O que é curioso é que no Brasil, tirando o "H", que na língua portuguesa não se pronuncia, quer dizer, quando está no início da palavra não é aspirado como no inglês por exemplo, no Brasil, dizia, não existem consoantes mudas. Todas as plavras que por lá ainda têm os "c" e "p", que na generalidade dos casos em Portugal não são pronunciados, como por exemplo "aspecto", "recepção", são pronunciadas tal como se escrevem, sem saltar nenhuma letrinha.
Eu apontava mais para uma curiosidade. É que é verdade que a evolução do português escrito - a grafia - no Brasil previligiou mais do que em Portugal a fonética, mas, ao mesmo tempo, uma vez estabelecida a ortodoxia eles são mais fieis à grafia do que nós. O que se escreve, em geral, é o que se diz.
Julgo ainda que o Acordo está decidido de modo que só algo extraordinário inverteria essa decisão. As novas gerações que nascerem já dentro do acordo, vão abraçar essa grafia como a sua e por aí vai.
"A grafia no Brasiu é menos fonétxica qui em Portugau."
Não sei bem o que é que ixto quer dizer. Nósh em Portugal silenciamosh muitas vogaish - as ditash mudash - no Brasil não existem vogaish mudash. Todas ash letrash são pronunciadash.
Quanto a "Brasiu" e "fonétxica", etc, é uma quextão de sotaque...
Você é que vê o acordo ortográfico como uma capitulação. Já existiram muitas outras reformas, nós já não falamos nem escrevemos como Camões, nem sequer como se escrevia há cerca de 100 anos. E depois, aqui entre nós, o acordo ortográfico, do estrito ponto de vista de uma ideia expansionista de irradiação portuguesa, tem para nós a vantagem de enfraquecer a causa, não sem pouca adesão popular no Brasil, dos que, precisamente no Brasil, defendem a separação nominal da língua passando a designá-la de "brasileiro". Com o acordo a possível formalização deste projecto perde muito do seu suporte material.
E os brasileiros também cederam, desde logo num elemento, abandonado por nós e que, a meu ver, faz todo o sentido - o trema.
E não sou eu que dou ou darei a língua ao Brasil. Se quer colocar as coisas nesses termos, vá-se queixar ao Pombal! E se não chegar, olhe, vá-se queixar ao Cabral!
O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias.
Sabe que a realidade nem sempre é o que parece.
Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias.
Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos.
Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP.
Não quer o poder, mas já está por tudo.
Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.
7 comentários:
O que é curioso é que no Brasil, tirando o "H", que na língua portuguesa não se pronuncia, quer dizer, quando está no início da palavra não é aspirado como no inglês por exemplo, no Brasil, dizia, não existem consoantes mudas. Todas as plavras que por lá ainda têm os "c" e "p", que na generalidade dos casos em Portugal não são pronunciados, como por exemplo "aspecto", "recepção", são pronunciadas tal como se escrevem, sem saltar nenhuma letrinha.
João.
Não é essa a questão.
O critério deve ser o fonético?
Carlos,
Eu apontava mais para uma curiosidade. É que é verdade que a evolução do português escrito - a grafia - no Brasil previligiou mais do que em Portugal a fonética, mas, ao mesmo tempo, uma vez estabelecida a ortodoxia eles são mais fieis à grafia do que nós. O que se escreve, em geral, é o que se diz.
Julgo ainda que o Acordo está decidido de modo que só algo extraordinário inverteria essa decisão. As novas gerações que nascerem já dentro do acordo, vão abraçar essa grafia como a sua e por aí vai.
João.
1) O critério jamais pode ser o fonético; a razão é por demais evidente.
2) A grafia no Brasiu é menos fonétxica qui em Portugau.
Grato pela referência.
Cumpts.
"A grafia no Brasiu é menos fonétxica qui em Portugau."
Não sei bem o que é que ixto quer dizer. Nósh em Portugal silenciamosh muitas vogaish - as ditash mudash - no Brasil não existem vogaish mudash. Todas ash letrash são pronunciadash.
Quanto a "Brasiu" e "fonétxica", etc, é uma quextão de sotaque...
João.
Dê lá a língua ao Brasil. Já vi que vossemecê é galego.
Cumpts.
Você é que vê o acordo ortográfico como uma capitulação. Já existiram muitas outras reformas, nós já não falamos nem escrevemos como Camões, nem sequer como se escrevia há cerca de 100 anos. E depois, aqui entre nós, o acordo ortográfico, do estrito ponto de vista de uma ideia expansionista de irradiação portuguesa, tem para nós a vantagem de enfraquecer a causa, não sem pouca adesão popular no Brasil, dos que, precisamente no Brasil, defendem a separação nominal da língua passando a designá-la de "brasileiro". Com o acordo a possível formalização deste projecto perde muito do seu suporte material.
E os brasileiros também cederam, desde logo num elemento, abandonado por nós e que, a meu ver, faz todo o sentido - o trema.
E não sou eu que dou ou darei a língua ao Brasil. Se quer colocar as coisas nesses termos, vá-se queixar ao Pombal! E se não chegar, olhe, vá-se queixar ao Cabral!
João.
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