Em 35 anos de Democracia, o sistema político partidário português nunca conseguiu criar uma solução governativa que una os partidos de esquerda. Esta realidade leva que à esquerda as soluções governativas de maioria sejam mais difíceis de atingir, enquanto que à direita as soluções consociativas são naturais.
Aos poucos percebe-se que num futuro mais ou menos próximo uma solução consociativa PS-BE será viável, mas nunca com José Socrates à frente do PS.
Manuel Alegre corporiza o primeiro projecto consociativo de esquerda com hipóteses reais de sucesso. Se Manuel Alegre ganhar fica aberta a porta para uma solução governativa de esquerda.
Se Manuel Alegre perder o centro-direita terá tudo para formar uma alternativa.
Em qualquer dos casos a candidatura de Manuel Alegre contribui para a consolidação de dois pólos alternativos na política portuguesa e para o fim da lógica de bloco central que ainda condiciona a política nacional.



2 comentários:
Caríssimos!
Alegre conflui tanta esquerda como direita. Goste-se ou não. Há direita em Alegre tão evidente que afasta alguma esquerda como há esquerda em Alegre que afasta alguma direita. Alegre é Republicano, Patriota, Liberal e Socialista...como muitos e muitos de nós somos um pouco de tudo isso!!!
Justiniano
Alegre 2006 pode ter atraído alguma direita.
Alegre 2011 com o BE aos saltos de entusiasmo sí afasta essa direita.
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