Claro que a estupidez daquela abordagem deriva de algo mais profundo e essencial, a forma como Israel lida com tudo o que entende ser uma ameaça à sua segurança e à sua sobrevivência. Criticar um acto estúpido, gravíssimo, consequente dos sentimentos de impunidade e prepotência próprios de um estado cada vez mais pária não implica, por um segundo que seja, a adesão ao discurso ou aos métodos do "outro lado". A clubização extrema do tema é realmente fácil, mas ainda é uma escolha.
Segunda-feira, 31 de Maio de 2010
Gaza e os tréns de cozinha
Claro que a estupidez daquela abordagem deriva de algo mais profundo e essencial, a forma como Israel lida com tudo o que entende ser uma ameaça à sua segurança e à sua sobrevivência. Criticar um acto estúpido, gravíssimo, consequente dos sentimentos de impunidade e prepotência próprios de um estado cada vez mais pária não implica, por um segundo que seja, a adesão ao discurso ou aos métodos do "outro lado". A clubização extrema do tema é realmente fácil, mas ainda é uma escolha.
Publicada por
Tiago Mendes
à(s)
23:07
7
comentários
Ajuda humanitária
Se a intenção era a ajuda humanitária, porque não a deram a quem a faz chegar todos os dias a Gaza? E para quê estas armas, senão para aquilo que serviram? E o que seria uma resposta proporcionada por parte das Forças de Defesa Israelita? Facas, correntes e matracas?
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
22:30
0
comentários
Com som e tradução
O ponto de vista do Parlamento israelita, pelo seu porta-voz, à BBC.
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
20:42
2
comentários
Se não me engano...
Este pacifista...
... é o mesmo pacifista que participou no linchamento do comando israelita, que desencadeou a violência na flotilha turca pacifista. Imagem daqui.
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
20:03
2
comentários
Uma espécie de táctica do quadrado
Publicada por
Tiago Mendes
à(s)
19:17
3
comentários
Razões de uma candidatura
Entendemos, como imperativo de militância, apresentar um projecto alternativo, que visa procurar devolver ao distrito um CDS mais dinâmico, mais mobilizador e mais empenhado. O tempo é de crise e não se coaduna com políticas gastas e com políticos já comprometidos com outros desafios. Decidi, em conformidade, apresentar a minha candidatura à presidencia da Comissão Política Distrital de Lisboa, contando a meu lado com outros 18 candidatos. Eduardo Nogueira Pinto e Nuno Pombo encabeçam respectivamente a lista à Mesa do Plenário e ao Conselho de Jurisdição. Como mandatário contamos com o apoio de José Luís da Cruz Vilaça.
Publicada por
Pedro Pestana Bastos
à(s)
18:54
11
comentários
Realmente, um grande dilema...

Num teste de acesso aos cursos de formação de polícia: a PSP é informada da presença de um grupo de indivíduos numa discoteca em Lisboa que se desconfia estar na posse de armas brancas e de montante substancial de material estupefaciante. Não existem saídas de emergência na discoteca e o perigo imediato é baixo. O que fazer?
(1) Montar unicamente uma operação à saída da discoteca, de dimensão calibrada para o risco esperado, isto é, o perigo provável que poderá emanar do grupo suspeito.
(2) Montar uma operação à saída da discoteca de dimensão suficiente para poder lidar com o perigo máximo estimado.
(3) Montar uma operação à saída da discoteca de dimensão suficiente para poder lidar com o perigo máximo estimado, simultaneamente enviando agentes especiais desarmados para o interior da discoteca, com cartão verde para, consoante o contexto, falar com indivíduos do grupo suspeito e/ou indivíduos não suspeitos, de modo (i) a averiguar do perigo envolvido e (ii) minorar efeitos colaterais do confronto previsível à saída da discoteca.
(4) Enviar um grupo de comandos para o interior da discoteca, armados até aos dentes, para pôr ordem na casa e evitar que os estupefacientes acabem no mercado de rua.
PS: na foto, Eduardo Pitta com doses cavalareves de testosterona, atento a movimentações de anti-socratistas.
Publicada por
Tiago Mendes
à(s)
18:44
0
comentários
Win-Win situation, diz uma pacifista
Outro pacifista a bordo da flotilha turca,
E a reportagem actualizada, por um jornal, de costume, extremamente pacifista.Mais imagens da pacífica recepção dos comandos israelitas que se preparavam para arrestar o barco, depois de este ter sido devidamente avisado de que não poderia prosseguir, sob pena de romper o bloqueio a Gaza, imposto por Israel, em guerra com o Hamas.
