Sábado, 31 de Outubro de 2009
Afinal...
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Fernando Martins
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23:10
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sporting4ever
Pressente-se que o ambiente nas bancadas do Sporting x Marítimo de amanhã será infernal. Apenas se o Sporting marcar um golo cedo e controlar o jogo poderá evitar os assobios que se têm sucedido em Alvalade jogo após jogo. Mas esta possibilidade é remota e o mais provável será o jogo decorrer como têm decorrido os anteriores. Ao contrário de muitos “sportinguistas”, sou daqueles que acham sempre que os jogadores, treinadores e directores do Sporting são os melhores. Não assobio a equipa e não chamo nomes aos jogadores. Qualquer pessoa com um mínimo de discernimento e capacidade para analisar um jogo de forma objectiva percebe que um ambiente hostil nas bancadas em nada favorece o rumo do jogo. Muito pelo contrário, apenas faz com que as coisas piorem. É fácil perceber que os “sportinguistas” que vão ao estádio, dispostos a assobiar a equipa e chamar nomes aos jogadores durante o jogo, não se distinguem assim tanto dos benfiquistas ou portistas, ou adeptos de qualquer outro clube; melhor, distinguem-se, mas pela estultícia, já que os benfiquistas e portistas ganham com o mal do Sporting e os sportinguistas apenas perdem. Este ano as coisas não estão a correr bem ao Sporting e é natural que as melhorias que todos os sportinguistas desejam não sejam suficientes para que o ano em curso resulte num sucesso estrondoso. Como qualquer outro sportinguista, fico feliz quando o Sporting ganha e desiludido quando o Sporting perde. Mas o que faz de mim um sportinguista, muito além da conquista ou não conquista dos primeiros lugares, é o imenso orgulho que sinto em ser do Sporting, de ter herdado o amor pelo Sporting, de ter a certeza que defenderei o Sporting todos os dias da minha vida. Seria muito bom que amanhã todos os sportinguistas presentes nas bancadas de Alvalade soubessem ser dignos de pertencer a este Glorioso Clube. Eu lá estarei para apoiar incondicionalmente os jogadores, treinador e directores. Viva o Sporting!
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Nuno Lobo
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O estranho catolicismo de José Manuel Pureza, actual líder parlamentar do BE
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Nuno Lobo
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As massas "homófilas"
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Carlos Botelho
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Quem é Manuel Godinho?
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Fernando Martins
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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
Vaga de fundo
Já não se pode ouvir falar em "vaga de fundo". Eu voto no Marcelo, mas mudem de metáfora.
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Pedro Picoito
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21:31
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You never drink alone
Earth Water é o único produto no mundo com o selo do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Os seus lucros revertem a favor do programa de ajuda do ACNUR, que tem como lema «a água que vale água». Com 4 cêntimos o ACNUR consegue fornecer água a um refugiado por um dia.
Em Portugal o projecto tem a colaboração da Tetra Pak, do Continente, da Central Cervejas e Bebidas, da MSTF Partners, do Grupo GCI e da Fundação Luís Figo. Não percam! Disponível nas prateleiras do supermercado mais próximo.
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Joana Alarcão
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19:00
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Referendo ao casamento gay
"Mas o que é mais extraordinário é que, tendo como principal argumento o facto do assunto não ser prioritário, o senhor Bacelar Gouveia, que acha que os deputados não têm legitimidade para cumprir o programa com o qual foram eleitos há dois meses, propõe a realização de um referendo. Ou seja, propõe que o país se mobilize todo para um tema que ele próprio acha, por causa da crise económica, secundário." Daniel Oliveira no Arrastão
Ou seja, o Daniel Oliveira, que acha o assunto prioritário, considera que o Bacelar Gouveia, que não acha o assunto prioritário, é incoerente quando propõe a mobilização do País em torno do assunto. Bem vistas as coisas, então, seguindo a mesma forma sofística de pouco alcance, o Daniel Oliveira, que acha o assunto prioritário, é contraditório quando negligencia a mobilização do País em torno dele.
