Este quadro é muito interessante, mas só clicando para o ver é que perceberá porquê. O estudo a que se refere, do FMI, sobre o nível das reformas estruturais nos países do euro, está aqui. Por memória, vem cá em baixo o respectivo nível relativo de PIB per capita. Elucidativo. O mapa de temperaturas veio daqui.Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010
Muito vermelho alaranjado
Este quadro é muito interessante, mas só clicando para o ver é que perceberá porquê. O estudo a que se refere, do FMI, sobre o nível das reformas estruturais nos países do euro, está aqui. Por memória, vem cá em baixo o respectivo nível relativo de PIB per capita. Elucidativo. O mapa de temperaturas veio daqui.
Publicada por
Jorge Costa
à(s)
16:01
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)


13 comentários:
Já nos pode dizer o dia de chegada do FMI?
O quadro parece-me correcto: os PIGS na merda e os nórdicos em grande. Mas, a Inglaterra com estes valores?? Ou o quadro foi feito por ingleses, que é o mais certo, ou há aqui grande aldrabice. Os valores do reino de sua majestade não são nada disto. E é fa´cilo conferir...
L. Pinto Leite
Podemos aprender com a Suécia e Dinamarca.
Como é que eles conseguem ter salários tão altos e balança comercial equilibrada ?
PMP, não é a produzir resina e batatas, isso lhe garanto. Amanhã respondo-lhe no post anterior.
Jorge Rocha
JR,
Temos de produzir tudo o que podermos, incluindo muita resina, batatas e couves.
Pasta de Papel outros produtos da silvicultura/floresta também.
Vamos estudar bem o sistema politico-económico da Suécia e da Dinamarca e implemantar em Portugal.
PMP
muito dificil de implementar sistemas de paìses compridores, num paìs em que o Chico espertismo é rei, basta ver a fuga aos impostos.
De qualquer forma podemos tentar e ver o resultado, vamos ter um sistema super avançado e exigem aplicado a "marroquinos".
Podemos começar em copiar o funcionamento do governo e do parlamento, e dos tribunais.
Depois ver como organizaram a saude, ensino e segurança social.
Depois como estão organizados a nivel territorial.
Depois como é a relação entre fiscalidade e o emprego.
Etc.
Como outros já disseram deve ser algo produzido no UK. É só fazer a lista de empresas que saíram de lá e as que fecharam fábricas por causa da regulação.
"não é a produzir resina e batatas"
Se uma pessoa produzir batatas ou resina e der para o seu sustento e dos seus é alguém independente e não há muitos assim por cá.
lucklucky
Por acaso não conheço povo que desenvolva mais energia a procurar formas de fugir aos impostos que o sueco. Alias, a economia paralela dos nordicos, ao contrario do que dizia hoje o Publico, vem logo a seguir aos sulistas e à Bélgica.
As causas são normalmente bastantemais complexas do que as correlações.
IsabelPS
Pois é, mas mesmo a fugir aos impostos os Suecos têm um PIB per Capita altíssimo.
O estado social dos suecos também é forte.
"Portugal é um dependente. Os preços das matérias-primas agravam o nosso défice externo e prejudicam a nossa competitividade. O aumento do preço do algodão (mais de 80% este ano!) afecta todas as nossas empresas de têxteis. O preço da cola prejudica o calçado. O petróleo encarece tudo. E esta financeirização, que aumenta a eficiência global, introduz também volatilidade e "bolhas" especulativas semelhantes às bolsas de empresas.
A economia agrícola é dos fenómenos mais fascinantes de estudar. Salazar doutorou-se nos fluxos do trigo, Cunhal especializou-se na questão agrária. Mas os parolos dos governantes portugueses de há 20 anos decidiram que não era "cool" investir em Agricultura. Depois do desinvestimento com a reforma agrária dos anos 70 e das políticas de rendimento dos anos 80, com Cavaco a aceitar a iniquidade da subsidiação europeia, ficámos sem agricultura. Hoje, não temos factor trabalho nem capital (a maquinaria está obsoleta), e a produção que sobrou liquidou-se perante a concentração da distribuição. E assim estamos de fora de um dos grandes negócios do século: a alimentação.
psg@negocios.pt
@PMP
Exacto. Por isso a questão não está no chico-espertismo duns e na superioridade moral doutros. Como diz, e bem, convem estudar afincadamente as causas dos resultados e não ir atrás de bitaites ocos e vãos.
Aliás, ainda a propósito de impostos, não é por acaso que em inglês se usam correntemente as expressões "tax evasion" e "tax avoidance" e em português nem sei bem qual é a tradução. Li algures uma estudo interessante que dizia que alguns países organizavam a sua fiscalidade de forma a permitir fugir aos impostos, em grande escala, de forma perfeitamente legal e outros preferiam não legislar nesse sentido e arcar com uma percentagem relativamente elevada de evasão... consequentemente "ilegal".
IsabelPS
A questão dos impostos é uma forma de muitos fugirem à questão do crescimento económico e da criação de emprego.
Existe hoje o mito que os países ricos o são porque têm alguma coisa de "cultural " dentro deles.
Mas à 50 anos atras não era assim. Havia a ideia que o desenvolvimento económico era algo que viria da vontade de cada país e das estratégias colectivas a seguir.
Hoje está na moda pensar que o mercado por si só vai resolver, tal como ontem estava na moda pensar que o estado tudo devia resolver.
Enquanto que nas ciência naturais o progresso é constante e o futuro é construído a partir dos gigantes do passado, na economia o imobilismo e o retrocesso são o factor mais comum.
Enviar um comentário