel Núñez Bernal, que seguía impenitente; era portugués, natural de Almeida, de 40 años, mercader, vecino de Écija. Salieron también al auto las estatuas de su cajero y de un criado que evitaron el castigo con la fuga. Su mujer y una hija suya fueron reconciliadas, pero él se mantuvo firme y se dejó quemar vivo con admirable entereza.
* A acrescentar mais recentemente: HUERGA CRIADO, Pilar, En la raya de Portugal, solidariedad y tensiones en la comunidade judeoconversa, Salamanca, 1993. A lista de historiadores que se dedicaram ao assunto é, porém, muito longa: Y. Baer, H. Beinart, E. Benito Ruano, B. Bennassar, J. C. Boyajian, J. Contreras, F. Chácon, J. P. Dedieu, J. I. Israel, H. Kamen, H. Ch. Lea, B. López Belinchón, H. Méchoulan, G. Nahon, B. Netanyahu, J. Pérez Villanueva, M. Schreiber, Y. H. Yerushalmi, para referir muito selectivamente alguns dos autores mais importantes.
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Jorge Costa
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Grande Finale (43)
The World at War, Jeremy Isaacs, 1973
(a partir de 6:14)
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Miguel Morgado
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Vamos ouvir um Cigano - vamos?...
Gnomenreigen, de Liszt
[György Cziffra também soube o que é ser deportado.]
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Carlos Botelho
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Palavras sensatas - palavras contra o ruído
Palavras sensatas, sim, sensatas - mais exactamente, palavras enquanto tais contra o rolo compressor da estupidez cega:
Aquilo são palavras - e as palavras (uoces) são para ser ouvidas.
Ora, do lado do governo, do lado de Sócrates e cúmplices, nada há para se ouvir - a única reacção humanamente possível ao ruído "socrático" diário é a de tapar os ouvidos. A "comunicação" de José Sócrates é qualquer coisa próxima de uma perversão da linguagem. O homem pratica apenas um matraquear constante - que se reproduz a si mesmo (e não por contacto com a realidade) numa vertigem de propaganda e num delírio de mentira. Tudo o que faz ou finge fazer é pretexto para mais ruído intoxicante: todos os dias lá anda a criatura, de tribunazinha às costas, como um vendilhão de feira, apregoando a última maravilha do seu governo, proclamando mais uma realização inaudita - sempre a melhor do mundo e arredores. Aproveita sempre essas oportunidades de pantominice para borbulhar para cima do público as suas inanidades aparvalhadas: ora berra contra os "extremistas-radicais-liberais", ora se vai esganiçando contra a "esquerda-arcaica-reaccionária". Para temperar aquela linguarada ridícula, o homem ainda acrescenta uns trejeitos e umas momices de espanta-pardais para assustar criancinhas. (A sua última predilecção é a do "acabar com o combate à dor" [sic] e do "fim da prestação de cuidados de saúde" - tudo perpetrável, não o impedisse o-Sócrates-que-vela-e-não-dorme, pela voragem assassina dessa malta sem nome do PSD. Amanhã, o papão será outro.) A "luta política" portuguesa está dominada pelas funambulices da personagem. A oposição a haver tem que ser uma alternativa (efectiva alternativa) ao delírio irresponsável que Sócrates todos os dias proclama e promove, montando um biombo entre o público e a realidade.
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Carlos Botelho
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Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010
The Brain...
A propósito disto, não resisto a transcrever:
The Brain – is wider than the Sky –
For – put them side by side –
The one the other will contain
With ease – and You – beside –
The Brain is deeper than the sea –
For – hold them – Blue to Blue –
The one the other will absorb –
As Sponges – Buckets – do –
The Brain is just the weight of God –
For – Heft them – Pound for Pound –
And they will differ – if they do –
As Syllable from Sound –
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Carlos Botelho
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O que andamos a ler?
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Joana Alarcão
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Problemas
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Jorge Costa
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Narcisismo-leninismo
Esta luminária tem uma série de soluções para os problemas do país:a) Um novo escalão de IRS de 55%;
b) Tributação de 25 % no IVA dos grandes carros e das carteiras Hermès;
c) Suspensão da privatização da Galp e EDP.