Por outro lado, o Daniel Oliveira mente quando escreve que “o senhor Bacelar Gouveia, que acha que os deputados não têm legitimidade para cumprir o programa com o qual foram eleitos há dois meses….” Na verdade, no artigo do Público, Bacelar Gouveia escreve “sem obviamente questionar a legitimidade do órgão legislativo parlamentar…”, acrescentando de seguida “esta é uma das típicas decisões que numa democracia plena como a portuguesa só podem ser tomadas pelos portugueses em referendo nacional”. É evidente que o “só podem” aqui tem de ser entendido, não como uma deslegitimação do Parlamento, mas antes, e dada a natureza do assunto, como uma subalternização do Parlamento, entendido como conjunto de representantes ligados a partidos, em favor dos portugueses, cada um deles considerado na sua individualidade e posição face ao assunto.
Toda a oportunidade do argumento aparece de forma muito transparente quando Bacelar Gouveia chama a atenção para o facto de que, neste assunto e outros de natureza semelhante, os deputados têm liberdade de voto, podendo votar contra quando o seu Partido se manifesta a favor e vice-versa. Quem é que não percebe o motivo e alcance disto?
Aliás, precisamente porque o assunto não é uma prioridade, muitos eleitores votaram PS apesar do casamento gay e não por causa dele.
Prioridade ou não, o casamento gay é um assunto sério, com implicações sociais relevantes. Os apologistas do casamento gay, dentro do PS e do BE, não querem que os portugueses se pronunciem sobre o assunto porque temem que a maioria seja contrária à lei que o possibilite. O fervor com que pretendem aprovar o casamento gay “nas costas dos portugueses”, como sugere o título escolhido por Bacelar Gouveia, é directamente proporcional à suspeita que têm de que a maioria parlamentar que aparentemente lhes é favorável neste assunto não é um reflexo efectivo do pensamento da maioria dos portugueses.
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Nuno Lobo
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"Cuspir na sopa"
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Nuno Lobo
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Em nome de quê?
Muito bem: o partido precisa de unidade. Mas unidade em nome de quê? Dele? Contra as «alas»? Pela vitória nas próximas eleições, com forte probabilidade de acontecerem antes do final da actual legislatura?
O PSD vai ter que provar aos portugueses que é necessário, e isso, hoje, está longe de ser óbvio.
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Jorge Costa
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Miséria
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Carlos Botelho
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
Rangel, o ultra
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Pedro Picoito
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22:51
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Notas soltas sobre o jornal "i"
Tenho comprado diariamente o i desde o primeiro número. No início, notei uma série de gralhas: palavras com uma letra ou outra errada, letras minúsculas onde deveria haver maiúsculas, listas com nomes que apareciam repetidos, apontamentos sobre um filme que se repetiam onde deveriam aparecer apontamentos sobre um filme diferente, etc. Entretanto, ou estou menos atento aos pormenores ou estes problemazitos foram resolvidos. Tenho gostado, particularmente, dos entrevistados que conseguem reunir, muito embora me pareça que assim aconteceu mais no início do que agora. Espero que voltem em força. Gosto de ler os cronistas oficiais, indígenas e estrangeiros, embora continue a pensar que os cronistas reunidos pelo Público são melhores. De qualquer modo, as páginas que mais considero no jornal, naquilo que têm de radicalmente inovador face a todos os outros jornais, são as páginas desportivas. Diferentemente dos diários desportivos ou secções de desporto dos outros jornais, a abordagem do i tem piada e alguma arte literária (concedo que a expressão não seja a melhor mas é a que agora me ocorre). Para exemplificar, deixo aqui a crónica do Pedro Candeias na edição de ontem, um frente a frente que opõe Hugo Viana a Aimar (sou sportinguista, logo insuspeito, na medida em que se trata de um texto sobre um jogador do Braga e outro do Benfica). Ultimamente tenho reparado que não há número que saia que não tenha na primeira página uma qualquer referência à homossexualidade ou uma qualquer referência a sexo ou pornografia. Mas tudo bem: homossexualidade, sexo e pornografia também têm direito a ser notícia.
