Quarta-feira, 30 de Junho de 2010
União
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Jorge Costa
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21:48
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Argentina
Compreendo as razões (sem dúvida muito fortes) invocadas pelo PPM no seu apoio ao Paraguai. E espero que a selecção de Cardozo elimine a Espanha, especialmente depois da promessa feita pela nova musa paraguaia. Mas neste campeonato do mundo, a minha selecção é a Argentina. Messi, mais do que qualquer outro jogador, merece o título mundial.
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Nuno Gouveia
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21:42
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Ponto de ordem
A utilização pelo Governo da golden share tem causado uma histeria colectiva.
Antes de se rasgarem vestes convém não esquecer que:
- A golden share tem mais de 15 anos e foi instituída no tempo em que Cavaco Silva era Primeiro Ministro.
- O Governo de Guterres pôde mas não quis acabar com a golden ghare;
- O Governo de Durão Barroso pôde mas não quis acabar com a golden ghare;
- O Governo de Santana Lopes pôde mas não quis acabar com a golden ghare;
- Nas ultimas eleições legislativas nenhum dos três partidos do arco da governabilidade propôs terminar com a golden share.
- Os accionistas da PT sabem da existência de uma golden share.
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Pedro Pestana Bastos
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19:21
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«Loucura colonial»
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Jorge Costa
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19:02
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Tunhas chamado ao Cachimbo
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Paulo Pinto Mascarenhas
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18:32
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Por Larissa? Não. Por Paco González.
Eliminada a selecção portuguesa do Mundial 2010, o Miguel Morgado faz aqui no Cachimbo juras de amor à Espanha, enquanto que o Paulo Pinto Mascarenhas, no seu abc, insinua (?) que por causa do "carisma" de Larissa Riquelme o apoio ao Paraguai tem toda a razão de ser. Não podia estar mais de acordo. Porque não desdenho a Larissa (era o que faltava), porque tenho um lado anti-espanhol, porque as restantes selecções não me aquecem nem me arrefecem, mas, sobretudo, por causa de Paco González. Jogador dos Belenenses no início da década de 1970, Paco González, internacional pelo Paraguai, foi o melhor jogador de futebol ao serviço do Belém que alguma vez vi actuar num relvado. Esquerdino, goleador, baixo, rápido, forte, finta rápida, fortes traços índios no rosto, foi vendido, com o central Freitas, ao Futebol Clube do Porto. Mais tarde regressou ao Restelo depois de ter ganho algum dinheiro na Invicta mas sem quase nunca ali ter jogado ao serviço da equipa principal. Pelo prazer que me deu ver Paco González jogar à bola, mais do que por Larissa Riquelme, gostava de ver o Paraguai nas meias-finais do Mundial.
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Fernando Martins
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17:42
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Cachimbos
Depois da minha primeira entrada n' O Cachimbo de Magritte, não queria deixar de agradecer o convite para fazer parte deste colectivo de individualidades e as simpáticas palavras de recepção do meu amigo Miguel Morgado. É uma honra escrever ao vosso lado.
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Paulo Pinto Mascarenhas
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16:49
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Educação sexual?

[Fotografia de um dos kits vendidos nas escolas portuguesas pela APF]
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Paulo Pinto Mascarenhas
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15:52
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Sócrates Telecom
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Pedro Pestana Bastos
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15:25
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Vitória(?) dos burocratas sobre a língua
Adjetivo - ativo - ato - atuação - espetáculo - espetador - aspeto - detetar - redação - correto - fatura - olfato - colecionar - conjetura - caráter - fação - conceção - perceção - sução - ...