Já não acho muita graça a palhaços.
Via O Insurgente.
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Jorge Costa
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Liberalização dos horários dos hipermercados: mixed feelings.
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Maria João Marques
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Leituras de Verão (4)
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Maria João Marques
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E o que mais Verão
Todavia, enquanto uns descansavam, muitos lutavam em condições desesperadas por conter uma das maiores ofensivas recentes dos tradicionais incêndios da época, ora provocados por negligência, ora causados por mãos criminosas que a justiça ainda não pune devidamente.
Num e outro caso, por entre as tentativas tantas vezes hercúleas para minimizar os danos em bens materiais, as ameaças a zonas habitadas e os atentados a espaços ambientalmente protegidos, repetiram-se as queixas sobre a insuficiência dos meios, a falta de coordenação das respostas, a ridícula invocação de estatísticas mais favoráveis pelos responsáveis governativos.
Saudou-se, como sempre e bem, a bravura dos bombeiros, lamentou-se a falta de medidas e atitudes preventivas e avançou-se com propostas de ressarcimento dos danos ou de penalização dos negligentes, esquecendo que, na maior parte dos casos, é o Estado ou Entes Públicos quem dá o pior exemplo…
Logo que a temperatura abrandou e que as primeiras chuvas temperaram as agruras estivais, a nossa vocação catastrófica transferiu-se para as estradas, acumularam-se os acidentes, fomos confrontados com tragédias como a que esta semana ocorreu na A25 e outras tantas – ainda que menos impactantes do ponto de vista estatístico – nos quilómetros, portajados ou não, que nos percorrem de lés-a-lés ou que levam e trazem os “nossos” aos/dos seus ofícios para lá das nossas fronteiras.
Por outros caminhos, da animação do Pontal à secura de Mangualde, acelerou-se nas palavras e aqueceu-se o tom do discurso político, lançando algum nevoeiro sobre os meses que se seguirão.
De um lado, exigiu-se o óbvio: opções claras, justas e atempadas em matéria orçamental e assumiu-se a desvinculação de uma política em que se disfarçam os contínuos e agravados descalabros do lado da despesa com a arrecadação sôfrega de receitas fiscais, a expensas das famílias e da competitividade da nossa economia.
Do outro, utilizou-se o expediente habitual (porque sempre bem sucedido até prova em contrário), da manipulação do campo mediático, da martirização política, da afirmação das “causas sociais” e dos “ideais de esquerda” que qualquer análise mais descomprometida pode facilmente desmontar.
E terá havido Verão em que os Governantes em funções mais primaram pelo disparate, ao ponto de os próprios terem de assumir sucessivos desmentidos? Os aumentos da função pública, as passagens com notas negativas, os “espiões” cujas missões são anunciadas pelos responsáveis?
Como seria de esperar, a economia também sorriu, timidamente; o desemprego estancou, como é normal na estação, mas a fuga do mercado de trabalho é também notória; as prestações sociais estão a ser reavaliadas e a permitir algumas poupanças por entre o despesismo generalizado.
Em Agosto, renovam-se anualmente as esperanças dos aficionados, prometem-se novas conquistas, e fazem-se avultados investimentos em contra-ciclo (ou deveria dizer-se contra-senso) com os passivos acumulados e as sucessivas reestruturações financeiras, que tantas vezes se assumem como péssimas opções estratégicas.
Também aqui, há espaço para o exemplo. Com os tostões contados, sob uma liderança de pulso, um discurso e postura ambiciosa e um espírito de luta indomável – que noutras esferas se poderia traduzir em esforço colectivo e produtividade – o Sporting Clube de Braga lá vai conquistando os seus milagres… e os seus milhões.
Afinal, a demonstração de que com rigor, planificação e capacidade de trabalho se consegue a “competitividade” necessária para fazer de cada mês uma Primavera.
Em Portugal, com o Outono ainda distante, resta esperar que sejam assim positivas as cores com que se vão pintar os dias que restam deste Verão.
