Domingo, 28 de Fevereiro de 2010
Leitura imprescindível
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Jorge Costa
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20:43
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Arqueologia
Scorsese, tal como outros companheiros da geração de 70, não queria implodir Hollywood, queria ressuscitá-la. Esta tensão entre tradição e ruptura, entre a lei dos estúdios e a independência autoral, é o código genético de grande parte dos filmes daquela década que se tornaram clássicos. Os falhanços de Friedkin, Cimino e Coppola reduziram o espaço dos realizadores e, aqueles que não desapareceram, foram obrigados a renunciar a uma visão mais pessoal em favor de projectos menos arriscados para os estúdios. O Cabo do Medo é uma obra que nasce neste contexto. Spielberg terá dito a Scorsese que iria produzir o seu maior sucesso comercial e entregou-lhe este remake de um série b do início anos 60, de J. Lee Thompson. O filme, apesar de todo o virtuosismo de Scorsese, é uma homenagem, um exercício de estilo, uma obra impessoal. Anos depois, com o Aviador, Scorsese levaria ao extremo esse exercício de arqueologia cinéfila. Somos obrigados a admirar a fotografia de Robert Richardson, mas quando um aspecto técnico se sobrepõe à visão do realizador é porque este não tem uma ou é tão frágil que temos de nos contentar com o superficial. A paixão de Scorsese pela história do cinema está bem expressa no documentário A Personal Journey with Martin Scorsese Through American Movies. Enquanto declaração de amor, Shutter Island não nos diz nada que não soubéssemos. Mais uma vez há a notável fotografia de Richardson e a montagem da eterna Telma Schoonmaker. A interpretação de diCaprio é a mais convincente das quatro colaborações com Scorsese, mas o filme é plot, plot e mais plot.
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Bruno Vieira Amaral
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20:29
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Os alvos escolhem-se
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Carlos Botelho
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14:50
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Entre cá e lá: é diferente, mas vendo bem
Jim Fitzpatrick, ministro do Ambiente britânico denuncia infiltração de radicais islâmicos no Partido Trabalhista.Acedi. Não porque estivesse convencido do «ponto» que ela queria fazer, ou porque a calma (aparente) que a sossega (por enquanto) me engane, mas para quê insistir, explicar que não, nisto não há ilhas, e que o trabalho de preparação para a violência está outra vez em curso e com toda a clareza. Que a esquerda radical, bem mais do que a direita radical, tem, entre nós, feito por sua conta o que noutras paragens é obra partilhada com o radicalismo islâmico. (Sim, é claro, os judeus não são os únicos alvos do radicalismo islâmico. Mas, sim, é claro, são o catalizador do seu combate. E serão os primeiros a cair.)
Para quê lembrar-lhe os recorrentes textos de Alexandra Lucas Coelho, por exemplo, mas é só um exemplo, porventura o mais óbvio, onde o ódio a Israel - a alavanca do anti-semitismo contemporâneo -, sem qualquer inibição, tem, por cá, a respeitabilidade do que, só por ofuscação, se confunde com jornalismo. Por exemplo: no jornal Público, nesta entrevista, ainda há coisa de um ano, a Zeev Sternhell (sim, claro, aos judeus nunca faltaram judeus idiotas úteis ao serviço dos seus piores inimigos):
O historiador está a explicar à jornalista (?) o que entende ser a motivação da deslocação para a direita do eleitorado israelita.
Pergunta da jornalista do Público: Há também aquela frase que diz: «Mata tantos árabes quanto possível e fala tanto de paz quanto possível». Neste caso, trata-se de escolher quem mata muitos árabes e não fala muito de paz.
Resposta do entrevistado: (...).
Isto passa por jornalismo. É claro, que hoje, como no passado, o ódio aos judeus se propaga em nome do humanitarismo como ideologia. Israel, o único Estado judaico do mundo (e, já agora, a única democracia do Médio Oriente, onde, por exemplo, Zeev Sternhell é premiado pela sua obra científica e se pronuncia publicamente sempre que pode), é o mal. A humanidade pertence aos seus inimigos mortais. Nada de novo debaixo do Sol.