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Carlos Botelho
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15:21
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Portugal, segundo Luciano Amaral
O efeito dessa leitura em profundidade dos acontecimentos é profilático, a vários títulos: ajuda-nos, antes do mais, a mitigarmos a cegueira própria das inclinações partidárias e dos afectos ideológicos, cujo resultado é sempre a reiteração do mesmo, circularmente, em petição de princípio, e a ensaiar a abordagem dos problemas a partir das «coisas mesmas». Não vou discutir os problemas complexos de hermenêutica na escrita da história. Serve isto, antes, para dizer, que, se mais méritos o livro de Luciano Amaral não tivesse, bastaria o de ter elevado o debate dos problemas para o ponto em que uma outra perspectiva menos dramática da situação em que nos encontramos, talvez recusando a radicalidade da do historiador, vai obrigar a escrever outra história destas últimas três décadas, pelo menos tão bem fundamentada como esta. Não é exactamente a ideia de que, contra factos, não há argumentos. É antes a de que, para melhor argumento do que este, vai ser necessário organizar de forma pelo menos tão persuasiva os factos que se trata de compreender. É obra.
Não tenho, no momento em que escrevo, a auto-biografia de Cavaco Silva à mão. Mas, como já aqui lembrei, ele considera que a reforma das reformas dos seus governos foi a adesão de Portugal ao sistema monetário europeu, em 1992. Num certo sentido, que nada tem a ver com a causalidade mecânica alheia aos assuntos humanos, também Luciano Amaral sugere que tudo o que precedeu esse ano, e não apenas o intervalo rigidamente anti-inflacionario que vai de 1990 a 1992, o prepara; e tudo o que sucedeu, depois, dele decorre. De modo que 1992, ano também do Tratado de Maastricht, de que Portugal foi signatário, é o ano axial da história económica da democracia. «A partir de 1990-1992 tudo mudou», diz o autor.
Se a história económica pós-25 de Abril é uma história de decadência, se tomarmos o factor crescimento como factor diferenciador, pois é a partir de 73-74 que a tendência inflecte e começam três décadas de abrandamento (de que se exceptua o breve surto de 1986-1990), então o pós-1992, o tempo do «câmbio forte», é o tempo da passagem à saturação e crise final - aquela em que vivemos. Como se revela essa crise? Como uma «separação entre uma acentuada convergência institucional com os países europeus», traduzida na «instalação do Estado-providência», com o seu potencial de crescimento natural da despesa muito elevado, «e uma débil convergência económica». «Quando a situação se revelou incomportável, no início do século XXI, tornou-se necessário controlá-la. Sendo indispensável por uma série de razões, a verdade é que esta política contraccionista [onde o freio à despesa é operado com recurso medidas ah-hoc, excepto alguma intervenção no domínio da segurança social] constitui hoje em dia mais um travão ao crescimento económico. Actualmente, a economia portuguesa não é estimulada pelo lado do câmbio, que trava a expansão industrial, mas também não o é pelo lado da despesa pública. Para estimular a economia, restariam as taxas de juro. Mas como o crescimento do sector industrial se encontra bloqueado, elas acabam sobretudo por acelerar o consumo, dessa forma continuando a agravar o endividamento do país». O livro, terminado em Fevereiro deste ano, já não é contemporâneo da contracção de crédito brutal que está em curso, primeiro com a subida acentuada das taxas de juro para a dívida pública, depois com o encerramento do mercado para os bancos nacionais, intermediadores do endividamento.
A saída? O livro é um livro de história, mas dado o seu termo temporal na actualidade, não se exime de considerar alternativas: além de uma positiva e improvável - um «milagre irlandês» em Portugal -, resta uma negativa e outra não consensualmente valorizável. A negativa, com duas versões possíveis, passa pelo abandono da União Monetária - do «câmbio forte» que vigora desde 1992 -, e/ou declaração de incapacidade de cumprir a dívida. A outra, cujo valor depende das «preferências de cada um», implica que o país aceite «transformar-se numa mera região de qualquer coisa semelhante a um Estado nacional europeu». O autor concede que, independentemente da sua viabilidade política no que esta supõe aceitação própria, «resta saber como encarariam esta possibilidade os países capazes de financiar a mudança. Não é claro que o fizessem com alegria.»