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Ricardo Rio
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Grande Finale (42)
Splendor in the Grass, Elia Kazan, 1961
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Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010
As eleições de Novembro
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Nuno Gouveia
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Provar do próprio veneno
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Paulo Pinto Mascarenhas
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LDR-à-v-PC
Vital Moreira deu a notícia em primeira mão. Há Liberais de Direita Radicais à volta de Passos Coelho (LDR-à-v-PC). Apanhei o queixo do chão e fui tentar saber quem são. Os nomes continuam envoltos em mistério. Só se sabe que (não) são de Massamá. Mas consegui este flash: LDR-à-v-PC em rave. Aqui fica um primeiro apontamento. (Notícia em actualização).
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Lopes
[Também tenho gostos pessoais: teria preferido o outro Lopes à direita na foto, Agostinho: um deputado sólido e aguerrido, com sotaque autêntico.]
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Carlos Botelho
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Tanta gente!
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Jorge Costa
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Video miséria
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Carlos Botelho
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Moral hazard by the book
It has imposed draconian austerity measures. The solidarity of the country has been remarkable. There have no riots, and no terrorist threats.
Yet as of today it is paying 5.48pc to borrow for ten years, or near 8pc in real terms once deflation is factored in. This is crippling and puts the country on an unsustainable debt trajectory if it lasts for long.
Ambrose Evans-Pritchard não viu tudo. Portugal não fez nada de significado, excepto uns aumentos de impostos com a bênção do PSD, pelos quais este pediu acto contínuo desculpas à nação, está em derrapagem clamorosa, «paga» o mesmo que a Irlanda - 5,46% a esta hora - para se financiar a dez anos. Moral hazard de bradar aos céus. Um dia isto acaba mal. Mas entretanto assobia-se para o lado.
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Jorge Costa
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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010
Manipulação, ignorância... oh não, outra vez o Jornal de Negócios!!
Porém, este não é um padrão comum aos «países periféricos», como o jornalista quer fazer crer, não sei se por ignorância do metier, se por má-fé, se por uma mistura conveniente dos dois ingredientes. Os títulos espanhóis e italianos estão mesmo em ligeira correcção, com as rendibilidades em baixa face ao fecho do mercado londrino de ontem.
Claramente, o foco de risco está com uma espécie de cordão sanitário à volta da Grécia, de Portugal e da Irlanda, cujo rating foi revisto em baixa.
Veja, aqui, o relatório da Reuters/Thomson de ontem, 24 de Agosto. E aqui o valor das OT de referência, com um desfasamento de 20 minutos em relação ao seu valor corrente de mercado. E mande o Jornal de Negócios à fava.
De facto, Portugal não é a Espanha e muito menos é a Itália, está cada vez mais parecido com a Grécia, e aos dois juntou-se, parece, recentemente, a Irlanda.
Ver na caixa de comentários a resposta do jornalista Nuno Carregueiro.
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Jorge Costa
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Guerra do Vietname
CM
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Paulo Pinto Mascarenhas
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Writing course

Have you ever in your life taken a writing class?
I took a writing course in summer school in 1939, when I was in high school. But it didn't work. The secret of writing was, to go and live in the library two or four days a week for ten years. I graduated from the library having read every single book in it. And along the way I wrote every day of every week of every month, for every year. And in ten years, I became a writer.
[Entrevista neste sítio, encontrada a partir daqui, onde podem também apreciar um video clip pleno de... amor à literatura.]
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Carlos Botelho
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O ministro dos ataques
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Paulo Pinto Mascarenhas
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Péricles ultrajado
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Grande Finale (41)
Pygmalion, Anthony Asquith e Leslie Howard, 1938
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Terça-feira, 24 de Agosto de 2010
Muito Prazer
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Fernando Martins
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"Sevilla tiene un color especial": Los del Rio
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Fernando Martins
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A Sakineh Mohammadi Ashtiani

Uma carta para Sakineh Mohammadi Ashtiani.