Aqui, o quadro jurídico da questão, tal como é equacionado por Israel.
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
18:37
3
comentários
O exército de Maomé
- O fenómeno dos grupos/frentes de caridade que fornecem apoio à Al-Qaeda não está de modo algum circunscrito exclusivamente aos limites da Península Arábica. Com efeito, noutras paragens do mundo muçulmano, outras entidades deste género se estabeleceram com quase idêntico sucesso - como na Turquia, com a chamada Fundação para os Direitos Humanos, Liberdades e Ajuda Humanitária (IHH). As autoridades turcas iniciaram as suas prórpias investigações criminais sobre a IHH em Dezembro de 1997, altura em que as fontes revelaram que os líderes da IHH estavam a comprar armas automáticas a outros grupos regionais islâmicos. Os escritórios da IHH em Istambul foram amplamente investigados, e os seus responsáveis presos. As forças de segurança descobriram uma vasta gama de artigos inquietantes, incluindo armas de fogo, explosivos, instruções para a confecção de bombas e uma bandeira da Jihad. Depois da análise dos documentos apreendidos à IHH, as autoridades turcas concluíram que «os membros detidos da IHH iam lutar para o Afganistão, Bósnia e Chechénia».
- Uma análise aos registos de chamadas telefónicas da IHH em Istambul mostrou repetidas chamadas em 1996 para uma casa da Al-Qaeda em Milão e vários operacionais terroristas argelinos noutras partes da Europa - incluindo o famoso Abu el-Ma'ali, que foi posteriormente chamado pelas autoridades norte-americanas «Osama Bin-Laden Junior».
Et caetera.
Aqui, está o vídeo da partida da flotilha de Istambul, no passado dia 24. Os «actividas da paz» gritam:
Intifada, intifada, intifada!
Khaybar, Khaybar, ó Judeus! O excército de Maomé vai voltar!
Khaybar foi o sítio onde Maomé esmagou a comunidade judaica existente, matou os seus líderes e tomou uma das viuvas para sua mulher.
Aqui, está outro vídeo, onde se vê a recepção pacífica feita pelos «activistas da paz», aos soldados israelitas que executavam barragem à flotilha.
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
13:38
0
comentários
O último prego
Publicada por
Alexandre Homem Cristo
à(s)
13:18
1 comentários
Tendes no governo português um amigo
«A comissão nota com extrema preocupação que, na Venezuela, grupos como o Movimento Tupamaro (foto), Colectivo La Piedrita, Colectivo Alexis Vive, Unidad Popular Venezoelana e Grupo Carapaica estão a perpetrar actos de violência com o envolvimento ou aquiescência de agentes do Estado» (§ 41)- Foram criados mecanismos na Venezuela para restringir as possibilidades de candidatos opostos ao governo acederem ao poder (...) pelos quais 260 indivíduos (...) foram desqualificados para eleições (§ 5 do sumário executivo);
- O exercício do direito à demonstração pacífica na Venezuela conduz frequentemente a violações do direito à vida e ao tratamento humano (...) consequência do uso excessivo da força do Estado ou da acção de grupos violentos. (...) Entre Janeiro e Agosto de 2009, seis pessoas foram assassinadas em demonstrações públicas, quatro delas em resultado de acções das forças de segurança do Estado (§ 9);
- Numerosos actos violentos de intimidação levados a cabo por grupos privados contra órgãos de comunicação social, conjuntamente com declarações de altos responsáveis do Estado, contra esses media e jornalistas, por causa das suas linhas editoriais (§16);
- Dois assassinatos de jornalistas em 2008 e 2009, levados a cabo por pessoas não identificadas, juntamente com ataques físicos sérios e ameaças contra repórteres e os seus órgãos de informação (...), incidentes que demonstram o grave clima de polarização e intimidação em que os jornalistas têm de trabalhar na Venezuela (§ 17);
- O aumento de procedimentos administrativos sancionando órgãos de informação que criticam o governo (§ 18), (...) casos de censura prévia (§ 19), (...) procedimentos iniciados em Julho de 2009 visando o possível cancelamento das concessões de emissão a 240 estações de rádio (§ 20).
«Têm aqui um Governo amigo do Governo da Venezuela», disse-lhes este fim-de-semana Sócrates.