A mim, que concorro com o autor no diagnóstico, ocorre-me dizer, por fim: o paradoxo que é esta democracia assim historiada, que optou pela Europa como condição de possibilidade e terminou como só tendo saída - se tiver saída - saindo da Europa, qualquer que seja o grau de ruptura institucional que essa saída venha a revestir. Explico-me: não considero sequer que faça sentido, económico ou outro, uma declaração de incumprimento sem saída do «câmbio forte». E parece-me óbvio que a democracia portuguesa não dispensa o Estado-nação português.
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Jorge Costa
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O síndroma da avestruz
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Eugénia Gambôa
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O perfil do Procurador Geral
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Manuel Pinheiro
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Para enganar quem?
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Pedro Braz Teixeira
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Uma restituição
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Carlos Botelho
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Notícias do Mercado de Transferências - o Cachimbo de Magritte
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Miguel Morgado
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Portugal
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Miguel Morgado
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08:53
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Terça-feira, 29 de Junho de 2010
Algum dia teria de postar uma coisa assim como esta de que sou razoavelmente fanático
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Jorge Costa
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Estados de espírito IV
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Nuno Gouveia
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Estados de espírito III
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Nuno Gouveia
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Estados de espírito II
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Nuno Gouveia
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Estados de espírito I
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Nuno Gouveia
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22:13
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Primeira página do Daily Telegraph*
E não tem nada a ver com a insolvência.
*Era.
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Jorge Costa
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Patusco
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Jorge Costa
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Juro
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Pedro Pestana Bastos
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17:01
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"Que viva España": Manolo Escobar, Diana Navarro Rosa Lopez
Em dia de Portugal-Espanha em futebol, 24 horas depois dos nossos vizinhos terem dado mais um passo rumo ao fim do Estado espanhol tal como o conhecemos desde 1976 (o Tribunal Constitucional chumbou parcialmente o novo estatut de Catalunya), oiçamos pois o velhinho Manolo Escobar.
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Fernando Martins
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Grande Finale (6)
Das Leben der Anderen, Florian Henckel von Donnersmarck, 2006
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Miguel Morgado
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Banqueiros preocupados com as aparências
De fundo, a ler aqui. Paulo Pinho e o regresso do Crowding Out.
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Jorge Costa
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Segunda-feira, 28 de Junho de 2010
Belém, we have a problem
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Pedro Picoito
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Nem só de futebol vive o homem
Também há o rugby. E enquanto na África do Sul, por acaso Campeã do Mundo da oval, as massas se queixam do Queirós, das vuvuzelas e dos árbitros, as equipas do Seis Nações fazem as suas digressões de Junho overseas. França e Itália à mesma RSA, por estes dias da bola redonda, França e Escócia à Argentina, Inglaterra e Irlanda à Austrália, Irlanda e Gales à Nova Zelândia. Contas feitas, e depois de uma dúzia de jogos, a supremacia dos meridionais impressiona. Venceram quase todos os encontros com as equipas europeias, alcançando por vezes resultados próximos do atropelamento: 66-28 dos All Blacks à Irlanda e 42-9 a Gales, 42-18 dos Springboks à França e 55-11 à Itália, 41-13 dos Pumas aos Bleus (pasme-se, mas não demasiado, porque os argentinos já tinham batido concludentemente os gauleses no último Mundial).
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Pedro Picoito
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21:04
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Coisas que verdadeiramente importam
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Pedro Pestana Bastos
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20:37
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Verão
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Jorge Costa
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13:45
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Mafia (Breve história do socialismo)
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Jorge Costa
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10:37
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Domingo, 27 de Junho de 2010
Porque raio estaria o euro acima das nações?
Certo, Munchau está certo e temos - há anos, senhores, anos! - demonstrações eloquentes de que assim é.
E o diagnóstico dele, que é muito fácil de aceitar, pois, visto bem, decorre de um raciocínio óbvio: há parcelas consideráveis de banca francesa e alemã que estão insolventes (não é verdade que há Estados e economias insolventes, do outro lado do balanço?), também é certeiro. E importa reter.
