“(...) A AEEP foi agora surpreendida com a decisão do Conselho de Ministros de fazer cessar a 31 de Agosto de 2010 todos os contratos simples, de patrocínio e de associação estabelecidos com estabelecimentos de ensino particular e cooperativo. Estes contratos abrangem cerca de 500 escolas, mais de oitenta mil alunos e mais de dez mil trabalhadores e estando alguns deles em vigor há mais de 20 anos. O diploma que o Conselho de Ministros aprovou não é um instrumento de redução de despesa ‐ essa é obtida dentro do quadro jurídico existente ‐, mas sim o mais violento ataque à existência de um ensino privado aberto a todos os cidadãos, mesmo os mais carenciados, de que há memória desde a regularização democrática após o PREC.
Neste contexto, a AEEP incentiva todos os portugueses que prezam a liberdade de opção educativa, em especial aqueles que, por terem mais dificuldades, beneficiam do justo apoio do Estado, a manifestar o seu repúdio por esta actuação do Governo."
-- Comunicado da AEEP, 5 de Novembro de 2010
Ver mais aqui: "Ministério vai cortar 70 milhões nos apoios aos alunos do privado", no Público.
Neste contexto, a AEEP incentiva todos os portugueses que prezam a liberdade de opção educativa, em especial aqueles que, por terem mais dificuldades, beneficiam do justo apoio do Estado, a manifestar o seu repúdio por esta actuação do Governo."
-- Comunicado da AEEP, 5 de Novembro de 2010
Ver mais aqui: "Ministério vai cortar 70 milhões nos apoios aos alunos do privado", no Público.


6 comentários:
Este pessoal está sempre pronto para criticar os gastos do Estado. Principalmente se forem dirigidos aos mais desfavorecidos, como o RSI.
No entanto, se as despesas protegerem camadas mais privilegiadas, como os "adeptos da escolha" que pagam para que os seus filhos não estudem em escolas públicas, levantam todos as suas vozes em uníssono, sublinhando a importância desse apoio.
Ainda bem que as pessoas têm menos vergonha de dizer o que pensam em espaços como este. As preocupações sociais são uma chatice para todos aqueles que vivem uma vida confortável. Sugiro, então, que se unam os defensores do ensino privado e des-socializem o seu financiamento, suportando-o eles mesmos.
Para sua informação os quem paga escolas privadas também está a pagar via impostos a escola pública. Para que a liberdade de escolha não se limite àqueles que têm possibilidade de incorrer numa duplicação das despesas é necessário que o financimanto seja dado à escola que resulta da escolha dos país e não à que os burocratas da 5 Outubro decidem.
MAIS UM ATENTADO DA MÁFIA SOCIALISTA À LIBERDADE EM PORTUGAL.SÓ A REVOLUÇÃO DO CHEQUE EDUCAÇÃO PODERÁ PÔR FIM AO ACTUAL ESTADO DE POUCA VERGONHA TOTALITÁRIA EM MATÉRIA DE EDUCAÇÃO DOS NOSSOS FILHOS.
Essa lógica da racionalidade económica é perigosa e faz tábua rasa de todas as formas de desigualdade social. A actual situação é resultado da sua aplicação generalizada. Um sistema de educação público, gratuito e universal, é essencial para a democracia. O cidadão que escolhe matricular os filhos numa escola privada não deve por isso ser desresponsabilizado do funcionamento das instituições públicas.
O seu argumento apenas faria sentido se os recursos investidos no sistema de educação público, o único com a garantia da universalidade, lhe conferissem a qualidade desejável.
Mas o grande problema do seu argumento não está aí. Está sim no facto de ter por corolário que o Estado deve financiar a escolha dos cidadãos por instituições privadas quando existe oferta pública.
O fim do Estado Social, que a direita nacional tanto defende, seria um evento desastroso. Se no tempo do outro senhor a população era pobre mas "honrada" (entenda-se resignada), actualmente as classes mais baixas não iriam aceitar de bom grado o agravamento das clivagens sociais e iniciariam os seus próprios processos distributivos (entenda-se crime).
Por isso é que afirmo: dadas as circunstâncias, se aos anunciados cortes na despesa pública escapasse o financiamento do sistema de educação privado estaríamos perante uma grave injustiça social.
Os "neo-liberais" que parece quererem acabar com saúde e educação gratuitas e universais, não conseguem ver que foi esses "estado social" que permitiu um salto gigantesco na qualidade de vida nos ultimos 60 anos.
Uma população saudável e culta é obviamente a base de uma economia forte.
Educação gratuita não implica ser operada exclusivamente por escolas públicas, mas também por uma rede alargada de escolas privadas gratuitas subsidiadas.
Pois é, porque é que havemos de ter sequer ensino privado?
Não pode a escola estatal tudo fazer e tratar com igualdade?
Não se elimina assim qualquer hipótese de concorrência entre escolas que as obrigaria a elevar a qualidade?
Não ficaríamos então todos felizes, porque iguais, e nivelados por baixo?
Que bom que era sermos todos medíocres!
Mas não ia acontecer isso, porque os "ricos" (aqueles que abdicam de comprar carros novos e tv's e outras porcarias para dar uma boa educação aos seus filhos) continuariam a pagar por fora soluções que combatessem a lógica totalitária que os nossos amigos do BE e do PCP adorariam ver implementada a bem da igualdade na m...
Ainda não perceberam que a garantia de que todos têm hipóteses na sociedade é a de que a escola, toda ela, tenha qualidade que dê instrumentos aos desfavorecidos para subir. Parece-lhes mesmo que sendo nós um dos países da OCDE que mais gastamos em educação que as coisas estão bem?
AD
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