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Nuno Lobo
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16:45
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Citação montesquieuana do dia
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Miguel Morgado
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Campanha internacional pelo Tibete
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Paulo Marcelo
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W. H. Auden
W. H. Auden
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Jorge Costa
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À atenção dos editores do jornal Público
Franz Kafka
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Jorge Costa
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Obama: Guerra e Paz
Obama hesita em ganhar a guerra que elegeu como sua. Miguel Morgado i : Encolher os ombros não é opção.
Obama tem de fazer de cada afegão um doutorado. Nicholas D. Kristof NYT : Instead of sending 40,000 troops more to Afghanistan, how about opening 40,000 schools?
Bush mau, Obama bom. Maria Carrilho i : A opção da administração Obama, que finalmente se dispõe a ver o Paquistão também como um parceiro que necessita de apoio no plano económico, político e social, encosta os fundamentalistas à parede.
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Nuno Lobo
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Fazer Minhas as Palavras dos Outros
Por último, a ideologia. Alguém, no seu juízo perfeito , julga que uma alcateia de lobos produz ideologia? O partido terá, daqui a uns anos, um conjunto de leituras da realidades e um punhado de princípios orientadores se estudar e recolher ideias. Caso contrário continuará a ouvir. O uivo dos lobos."
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Fernando Martins
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00:47
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Banalmente Ridículo ou Ridiculamente Banal?
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Fernando Martins
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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
O Ministério que já não o é
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Alexandre Homem Cristo
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22:23
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A ler
«O respeito pelos eleitores também se mede por coisas destas. Marcos Perestrello, o aparelhista chique do partido do governo, era há um ano vice-presidente da C.M.L, o primeiro depois de Costa. Há pouco mais de quinze dias protagonizou a candidatura do dito partido à câmara de Oeiras e foi eleito vereador. Agora é secretário de Estado da tropa.»
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Alexandre Homem Cristo
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21:43
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Olhos bem abertos para as barbaridades de Aceh e bem fechados para as barbaridades de Portugal
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Nuno Lobo
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16:17
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Again
Rather than blaming things for being obscure, we should blame ourselves for being biased and prisoners of self-induced repetitiveness. One must forget many clichés in order to behold a single image. (...) Proper exegesis is an effort to understand the philosopher in terms and categories of philosophy, the poet in terms and categories of poetry, and the prophet in terms of prophecy.
Abraham Joshua Heschel
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Jorge Costa
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12:55
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O problema do beijo
Um dia, para explicar a não tão comezinha questão da relação entre o ponto de vista e o objecto visado, disse assim: «Até é possível analisar o fenómeno do beijo, ou um poema, do ponto de vista económico. O problema é que, desse ponto de vista, nada de essencial se aprende sobre o assunto.»
Assim com o ponto de vista estético sobre a Bíblia. Vem isto ainda a propósito da «brutalidade» de Richar Zimler. Aqui em baixo.
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Jorge Costa
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10:13
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Cada tempo tem a arte que pode; e o nosso pode pouco
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Nuno Lobo
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09:08
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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009
Piadas estúpidas
Como Gay McDougall é mais conhecida pelo seu activismo na defesa e promoção da Conferência de Durban I, pergunta o UN Watch se o caso não terá nada a ver com o facto recente de o Canadá ter sido o primeiro dos dez países ocidentais a mandar à m. a Conferência de Durban II. Pois.
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Jorge Costa
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21:18
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Alá é grande e Gorjão é o seu profeta
O Paulo Gorjão insinua que critiquei Luís Filipe Menezes, quando este era líder do PSD, na vil esperança de que Alá me desse setenta virgens no paraíso.
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Pedro Picoito
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17:47
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Richard Zimler e a brutalidade
Estamos de acordo quanto ao primarismo de Saramago. Saramago não consegue aceder à Bíblia, nem mesmo de um ponto de vista estético.
Acontece que a Bíblia, acredite ou não Zimler, não é uma obra de arte. Atribuir-lhe esse estatuto é fazer violência ao texto, e não creio que essa violência seja, no fundo, essencialmente diferente da que lhe faz Saramago. A «brutalidade» de que fala, no fundo, é o sinal claro de que é o ponto de vista estético que domina o olhar de Zimler sobre a Bíblia, e a distorção que um tal ponto de vista implica fica manifesta.
