Sugiro que consideremos que o FMI, como se diz agora, não vai intervir coisa nenhuma, nem agora nem depois, nos termos das crises financeiras dos anos 70 e 80. O FMI, a aparecer, fá-lo-á no contexto da activação do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF), acordado em 10 de Maio, e no qual tem uma quota-parte dos meios e um papel técnico supletivo. Neste momento, as coisas jogam-se entre Portugal e os parceiros com quem partilha a moeda, onde o papel da Alemanha é determinante, e tudo o resto secundário.
A activação do Fundo depende de um pedido formal do Estado interessado e do acordo da... Alemanha. A posição em que se encontra a Alemanha face a um eventual pedido de ajuda de um, ou dois países, é forçosamente ambígua: teria de convencer a opinião pública a engolir mais um sapo, ou dois. Mas não pode, por outro lado, estar interessada em diferir por muito mais tempo uma decisão de acolhimento de tais pedidos, porque a turbulência que se está a intensificar, consequência de se protelar, não a beneficia em nada.
Tudo terá, porém, de partir de uma decisão política do Estado em apuros. Essa é, a meu ver, como já aqui referi há nove dias, a decisão mais importante a tomar. Se fôssemos racionais, uma vez na vida, estaríamos a ponderá-la, melhor: a tomá-la neste momento, dado que se tornou inevitável - a menos que se desse o milagre de o Governo fazer, de moto próprio, uma inversão de 180 graus na forma como vem gerindo (?) as Finanças Públicas. Um orçamento aprovado sem consideração pelo que, com a mais elevada probabilidade, terá de acontecer arrisca tornar-se num acto gratuito nos efeitos, e gravemente consumidor de «recursos políticos».
Activar já, ou não activar (mal!), o Fundo Europeu de Estabilização Financeira é o conteúdo do verdadeiro dilema. O resto é som e fúria. É de uma insensatez imperdoável continuarmos a arrastar os pés, necessitando de um mercado que já só nos financia a custos impossíveis.
A activação do Fundo depende de um pedido formal do Estado interessado e do acordo da... Alemanha. A posição em que se encontra a Alemanha face a um eventual pedido de ajuda de um, ou dois países, é forçosamente ambígua: teria de convencer a opinião pública a engolir mais um sapo, ou dois. Mas não pode, por outro lado, estar interessada em diferir por muito mais tempo uma decisão de acolhimento de tais pedidos, porque a turbulência que se está a intensificar, consequência de se protelar, não a beneficia em nada.
Tudo terá, porém, de partir de uma decisão política do Estado em apuros. Essa é, a meu ver, como já aqui referi há nove dias, a decisão mais importante a tomar. Se fôssemos racionais, uma vez na vida, estaríamos a ponderá-la, melhor: a tomá-la neste momento, dado que se tornou inevitável - a menos que se desse o milagre de o Governo fazer, de moto próprio, uma inversão de 180 graus na forma como vem gerindo (?) as Finanças Públicas. Um orçamento aprovado sem consideração pelo que, com a mais elevada probabilidade, terá de acontecer arrisca tornar-se num acto gratuito nos efeitos, e gravemente consumidor de «recursos políticos».
Activar já, ou não activar (mal!), o Fundo Europeu de Estabilização Financeira é o conteúdo do verdadeiro dilema. O resto é som e fúria. É de uma insensatez imperdoável continuarmos a arrastar os pés, necessitando de um mercado que já só nos financia a custos impossíveis.


2 comentários:
O Jorge já desistiu da ideia de fazermos as reformas necessárias por conta própria? Teremos de as fazer logo a seguir.
O FMI vai tal como a OCDE - Organizações Estatistas populadas por gente desempregada dos Governos - atacar cobrando mais impostos e indo buscar o dinheiro da forma mais fácil.
Não vai atacar coisa alguma dos nossos problemas.
lucklucky
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