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
13:01
3
comentários
Deve ser por acaso
Publicada por
Maria João Marques
à(s)
13:01
2
comentários
Nio tiendriemos caindidato
Publicada por
Manuel Pinheiro
à(s)
11:37
1 comentários
Saudades de Sampaio?
Publicada por
Manuel Pinheiro
à(s)
11:36
0
comentários
O país tem as prioridades que lhe apetece
Publicada por
Manuel Pinheiro
à(s)
11:35
2
comentários
Mas alguém ainda acredita neste homem?
Publicada por
Paulo Marcelo
à(s)
08:35
2
comentários
Domingo, 30 de Maio de 2010
Para variar o tema
Sobre um livro de que já aqui falei. Para os que queiram alguma informação mais sistematizada, aqui. Para os que, não tendo a mais pequena pachorra para se informarem capazmente, mas não prescindem de dar palpites sobre tudo e mais alguma coisa, aqui fica um súmula do que podem encontrar lá dentro:
- entre 1990 e 2008, a taxa de crescimento médio anual em Israel foi de 4,8%, quase dupla da média da OCDE (2,5%);
- Israel tem um persistente excedente da balança de transacções correntes (excedente externo, ao contrário de défice externo), desde 2003;
- de 2003 para cá reduziu o nível de dívida pública em 23 pontos percentuais do PIB;
- a despesa pública baixou, no mesmo período, de 52% do PIB para 44%;
- é a economia com maior número de cientistas per capita e o país com maior nível de investimento em Investigação & Desenvolvimento do mundo: 4,7% do PIB;
- a seguir aos EUA, é o país com maior número de empresas cotadas no NASDAQ;
- é a segunda maior concentração de empresas high-tech do mundo, a seguir a Silicon Valley;
- quatro israelitas, nos últimos cinco anos, ganharam prémios Nobel nos campos da Economia e Química.
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
20:14
7
comentários
Os Loucos Anos 80 (111)
The House of Love, "Christine", 1988
Publicada por
Miguel Morgado
à(s)
17:22
1 comentários
Grécia aconselhada ...
Publicada por
Paulo Santos
à(s)
16:35
4
comentários
Ler
"As desvantagens da alternativa fiscal", pelo Ricardo Reis no i.
Publicada por
Miguel Morgado
à(s)
15:33
0
comentários
Se o ridículo matasse, o impasse político resolvia-se
Ele não tem vergonha. Mas não há ninguém ao pé dele que tenha? E lho faça sentir que tem? Ou é tudo da mesma laia? Sem excepção?
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
13:29
5
comentários
Discos que giram ao domingo (2)
Publicada por
Alexandre Homem Cristo
à(s)
11:00
1 comentários
Etiquetas: Discos que giram ao domingo
Alta tensão
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
01:23
2
comentários
Dificilmente
Publicada por
Pedro Picoito
à(s)
00:29
18
comentários
Sábado, 29 de Maio de 2010
A propósito do que aconteceu hoje em Lisboa: oh if only they had a hammer!... And we, and we...
Publicada por
Carlos Botelho
à(s)
23:24
2
comentários
O euro como destino
Mas o ponto aqui é outro, completamente diferente. O ponto é que a adesão ao euro foi um desígnio nacional, pensado por políticos fundadores como Cavaco - que sabem o que é a moeda - e por políticos fundadores - que não sabem -, de igual modo: o euro era, por assim dizer, a nossa prova de identidade substituta. Coroava a entrada na «Europa», terminando o período de nojo pelo fim de uma era de cinco séculos, durante a qual Portugal se pensara como império. Era, o euro, o apogeu do novo regime e a garantia da sua viabilidade. Não interessa acumular aqui o brumoso inventário de sonhos evasivos que se colaram a esse desígnio. O resultado está à vista. O euro falhou e Portugal é a mais viva evidência disso mesmo. A negação desse fracasso, em que vive, é extremamente favorecida pela negação dos seus pares europeus. Se perante um terramoto nos juntarmos todos a dizer que o abalo é passageiro é natural que o creiamos, até nos faltar o chão sob os pés. Não interessa agora, tão-pouco, fazer a arqueologia das razões e desrazões por que o euro foi, com igual paixão, ou maior, se possível, na «Europa», objecto de devoção. Para nós, era o futuro tornado presente, e é o que me importa.