Acontece que a Torah, para nos atermos apenas aos cinco livros de Moisés, é, como quer dizer literalmente o seu nome hebraico, «Instrução». Instrução ética, em primeiro lugar, e não arte. É, para o dizer de outra maneira, um assunto sério.
Não é preciso lembrar a Richard Zimler o lugar central que o decálogo desempenha nesses livros - Eu sou o Senhor teu Deus; Não adorarás outros deuses além de mim; Não usarás o nome de Deus em vão; Recordarás o Shabbat para o santificar; Honrararás o teu pai e a tua mãe; Não assassinarás; Não cometerás adultério; Não roubarás; Não prestarás falso testemunho contra o teu próximo; Não cobiçarás nada que seja do teu vizinho.
Acontece que à Torah - e por extensão à totalidade da Bíblia - não se acede tão-pouco de um ponto de vista estritamente ético, sem incorrer na distorção que envolve necessariamente a desadequação entre o ponto de vista e o objecto visado. De facto, filosoficamente falando, é impossível sustentar o sistema ético da Bíblia, sem o reconhecimento da autoridade soberana.
Acontece que o Primeiro Mandamento do decálogo tem a estranha forma sintática: Eu sou o Senhor teu Deus. Acontece, pois, que à Torah, se se quiser evitar fazer-lhe violência, não se acede sem pelo menos perscrutar o que possa ser o ponto de vista religioso. Não estou a dizer que tenha de se ser religioso para se tentar compreender a Torah, ou a totalidade da Bíblia. Eu não preciso de ser ateu para tentar compreender um ateu e fazer jus ao que ele diz, sem distorcer o que ele diz.
Mas se me recusar, por princípio, a aceitar ler um texto nos termos em que ele se me propõe, então estou a cometer uma brutalidade.
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Jorge Costa
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12:13
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Patriotismo: Cosa è?
Em tempos, Maquiavel escreveu numa carta: "amo mais a minha pátria do que a minha própria alma". Durante muito tempo este passo foi usado como uma invocação do mais sublime patriotismo. Mas na verdade a compreensão desta frase sugere a ponderação do estatuto da pátria e do estatuto da alma. Só depois dessa ponderação se pode conferir a dose de patriotismo que aí está envolvida. E só depois dessa ponderação poderemos situar o amor pela pátria, em primeiro lugar, na hierarquia dos amores que o homem nutre, e, em segundo lugar, no horizonte abrangente do seu destino.
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Miguel Morgado
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11:37
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O Fôlego de Pacheco Pereira
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Miguel Morgado
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Leitura recomendada
A Direita que a Esquerda quer, por Rui Albuquerque
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Nuno Gouveia
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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
O resultado
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Carlos Botelho
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Leitura cretina
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Jorge Costa
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17:58
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George Lemaître
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Pedro Picoito
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Ainda algumas reacções etc.
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Pedro Picoito
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15:43
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Tertúlia Amor Vs Paixão
Com a presença de João Villalobos e João Gomes de Almeida. A moderação é de Ana Anes.
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Nuno Gouveia
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13:06
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E que tal, se, por uma vez, falássemos, a propósito, de sucesso na economia global?
O livro estará disponível via amazon.com a partir de 4 de Novembro.
START-UP NATION aborda a questão trilionária: como é que Israel - um país com 7,1 milhões de habitantes, apenas 60 anos de existência, rodeado de inimigos, em permanente estado de guerra desde a sua fundação, sem recursos naturais - produz mais «start-ups» do que países maiores e em paz, como o Japão, a China, a Índia, a Coreia, o Canadá e o Reino Unido? Com a habilidade de especialistas em política externa, Senor e Singer examinam as lições a retirar de uma cultura da advsersidade - que despromove as hierarquias e estimula a informalidade -, todas apoiadas por políticas governamentais centradas na inovação. Num mundo em que economias tão diversas com a Irlanda, Singapura e o Dubai tentam recriar o «efeito Israel», há lições de empreendedorismo que são dignas de nota. (...) Nunca foi tanto altura de olhar para esta nação notável e flexível para obter algumas sugestões surpreendentes e impressivas.
