Segunda-feira, 12 de Abril de 2010

Reforma aos 68 e suicídio aos 70



Desde 2001 que na Holanda se permite a eutanásia nos casos de "sofrimento irreprimível". Mas como essa coisa do sofrimento é muito relativo e subjectivo, caso a nova lei seja aprovada para um suicídio assistido bastará que o "utente" tenha mais de 70 anos e que seja aferido o seu consentimento completo.

Por este caminho está encontrada a solução para a segurança social.

18 comentários:

Anónimo disse...

É uma solução legítima para o problema da segurança social. Desde que nada seja feito contra a vontade dos próprios, é legítimo. A vida de cada um pertence a ele mesmo.

Luís Lavoura

Anónimo disse...

Claro

Aliás devíamos baixar a idade.

70 porquê ?

Por que não a seguir aos 18 ?

Cada um deveria ter um direito social ao suicídio assistido em estabelecimentos do Serviço Nacional de Saude.

Afinal se eu pago impostos é para ser servido.

E mesmo essa coisa do consentimento é relativa. O Estado em relação aos muito velhinhos deveria prescindir do consentimento.

Afinal estão tão velhinhos eles sabem lá o que dizem.

Anónimo disse...

Na Holanda há liberdade o que os conservadores querem impedir. Todos os estudos realizados na Holanda e no Oregon revelam que não há nenhuma tendência para abuso decorrente das pessoas serem empurradas para essa decisão. De resto a decisão na Holnda tem de passar por diversas instâncias médicas.
Curios é que a eutanásia é legal em alguns países europeus, enquanto nos EUA só o suicídio assistiso o é. Sabe porquê? Porque num país com tradição de liberdade não são os médicos que concretizam a decisão de pôr fim à vida, mas o próprio. Essa é a diferença fundamental entre as duas possibilidades.
A medicina prolonga vidas que há umas décadas tinham mortes mais rápidas e suaves. Mais "naturais", é verdade. Há muitas pessoas que não desejam este prolongamento, em determinadas circunstâncias . A isto também se chama liberdade

Anónimo disse...

Lavoura, trata-se de uma decisão pessoal, nada tem que ver com a segurança social. Isso é imbecil.

Ana Gabriela disse...

Pedro

Gostei da forma irónica e bem-humorada do post!
Sim, e se a velha Europa se lembrar de seguir o exemplo holandês, de propor, o fim, "the end", aos seus cidadãos, até em cartazes publicitários, "acabe os seus dias assim, aos 70", "a partir dos 70 o que é que anda cá a fazer?"
E desta forma absurda, quase contabilística: dois anos depois de iniciar a reforma.

Sempre vi a eutanásia como excepção, não como regra, e em casos muito específicos, em que seja a alternativa mais humana, digamos assim. Nunca conceberia esta possibilidade como uma lei geral, com prazo de validade e tudo.
Nos casos que acompanhei em documentários a questão da idade nem se colocava!? Em casos de acidentes graves em que uma pessoa, até pode ser um jovem, perdeu toda a autonomia, por exemplo. Casos-limite.
Ana

Pedro Pestana Bastos disse...

Ana

É axactamente isso.

Independentemente da posição que cada um tem em relação à eutanásia e ao suicídio assistido.

Esta "evolução" legislativa da Holanda evidencia qual é o caminho que as ordens jurídicas levam quando abrem a portas ao suícidio assistido.

A divisão da lei entre cidadãos com mais e menos de 70 anos é absolutamente chocante e atenta à dignidade da pessoa humana.

Pável Rodrigues disse...

Por mim está bem. Mas melhor,isto é, para melhor servir o estado social, o parlamento dos ditos estados deveriam legislar no sentido de só permitirem a reforma aos 70 anos,e decretar o direito ao suicídio assistido aos 68...

impensado disse...

A Holanda parece estar no bom caminho para a civilização da morte de que falava o grande Papa João Paulo II.
Por cá, o problema é outro, o suicídio é um bem duradoiro, prolonga-se pela vida inteira.

Cinderela dos Pés Grandes disse...

Por dios, serei só eu a enjoar com este fervor legislativo que atacou e continua a atacar os países europeus?

Porque não deixam as pessoas em paz e com a liberdade de cuidar dos seus próprios assuntos? Deve ser bonita, a regulamentação! Imagino quantos requisitos burocráticos para aceder ao tal direito ao "suicídio assistido". É no que dá esta obsessão legalista!

E JÁ AGORA: para quando o direito à perda da virgindade ASSISTIDA?... Estaria perfeitamente dentro do mesmo espírito de impertinência legislativa! BAH!

Pedro A disse...

Ah o progresso...

CArmo Perca disse...

Olhe meu caro Anónimo, se os próprios têm vontade própria eles que o façam a eles próprios e não obriguem um m+edico ou enfermeiro a fazê-lo contra a sua vontade própria. Ou vai proibir-se aobjecção de consciência a esses médicos e enfermeiros ou mesmo familiares? Então e a contade própria não existe?

Anónimo disse...

Vida e dignidade humana são dois valores diferentes. Actualmente, as sociedades europeias desprezam o primeiro e consagram à sua maneira o último. Para mim isso constitui um grave retrocesso civilizacional, um negar da humanitas europeia de raiz judaico-cristã. Lutar pela civilização, contra o aborto, suicídio assistido, eutanásia ou casamento entre pessoas do mesmo sexo é mais do nunca um imperativo.

Eduardo F. disse...

O post é bem humorado mas a substância da matéria é tenebrosa.

vigilante disse...

Seremos Olhados pelas gerações vindouras como autênticos macacos. Bárbaros. Já estou à espera da pancada, mas sendo eu um acérrimo defensor do livre arbítrio, da responsabilidade pessoal e do "if it works, it works", há algo que não transcindo:na vida. Porque deveriamos ter direitos sobre a morte se não temos na vida(nascimento). Ou algum Holandês pediu para nascer. E se temos direitos sobre a nossa morte porque não dos nossos relativos? Podemos achar que estão a sofrer, ou que estão infelizes, ou que já não estão cá a fazer nada. Tudo por piedade e com a melhor das intenções, claro. E diz um amigo que não há sinais na Holanda ou no Oregon de que as pessoas tenham passado a ser empurradas para isso. Mas quais são os métodods de aferição? Comparar o número de suicidios assistidos legais com quê? E que haja uma pessoa apenas levada a isso já será uma tragédia. E as depressões mais ou menos prolongadas?lASTIMAVEL...

Ricas disse...

Quando pensamos que nada mais nos consegue surpreender....

Anónimo disse...

Depois de autorização para matar crianças porque se quer tirar um curso ou simplesmente para não chatearem nada como deixar os velhos à mercê do bullying para morrerem mais cedo.
Mais um exemplo da suicida Europa.

Só tem uma vantagem, com o tempo quem a defende acabará por desaparecer ou não contar.

lucklucky

Anónimo disse...

Lucky, ainda estás muito distante. Não te apoquentes

Anónimo disse...

Trata-se apenas de uma discussão e não ainda de uma proposta legislativs. O grupo que a promove é composto por pessoas que têm uma longa experiência de lidarem com a eutanásia e têm uma convicção pessoal sobre o assunto. Alguns dos promotores reclama-se de uma tradição estóica. É uma acção peticionária e não tem que ver com qualquer iniciativa partidária para crias cortinas de fumo ou desviar a a tenção de assuntos mais importante, como sucede em Portugal.