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Jorge Costa
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13:15
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Sábado, 27 de Fevereiro de 2010
PS a descer nas intenções de voto
A sondagem da Marktest para o Económico/TSF retrata uma queda na imagem pública de José Sócrates e das intenções de voto no PS. Ao mesmo tempo que o PSD vê a sua percentagem de intenção de voto subir 3.6%. De escuta em escuta, de escândalo em escândalo, com a economia em farrapos e o desemprego a subir, seria estranho se a tendência fosse diferente.
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Paulo Marcelo
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23:15
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Música
An die Musik:
Wo mich des Lebens wilder Kreis umstrickt,
Hast du mein Herz zu warmer Lieb' entzünden,
Hast mich in eine beßre Welt entrückt!
Oh gracious Art, in how many grey hours,
When life's fierce orbit ensnared me,
Have you kindled my heart to warm love,
Transfigured me into a better world!
Franz von Schober
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Jorge Costa
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23:09
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Será que algo está a mudar?
Acabo de saber pela Lusa que Miguel Relvas perdeu as eleições para Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Concelhia do PSD de Tomar. Depois de muitos anos à frente daquele órgão partidário, o braço direito de Pedro Passos Coelho, nesta campanha para as eleições directas, foi derrotado por uma lista que tinha como lema "mudança". Curioso nome este. Será isto um sinal de que alguma coisa está a mudar no PSD? Parece que afinal não há vencedores antecipados, como alguns nos querem fazer crer.
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Paulo Marcelo
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21:29
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Aniversário d'O Insurgente
Aqui está o meu presente de aniversário.
Abraços aos Insurgentes.
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Miguel Morgado
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17:29
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Da série "A concorrência faz melhor"
O estado a que isto chegou, do Pedro Correia.
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Miguel Morgado
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16:53
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Falta de
E, como é da praxe, há sempre uns cortesãos de riso pronto ao “humor” do senhor primeiro-ministro.
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Carlos Botelho
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Há mais de cem anos que o melhor CV é o cartão de militante
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Alexandre Homem Cristo
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09:07
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Estado de direito formal
O procurador-geral da República argumenta que, mesmo que estivessem provados os factos indiciados, eles não constituiriam qualquer crime. Não tem razão. O crime de atentado ao Estado de direito tem três modalidades: destruição, alteração e subversão do Estado de direito. A modalidade que se indicia nas escutas referidas no Sol é esta última. Há subversão do Estado de direito quando há uma "instrumentalização dos órgãos e processos constitucionais para fins estranhos às funções constitucionais do Estado", como já escrevi há anos. É o que se indicia no caso. Em face das escutas referidas no Sol, indicia-se que a posição institucional e os poderes funcionais de um membro de um órgão constitucional (Governo) foram instrumentalizados para fins estranhos ao Estado. Como crime de empreendimento puro, o crime consuma-se com a violação ou a tentativa de violação da liberdade de imprensa de um jornalista ou de um meio de comunicação social. No caso em apreço, o bem jurídico da liberdade de imprensa é encabeçado nos concretos jornalistas (Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz) e nos concretos meios de comunicação visados (a TVI, o Correio da Manhã e o Público). Por isso, a lei tutela especialmente o direito de acção do cidadão ou entidade "directamente ofendidos pelo acto considerado delituoso". É a própria lei que considera que os actos delituosos previstos na Lei n.º 34/87 podem "ofender directamente" cidadãos e entidades! Note-se que o legislador escolheu a palavra "ofendidos" e não "vítimas", o que tem o significado dogmático de que os tipos desta lei também tutelam bens jurídicos das pessoas singulares e colectivas visadas.
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Alexandre Homem Cristo
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01:28
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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010
Tivoli
Ontem fui ao Hotel Tivoli. À saída assinei a proposta de candidatura de Paulo Rangel à liderança do PSD. Gostei de ver alguma gente conhecida. E, sobretudo, de ver tanta gente desconhecida. Claro que não gostei de ver alguma gente conhecida, mas, que diabo, a sala do Tivoli não é exactamente a minha casa.
Hoje não comprei os jornais todos. A vida não está para supérfluos. Dos que li, em papel e online, fico com a estranha impressão que o jornalista que lá foi não ouviu o mesmo discurso que eu.