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Jorge Costa
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A grande conspiração contra Obama II
Em jeito de reescrever a história, refere que a guerra do Afeganistão e do Iraque foi desencadeada pelos EUA e pela Inglaterra (e aproveita para meter Portugal de Durão Barroso ao barulho) sem ouvir terceiros. Eu sei bem que isto deve custar ouvir, mas é ridículo dizer que a intervenção no Afeganistão, foi uma intervenção unilateral desses dois países, quando foi a própria Nato, que engloba diversos países, que actuou. E muitos mais países fora da Nato tiveram/têm lá soldados. E devo referir que a força internacional no Afeganistão, denominada de ISAF, tem o apoio das Nações Unidas. Sobre o Iraque, será preciso recordar a famosa carta dos oito para o senhor Soares avivar a memória? E que estiveram no Iraque bem mais países do que os Estados Unidos e a Inglaterra? Mas admito que são duas situações bem diferentes, por isso é errado colocarem-se no mesmo patamar. Enquanto a intervenção no Afeganistão teve amplo apoio internacional, o Iraque foi bem diferente.
E como ele perdoa tudo ao seu "Messias" Obama, esquece-se de referir um pequeno pormenor sobre a "terrível guerra" do Afeganistão: o aumento brutal contingente militar aliado foi efectuado apenas por Barack Obama, pois este sempre considerou esta uma guerra justa. Porque será que Soares esquece-se sempre de referir isto nos seus artigos? Será que ele pensa que Obama foi obrigado pelos malvados republicanos, ou se calhar por Bush, a mandar mais 30 mil soldados para o teatro de guerra afegão? E mesmo sobre o Iraque, Soares demonstra ignorância. Obama retira do Iraque antecipando num ano o acordo que George W. Bush tinha feito com os dirigentes iraquianos. Mas esta retirada não deixará de ser evocada como um sucesso pela Administração americana. Não por acaso, Obama irá esta semana discursar sobre o assunto, para retirar dividendos políticos da situação. Se Obama em 2007 esteve contra a "surge", tal como Soares, agora agradece o facto dela ter existido, pois criou condições para que esta retirada acontecesse de forma mais ou menos pacífica. Nunca mais ninguém ouviu Obama falar mal da "surge".
Por fim, um apontamento que demonstra o rigor e a honestidade intelectual de Soares. No final do seu artigo, ele refere sobre Rupert Murdoch, líder da News Corp, dona da Fox News e do Wall Street Journal, entre outros:
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Nuno Gouveia
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Absurdo português
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Pedro Braz Teixeira
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A grande conspiração contra Obama
Mário Soares, no DN, em coro com Benjamin Formigo, no Jornal de Angola.
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Paulo Pinto Mascarenhas
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Sobre um desastre anunciado
Editorial do Jornal de Negócios, hoje, por Helena Garrido.
Nota: como salta dos números, da execução orçamental ou do endividamento, não há plano de austeridade nenhum: há, como houve no ano passado, e como houve em 2001, um des-con-tro-lo-to-tal; e, talvez, aqui ou acoli, um remendo qualquer de congelamento disto ou daqueloutro.
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Jorge Costa
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16:26
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Estratégia?...

«Calvão da Silva contrariou, assim, as declarações de Macedo, que, há poucos dias, assegurou aos jornalistas que as alterações no campo das políticas sociais e emprego estão concluídas e serão mantidas. Ontem, em conferência de imprensa na sede nacional do PSD, o professor de Direito disse não garantir "nada", sublinhando que o grupo de trabalho "não deve ser confundido com um órgão decisório". "[Pedro Passos Coelho] pode até pôr tudo o que nós quisemos no lixo, se quiser. Mas também pode ver alguns méritos e aproveitá-los", ilustrou, insistindo que as ideias já divulgadas não vinculam o partido. Contudo, ressalvou, Passos Coelho e a comissão política não deverão alterar drasticamente o anteprojecto: "Se estamos a desmentir aquilo que o texto diz, não é para ir ao encontro daquilo que o PS gostaria, não é de certeza."»
Daqui.
Já pensaram com que olhar o público aprecia estes ziguezagues? Não será isto visto como o método da aposta dupla (ou múltipla), como exemplo de esperteza saloia?... A não ser que o PSD tenha enveredado por uma estratégia kamikaze. E mesmo esta metáfora tem limites, porque esses pilotos japoneses sempre iam tendo alguma eficácia pontual.
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Carlos Botelho
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15:49
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Maldades
Quanto a fotos, Fernando, respondeste à altura. Nem me atrevo a colocar outra imagem. Um grande abraço.