Só há uma coisa nos Munchaus deste mundo que eu não consigo entender: a solução passaria por recapitalizar os bancos, com fundos públicos, claro (resta o pequeno detalhe, para brincar com a coisa séria, de que, para os recapitalizar, é preciso, antes, reconhecer a insolvência). E, depois, união financeira total. Se bem percebo: para salvar o aborto natural do euro, acaba-se com a autonomia política dos Estados. Não percebo a conta. Julgo que os Munchaus deste mundo são tão politicamente analfabetos, quanto os líderes políticos de que fala o são, em matéria de economia e finanças. Porque raio o euro estaria acima das nações? Há até quem não se importe de ser governado por quem quer que seja, desde que seja «bem governado» (a fantástica, no sentido literal, ideia de que o governo é uma coisa técnica). Mentalidade de servos foi coisa que nunca faltou, em tempo algum. O que não temos que é que cantar todos hossanas à servidão.
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Jorge Costa
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21:29
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Discos que giram ao domingo (6)
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Alexandre Homem Cristo
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Etiquetas: Discos que giram ao domingo
Selvagem
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Jorge Costa
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Bret Stephens e a defesa «liberal»* de Israel
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Jorge Costa
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16:27
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Escola pública
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Alexandre Homem Cristo
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À procura do patriotismo
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Miguel Morgado
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União nacional
Alberto Gonçalves, hoje, no DN, a ler, aqui o resto.
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Jorge Costa
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09:29
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Sábado, 26 de Junho de 2010
Não é para rir
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Jorge Costa
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22:15
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Um apoio convicto
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Paulo Marcelo
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17:54
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Grande Finale (5)
Shane, George Stevens, 1953.
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Carlos Botelho
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01:53
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Etiquetas: Grande Finale
Da vizinhança
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Carlos Botelho
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Sexta-feira, 25 de Junho de 2010
Por exemplo:
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Jorge Costa
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19:14
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Andam aí uns velhos do Restelo arengando que nós precisamos de produzir, de aumentar a produtividade e a competitividade
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Maria João Marques
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15:27
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Imbróglio, versão digestiva (espero)
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Jorge Costa
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15:22
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Petraeus no Afeganistão
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Nuno Gouveia
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Em fuga
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Carlos Botelho
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14:07
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O gritante
Lá está o primeiro-ministro aos gritos no parlamento... (Estas prestações deviam ter um uso didáctico, para que as crianças aprendessem, por contra-exemplo, como não se deve comportar um chefe de governo.) Desta vez o alvo da gritaria esbracejada é Heloísa Apolónia - antes, parece-me, era Jerónimo de Sousa e imagino que deve ter sucedido o mesmo a Macedo, Portas e Louçã... É isso, Sócrates é algo que nos sucede, que nos acontece - algo tão materialmente estúpido como uma chuvada ou ventania. Adiante.Na resposta à deputada dos Verdes, o primeiro-ministro cita Eça - o que provoca de imediato uma certa indisposição física: ver o homem que mais tem escaqueirado a Escola nos últimos anos, que mais tem contribuído para o embrutecimento do ensino (é um político que deixa a sua marca de identidade - talvez indelével, para mal dos nossos pecados), vê-lo a citar Eça (isto é, a usar Eça) não é espectáculo para todos os estômagos. José Sócrates é o tipo de figura pública que, pela sua natureza, transforma inevitavelmente um uso num abuso. É um homem que degrada aquilo em que toca. Adiante.
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Carlos Botelho
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12:16
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Quando mais rapidamente percebermos, melhor
Do que tenho lido, em matéria de análise de fundo sobre a crise por que estamos a passar, corresponde ao melhor que me chegou até agora. Neste caso, graças a um leitor, a quem agradeço. A teoria económica usada para o perceber é muito básica, embora seja alguma. O grande interesse do artigo está naquilo que cada vez mais prezo na análise económica: consciência histórica - menos equações e mais exemplificações.