Eu ouvi: uma década de sacrifícios, dez anos de sacrifícios. E, ouvi, claro, a ideia de que estamos escravos da dívida e o PSD terá de servir outra vez para nos libertar, desta vez disto. Sacrifícios. A ideia de que, socialmente, a mobilidade e, com ela, a igualdade de oportunidades se promove com um escola responsabilizadora e exigente, e não com uma «escola inclusiva», estratagema socialista para gerar estatísticas e autêntica desigualdade social. Claro que os ricos vão para os colégios e os pobres ficam com o lixo inclusivo. Sacrifícios. Libertarmo-nos. Liberdade. Uma década de sacrifícios, dez anos de sacrifícios.
Acredito que, se começarmos por aceitar isto, ainda um dia havemos de ter futuro. Gostei do discurso de Paulo Rangel.
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Jorge Costa
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13:04
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O Psicólogo Explica
Do estado de negação, passando para a vitimização e terminando no branqueamento. Um artigo de opinião que não merece comentários.
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Eugénia Gambôa
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Citação tocquevilliana do dia
(...)
Alexis de Tocqueville, De la Démocratie en Amérique (1835)
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Pedro Picoito
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11:55
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Há coisas fantásticas, não há?
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Pedro Picoito
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11:46
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A última viagem

O comboio que parte diariamente de Lisboa para França já não rola até Paris, (em Hendaye os passageiros fazem transbordo para o TGV), e já não é o mesmo comboio que fazia a viagem no início do século XX em 34 horas, mas no mesmo ainda seguirá a mítica carruagem azul construída nos anos 60 (Camas Wagon Lits), e a última carruagem restaurante da CP.
Quando tinha 20 anos viajei no Sud-Express sozinho na primeira etapa do meu primeiro Inter-Rail. Entre algum desconforto e a horas que não passavam, a viagem era bonita e servia para se planear a primeira semana do Inter-Rail. Entre a carruagem azul (camas) e a carruagem restaurante experimentava-se um encanto desconhecido que associei à nostalgia dos grandes Expressos do início do século XX.
Entalado entre as novas auto-estradas a os aviões low-cost, o Sud-Express perdeu importância e deixou de ser um canal de ligação importante à Europa. Fica a memória de um comboio que faz parte da nossa história. A sua última viagem merecia uma evocação condigna. Se pudesse embarcava na última viagem Sud-Express.
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Pedro Pestana Bastos
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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010
os intolerantes são os outros
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Alexandre Homem Cristo
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23:55
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Uma imagem forte
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Carlos Botelho
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A rachar
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Miguel Morgado
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Esclarecimento
A ideia de que estamos escravos da dívida parece-me um bom ponto de partida para pensarmos onde estamos e para onde vamos. Com a expressão «escravos da dívida» há-de querer dizer-se, certamente, uma vez mais, literalmente isso. Um escravo tem escolhas? Tem opções? Um escravo não tem liberdade, não escolhe, não opta. Faz o que lhe mandam e quando mandarem.
É certo. Não há nos tratados nenhuma cláusula que preveja a expulsão de um país do euro. Acreditavam os seus autores que, uma vez lá dentro, sempre lá dentro. E o euro era eterno. O paraíso, enfim. O paraíso tornou-se um inferno. E há muitas maneiras de sair. Os tratados são tão eternos como o euro. Sairemos quando os custos de permanecer forem superiores aos de ficar. Para quem manda e para quem pode.
O caos económico e financeiro que ocorrerá no tempo imediatamente a seguir a uma eventual saída só é importante na medida em que contaminar quem manda e pode. É evidente que o incumprimento, que resultaria automaticamente da saída do euro, e o colapso do sistema financeiro, que esta acarretaria, pesam na deliberação sobre se ficamos ou não apenas na medida em que significarem mais danos para quem pode e manda do que os causados pela nossa já muito evidentemente nociva presença.
Contra todas as evidências, a eurocracia insistiu em que as nações e os Estados em que estas se constituíram eram coisas do passado. Estamos a aprender, da maneira mais extrema e violenta, que elas e eles existem. E nós, «europeus», nada somos fora delas e deles. Não há como as situações-limite para a verdade se revelar.
É bom que nenhuma das saídas possíveis passe pelo salto em frente que resultaria na eliminação de quaisquer restos de Estado nacional, varridos na voragem da união política. Continuo a dizer: o que está em causa é isto – Portugal. Se não houver nenhuma saída senão o salto para a união política, então eu estava errado: Portugal já não existia e eu não dei por isso.