A potência metonímica do euro foi o que o pôde converter em destino - para nós. Nele tudo se concentrava. Cavaco e Soares quiseram-no com igual convicção e eles e todos os que eles representaram a ele aderiram e nele se empenharam de corpo e alma. Que o desastre estivesse previsto por gente muito avisada - em geral, não por acaso, não europeia - não foi obstáculo. Parece que ninguém parou para pensar. A paixão que mobilizou e obnubilou quem não devia, ou podia não ter sido, é a mesma «razão» por que a saída não é sequer considerada. Não é fácil desistir de «tudo», mesmo quando «tudo» parece estar errado. A verdade é que o euro não é tudo, e é apenas uma coisa, nem sequer essencial, totalmente errada.
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
21:30
2
comentários
5% ou 10% pouco importa
Deep down isto padece de ingenuidade, que se desilude facilmente.
Publicada por
Tiago Mendes
à(s)
20:22
1 comentários
A propaganda rasca de Sócrates
Publicada por
Nuno Gouveia
à(s)
19:10
4
comentários
Sexta-feira, 28 de Maio de 2010
Repugnar
Publicada por
Carlos Botelho
à(s)
23:41
0
comentários
Correcção
Publicada por
Carlos Botelho
à(s)
23:29
2
comentários
Zidane
Publicada por
Miguel Morgado
à(s)
19:40
11
comentários
Histerias selectivas
Publicada por
Maria João Marques
à(s)
16:04
24
comentários
Um novo rumo para Portugal?
Publicada por
Nuno Gouveia
à(s)
15:50
4
comentários
Chomsky e os seus
Noam Chomsky está de volta aos seus. Encontrou-se ontem com o sheik Muhammad Hussein Fadlallah, o líder espiritual do Hezbollah, a quem deu conselhos tácticos. Nada de novo: o apoio de Chomsky a este, como a qualquer outro, movimento empenhado na eliminação de Israel - de facto e declaradamente no extermínio judaico (Cf. aqui, a auto-apresentação do sheik) - é uma constante da sua vida. Que já vai longa. Nem Chomsky é o primeiro judeu da história a dedicar a sua vida ao extermínio judaico. Mas há algum povo à face da terra que não tenha tido nos seus traidores os seus maiores e mais eficazes inimigos? O mesmo vale para os EUA, onde Chomsky nasceu e de que é cidadão, pátria a que vota um ódio não menos obsessivo.
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
12:13
6
comentários
PSD; 43.9% ; CDS-PP: 7.5%
"Valem o que valem", mas não deixam de ser boas notícias.
Publicada por
Eugénia Gambôa
à(s)
10:58
13
comentários
Quinta-feira, 27 de Maio de 2010
Chesterton, Sábado
Continua o clube de leitura da Aletheia, ainda sobre Chesterton. No próximo Sábado, às 15h30, falarei dos capítulos IV e V da Ortodoxia.
Publicada por
Pedro Picoito
à(s)
22:41
1 comentários
A viagem do museu (2)
Publicada por
Pedro Picoito
à(s)
22:20
4
comentários
Programa da "Avenida"
Publicada por
Manuel Pinheiro
à(s)
19:13
5
comentários
Brincadeiras de género
Publicada por
Paulo Marcelo
à(s)
15:54
18
comentários
Boa vida
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
13:37
13
comentários
Pode não parecer, mas houve um tempo em que até o PS se regia por uns mínimos de decência (ainda que não de competência)
Actualmente temos um primeiro-ministro envolto em nuvens mais negras do que as do vulcão de nome impronunciável, que só nos oferece as suas mal amanhadas explicações quando a isso é obrigado; pensa, parece, qual monarca iluminado, ser ilícito media e eleitores pedirem explicações a quem os representa. Temos um deputado que rouba uns gravadores a uns jornalistas porque não gosta das suas questões, que inventa umas desculpas de 'acção directa' e que continua deputado com a bênção do PS. Temos, como no tempo do Estado Novo, empresas e empresários do regime (JP Sá Couto e Mota Engil, só para dar dois exemplos) com quem as negociatas mais escuras são feitas, com a originalidade de serem feitas às claras.
A herança de Sócrates não vai ser apenas a bancarrota; pior do que a bancarrota será a jóia de família de compensar a ausência de ética na política. Afinal Sócrates foi recompensado por ser um vazio ético em Setembro do ano passado.