Uma das razões que aqui elenquei - várias vezes - para considerar fantasioso o cenário macroeconómico sobre o qual era construído, tanto o Orçamento do Estado como o Programa de Estabilidade, é que ele supunha a possibilidade deixar correr um défice da balança corrente da mesma ordem de grandeza do que foi «corrido» nos útimos anos, isto é, qualquer coisa na vizinhança dos 10% do Produto Interno Bruto. Ou seja, supunha condições de acesso a capital idênticas às que prevaleceram antes da crise, quer na sua fase pré-2008, quer na que se lhe seguiu, em regime de vazos comunicantes, e que se veio a traduzir num momento de saturação sobre a dívida soberana.
Michael Pettis, na minha modesta opinião, toca no centro nevrálgico do problema:
In my opinion the current set of crises, beginning with the sub-prime crisis in the US and spreading throughout the world, is not a short-term liquidity crisis like LTCM, the Asian Crisis, or the Mexican crisis of 1994. I think this is likely to be one of those big events, one that represents a major re-adjustment in the world during which time the massive imbalances that had been built up during the long globalization cycle that started around the late 1980s and early 1990s are finally worked out.
Not only will Greece, in other words, get worse, but it is by no means the end of the crisis. A lot more countries in Southern Europe, Latin America and Asia are going to be caught up in this before it ends.
Não vou aqui substituir a leitura do artigo, que vivamente recomendo, sobretudo aos (muito poucos na blogosfera que) realmente estão interessados em superar o estado larvar do (des)conhecimento que consiste em repetir enfaticamente lugares-comuns ideológicos, quando não vacuidades totais por simples ignorância do a-b-c da matéria. É que sem percebermos onde estamos não vamos a lado nenhum. E este artigo ajuda a situarmo-nos.
Deixo apenas os cinco «mmentos» do artigo: 1) O euro não sobreviverá na sua forma actual; 2) Estamos numa contracção de liquidez de longo prazo, e não curto; 3) suceder-lhe-á um choque comercial; 4) a recuperação económica nos países afectados pela crise não começará antes que a sua insolvência seja reconhecida; 5) a insolvência grega levará muito tempo a ser reconhecida.
Só espero que o 5 ponto seja uma má previsão. Espero mesmo.
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Jorge Costa
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12:12
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Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos
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Nuno Lobo
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11:50
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Vitória em toda a linha da cultura americana
Obama inaugurou ontem, nos arredores de Washington, um novo estilo de cimeiras com a Rússia. Suspeito que o latino com rabo de cavalo, logo no início do filme, seja um agente da CIA. Mesmo assim acabou de vez o glamour dos filmes de espionagem da guerra fria. Percebe-se a falta de naturalidade (incómodo?) de Medvedev, que até precisa de tradutor para pedir a mostarda.
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Paulo Marcelo
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11:14
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Red light district
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Jorge Costa
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10:24
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O socialismo é quando se constrói um fosso à volta de um castelo
Ainda sobre a polémica em torno de Soros e a Alemanha, o sinistro «especulador» subitamente convertido em guru darling da esquerda, Hugh Hendry e a medida certa, como de costume. Ver, alternativamente, aqui.
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Jorge Costa
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09:41
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Do reino das sombras
Alguns dos comentários à morte de Saramago que li nos últimos dias, sobretudo nas caixas do Cachimbo, fazem-me lembrar a ferocidade com que Fialho de Almeida reagiu à morte de Eça de Queirós, de quem se considerava rival. Além de escrever um obituário em que chamava a Eça "génio falhado", devido à pobreza do vocabulário e à "galeria de grotescos" a que reduzira a pátria, o alentejano assistiu à passagem do cortejo fúnebre pelo Rossio ostentando uma evidentíssima gravata vermelha.
