Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
Manda a verdade
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Jorge Costa
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Eles comem tudo Eles comem tudo Eles comem tudo E não deixam nada

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Nuno Lobo
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Curiosas indignações com o desrespeito pelo segredo de justiça
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Maria João Marques
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O problema
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Miguel Morgado
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Confiança
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Arendt
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Jorge Costa
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Citação montesquieuana do dia
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Miguel Morgado
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A ver
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Miguel Morgado
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Domingo, 29 de Novembro de 2009
Nºs, nºs, nºs
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Jorge Costa
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Os loucos anos 80 (102)
A vida vai torta
Jamais se endireita
O azar persegue
Enconde-se à espreita
Nunca dei um passo
Que fosse o correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo
(...)
Circo de Feras, Xutos e Pontapés (1987)
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Paulo Marcelo
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Hannah Arendt e a sua «fé»

O seu livro acaba de chegar. Mesmo antes de o ler - e estou ansioso por fazê-lo - quero agradecer-lhe imediatamente e dizer-lhe que o livro chegou e está nas minhas mãos. (...)
Hannah Arendt responde-lhe em 4 de Março do mesmo ano.
Lieber Verehrtester-
(...) A sua questão «Não ficou Jahweh demasiado de fora do campo de visão?» tem estado no meu espírito desde há semanas, sem que eu seja capaz de chegar a uma resposta para ela. Não mais do que fui capaz de encontrar uma, para a minha própria exigência inclusa no capítulo final. Ao nível pessoal, faço o meu caminho pela vida com uma espécie (infantil? porque inquestionável) de confiança em Deus (por oposição à fé, que pensa sempre que sabe e, portanto, tem de se debater com dúvidas e paradoxos). Não é possível fazer muito mais, com isso, é claro, do que ser feliz. (...)
Querida Hannah! Que alegria, a sua carta de 4 de Março. (...)
A sua confiança «infantil» em Deus, não é isso filosofia? Num certo ponto, somos crianças: de outra forma não conseguiríamos viver - e agradecemos que toda a reflexão, que não conhece limites para si própria, regresse sempre, em última instância, a um impulso não intelectual, do qual toda a verdade, basicamente, procede. (...)
Na sua aparente simplicidade, há algo de extremamente significativo, para o propósito deste post, que é dito por Hannah Arendt, distinguindo entre Fé e Confiança.
Modê ani lefanekha
shêkhêzarta bi nismati
rabá emunatekhá.
Dou graças perante ti,
Rei vivo e eterno,
Por me teres restituído a alma,
Grande é a Tua...
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Jorge Costa
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Sábado, 28 de Novembro de 2009
Hannah Arendt, pequena homenagem antes de 4 de Dezembro
Mas há mais, e é importante dizê-lo, até mesmo porque, com frequência, isso não foi notado pelo exército de estudiosos da obra da filósofa.
E nesse mais quero sublinhar o horizonte teológico - judaico - do pensamento de Arendt, horizonte relativamente ao qual o seu pensar manteve uma permanente ligação em tensão, sem nunca dele descolar verdadeiramente.
Que o mundo seja um lugar bom para os homens viverem (é assim que Deus avalia a sua criação), e não o exílio heideggeriano da inautenticidade, eis o que a radica nesse horizonte e converte o problema do mal no desafio supremo da actividade pensante. Tudo é extremamente complexo no seu pensamento. Mas creio não me enganar, se disser, com Susan Neiman, que todo o esforço da filósofa foi o de tentar compreender como é que pode surgir, florescer, o mal, até atingir a figura inaudita da Shoah, sem que a bondade ontológica do mundo seja susceptível de impugnação, e sem que a realidade do mal seja simplesmente rasurada (superada), com recurso aos números de prestidigitação da dialéctica hegeliana (ou qualquer outra).
Mas ouçamos, por um minuto, Susan Neiman.
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Jorge Costa
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23:58
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Como de costume, não chega
Ao contrário do que querem as boas almas, muitas vezes cheias de boa vontade, a questão não é, nunca foi, tão-pouco uma questão de partilha de territórios, mas a da existência de Israel. E, uma vez mais, mesmo que Abbas quisesse condescender, não poderia fazê-lo. Entrar em negociações supõe aceitar o princípio de um compromisso durável entre as partes. Ora, é a existência de uma das partes que não pode ser aceite. E, na actual, conjuntura, nem a brincar.