Publicada por
Maria João Marques
à(s)
12:21
7
comentários
A ler (e reler)
In short, in spite of unprecedented resources devoted to our Education system, and in spite of a self-proclaimed “passion” for this area, Portugal continues to lag in terms of average schooling years and in terms of the quality of human capital (proxied by the PISA results) vis-à-vis virtually every country in the OECD.Thus, and in spite of all the political rhetoric that we are often bombarded with, our governments truly deserve a fail in their effort to improve our average human capital. And it is this disadvantage in our human capital that, more than major public works, will be one of the true determinants of our competitiveness and our success in the future.
Publicada por
Alexandre Homem Cristo
à(s)
11:22
4
comentários
Iberismo

Apesar do Miguel Morgado continuar a alertar para a possível agenda escondida dos federalistas europeus que está a ser introduzida na janela de oportunidades criada pela actual crise, suspeito que ninguém o ouvirá. Não só porque romper com a retórica dominante, em que todos bebem das mesmas fontes e replicam-nas à exaustão, implica um espírito criativo, crítico e livre sempre escasso mas também porque, a tomar como representativos os resultados do Barómetro de Opinião Hispano-Luso de 2010, os portugueses crescentemente parecem desinteressados em manter o projecto Portugal como seu. Na resposta à pergunta "Portugal e Espanha deveriam unir-se para formar uma Federação" eis os resultados:
"No Barómetro de 2009 a idea de uma Federação de Estados era apoiada por 30,3% dos espanhóis e 39,9% dos portugueses. Um ano depois, 31% dos espanhóis está totalmente de acordo ou de acordo com esta alternativa, enquanto que entre os portugueses o número ultrapassa os 45%, concretamente chegando aos 45,6%.
Os espanhóis mostram-se, contudo, em boa medida indiferentes (29,7%), o que não ocorre, pelo menos na mesma magnitude, entre os portugueses, que adoptam posturas algo mais polarizadas no que diz respeito a este assunto."
Publicada por
Eugénia Gambôa
à(s)
10:25
6
comentários
Indigno, diz ela & outras coisas no Público de hoje
....
«Portugal arrisca-se a passar mais 15 anos sem resolver o problema do défice», titula o jornal, na notícia sobre o sombrio relatório da OCDE. É falso. Não arrisca. Se o país não resolver, e rapidamente, o problema do défice, o défice resolve-se sozinho. Sem o país. Pondo-o a pão e água. A água, sobretudo. Não parece, mas isto tem tudo a ver com aquele senhor ali em cima. Também.
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
10:14
8
comentários
Atribuição merecida
É inesquecível, ficará para sempre gravado nos nossos corações, o auxílio inesperado ao senhor primeiro-ministro, quando ele, coitado, se encontrava cercado de todos os lados e não se atrevia sequer a aparecer, preferindo responder por escrito - sem as suas inflexões convictas na voz, sem as suas caretas de homem determinado e, nunca o saberemos, sem outras mímicas plenas de sentido de Estado. Privou-nos de um lindo e revelador espectáculo, mas não se pode levar a mal que não quisesse arrostar com a sanha persecutória de uns quantos deputados cegos de ódio e embriagados "desse primarismo da verdade", para usarmos a expressão desse antigo jovem promissor já prometido que é Sérgio Sousa Pinto. É verdade que já se vinha notando, nas sessões, uma estranhíssima animosidade do contemplado para com os deputados do PSD, do PCP, do CDS e do Bloco - mas nada fazia prever este gesto de lucidez imperativa que fez com que tudo acabasse. A bem da Nação.
Publicada por
Carlos Botelho
à(s)
01:02
8
comentários
Quarta-feira, 26 de Maio de 2010
Uma história de decadência
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
22:46
16
comentários
Agora a Sério
A peça de Tom Stoppard, em cena no Teatro Aberto, é uma escolha de Pedro Mexia, responsável pela tradução e encenação. Agora a Sério – no original “The Real Thing” – conta a história de um dramaturgo dividido entre duas mulheres. A peça é de 1982 e lança o debate em torno de temas como o talento, a fidelidade e percepção da realidade.Agora a Sério põe em palco Ana Brandão, São José Correia, João Reis e Pedro Lima, nos principais papéis. Se a conjugação de actores é bem conseguida, a interpretação de São José Correia e de Pedro Lima mais “natural”, num registo televisivo, onde o cómico sobressai na linguagem corporal, contrasta com a de Ana Brandão e João Reis, com trabalhos de composição apurados, onde a ironia perde-se, ofuscada pela densidade dramática.