P.S.: Eu fiz parte do consenso nacional sobre a adesão ao euro. Depois de me ter convencido que ele não era uma simples utopia e ia para a frente, acabei por aderir. Julgo que, de todos os erros de avaliação que cometi como cidadão, nenhum foi tão grave.
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Jorge Costa
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17:02
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Possivelmente a Frase Política da Década.
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Fernando Martins
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16:58
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Pinto Monteiro ainda não se demitiu?
Os investigadores do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro ficaram intrigados com as mudanças que ocorreram no discurso sobre o negócio da compra da TVI pela PT e que coincidem com uma reunião que teve lugar na Procuradoria-Geral da República que contou com a presença de Pinto Monteiro, do procurador Marques Vidal e do procurador distrital de Coimbra Braga Themido.Estas datas coincidem também com a altura em que alguns dos arguidos, nomeadamente Armando Vara e Manuel José Godinho, mudaram de telemóvel ou começaram a utilizar cartões diferentes. A revista avança também que o Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra está a investigar as eventuais fugas de informação nesta fase da investigação e que poderão ter comprometido o caso.Numa escuta gravada a 25 de Junho Rui Pedro Soares, administrador da PT que recentemente apresentou a demissão, garante que conversou com o primeiro-ministro sobre o negócio da compra da TVI e assegura mesmo que José Sócrates estaria furioso por não ter sido informado antes. A conversa, que aconteceu com o advogado Paulo Penedos mostra que, ao contrário do que tinha vindo a afirmar nas escutas anteriores, José Sócrates só então tomou conhecimento das intenções de negócio da operadora de telecomunicações.[notícia da Sábado, explicada no Público; negritos meus]
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Alexandre Homem Cristo
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16:52
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Sobre Ron Paul
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Nuno Gouveia
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15:59
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O Nacionalismo de Alegre
Para começar: não existem nacionalismos de esquerda e de direita. Existem sim concepções de nacionalismo cultural, nacionalismo político, nacionalismo liberal, nacionalismo cívico, nacionalismo étnico, nacionalimo romântico-colectivo, nacionalismo liberal-individualista, apenas para enumerar algumas categorizações possíveis para o mesmo fenómeno.
Sou defensora do nacionalismo liberal cujo principio basilar é a assunção de um sentimento de pertença a uma comunidade nacional, existe, é sentido e utilizado como fonte de identificação dos sujeitos. Este sentimento de pertença potencia um outro, o da solidariedade entre os membros de uma comunidade nacional. O ponto de partida é o da liberdade individual, não de uma perspectiva atomista mas sim de uma perspectiva do social.
Penso que é este o nacionalismo que o João Rosas gostaria que Manuel Alegre defendesse, mas esquece que o cerne das leituras liberais do nacionalismo se centram num ponto fundamental: a possibilidade de ser ultrapassada a necessidade do direito à auto-determinação. E este é um ponto em que Manuel Alegre não abdica. Assim, o nacionalismo de Alegre é um puro exercício de retórica que somado ao seu fascínio pela extrema-esquerda contraria em absoluto o nacionalismo liberal.
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Eugénia Gambôa
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15:32
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Um Figo
A ler: Linhas de sobrevivência, do Pedro Lomba.
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Miguel Morgado
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14:09
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Quo vadis Rangel?
Palavras fortes estas. Ninguém pode acusar Rangel de falar em politiquês, ou de falta de coragem ou clareza no discurso. Mas há ainda muito por explicar. É preciso dizer ao que vem. Que ruptura é essa de que ele está sempre a falar. E o que se propõe fazer como líder da oposição, num país a viver uma crise profunda. Perante isto, confesso que estou curioso com o que Paulo Rangel vai dizer logo à noite (25 de Fev, 21h30), no Hotel Tivoli em Lisboa, na apresentação das principais linhas programáticas da sua candidatura aos militantes e simpatizantes do PSD.
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Paulo Marcelo
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00:11
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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010
Uiii mudava tanta coisa ...
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Pedro Pestana Bastos
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18:45
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Do Corta-Fitas a São Vicente
O Corta-Fitas prossegue a melhor série da blogosfera portuguesa em tempos recentes. Não sei onde é que os cortafiteiros foram desencantar a autora, mas as fotografias de Lisboa são fantásticas. É, aliás, uma curiosa ironia que, num blogue onde escrevem vários monárquicos e um descendente de alemães (o Rui Crull Tabosa, se bem percebi), a série tenha começado com uma vista de São Vicente de Fora.
