Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Uma péssima notícia

Diz Nicolau Santos, na sua curta crónica do Expresso sobre o acordo na Educação, que “o acordo assinado entre o Ministério da Educação e os sindicatos é uma péssima notícia para o Governo, para o Orçamento do Estado e, sobretudo, para os contribuintes”. Tem razão. Mas a sua análise, predominantemente económica, deve ser somente a segunda parte do raciocínio. A primeira deve antes apontar para os efeitos do acordo para a Educação, que é aquilo que desde o início deveria ter sido o mais importante. E, aí, a notícia não é melhor. O acordo é uma péssima notícia para o país e para as gerações futuras, porque a ausência de critérios exigentes de mérito na avaliação de professores prejudica a qualidade da própria Educação, pilar para uma sociedade mais livre e próspera. Não foram promovidos incentivos para a melhoria do desempenho dos professores – e pela qualidade do seu desempenho, digam o que disserem, passará sempre a qualidade do ensino nas escolas. Daí que, no final, o acordo na Educação seja tudo aquilo que Nicolau Santos diz mas, sobretudo, a prova da ausência de uma estratégia para a Educação e mais um passo em falso nas políticas para a melhoria da nossa Educação. O que é infinitamente pior.

4 comentários:

Anónimo disse...

Parece que na Autoeuropa inventaram agora um sistema novo em que em vez de avaliarem a qualidade dos automóveis que estão no final da linha de produção, optaram por cortar os custos e em vez disso avaliam o pessoal. Como resultado há carros que não pegam e outros que saem sem uma roda ou sem os vidros, mas vão na mesma para exportação. De vez em quando até há uns que saem de empurrão porque não têm o motor. Até consta que há clientes que estão a fugir para outras marcas, mas o que interessa é que saia alguma "coisa". Eles querem é números.

Anónimo disse...

Imagine o "Anónimo" que em vez de carros são seres humanos - crianças e jovens ...

Mais. Quando a profissão de professor é auto regulada pela obtenção da prévia "carta de condução" para o Ensino, com uma classificação que marca toda a vida profissional dum professor (!)

As pessoas têm neurónios exactamente para quê? Para pensar?

Tantos idiotas.

Anónimo disse...

A discussão e o conflito não teve nada que ver com qualidade ou com ensino. Teve que ver com aparências.
O Estado queria aparentar que se preocupava com a qualidade e os professores não estavam para se chatear.

O anónimo nº1 demonstra onde está o problema.

lucklucky

Anónimo disse...

"Imagine o "Anónimo" que em vez de carros são seres humanos - crianças e jovens ...2

Pensava que isso seria mais uma razão para ainda exigirmos mais qualidade. Parece que não...

lucklucky