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Jorge Costa
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Inglês Técnico
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Manuel Pinheiro
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Joseph de Maistre
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Dubai - A Vertigem
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Miguel Morgado
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António Barreto e o estado do País (2)
Que conclusão se impõe tirar? E isto para não lhe perguntar que caminho pisar...
Poderemos estar à beira de uma crise institucional?
Hoje no i.
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Miguel Morgado
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António Barreto e o estado do País
Prefere chamar-lhe "dependência"?
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Miguel Morgado
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O Estado de Direito
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Nuno Gouveia
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Charles Taylor em Português - e um brinde para os leitores do Cachimbo
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Miguel Morgado
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Os 30 anos da Aliança Democrática



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Pedro Pestana Bastos
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Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009
Não basta ter mais cartões que o Stringer Bell
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Manuel Pinheiro
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Estou muito surpreendida
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Maria João Marques
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A Fascinante Descoberta do Estado de Direito
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Miguel Morgado
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Os Pais da Europa
O Parlamento Europeu em Portugal teve hoje a amabilidade de me oferecer o Dicionário de Termos Europeus (publicado pela Aletheia), com contributos de académicos, eurodeputados portugueses e funcionários das instituições europeias. Fui imediatamente verificar a entrada "Pais Fundadores [da Europa]" (da autoria de Miguel Seabra). Para além das tradicionais remissões para as entradas "Konrad Adenauer", "Robert Schuman", "Jean Monnet", "Alcide De Gasperi" e "Paul-Henri Spaak", foram incluídos na lista Aristóteles, Tomás de Aquino, Dante, Kant, Victor Hugo "e tantos outros".
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Miguel Morgado
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Mensagem aos Portugueses
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Pedro Pestana Bastos
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Conferência com Cachimbo
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Manuel Pinheiro
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Citação montesquieuana do dia
«A polidez lisonjeia os vícios dos outros, e a civilidade impede-nos de exibir os nossos.»
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Miguel Morgado
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Oposição derrota o governo
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Nuno Gouveia
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Já saíu a Monocle deste mês
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Paulo Marcelo
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Checks and balances
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Paulo Marcelo
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Da série "vale a pena ler"
11. Afirma e declara que qualquer tentativa de constrangimento ou condicionamento da actuação dos juízes do processo, fora dos mecanismos próprios de fiscalização pela via do recurso, constituirá uma ofensa intolerável aos princípios da independência e separação de poderes, que levará a ASJP e os juízes a encontrarem as respostas adequadas.»
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Paulo Marcelo
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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
Quadratura do Círculo
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Jorge Costa
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Coisas do espírito, ou talvez não
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Nuno Lobo
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Os loucos anos 80 (101)
A velhinha RTP estreou a série Os Jovens Heróis de Shaolin logo no início da década. Os saltos acrobáticos e os efeitos especiais (de qualidade muito duvidosa...) aplicados às artes marciais, marcaram toda uma geração. O tema de abertura, cantado num chinês indecifrável, tornou-se um ícone musico-televisivo da década, que fez mais pelo encontro de culturas do que dez congressos sobre tolerância e multiculturalismo. Um verdadeiro clássico.
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Paulo Marcelo
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Lógica de esquerda
1) Nenhum muçulmano comete genocídios;
2) Omar al-Bashir, o líder sudanês, é muçulmano,
Logo:
3) Não há, nem houve, pois não pode haver, nenhum genocídio em Darfur.
Vejamos se funciona:
1) A esquerda é boa, quer dizer, é moral;
2) Lula é de esquerda,
Logo:
3) Não há, pois não pode haver, nada de especialmente imoral no apoio de Lula da Silva e do Brasil a que preside a Ahmadinejad e ao Irão dos ayatollahs.
Funciona.
Mas Ahmadinejad não denuncia o Holocausto como uma mentira sionista e propõe-se ele fazer o que Hitler não fez?
Não. Ahmadinejad talvez não seja de esquerda. Mas a esquerda - Lula, Morales, Chavez, - gosta dele. Soares gosta de Chavez e Rui Tavares gosta de Lula. Logo, como a esquerda é boa, quer dizer, é moral, Ahmadinejad não pode ser levado a sério quando fala de genocídio em Israel.