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Pedro Picoito
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13:35
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Novo blogue sobre a Economia Portuguesa
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Miguel Morgado
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11:32
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Madeira
VOLTAIRE - Poème sur le désastre de Lisbonne (1756)
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Paulo Marcelo
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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010
Euro ou não Euro?
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Miguel Morgado
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22:08
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Sinais de fogo
Ontem com os sinais de fogo, pois, lembrei-me dele, como não? E deste poema, de que reproduzo aqui os versos finais. É a
Carta aos meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya
...
E, por isso, o mesmo mundo que criamos
nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa
que não é nossa, que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra, do amor que
outros não amaram porque lho roubaram.
Para o ler ou ouvir na íntegra, como merece, aqui.
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Jorge Costa
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21:44
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É só gente sombria
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Jorge Costa
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17:12
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Quem diria?
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Pedro Picoito
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Bons sonhos
Gideon Rachman escreve hoje um importante artigo no FT. A Grécia ameaça mais do que o euro, é o título e é verdade.
Sublinha a natureza emininentemente política da crise por que passamos. Compreendê-la nesses termos parece-me essencial, para, quando acordarmos deste torpor de bas-fonds, sabermos pensar uma resposta à altura da situação. Há uns dois ou três anos traduzi e anotei com gosto o livro de Pierre Manent, A Razão das Nações - Reflexões sobre a democracia na Europa, a obra que, de tudo o que li até hoje, me parece ter ido mais fundo na análise e na história do desastre sobre o qual se debruça hoje Gideon Rachman. Aconselho.
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Jorge Costa
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13:01
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Ler os outros
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Alexandre Homem Cristo
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12:00
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Uma campanha nobre e alegre
Fernando Nobre em entrevista ao i, falando sobre Manuel Alegre.
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Paulo Marcelo
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Série B
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Pedro Picoito
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09:14
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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010
Presos
O que é insuportável já neste homem é vê-lo enredado na mais longa sequência de «casos» de que a minha memória tem registo, na cena política caseira - a justiça decidirá, um dia, o que lhe fazer, esperemos - e o país preso, com ele. O país, diz ele, antes de ter fechado a televisão aos 28 minutos, até nem está mal, comparado com o resto da OCDE. Até quando vamos ter de o sofrer?
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Jorge Costa
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23:40
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Entrevista a Sócrates
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Alexandre Homem Cristo
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22:57
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New blogs on the block
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Pedro Picoito
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Pedro Passos Coelho não serve, II
Passos Coelho está em campanha de fora do PSD para dentro do PSD. Ignoro se irá ao ponto de apoiar explicitamente a greve convocada para 4 de Março por gente totalmente irresponsável, como a que dirige, por exemplo, o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, entre os quais se contam quadros do PSD, como Leodolfo Bettencourt Picanço.
Se não vier a expressar o seu apoio à greve, Passos Coelho deu, pelo menos, um passo significativo para alimentar a guerra de atrito que sindicatos como este, como se vê, se preparam para fazer a este, como a qualquer Governo, que algum dia venha a decidir-se por tomar as medidas adequadas para estancar o défice, afectando forçosamente as expectativas irrealistas e nacionalmente insuportáveis que os funcionários, enquadrados por estas organizações e estimulados pela demagogia ou impotência de sucessivos executivos, puderam acalentar.
Se faltassem outros argumentos para desqualificar Passos Coelho como possível futuro primeiro-ministro de Portugal, Passos Coelho deu o decisivo: não terá nunca legitimidade para propor, perante o país, aos sindicatos e ao mais de meio milhão de funcionários das administrações públicas colaboração na partilha dos enormes sacrifícios que o País como um todo vai ter de fazer. Foi ele que disse que achava injusto o congelamento. Se viesse a Governar, teria de se contentar com negociar com a «gordura.» (O que é a «gordura»? Cerca de 4% do PIB de consumo intermédio? 22% de prestações sociais? Outras despesas correntes da ordem dos 4%? Os 3% de investimento? É que é «injusto» mexer nos 12% do PIB da massa salarial. Como ele fala em «consumos», presumo que se trate, por exclusão de partes, dos primeiros 4%. Ora 15% de 4% dá assim uma «gordura» do género bem abaixo de 1%. Ou ligeirissimamente acima, se se tratar também das «outras despesas correntes». O défice, se se recordam, é superior a 9%. Para os interessados em conhecer o detalhe da despesa das administrações públicas, ver a partir daqui, na página 119).
