Vale a pena ler a crónica de hoje no Público do Pedro Lomba.
A propósito da visita do Presidente Chinês a Portugal e das notícias que dão conta de que a China está disponível para comprar a dívida pública dos pobres da Europa.
A propósito da visita do Presidente Chinês a Portugal e das notícias que dão conta de que a China está disponível para comprar a dívida pública dos pobres da Europa.
"Quem não tem dinheiro, é forçado a meter os princípios na gaveta. Mas já não é assim com a Europa que, ao fazer certas cedências políticas ao regime chinês em troca de um generoso empurrãozinho na sua moeda, está na prática a cavar uma nova dependência e resignação. Pelo caminho devíamos talvez pensar nos efeitos desta dependência. A economia, ou mais precisamente, este “financeirismo” que se define pelo supremo objectivo de conservar a força do euro, vão a caminho de transformar a Europa num continente sem identidade política".O mesmo tema também aqui e aqui.


12 comentários:
Filipe
Não li o artigo do Pedro Lomba mas penso que Portugal não deve fechar a porta a debater eventuais formas que permitam reencontrar um modelo de desenvolvimento. E debater aquelas ideias que nos possam parecer à partida absurdas.
Durante décadas Portugal teve feitorias na Flandres. Durante séculos tivemos uma "feitoria" na China.
Quando foi necessário o Governo foi para o Brasil o que na altura seria totalmente absurdo.
Não vejo mal que se debata a possiblidade de Portugal "retribuir" Macau e permitir que a China tenha uma concessão territorial em Portugal.
Estamos sempre a falar na centralidade geográfica dos nossos portos mas talvez seja altura de procurar parceiros para desenvolver um porto que possa ser uma verdadeira porta da Europa.
Pode ser que o parceiro venha de Amaesterdão como de Antuerpia mas também pode vir do Brasil ou da China.
Um abraço
Pedro Pestana Bastos
UMA FEITORIA TIPO PORTO DE NÁPOLES COM A CAMORRA A GERIR O DIA A DIA.JÁ LERAM O LIVRO DE ROBERTO SAVIANO CHAMADO"GOMORRA"?
E não é que a gente do CDS também já entrou no jogo da Drª Manuela e toca a fingir que acreditam na ajuda chinesa?!
Se os chineses nos comprassem a dívida pública o Socrates já nunca mais saía de S. Bento...
Ainda bem que a Drª Manuela Ferrera Leite nos avisou que não custava nada fingir.
Estamos a fingir, não estamos?
Nada de receios que os investidores não aparecem nas caixas de comentários. Eles nem sabem a nossa língua. Aqui não é preciso fingir.
Não há modelos de desenvolvimento.
Não existem.
"Estamos sempre a falar na centralidade geográfica dos nossos portos"
Não há centralidade alguma nos nossos Portos, estamos num extremo da Europa.
É muito mais barato um navio descarregar
na Flandres, em França ou em Génova que em Portugal. Lá estão muito mais perto das centenas de milhar de consumidores Europeus.
lucklucky
conservar a estabilidade do euro
e os alemães motor económico da europa
pagaram com 8 milhões de mortos
os custos da hiper-inflação
e da desvalorização da moeda nos anos 20
(Hitler foi o produto desses anos)
e deixar os chineses construirem
aqui os seus portos-feitorias
é preferível a que o façam em Espanha
o nosso mercado é para eles vestigial
Portugal deve estar aberto aos chinocas, por estar falido. Mais nada. Estamos agora a teorizar um caso que é simples.
Um tipo esfaimado vai interrogar-se sobre a justeza dos princípios políticos? Tem de ir trás dos euros e é tudo.
Vocês estão todos a fingir, não estão?!
A MFL deu-lhes a pica toda!
"Pelo caminho devíamos talvez pensar nos efeitos desta dependência."
Quais são esses efeitos?
Tenho estado longe da net e só agora vi estes comentários todos.
Na minha opinião, claro que interessa a vinda de investidores (devemos estar abertos a isso e, mais, parece mesmo que não temos alternativa) mas claro que, a dependência económica e financeira gera dependência política. É esta que, creio, deve merecer a nossa atenção. Por isso me pareceu que a crónica do PL é muito oportuna. E, por isso também, associei-a à notícia que dá conta que os chineses estão a pressionar os europeus para que não entreguem o nóbel a Liu Xiaobo. Entre um e outro extremos tem de haver limites.
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