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Pedro Picoito
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00:34
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Quinta-feira, 24 de Junho de 2010
Enfim, uma aragem de realidade
Cavaco, aqui. Só não percebo os tempos, mas, enfim, mais vale tarde do que nunca.
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Jorge Costa
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22:05
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Com os olhos postos em Obama (2)
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Nuno Lobo
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18:58
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Mas esta malta só ouve com o martelo? (2)
Publicada por
Nuno Lobo
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17:54
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Hoje, depois do último leilão de obrigações (será mesmo o último?)
Next week’s expiry of the European Central Bank’s long-term refinancing operation added to worries. Greek 10-year bond yields rose to 10.44 per cent, while Portuguese 10-year debt jumped to 5.67 per cent.
The cost to insure these two countries against default also jumped to the highest level since May 10 – with Greece at a record as indices are reshuffled – as their credit default swaps rose to 967 basis points and 323 basis points respectively.
Daqui.
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Jorge Costa
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17:06
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O pior cego
"Se puderes olhar, vê. Se puderes ver, repara."
É o mote de Saramago para o Ensaio sobre a cegueira. Que ironia ser um dos mais cegos comunistas portugueses o autor de tal frase... (Se faz sentido diferenciar o grau de crendice naquela religião outros o dirão).
Editado daqui (via):
Fátima Campos já podia ter feito um programa sobre o assunto, com muitos convidados oriundos de países que conheceram por dentro os "méritos" do comunismo. Talvez o país avançasse um bocadinho.
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Tiago Mendes
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14:49
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Medo
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Alexandre Homem Cristo
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14:45
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Mau Jornalismo
Publicada por
Eugénia Gambôa
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11:53
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Merkel tem razão, mas está enganada
Merkel está bastante enganada quando diz que [com o pacote UE/FMI] as nações do euro compraram apenas algum tempo para consertarem as falhas da sua união monetária.
Não é nada disso. Pelo menos relativamente a uma - Portugal - posso garantir-lhe: comprou tempo para adiar tudo (como sempre), para não fazer uma única reforma das que se impõem para alterar a trajectória que aqui a trouxe. E não é apenas o seu governo que não sonha sequer fazer tais reformas. Nenhuma força ou instância política as exige, as promove. O país consensualmente abomina a sua ideia. De modo que, senhora Merkel, desejo-lhe boa sorte na defesa do seu país. Não desista.
E se porventura, caro leitor, entender que vale a pena entender de fio a pavio as razões - digo: razões - que assitem à senhora Merkel, leia aqui, hoje, Wolfgang Schäuble. Via O Insurgente.
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Jorge Costa
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10:53
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Grand Finale (3)
Do "One Night in Turin", relembrando o Itália 90.
Publicada por
Manuel Pinheiro
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00:38
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Grande Finale (2)
Les uns et les autres (1981)
Publicada por
Miguel Morgado
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00:01
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Quarta-feira, 23 de Junho de 2010
Que alguém ainda consiga defender esta coisa que faz de conta que nos governa sem corar...
Chipre - 87 / 98
Estónia - 42 /62
Letónia - 36 / 49
Lituânia - 40/ 53
Hungria - 55/63
Polónia - 46 /56
Roménia - 26 /42
Eslovénia - 79 /86
Eslováquia - 52 / 72
República Checa - 70/ 80
Portugal e Malta são os dois únicos países que, estando abaixo da média europeia em 1998 (vermelhos), estão hoje mais afastados dessa média. Todos os outros subiram consideravelmente, como se pode ver atrás. A Espanha (hoje acima da média) e a Grécia, que connosco partilham as aflições presentes, melhoraram as suas posições - convergiram. É que há vermelhos. E vermelhos. Nós e os malteses encaminhamo-nos galhardamente para a cauda absoluta. Ao contrário do que diz o aldrabão compulsivo que nos governa, nós não acompanhamos a tendência. Somos a excepção.