Este estilo, por agora vale tudo, depois logo se vê, o que importa é lá chegar, já não dá. Os resultados estão à vista. Se Passos Coelho é assim em campanha no PSD, imagine-se o que será em campanha nacional. É bom que Passos Coelho fique sossegado onde está. Para políticos que se armadilham a si em campanha, já chega. E se ele julga que isto ainda aguenta este género de demagogia, então certamente não vive neste mundo.
O resto, e não é assim tão pouco, disse e repito: está no link em cima, logo à entrada deste texto.
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Jorge Costa
em
20:47
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Hoje às 21h
Será que é agora que começa uma real oposição a este governo?
Publicada por
Joana Alarcão
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19:05
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Crónicas da Renascença
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Pedro Picoito
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19:00
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Shame on you
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Fernando Martins
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17:32
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Luís Lavoura, o bestial
"Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos."
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Nuno Lobo
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16:45
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Da série "a concorrência faz melhor"
Extinção das golden shares e a regulação, pelo Duarte Schmidt Lino, no Suction with Valcheck.
Publicada por
Paulo Marcelo
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16:39
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The Clash: The Magnificent Seven (triplo álbum "Sandinista")
Publicada por
Fernando Martins
em
15:12
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Contra todos os esquecimentos.
Publicada por
Fernando Martins
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14:49
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Dia Europeu da Vítima de Crime
Publicada por
João Miguel Gaspar
em
12:59
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Pordata
Nas últimas semanas, por razões profissionais, tenho utilizado várias vezes o sítio da Pordata para encontrar informação estatística fiável sobre a realidade nacional. Criado há poucas semanas pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, liderada por António Barreto, permite conhecer melhor os números do Portugal contemporâneo, desde o saldo migratório, (des)emprego, número de nascimentos e óbitos, casamentos e divórcios, jornais e revistas em circulação, número de doutoramentos e outros aspectos curiosos sobre as contas nacionais. Vale a pena visitar e explorar.
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Paulo Marcelo
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10:32
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010
Directas no PSD
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Paulo Marcelo
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20:15
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E depois?
1. De que maneira é que Soros, aliás a partir de uma citação de Otmar Issing (o primeiro economista-chefe do Banco Central Europeu), que já assumiu a sua culpa de wishful thinking bastante em relação à viabilidade do euro, tal como concebido em Maastricht, vê o passo em frente necessário para o euro sobreviver?
2. De que maneira isso, que ele vê como solução possível, significa literalmente um salto em frente para a união política?
3. De que maneira uma tal união política, construída (e isto diz-nos brutalmente respeito) a partir de Estados de rastos, significa a pura anexação, sem apelo nem agravo, dos pedintes das margens mediterrânicas do euro?
4. E, se a análise de Soros é simplesmente sóbria (terão de fazer por vós o esforço de mostrar que o que ele diz não tem toda a pertinência), estais em condições de abdicar do país, deste modo miserável?
5. Agora, para acalmar um pouco os ânimos: contenta-vos o facto de a «solução política do euro» não ser viável, não só porque, como ele diz, mesmo resolvida a crise grega com uma euroemissão obrigacionista, sobraria um problema português, espanhol, italiano e irlandês, «insolúvel» nos mesmos termos, mas ainda porque a Alemanha não cobrirá, por tantas razões que não vale a pena insistir, a sugestão de Soros (ele próprio também o diz)?
6. E já pensastes como sairemos «disto»?
Os tempos não estão para políticos de brincadeira.
Não tenho gosto nenhum em reconhecer-me um tanto isolado, não completamente, felizmente (aqui no blog e também fora dele a companhia é boa), nesta história de andar a chamar repetidamente a atenção para o facto de estar em causa, na crise que atravessamos, muito mais do que uma questão de «opções de política económica e financeira». Mesmo mais, embora as coisas estejam relacionadas, no caso vertente, do que um questão de «regime», no sentido grego da palavra - o tipo de sociedade e o tipo de homem que ela reconhece e valoriza. É, Portugal, é a sua soberania, é o seu futuro como Estado, é disso que ando a falar há algum tempo. Esta não é uma «crise normal»!