A distinção entre actores é notória e levanta a questão: será possível conciliar no palco duas visões tão distintas de interpretação? É que no final, o enredo enxuto de Stoppard, autor de argumentos como o Império do Sol, ou Shakespeare in Love, perde ritmo e graça, sobrando uma peça com duas velocidades dramáticas, dessincronizadas.
Publicada por
Joana Alarcão
à(s)
21:21
0
comentários
República de bananas
Aqui, Ricardo Salgado anuncia que, se houver uma OPA sobre a PT, o Estado vai usar a sua Golden Share. Aqui, José Maria Ricciardi, em grande estilo, explica a aflição. E aqui Teixeira dos Santos anuncia que vai haver fusões na banca. Parece que já não há mais fundo para bater quando já ninguém sequer se preocupa em manter as aparências. Oxalá assim seja. Capitalismo de Estado, ou socialismo bancário, ou lá como isto se chama - espero que a suinice acabe depressa.
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
19:03
4
comentários
O patético apoio do PS a Alegre
Publicada por
Nuno Gouveia
à(s)
17:49
2
comentários
Deus nos proteja dos católicos
Publicada por
Manuel Pinheiro
à(s)
16:05
25
comentários
Sempre a mesma coisa
(Clicar em cima)Aqui uma fábula.
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
15:16
1 comentários
água das pedras, ou melhor...
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
12:02
7
comentários
Terça-feira, 25 de Maio de 2010
Santos da Casa Não Fazem Milagres
Quando estive uns dias na Bélgica em finais de Abril, o Governo federal lá do sítio teve que sair. A partir de Sábado, e durante uma semana, deverei estar em Espanha. Ao que tudo indica a minha estada no país das tapas e do AVE poderá coincidir com a queda do "Governo" Zapatero. Pena é que, enquanto estou por aqui, essa coisa decomposta por bonzos inomináveis e pastoreada por Sócrates também não vá desta para melhor. Mas como dizia o outro: santos da casa não fazem milagres.
Publicada por
Fernando Martins
à(s)
22:24
3
comentários
Uma clarificação
Publicada por
Miguel Morgado
à(s)
21:03
1 comentários
... ou o euro vai partir.
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
20:57
1 comentários
Diferenças
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
17:08
5
comentários
Só não ouviu quem não quis
Publicada por
Manuel Pinheiro
à(s)
13:27
2
comentários
Notícia interessante (mais uma)
Publicada por
Pedro Picoito
à(s)
13:25
0
comentários
Kierkegaard, o ser e o jornal Público
a) A necessidade não é uma nota da realidade; nada do que é é porque tinha de ser (há um abismo entre a essência e a existência);
b) Da possibilidade para a realidade há, pois, um abismo correlativo; o facto de alguma coisa ser possível - e a sua possibilidade é tudo o que o intelecto pode conhecer nas coisas - nada nos diz sobre o facto de ela ser.
É claro que, pelo caminho, ficaram feitas em nada todas as demonstrações da existência de Deus (Louvado seja!). Mas também todas as demonstrações da existência de qualquer outra coisa. Tudo o que é aparece - ao intelecto - indexado a essa perturbante questão de, nas coisas, só podermos conhecer a sua possibilidade, sendo a sua realidade forçosamente problemática. Vendo bem, filosoficamente, é tão problemática a existência de Deus como a de uma pedra.
Não é assim, com o jornal Público: ali, se algo pode ser, é. Necessariamente. Pelo menos certas coisas. Metabasis eis allos genos. E dupla.
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
13:23
0
comentários
Viva o jornalismo (o que é preciso é fé)
O então responsável pelas negociações com os movimentos terroristas desmente a notícia veiculada pelo The Guardian.
A serem verdadeiros os documentos divulgados pelo The Guardian, são a primeira prova documental da existência de relações entre o jornal Público e o terrorismo islâmico.
A linguagem cifrada dos documentos ainda sublinha mais a probabilidade de se estar a falar de venda de serviços de propaganda ao terrorismo.
Os movimentos terroristas acabaram por se virar para outros media, uma vez que o jornal Público pedia muito dinheiro.
Não é claro que, se o acordo tivesse sido feito, o director do Jornal o tivesse aprovado.
Mas os movimentos terroristas sempre conseguiram levar a cabo a campanha de propaganda planeada, possivelmente com ajuda do jornal Público.
...............................................
Acreditou na notícia atrás? Just kidding!
...............................................
