Domingo, 7 de Fevereiro de 2010

Eu também.

No mesmo Expresso da Meia Noite onde Luís Delgado e João Marcelino se entretiveram a reescrever o consenso sobre 'o défice virtuoso' (para se justificarem a si próprios - afinal toda a gente pensava como nós, e tal, apesar do link que coloquei mostrar LD desmentindo-se - e para justificarem o PS) - algo que Maria João Avillez, que foi a voz da sanidade em todo o programa, contrariou, atribuindo as culpas do nosso estado calamitoso ao PS - Maria João Avillez começou o programa afirmando que tem vergonha, a propósito do noticiado plano de Sócrates para anular a comunicação social, do que se vive por cá. Eu também. Uma muito profunda vergonha.
Na última Quadratura do Círculo, António Costa, pretendendo fazer uma piada, afirmou que Pacheco Pereira considera José Sócrates capaz de todas as malfeitorias. Pacheco Pereira, sem se rir, disse 'Considero. Considero.'. Eu também.

11 comentários:

Anónimo disse...

Eu considero que, apesar de tudo, o JPP não faz a ideia exacta do que Sócrates é capaz. Ou talvez faça. Nesse programa, o comentador Delgadi disse expressamente que o problema de Portugal é falta de maioria absoluta e tem que vir uma quer seja para o PSD ou para o PS.

Anónimo disse...

"O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado."

Quem escreveu foi um tal de Mário Crespo. É preciso explicar?

Anónimo disse...

Continua a confusão muito lusa entre antecedente e consequente, entre hipótese e tese, entre convicção e demonstração.

Maria João Avillez & Cia devem saber que para provar qualquer tese há que garantir antecipadamente a validade e uso restrito somente das hipóteses verdadeiras a utilizar nessa demonstração. Caso contrário não existe demonstração válida.

Anónimo disse...

"O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado."

Quem escreveu foi um tal de Mário Crespo. É preciso explicar?
-----------------------------------

Não, não é preciso explicar.

Resulta evidente que o palhaço era Crespo e o amigo escutador do Altis.

ruy disse...

De três órgãos institucionais, a Polícia Judiciária, a Magistratura do Ministério Público e Juízes, elementos de carreira de há muitos anos, foram unânimes, com as provas obtidas em investigação, em declarar a existência de crime. O procurador geral da república, de nomeação politica e temporária, decide interromper o decurso normal da Justiça, uma vez que é uma natural obrigação da procuradoria geral da republica instaurar, sempre, mas sempre, um inquérito de averiguações desde que haja um mínimo de indícios criminais. Por incompetência, por compadrio politico ou por qualquer outro motivo tão aberrante quanto aqueles, o procurador geral da republica obstruiu de modo deliberado e inequívoco o prosseguimento da Justiça.

Qualquer cidadão tem o direito de se indignar com tamanhos atropelos à Justiça e de clamar bem alto a sua indignação. Quando tanta gente parece preocupada com o que pensam as instâncias internacionais sobre o País, que sinal é dado ao estrangeiro com tamanho acto de degradação nas nossas mais altas instituições? A actuação infundada e contrária aos princípios gerais do direito do procurador geral da republica tem que ter consequências. A não existirem, ter-se-á chegado ao mais elevado grau de descrédito, de degradação e corrupção institucional do nosso sistema político a partir do qual tudo é possível e aceitável. Chamem-lhe o que quiserem mas não lhe chamem Democracia. O Presidente da Republica tem a obrigação e o dever patriótica de alertar os portugueses para estes atentados ao Direito e de imediato retirar a sua Confiança ao procurador geral da republi

Anónimo disse...

"o procurador geral da republica obstruiu de modo deliberado e inequívoco o prosseguimento da Justiça"

Em Espanha teria milhões nas ruas de Madrid.

Anónimo disse...

A MARIA JOAO AVILEZ TINHA OBRIGAÇAO DE SER UMA BOA JORNALISTA,QUE MAIS NAO FOSSE PELO TEMPO DE INSCRIÇAO.
MAS NAO,ELA LIMITA-SE A FAZER O PAPEL DE CGTP DO PSD ,NA VERSAO MENOS APELATIVA.

Anónimo disse...

"No seu estilo parco, a seta aponta ao alvo. Os próximos tempos vão trazer mais novidades e até pode ser que, rebobinando a máquina, se consiga perceber a razão última do mal fadado e pouco esclarecido caso das "outras" escutas, das que estouraram com o Verão de Cavaco Silva."
(no Expresso)

Anónimo disse...

O Ruy desconhece a hierarquia (e seu significado implícito...) das magistraturas portuguesas.

Esqueceu-se, na referência aos vários elementos da magistratura que este caso congrega, que o presidente da PGR e o presidente do STJ são superiores dos magistrados anónimos a quem tece loas, tendo sobre eles natural ascensão de carreira e prestígio.

Imagina a quantidade de casos de magistrados e juízes anónimos que são corrigidos e alterados pelas instâncias superiores? Pensará que este caso foi uma singularidade?

Nessa sua ânsia justicialista não queira pôr o carro à frente dos bois...

Maria João Marques disse...

Ai como estão excitados, os anónimos. Só espero que tanto trabalho não seja pago com dinheiro dos contribuintes.~

Ruy, sim, há muito para explicar quanto a esta investigação.

Mario disse...

Voce acredita como Pacheco porque quando o fazem estao a ver-se ao espelho!E nao tem duvidas sobre a imagem reflectida!!!