E não é que funciona mesmo?
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Jorge Costa
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O esbirro passeia por Brasília o seu esplendor (aumentado)
P.S.: Na troca de afabilidades, o Irão ofereceu ao Brasil apoio na reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidades, onde se contempla um seu lugar entre os membros permanentes. Poder-se-ia dizer, comparando com a diplomacia portuguesa, que entrou também em ciclo de permanente lambebotismo ao que de pior há no mundo muçulamano: ao menos no Brasil é em grande. Portugal de Sócrates e Luís Habib anda apenas a ver se compra um ticket para uma passagem pelo Conselho, no lugar dos rotativos. Mete dó. Mas assim vai o desconcerto das nações.
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Jorge Costa
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10:43
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Opressão intelectual (2)
Já ninguém estranha que as mesmíssimas pessoas que tudo fizeram, ao longo dos últimos anos, para fragilizar o casamento, mediante, por exemplo, a instituição das uniões de facto e a facilitação do processo de divórcio, apareçam agora, curiosamente, a considerar o casamento como um bem precioso. Pelo contrário, os críticos do casamento homossexual estão agora a fazer o que sempre fizeram: defender o casamento, estável e duradouro, como o instituto nuclear de regulação familiar e social.
Dizer, como dizem os seus defensores, que o casamento homossexual em nada interfere com o casamento e vida familiar dos outros, é uma mentira descarada. O casamento homossexual tem implicações sociais relevantes, e uma delas, como se pode verificar através do vídeo que deixo em baixo, é a educação escolar das crianças.
Também não é por mero acaso que as mesmíssimas pessoas que tudo fizeram e fazem para fragilizar o casamento, estejam na linha da frente da obrigatoriedade da educação sexual nas escolas. Não se trata apenas de extravagâncias de sexólogos, como a célebre Marta Crawford, a opinar que “os miúdos da 4ª classe deviam brincar com preservativos”, mas antes, e acima de tudo, da prossecução de uma agenda fracturante com o propósito único de virar de pernas para o ar a moral familiar prevalecente no nosso ambiente cultural (há quem lhe dê o nome de moral cristã, outros de moral burguesa, outros lhe darão outro nome qualquer).
Como não é por acaso que as mesmíssimas pessoas que defendem a obrigatoriedade da educação sexual nas escolas, públicas ou privadas com contrato de associação com o Estado, estejam na linha da frente contra a liberdade de educação, a autonomia do projecto educativo escolar e a escolha da escola por parte das famílias. Claramente, a ideia é obrigar todas as crianças, naturalmente indefesas e permeáveis à autoridade dos professores, a crescer numa atmosfera condizente com a agenda fracturante que uns poucos vanguardistas pretendem impor a todos os outros.
Em suma: há uma estratégia concertada, desenvolvida em várias frentes, no sentido de transformar a sociedade portuguesa. Usa-se as crianças independentemente da vontade dos pais. Usa-se o Parlamento independentemente da vontade do povo. Não seria pior se todas as pessoas de boa vontade – e são imensas aquelas que, independentemente da sua cor partidária e profissão religiosa, reconhecem a bondade da moral familiar que tem prevalecido no nosso ambiente cultural – estivessem atentas às pequenas mudanças que, aqui e ali, sempre sob a capa das melhores intenções, têm alterado, em muito pouco tempo, mas de modo muito evidente, a teia de relações pessoais e familiares que a maioria dos portugueses ainda preza.
Petição Plataforma Cidadania e Casamento
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Nuno Lobo
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10:19
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Podia ser o jornal do capitalismo,
Mas está reduzido a um triste espectáculo de Pravda do regime, a juntar a uma colecção cada vez maior.
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Manuel Pinheiro
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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
A hipocrisia da estupefacção
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Nuno Gouveia
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22:48
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Querem mesmo a paz? Ou é como de costume?
E, afinal, o congelamento de construção nos colonatos era a condição sina qua non para o reinício das negociações de paz, segundo o próprio Mahmud Abbas. Era mesmo?
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Jorge Costa
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19:20
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25 de Novembro; a liberdade também se desaprende
Aqui fica, para recordarmos. Cunhal jogava em casa. E Soares, Soares acreditava na liberdade. «Olhe que não» foi a 6 de Novembro. A única coisa saudável que se respirava naquela atmosfera era o fumo do tabaco.