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Jorge Costa
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19:32
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Salto quântico
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Jorge Costa
em
13:16
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As "Causas" Sustentadas pelo Erário Público
Propaganda falsa paga com o nosso dinheiro. (Pacheco Pereira)
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Miguel Morgado
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11:20
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Entrevendo as entrevistas
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Pedro Picoito
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10:57
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Isto deve ser proibido
Eu não aceito isto. Penso que isto é incompatível com a noção de dignidade humana, tal como ela é articulada no Ocidente. A imposição da invisibilidade do rosto, no espaço público, é equivalente à imposição da inexistência pública de um ser. Proibir isto é proibir a proscrição de certos indivíduos. Se o decoro implicasse a supressão da visibilidade do rosto, então implicaria a violação frontal do princípio sagrado da igualdade humana, porque a igualdade humana também implica o direito igual de todos os seres humanos a uma existência pública. Sagrado. Se não for sagrado, é apenas uma conveniência, uma convenção. E, dessa, podemos bem desfazer-nos. (Não será por acaso que é entre certa esquerda radicalmente ateia, com o seu relativismo deletério, que se encontram os mais eloquentes opositores à proibição da Burka.) Aceitar isto em nome de que que se trata de uma inexistência consentida é, como lembra aqui Bernard Henry-Lévi, equivalente aceitar a escravatura, desde que voluntária. Gostei, sobretudo, de saber por este artigo que o imã de Drancy, Hassan Chalghoumi, argumenta que a Burka é «claramente anti-islâmica.» O problema mais sério vem sendo sempre o mesmo: tem o Islão recursos espirituais próprios para suprimir aquilo que nas suas práticas contemporâneas choca frontalmente com a ideia europeia de civilização? No fundo, tudo se joga aí.
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Jorge Costa
em
09:51
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Sábado, 20 de Fevereiro de 2010
Séries da década (8)
Publicada por
Nuno Gouveia
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19:21
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Nobre em campanha, já com hino e tudo
Vai ser tão lindo. A não ser que.
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Jorge Costa
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19:13
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Do Casamento
Afirmar a natureza própria do casamento como uma construção social em torno de um princípio original: o reconhecimento de que compete aos pais biológicos uma responsabilidade especial sobre as crianças é, tão-somente, afirmar o que o casamento é. Negar este pressuposto básico é, pelo contrário, tentar explicar o que não é, para efeitos de acomodação de interesses particulares.
A necessidade de reconhecimento social da procriação e das suas inerentes exigências, é a natureza mais profunda e primária do casamento. Claro que o casamento veio enquadrar e garantir muito mais. Claro que sim, mas nenhuma mudança introduzida alterou a sua raiz identitária. E é ao nível dos efeitos sobre as crianças que os benefícios do casamento mais se fazem sentir. O que já está provado, é que a família biparental fundada no casamento é o benchmarking das tipologias da família no que toca aos seus efeitos nas crianças. A necessidade e direito de qualquer criança a um pai e uma mãe, a uma família estável, que a ame, proteja e eduque, permanece imutável. Nem nunca o Estado foi capaz de substituir a família cabalmente nas suas funções como chegamos ao ponto em que, na Europa, se assiste a uma necessidade premente de reforma dos sistemas sociais vigentes.
A baixa natalidade é assumida, hoje na Europa, como um problema social e político, mas se, não houvesse uma percepção partilhada, independentemente do quadrante ideológico, que a solução passa por políticas pró-família transversais, bastaria ao Estado contratar mulheres apenas com a função de gerar filhos, e garantir, posteriormente, serviços técnicos de criação e educação dos futuros cidadãos. Esta é por enquanto uma visão dantesca, pelo o horror que naturalmente nos causa. Porquê? Porque a natalidade não é nem uma questão técnica nem uma questão ideológica. Porque as crianças não são objecto de postura técnica e ideológica. E dada a relação intrínseca entre o casamento e as crianças, o casamento não é uma mera questão técnica ou ideológica.