A verdadeira notícia é, na edição de hoje (não ponho aspas, porque são tudo extractos):
Título a 4 (quatro) colunas: Documentos mostram que Israel ofereceu armas nucleares à África do Sul do apartheid
[foto enorme: um aparatoso cogumelo]
Entrada: Ministro da Defesa da altura e hoje Presidente de Israel, Shimon Peres, desmente notícia do diário The Guardian.
Lead: A serem verdadeiros os documentos ontem revelados pelo diário The Guardian são a primeira prova documental da existência de um programa de armamento nuclear de Israel – e ao mesmo tempo contrariam o pressuposto de que o país sempre usaria o poder atómico com responsabilidade.
O Presidente israelita já negou veementemente a notícia do The Guardian e alguns académicos israelitas como Avner Cohen (...) vieram em sua defesa.
A linguagem cifrada e o facto de no próprio documento estar definido o seu secretismo (...) ainda sublinha mais a probabilidade de se estar a falar de nuclear. A África do Sul acabou por rejeitar a oferta por razões de preço, diz o Guardian. Não é também claro que, se tivesse chegado ao então primeiro-ministro, Itzhak Rabin, o acordo tivesse sido aprovado.
A África do Sul acabou por produzir as suas próprias armas nucleares – possivelmente com ajuda israelita.
...........................................................
Viva o jornalismo!
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
10:58
8
comentários
Sócrates a alta velocidade
Primeiro foram as obras públicas. Uma enorme confusão com a nova travessia do Tejo, o aeroporto e o TGV. O ministro António Mendonça entrou em contradição consigo próprio e com Teixeira dos Santos. Ninguém percebe o que vai acontecer, por exemplo, com o troço Poçeirão-Caia, depois do adiamento da linha espanhola. Depois foram os impostos. O SE dos Assuntos Fiscais disse que as novas taxas se aplicavam a todo o ano de 2010, vindo a ser contrariado pelo Ministro e depois pelo Primeiro-Ministro, que falou no mês de Junho. Ficam dúvidas sobre a retroactividade dos aumentos (IRS, IRC e IVA), apesar dos despachos das Finanças, o segundo a esclarecer o primeiro. Provavelmente vai tudo parar aos tribunais. Entretanto, o SE do Orçamento está de baixa e o director-geral demitiu-se. Más notícias quando se prepara mais um orçamento rectificativo.
Publicada por
Paulo Marcelo
à(s)
08:51
6
comentários
Segunda-feira, 24 de Maio de 2010
A seguir
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
22:35
3
comentários
Aumento de impostos por despacho?
Nota: Já pensaram se os deputados votassem contra as alterações ao IRS, IRC e IVA propostas pelo Governo? Será que o Ministro das Finanças manda na Assembleia República? Pretendemos mudar a natureza parlamentar do regime?
Publicada por
Paulo Marcelo
à(s)
18:15
11
comentários
Combate de Blogues
"Combate de Blogues", TVI24, 23.05.2010
Publicada por
Miguel Morgado
à(s)
15:48
0
comentários
A burqa
Publicada por
Pedro Picoito
à(s)
15:41
15
comentários
Sir Humphrey explica o acordo entre Governo e PSD
Publicada por
Paulo Marcelo
à(s)
15:07
2
comentários
Crónicas da Renascença: Consciência e Circunstâncias

Na passada segunda-feira, o Presidente da República comunicou ao país que iria promulgar a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo para “não arrastar mais o debate”, como aconteceria se vetasse o diploma e a Assembleia da República o discutisse outra vez, mas também para que os portugueses não se distraíssem dos seus verdadeiros problemas, a saber, a crise económica.
Dito de outro modo, Cavaco Silva informou-nos, em directo e em prime time, que considera a mudança radical na definição jurídica de casamento aprovada pela maioria parlamentar de esquerda, com tudo o que isso implica para a sociedade, uma questão secundária. E nós agradecemos: dá sempre jeito conhecer as prioridades de quem nos governa.
Mas o pior da decisão é o fundamento invocado. Servindo-se da dicotomia de Max Weber entre “ética de convicção” (a que devemos seguir, de acordo com a nossa consciência) e “ética de responsabilidade” (a que somos obrigados a seguir, de acordo com as circunstâncias), o Presidente da República esclareceu que há circunstâncias difíceis em que a única opção é agir contra a própria consciência.