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Jorge Costa
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16:09
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Corrupção
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Jorge Costa
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Aumento de impostos?
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Paulo Marcelo
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Terça-feira, 24 de Novembro de 2009
Responsabilidade política, dizia Vital
Porque razão não podemos responsabilizar politicamente José Sócrates, por factos relevantes de que há conhecimento público? É óbvio que, mesmo que José Sócrates não tenha praticado nenhum crime (o que é provável, concordo), os cidadãos têm o direito de avaliar politicamente o que disse o actual Primeiro-Ministro a um ex-ministro socialista sobre como influenciar certos meios de comunicação social. Bem sei que Vital Moreira nos tem habituado a mudar muitas vezes de opinião ao longo da vida, mas não vale a pena exagerar.
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Paulo Marcelo
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17:22
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História Económica Mundial (últimos 40 anos): Declínio (de uns) e Ascensão (de outros)
E agora, Europa?
Gráfico surripiado daqui.
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Miguel Morgado
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Narcose
Assim vai o meu país.
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Jorge Costa
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O crepúsculo dos ídolos
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Miguel Morgado
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Da série "a frase do dia"
«Impartiality is a pompous name for indifference, which is an elegant name for ignorance.» G.K. Chesterton
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Paulo Marcelo
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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
Parece que é mas não é
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Jorge Costa
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18:07
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SNL não viaja de avião
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Nuno Lobo
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ai Jesus que lá fui eu
ai Jesus que lá fui eu,
Encontrei o meu amor,
ai Jesus que lá fui eu,
Ora zuz, truz, truz,
ora zas, traz, traz,
Ora zuz, truz, truz,
ora zas, traz, traz,
ora chega, chega, chega,
ora arreda lá p'ra trás,
ora chega, chega, chega,
ora arreda lá p'ra trás.
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Nuno Lobo
em
14:05
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Cassete "pimba"
Tens toda a razão, Alexandre. No lado A da cassete passam as malhas da "crise internacional", com o discurso da desculpabilização quando os indicadores económicos são maus. No lado B passam as malhas da "competência", com o discurso do bom governo socialista quando os indicadores são melhores. O título da cassete é bem conhecido: A vergonha não mora aqui. O subtítulo nem tanto: Música só para os ouvidos dos totós. Por estranho que possa parecer, o que não falta por aí são totós. A cassete tem vendido imenso desde o dia do lançamento no Natal de 2008.
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Nuno Lobo
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13:24
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Estado de Direito?
"Cada dia se aperta mais o cerco", Helena Matos
"Os senhores que se seguem", Helena Matos
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Miguel Morgado
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10:43
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Memoshoá - Associação Memória e Ensino do Holocausto
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Jorge Costa
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A crise assenta-lhes tão bem
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Alexandre Homem Cristo
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Domingo, 22 de Novembro de 2009
Luto

Eis uma causa com que estou, de alma e coração.
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Jorge Costa
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A dormir
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Carlos Botelho
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Asfixia democrática na primeira pessoa
«José António Saraiva – Recebemos dois telefonemas, por parte de pessoas próximas do primeiro-ministro, dizendo que se não publicássemos notícias sobre o Freeport os nossos problemas se resolviam.
– Que problemas?
– Estávamos em ruptura de tesouraria, e o BCP, que era nosso sócio, já tinha dito que não metia lá mais um tostão. Estávamos em risco de não pagar ordenados. Mas dissemos que não, e publicámos as notícias do Freeport. Efectivamente uma linha de crédito que tínhamos no BCP foi interrompida.
– Do primeiro-ministro?
– Não temos dúvida. Aliás, neste processo ‘Face Oculta’ deve haver conversas entre alguns dos nossos sócios, designadamente entre Joaquim Coimbra e Armando Vara.
– Houve então uma tentativa de ataque à liberdade de imprensa?
– Houve uma tentativa óbvia de estrangulamento financeiro. Repare--se que a Controlinveste tem uma grande dívida do BCP, e portanto aí o controlo é fácil. À TVI sabemos o que aconteceu e ao ‘Diário Económico’ quando foi comprado pela Ongoing – houve uma mudança de orientação. Há de facto uma estratégia do Governo no sentido de condicionar a informação. Já não é especulação, é puramente objectiva. E no processo ‘Face Oculta’, tanto quanto sabemos, as conversas entre o engº Sócrates e Vara são bastante elucidativas sobre disso.»