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Nuno Gouveia
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15:35
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Sítios em que Portugal ainda vai estando vivo
(A favor da sempre maravilhosa diversidade faunística, também há por aí Esaús e pratos de lentilhas - como, provavelmente, no sítio onde a insuportável personagem esbracejou há dias.)
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Carlos Botelho
em
12:46
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Do regular funcionamento das instituições *
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Pedro Pestana Bastos
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11:43
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Grande Finale (40)
Au Revoir les Enfants, Louis Malle, 1987
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Miguel Morgado
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Segunda-feira, 23 de Agosto de 2010
A mesquita do Iman Rauf
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Nuno Gouveia
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23:48
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SS: upgrade na segurança
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Maria João Marques
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21:24
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Caspar David Friedrich
À atenção, em especial, do Pedro Picoito.
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Jorge Costa
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20:11
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"As abelhas estão a desaparecer do país...
... e ninguém sabe porquê [?]"
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Fernando Martins
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19:48
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Prazos constitucionais?
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Pedro Braz Teixeira
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17:31
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Citação montesquieuana do dia
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Miguel Morgado
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16:38
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Para a Moody's
Lembrei-me de oferecer à Moody's - dava um lindo hino -, quando li esta notícia.
Só um pequeno exercício, coisa pouca: suponhamos que o valor do défice é o do ano passado, e não maior como a indicação da execução orçamental sugere que virá a ser - em milhões de euros. Suponhamos que, na óptica da contabilidade nacional, o défice fica, pois, nos 15.367 milhões de euros, e não acima; que o Governo, como diz, vai vergar a tendência despesa, etc. Ou, até, nem consegue vergar lá muito, e ela cresce o bastante apenas para não aumentar o défice, limitando-se a aumentar tanto quanto o aumento da receita o permitir, que é o que não está a acontecer. E suponhamos ainda que a economia vai crescer como o Governo prevê, ou previa (já não sei ao certo): 0,7%; que o deflator do PIB é 0,8% - o défice é 9%. O efeito do crescimento sobre o défice - não aumentado! - dá uma redução 0,3 décimas de ponto percentual medido em relação ao PIB. O resto teria de ser esforço de consolidação. Teria.
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Jorge Costa
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14:56
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«Mais seis razões por que não podemos deixar que o Irão se nuclearize»
Aí. A ler. Por Christopher Hitchens.
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Jorge Costa
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13:45
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Céu nublado
Ainda nem começámos a consolidação orçamental.
Portugal está a "fingir" que corta na despesa.
Ainda não fazemos ideia das dificuldades que nos esperam.
Terá que haver "um choque tremendo".
Et caetra.
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Jorge Costa
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10:11
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Buscamos um tempo transparente
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Paulo Pinto Mascarenhas
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01:49
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Grande Finale (39)
Sunset Boulevard, Billy Wilder, 1950
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Carlos Botelho
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Etiquetas: Grande Finale
Domingo, 22 de Agosto de 2010
Esta gente passa-se big time! (*)
O chefe da seita de Roma, em tempos de deportações livres, iguais e fraternas, entregando-se a mais uma das suas palermices obscurantistas:'Je salue cordialement les pèlerins francophones (...). Les textes liturgiques de ce jour nous redisent que tous les hommes sont appelés au salut. C’est aussi une invitation à savoir accueillir les légitimes diversités humaines, à la suite de Jésus venu rassembler les hommes de toute nation et de toute langue. Chers parents, puissiez-vous éduquer vos enfants à la fraternité universelle.'
[Toda a palermice fundamentalista aqui.]
(*) Com a devida vénia à incansável Palmira. Incansável e bem mais importante para o universo do que o hidrogénio.
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Carlos Botelho
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23:24
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Wim Mertens - Struggle for Pleasure
O videoclip também é muito bom.
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Jorge Costa
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18:36
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Um bom assunto...

Aqui está um bom assunto para Eduardo Pitta troçar.
[Fotografia da casa onde viveu António Feliciano de Castilho, ao cimo da Rua do Sol ao Rato, em Lisboa. É claro que, da casa, hoje, só resta o sítio, assinalado por uma placazita pindérica - apesar de tudo, superior à sorte da casa de Garrett, o "pardieiro", que nem a uma inscrição teve direito.]
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Carlos Botelho
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16:02
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