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Eugénia Gambôa
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09:45
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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010
Os loucos anos 80 (104)
The Smiths - Panic (1986)
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Paulo Marcelo
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18:01
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Pela família, marchar, marchar
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Paulo Marcelo
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15:28
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Obrigado Alfredo
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Eugénia Gambôa
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13:36
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Manias e verdades
Tal como, para a mente simples de José Gil, Portugal é Salazar e o resto não inscrição, para Vasco Pulido Valente, mente muito menos simples, Portugal é Cavaco e a sua queda em 1994, e o resto, o resto é ler a crónica desconchavada dele hoje, aliás já várias vezes escrita, presumo que nos dias de maior tédio e de férias da imaginação. O resto de Portugal, desde então, é, segundo sugere, «o apodrecimento do PSD.» Há qualquer coisa de delirante nesta razia do resto, de um PS, por exemplo, fundador do regime, que governa Portugal quase ininterruptamente há três lustros, apostado, ao que parece, em destruí-lo. Mas, como em todos os delírios, mesmo nos mais esdrúxulos, também há neste qualquer coisa de verdadeiro.
E esse resto de verdade parece-me estar formulado noutra crónica de hoje, no mesmo jornal, o Público, da autoria de José Manuel Fernandes.
Cito-o: «Um dos principais problemas do PSD é ser demasiado parecido com o país, e o país ter decaído muito nos últimos anos. Isso significa que, tal como o país, o PSD tem demasiados militantes que se confundem com o aparelho de Estado, que alimentam dependências várias e, mesmo nas empresas, parecem ter perdido o gosto pelo risco e pela liberdade. Ora só um partido que olhe para o país e para o Estado de forma radicalmente diferente da do actual PS pode aspirar a, um dia, vir a fazer parte da solução em vez de continuar a ser parte do problema.»
Parece-me uma excelente formulação: ... o gosto pelo risco e pela liberdade. Mas em que país poderia o PSD, assim tão parecido com ele, cultivar esse gosto? Querem mesmo, os portugueses, ou, vá lá, não exijamos o impossível, as suas elites, liberdade e risco, viciadas que estão em viver na redoma do doce despotismo tão bem descrito por Tocqueville, já há bem mais de século e meio? Não sei. Há solução? Não sei. Solução há sempre. Nem que seja a dissolução. Modificando um pouco Elitot, with a bang. Or with a whimper.
Em todo o caso, eu acredito em milagres, quer dizer: sei que acontecimentos altamente improváveis, não deixam, por isso, de ser possíveis. Verdadeiramente, a história (também) é isso. Faz parte da condição humana. Elites, com gosto pela liberdade, é o que é.
[O Público impresso está trancado, pelo que o link para as crónicas não é possível.]
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Jorge Costa
em
13:03
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Bullshit
'Nego que eu ou o governo tenhamos sido informados pela PT das suas intenções em adquirir a TVI.' (Amanhã, se revelada alguma inconveniência, pode sempre vir dizer que foi informado pelo primo da tia da amiga da sobrinha da porteira da PT.)
O resto foi a litania dos 'ataques pessoais', 'ao carácter', etc; argumentos ad lapidem ('isso não é verdade, porque é absurdo, delirante', etc); o tique reaccionário da ridicularia destas questões menores se comparadas com os grandes problemas da Nação - problemas que ele, ferrabrás, se dispõe a confrontar (apesar de todos os 'ataques pessoais', etc).
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Carlos Botelho
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01:47
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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010
Meramente
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Carlos Botelho
em
23:38
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Recordando Freund
Com efeito, é um ponto cardinal de toda a actividade política consequente, responsável e dominando a situação ter em vista, prever o pior, não para fazer a política do pior, mas pelo contrário para afastar o perigo e, se necessário, fazer-lhe face com as medidas apropriadas. As coisas não se resumem a imaginar a paz mais humana, mais generosa e mais feliz possível, mas prevenir a guerra e, se porventura alguma vez ela parecer inevitável, prepará-la para sairmos vitoriosos e, sendo o caso, desencorajar o inimigo decidido a empreendê-la. (...) Agir politicamente é, portanto, agir em função do pior possível. Essa verdade é cruel e irritará talvez muitos espíritos, mas aquele que a neglicenciar expor-se-á às piores desilusões e fracassos e, talvez, arraste na sua queda a independência da colectividade.
Se assim for, então há que concluir que o maior défice da nossa classe política em geral (falo da regra) é um défice de - imaginação.
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Jorge Costa
em
23:15
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