[versão integral da entrevista aqui]
Perante a gravidade destas revelações, gostava de perguntar duas coisas: primeira, porque é que estes factos não foram relatados antes das eleições legislativas? Segunda, o que anda a fazer a ERC no meio disto tudo?
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Paulo Marcelo
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Embondeiro junto ao mar de S.Tomé
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Paulo Marcelo
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Sábado, 21 de Novembro de 2009
Depois das frivoleiras dos estetas & outros patetas, falemos a sério sobre Caim e Abel
A violência de inspiração religiosa regressou para assombrar o mundo. A captura e o assassinato de reféns, os bombardeamentos suicidas e os massacres como a carnificina de crianças em Beslan (em Setembro de 2004) tornaram-se no rosto do terror da nossa era. Muito se disse já sobre armas de destruição em massa. E, porém, o que se passou em Beslan foi conseguido com algo tão pouco sofisticado como espingardas e explosivos. As atrocidades do 11 de Setembro foram cometidas com facas e aviões, que não são, normalmente, sequer considerados armas. Estamos sempre a olhar na direcção errada: para os meios e não para os motivos. A maior arma de destruição em massa é o coração do homem.
As palavras mais eloquentes sobre o nosso tempo são as que se encontram no final da parashá* com que abre a Torá. Depois de ter criado um universo de ordem, Deus vê os seres humanos, a mais preciosa das suas criações, reduzi-lo ao caos. Diz a Torá: «Deus arrependeu-se de ter feito o homem na Terra, e isso magoou-o no mais fundo do seu coração» (6:5-6). Esta é a refutação inapelável dos que pretendem que, ao assassinar inocentes, agem em nome de Deus.
A ligação entre religião e violência é estabelecida no início da história bíblica da humanidade. Os dois primeiros filhos do homem, Caim e Abel, fazem ofertas. A de Abel é aceite, a de Caim não. O primeiro gesto registado de um acto de adoração conduz ao primeiro assassinato, ao primeiro fratricídio. A religião, sugere a Torá, é tudo menos algo de seguro. No seu melhor, eleva os seres humanos, tornando-os «pouco menos do que anjos» (Salmos 8:5). No seu pior, leva-os a tornarem-se na forma de vida mais destrutiva da Terra.
Qual é a relação entre a religião e a violência? Houve três teorias maiores nos últimos cem anos (...).
O relato da Torá é simultaneamente mais simples e mais profundo. Ao lermos a história de Caim e Abel, perguntamo-nos: porque aceitou Deus a oferta de Abel e não e a de Caim? Não foi esse preciso acto, a preferência de uma das ofertas em detrimento da outra, a causa primeira da violência?
A razão por que Deus rejeitou a oferta de Caim torna-se clara nas palavras que se seguem imediatamente: «Caim irou-se e ficou deprimido» (Génesis 4:5). Imaginemos o seguinte: alguém oferece a alguém alguma coisa. Educadamente, o destinatário da oferta recusa-a. Como reagir? Há duas possibilidades. Podemos perguntar-nos: «Em que é que errei?», ou podemos ficar zangados com o pretendido destinatário. Se respondermos da primeira forma, significa que estávamos genuinamente a tentar agradar à outra pessoa. Pela segunda, torna-se retrospectivamente claro que a nossa preocupação não era com o outro, mas connosco. Estávamos a tentar afirmar o nosso domínio, colocando o outro em dívida: é a chamada «relação de dádiva». (...).
E era isso que os sacrifícios significavam no mundo antigo: tentativas de apaziguar, aplacar, ou subornar os deuses, dessa forma coagindo-os ou manipulando-os a realizarem a vontade dos ofertantes – ou para o envio de chuva, ou para a vitória numa batalha, ou para a restauração de passadas glórias imperiais. É isso o exacto oposto do que a Torá vê como fé verdadeira: humildade face a Deus, respeito pela integridade da criação e reverência pela vida humana – a única coisa que traz a imagem de Deus.
Não há forma de ver a diferença pelo exterior. Pode haver duas ofertas – a de Caim e Abel – que se parecem. São ambas actos de adoração, superficialmente os mesmos, e porém há, entre eles, toda a diferença do mundo. Uma é um acto de auto-apagamento na presença do Criador. A outra é um gesto nietzscheano de vontade de poder. Como distinguir? Pela presença da ira, quando as coisas não correm como se queria.