É difícil encontrar descrição gráfica mais eloquente do desastre a que o PS, de Guterres a Sócrates, nos conduziu. Pensar que foi reconduzido em eleições... dá que pensar.
Publicada por
Jorge Costa
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Futebol e guerra
São interessantes as reflexões que o então Cardeal Ratzinger fez sobre o fascínio exercido pelo futebol. Ratzinger falava da ligação entre o futebol, o treino que exige e a liberdade. Falava igualmente da consciência que a prática do jogo cultiva da disciplina individual ao serviço do interesse comum do grupo.
Publicada por
Miguel Morgado
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14:42
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Isto de ser manchete internacional...
E sobre o leilão de hoje, lê-se na peça: «If the yields keep going up at this rate, then they will be paying much more than 5 per cent next month, which is arguably unsustainable.»
E: «These yields are not sustainable. Portugal will have to access the emergency stability fund if they continue to rise at this rate.»
Pode ser que a parolada do jornalismo acorde. Ou, se calhar, não.
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
14:31
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Grande Finale (1)
Blade Runner (1982)
Falta a última sequência do filme, em que Deckard finalmente compreende quem é antes de entrar no elevador com Rachel. Mas o YouTube aparentemente não dá para tudo.
Publicada por
Miguel Morgado
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13:59
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Com os olhos postos em Obama
Publicada por
Nuno Lobo
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13:22
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«À beira do desespero»
No último leilão para obrigações com a mesma maturidade, ocorrido há menos de um mês, a 26 de Maio, a taxa média ponderada foi de 3,701%. Ou seja, menos 96 pontos de base há menos de 30 dias. A única emissão anterior, para o mesmo prazo, foi em 24 de Fevereiro, e, tal como na seguinte, levantaram-se 1000 milhões de euros, mas a uma taxa ponderada de 3,498%, ou seja, menos 116 pontos de base. O leilão de hoje foi o primeiro em que ultrapassámos o custo de financiamento, para esta maturidade, atingido no pico da crise de 2008, quando em 12 de Novembro se levantaram fundos à taxa de 3,862%.
«Estão à beira do desespero para garantir fundos», comentou à Reuters, retransmitido pela CNBC, David Schnautz, analista do Commerzbank, em Londres.
«É algo alarmante, pois o Estado está a pagar cada vez mais para se financiar, e uma subida de um ponto percentual [em menos de um mês] é muito», comentou Filipe Silva, do Banco Carregosa, aos mesmos meios de comunciação social.
A consolidação orçamental, a médio prazo, levou mais um rombo. Prepara-se a bola de neve. A cobertura de risco do esquema UE/FMI deixou de ser garantia e factor do que quer que se pareça com custos de financiamento suportáveis.
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Jorge Costa
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Um retrato
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Carlos Botelho
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Prioridade Diplomática
A notícia já é antiga, mas pareceu-me oportuno recordar o essencial.
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Miguel Morgado
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A seguir
A seguir: Concerns mount over eurozone lenders. Investor worries over eurozone banks resurfaced on Tuesday after a warning by a European Central Bank governing council member that some faced funding difficulties.
E a seguir: July 1 could be the day liquidity dies.
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Jorge Costa
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Terça-feira, 22 de Junho de 2010
Devastador
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Jorge Costa
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23:21
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Insultos
Primeiro, porque terei de recordar algumas coisas a incertas pessoas - coisas tais que, por tão óbvias, constitui a sua recordação um insulto a esses que delas se esqueceram.
Segundo, porque as manifestações em apreço são-no, natural, essencial, constitutiva e, assim, inevitavelmente, manifestações de estupidez. Pura e simples estupidez. Pura e simples, porque, nela, não se vislumbra, por mais que miremos e reviremos, qualquer mistura, qualquer mancha lúcida de discernimento. É estupidez de cabo a cabo. E, não fora a sua mesma qualidade, dir-se-ia uma estupidez brilhante, tal a inteireza e coerência em toda a sua estúpida extensão.
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Carlos Botelho
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