Existe uma divisão antiga entre os portugueses. De um lado estão os que são contra a divisão dos portugueses. Este grupo defende que devemos ficar todos unidos a assistir ao apodrecimento da situação. Do outro lado estão os que são pelo confronto entre ideias e projectos distintos para o país. Este grupo acha que o apodrecimento da situação deve ser acompanhado por um confronto de projectos para resolver o problema. Cavaco tomou partido pelo primeiro grupo.
João Miranda, Blasfémias.
João Miranda, Blasfémias.


6 comentários:
Ai sim? Espero ver o autor da citação com as mesmas ideias quando o pessoal for para a rua de cara tapada e molotovs na mão exigir o poder para o povo.
Se o critério é o da stasis ( e bom, e bom...), vale tudo.
O senhor presidente da república quando era chefe de governo sempre foi pela estabilidade governativa e política. Deixem-nos trabalhar pelo pogresso. Opunha-se ás forças de bloqueio. Ele está igual a si próprio.
ideia a de cavaco sempre repugnante, ainda mais nestas circunstancias.
Caro Filipe: julgo que o confronto de ideias e projectos, com a exigência de mediação racional que ele impõe, é não só o contrário de stasis, como o seu melhor antídoto. Se nos agarramos todos, com unhas e dentes a um barco em naufrágio... Se interpreto bem o João Miranda, ele refere-se à exigência do Presidente de consenso em torno do orçamento: pode ser o caminho directo para o fundo. Aliás, posso enganar-me, mas dado o estado avançado de apodrecimento que isto leva, não me surpreenderia que o enquadramento da discussão do orçamento viesse a ser algo em matéria de estado de necessidade que neste momento não está sequer a ser pensado. Mas isso é outra história.
Fico sempre estupefacto ler o tipo de opiniões como as do FNV, o caminho começou a construir-se assim e ainda insistem. Será que pensam que as coisas podem continuar como estão? Não vêem sequer os números?
lucklucky
Precisamente, cowboy, vêm aí tempos interessantes. Guarda as pratas.
Caro Jorge: stasis , como bem sabe, significa disputa, dissensão, escolha de caminhos. Há quem escolha ruas .
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