A história de Caim e Abel é o mais profundo comentário que conheço à relação entre religião e violência. A violência é a tentativa de impor a própria vontade pela força. Há apenas duas formas de viver com a culpa que isto envolve: ou como Nietzsche, pela negação de Deus, ou, como Caim, dizendo-nos a nós próprios que estamos a fazer a vontade de Deus. Ambas acabam em tragédia. A única alternativa – a alternativa da Torá – é ver a vida humana como sagrada. É a última, e única, esperança da humanidade.
* A Torá, os cinco livros de Moisés, está dividida em 52 duas porções – parashá (plural parashot) –, cada uma delas correspondente à leitura semanal nos serviços religiosos judaicos.

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Jorge Costa
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A conversa das nossas vidas
Publicado no i
Quarenta anos depois da publicação de Conversa n’A Catedral, o magistral romance de Mario Vargas Llosa, a pergunta que surge logo na primeira página ainda ecoa como senha do desencanto: “Em que altura se tinha fodido o Peru?” É o Abre-te, Sésamo que dá acesso à autópsia de uma sociedade sob o jugo da ditadura. Uma nação falhada é um cadáver gigantesco composto por milhares de fracassos individuais, de ricos e de pobres, de intelectuais e de camponeses, de brancos, de negros e de mestiços. E há sempre os vermes para os quais o corpo putrefacto é um festim.
Apesar de retratar uma ditadura, Conversa n’A Catedral não se insere no género latino-americano de romance de ditadores. Aqui, o ditador (o General Odría que governou o Peru entre 1948 e 1956) é uma sombra tutelar, uma ausência omnipresente. Odría é a emanação provisória do regime e dos interesses que o sustentam: “Bom, enquanto conseguirem mantê-los satisfeitos, eles apoiarão o regime. Depois arranjam outro general e põem-nos fora. Não tem sido sempre assim no Peru?” Vargas Llosa desvia-se do tema do exercício solitário do poder absoluto e centra-se na descrição da ditadura enquanto sistema. O fundamental é a descrição dos mecanismos de controlo e repressão, dos bastidores onde se unem as pontas soltas dos interesses, das encenações em que o poder se celebra. Um ambiente propício ao cínico, pragmático e maquiavélico Cayo Bermúdez, cérebro e Cerbero do regime, eminência parda que rapidamente se transforma na peça essencial do jogo do poder. Enquanto Bermúdez, homem endurecido pela miséria e pelo orgulho, nunca teve ilusões, Santiago Zavala, outro dos personagens centrais do romance, perdeu-as antes de chegar aos 30 anos. Menino bem, filho de um dos apoiantes e cúmplices do regime, Zavalita renuncia aos privilégios de classe e à protecção da família para também ele falhar, apenas com o parco consolo de o fazer pelos próprios meios. É Zavalita que, anos mais tarde, conversa n’A Catedral, uma tasca de Lima, com o negro Ambrosio, ex-motorista do pai e de Cayo Bermúdez. Juntos, tentam perceber o que os levou até ali. Essa longa conversa, que atravessa todo o romance, é a trave mestra da assombrosa obra de engenharia narrativa que é Conversa n’A Catedral. Ao leitor é exigida uma participação atenta na construção do enredo e da complexa teia com dezenas de personagens, constantes saltos temporais e diálogos que se cruzam numa dinâmica caleidoscópica.
A cidade de Lima, mortiça e suja, surge como sinédoque da sociedade peruana: dos bairros finos aos bairros de lata, dos palácios do poder às tascas esconsas, dos clubes reservados às casas de má fama, tudo sob a mesma cacimba mole que leva Zavalita a concluir que, como tudo o resto, “até a chuva estava fodida neste país; se ao menos chovesse a cântaros”. E a pergunta inicial fica sem resposta. O que separa a descoberta do amor da desilusão conjugal, os ideais revolucionários da resignação política, o curso de Direito de um trabalho medíocre, as virtudes públicas dos vícios privados, um país próspero de uma nação miserável, não é um único momento isolado. É a vida. Triste. Cinzenta. Fodida.