Os horizontes que esta doutrina abre à acção humana são infinitos. Estou certo que os portugueses saberão explorá-los quando forem chamados a pagar impostos. Ou a votar nas presidenciais. Em contrapartida, a ideia de que não podia fazer outra coisa diminui o mais alto magistrado da nação. Cavaco tinha toda a legitimidade ética, jurídica e política para vetar a lei, sobretudo se acreditava que o devia fazer. Não o fez e isso é uma escolha. Livre, como todas as escolhas. Atribuí-la à responsabilidade do cargo é negar a sua própria liberdade. Uma liberdade de consciência que todos temos, mesmo nas circunstâncias mais difíceis. Porque o nosso eterno dilema não é entre ética da responsabilidade e ética da convicção, mas entre seguir as circunstâncias ou seguir a consciência.
(23/5/10)
Publicada por
Pedro Picoito
à(s)
14:11
1 comentários
Só para relembrar
Publicada por
Pedro Picoito
à(s)
14:10
1 comentários
Quando as comadres se zangam ...
A 29 de Janeiro de 2010, ficámos a saber:
"Equipas de militares da GNR com cães de busca (binómios cinotécnicos) passaram ontem revista aos guardas prisionais do Estabelecimento Prisional da Carregueira, em Sintra, "mas não aos graduados dos postos de comando, nem ao pessoal administrativo nem aos reclusos". A denúncia foi feita ao DN por fonte da direcção do Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional, que critica esta operação por "discriminar os guardas prisionais em relação a todas as outras pessoas". (...)
"O que nos indigna é que só passaram revista aos guardas. Isso é discriminação. Os guardas não têm qualquer problema em serem revistados, mas teriam de o fazer a toda a gente", sublinhou.(...). Anunciou que o sindicato "vai exigir explicações ao ministro da Justiça e à DGSP sobre estas buscas que discriminam os guardas".
De facto, Alberto Martins nada satisfeito com a actuação do seu mui amigo Pereirinha (Rui Pereira) pediu uma averiguação por parte da PGR ( Pinto Monteiro). Note-se então o conteúdo da notícia a 19 de Maio de 2010.
"A Procuradoria-Geral da República confirmou que está a fazer uma avaliação sobre a legitimidade e meios empregues pela GNR numa rusga efectuada, no ano passado, ao estabelecimento prisional de Santa Cruz do Bispo. (...)Em causa está uma operação que a GNR realizou em Dezembro de 2009 naquela prisão, com o objectivo de detectar e identificar o alegado cabecilha - recluso - e cúmplices de uma rede de tráfico de droga e extorsão que estaria a operar a partir daquele estabelecimento. Contudo, os guardas prisionais, pela voz do seu sindicato, criticaram a forma como a operação se desenrolou e acusaram a GNR de tratá-los também como “criminosos” bem como de violar regras de actuação em vigor para o interior das prisão.(...)"
Pode ter sido gralha mas eu li bem. Os militares da GNR não passaram revista aos reclusos, certo? Mas o objectivo era detectar o "alegado cabecilha - recluso", correcto?
Publicada por
Eugénia Gambôa
à(s)
10:55
1 comentários
"Jornalismo" Hagiográfico
Sinceramente, gostava de saber o que é que preciso fazer para merecer este "jornalismo" hagiográfico e que não é mais do que outra forma do chamado jornalismo de causas.
Publicada por
Fernando Martins
à(s)
10:18
6
comentários
A grande atracção
Uma coisa destas só pode ter vindo de uma organização homófoba. Se os skinheads-espancadores-de-maricas pensassem, pensariam numa coisa assim.
Se é a sério, se não é sabotagem de uma quinta coluna homófoba, então é de renovar a sugestão já feita antes. Acrescente-se um recorte adequado à coisa que se avizinha:
Também desta vez os pobres (agora, de espírito) estarão protegidos por uma entidade superior (o presidente da câmara), mas na modalidade de quinta pedagógica ou de circo - a que voluntária e alegremente se sujeitam. Haverá, certamente, "muitas dezenas de gentis" costureirinh@s - é esse o espírito atávico da coisa (um "elegante e colorido certame"), que fará as delícias das famílias bem comportadas na moral em moda.
Publicada por
Carlos Botelho
à(s)
01:01
0
comentários
Domingo, 23 de Maio de 2010
Anish Kapoor
Anish Kapoor conhece as regras (os limites) da representação.

Publicada por
Jorge Costa
à(s)
20:13
2
comentários

