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Bruno Vieira Amaral
em
19:59
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Da oposição responsável. Ou pouco oposição e pouco responsável.
Um dos problemas do PSD, parece-me, é precisamente não saber fazer oposição. O PSD não deve fazer cair governos do PS - e a responsabilidade deve ficar-se por aí. Não tem de viabilizar legislação que contrarie as suas bandeiras, beneficiando o PS, que não só apresenta trabalho feito como ainda se entretém (e eficazmente) a apontar as contradições do PSD. Não tem de viabilizar orçamentos que contrariam as suas políticas ou que aumentem impostos (qualquer imposto). O PSD não tem que dar vitórias legislativas ao PS, ponto. Acordos só quando o PS cede ao PSD (e, se não ceder, fica para outro dia) ou em política externa, onde geralmente existem consensos.
O PS quer legislar? Negoceie com o CDS, alienando assim os seus simpatizantes mais à esquerda (com o bónus, para o PSD, de tirar o allure de alternativa ao CDS); ou com o PCP ou o BE, desgostando os apoiantes mais centristas.
Ser oposição responsável e benéfica para o país é promover o fim deste inverno socialista que se instalou em 95. E, como Manuela Ferreira Leite disse muito acertadamente durante a campanha eleitoral, muita legislação não é o que o país precisa por agora. Continuem pelo caminho do pedido de esclarecimentos políticos ao PM sobre as suas conversas com Armando Vara e da muito boa intervenção de MFL versando o segundo orçamento rectificativo de 2009 e procurem lá, sff, um dicionário com uma mais eficiente entrada para 'responsável'.
Publicada por
Maria João Marques
em
15:03
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Insensatez
Publicada por
Miguel Morgado
em
12:44
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Ler
"Surpresas...", Nuno Branco.
"A verdade a que temos direito", Paulo Pinto Mascarenhas.
"Uma tristeza", João Gonçalves.
"Novos áugures", Carlos Loureiro.
Publicada por
Miguel Morgado
em
12:43
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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Zita Seabra vs Filomena Mónica
Filomena Mónica, com o intuito de contrariar a fragilidade da memória, divulgou no seu livro «Bilhete de Identidade» parte da sua vida pessoal onde sobressaem inúmeros aspectos da vida social portuguesa. A vida lisboeta, a sociedade fechada do Estado Novo, a organização social da cidade são ilustradas nas páginas do seu livro. A autora manteve-se à margem da política e optou pela investigação no campo da sociologia/história. Em Inglaterra descreve a comunidade académica e questiona-se sobre a realidade portuguesa.
Publicada por
Joana Alarcão
em
18:38
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Ensaio sobre a cegueira do Orçamento
Escrevi nessa altura que o Governo estava a sobrestimar as receitas fiscais para 2009. E que a causa dessa "cegueira" era o eleitoralismo, uma vez que haveria três actos eleitorais durante o ano de 2009. Podem ler-se os textos aqui, aqui e aqui. Passado um ano, veio a confirmar-se aquilo que eu e outros comentadores escrevemos sobre Orçamento de Estado para 2009. O buraco orçamental de 8% está agora à vista de todos e será mesmo necessário mais um orçamento rectificativo. Neste caso é triste ter razão. É triste porque seremos todos nós a pagar pela incompetência (ou mesmo má-fé) do Primeiro-Ministro e do Ministro das Finanças. Espero enganar-me, mas algo me diz que este Governo vai deixar a situação orçamental portuguesa ainda pior do que aquela que foi o resultado do último governo de António Guterres, sendo na altura Pina Moura Ministro das Finanças.
Publicada por
Paulo Marcelo
em
17:30
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Citação montesquieuana do dia
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Miguel Morgado
em
16:16
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Carácter
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Manuel Pinheiro
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00:02
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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Um país anestesiado
Publicada por
Nuno Gouveia
em
17:15
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Jugular a tolerância
O Jugular, como prova do apreço que tem aqui pela casa, organizou uma boda para o Cachimbo.
Da minha parte já tenho o presentinho.
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Pedro Pestana Bastos
em
17:10
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Quando a credibilidade está feita em cacos
Publicada por
Maria João Marques
em
15:50
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Lições de Democracia
Publicada por
Miguel Morgado
em
10:24
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Crónica de um Referendo anunciado.
Publicada por
Pedro Pestana Bastos
em
09:42
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