O Jerusalem Post, por seu turno, fornece o seguinte trecho do livro:
É agora sobejamente conhecido no mundo «tech» aque as companhias e os investidores globais estão a abrir caminho para Israel. De facto, mesmo em 2008 - um ano de turbulência económica global - os investimentos em projectos de risco per capita em Israel foram 2,5 mais elevados do que nos EUA, 30 vezes mais elevados do que na Europa, 80 vezes mais elevados do que na China, e 350 vezes mais elevados do que na Índia (com um total de 3.850 start-ups, uma por cada 1844 israelitas).
Talvez já seja menos conhecido o facto de que a economia e as políticas governamentais israelitas cultivam um empreendedorismo único através do seu serviço militar obrigatório, da sua abordagem inovadora em relação à imigração, e da sua desproporcionada despesa em investigação e desenvolvimento (Israel é líder mundial na percentagem de despesa nacional afectada a I&D). Menos conhecido ainda é o facto de a campanha concertada do mundo árabe para isolar o país ter sido, também, um importante ingrediente do sucesso. Os efeitos económicos desse isolamento podem ser encontrados em lugares como La Paz, na Bolívia. (...).
Depois falamos.
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Jorge Costa
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12:45
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Citação montesquieuana do dia
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Miguel Morgado
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11:47
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Newt Gingrich?
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Nuno Gouveia
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Prioridades e o casamento homossexual
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Alexandre Homem Cristo
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Domingo, 25 de Outubro de 2009
Donna Summer: "Hot Stuff" e "Bad Girls"
Os anos pesam a todos, a começar pelo autor do post.
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Fernando Martins
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K.
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Jorge Costa
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Tu es Petrus
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Pedro Pestana Bastos
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O corredor
O nosso primeiro-ministro reincidente lá foi hoje mostrar-se a correr. Nas terras de Isaltino. Que não deve ter resistido a mostrar-se também. Two of a kind. Toda aquela uniformização em azul, toda aquela "alegria"-para-ser-vista, todo aquele culto da "boa forma" física na modalidade da carneirada higienizada faz lembrar (vá, irritem-se) aquelas iniciativas igualmente apalhaçadas na Alemanha dos anos 30: Kraft durch Freude, a Força pela Alegria. (Lá, rebanhos geométricos de palhaços em castanho, cá rebanhos sorridentes de palhaços em azul.)
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Carlos Botelho
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15:53
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Dois Estados?
A questão é: que dois Estados? Um Estado judaico e um Estado palestiniano? Ninguém do lado palestiniano - Fatah ou Hamas - defende tal solução.
O Presidente Mahmud Abbas, da Autoridade Palestiniana, sob o domínio da Fatah, subscreve, de facto, a solução de «Dois-Estados», quer dizer, um Estado palestiniano e um Estado de quem o apanhar.
Ao mesmo tempo, advoga o exercício do direito de retorno - a Israel - dos cinco milhões de «refugiados» palestinianos (nove décimos dos quais são, de facto, árabes descendentes dos refugiados da guerra de 1948, não tendo nunca sido recebidos e integrados nos Estados árabes onde vivem). Ou seja, defende um Estado palestiniano já, e mais outro, a mais ou menos curto prazo. De resto, é coerente com a sua carta programática inalterada desde os anos 60, que fixa como objectivo a destruição de Israel, apesar das negociações de paz dos anos 90, e de declarações de princípio contrárias a essa carta, de 1998, de alguns notáveis da OLP.
O Hamas, ao menos, não joga na ambiguidade e na língua-de-pau: o objetivo de evacuar Israel do mapa, em nome do Islão é, desde 1988, proclamado da mesma maneira, sem tergiversasões.
«Dois-Estados» é, pois, uma expressão que não designa nada de politicamente substancial, capaz sequer de estabelecer os termos para o início de uma negociação, tendo em vista o compromisso - e obviamente que não há solução para o conflito sem compromisso.
O problema dos «Dois-Estados» é que a própria expressão é susceptível de significados absolutamente incompatíveis: «Dois-Estados», como os propostos pela Fatah, designam o fim de Israel; «Dois-Estados», como os que propõe Israel, designam qualquer coisa que nunca foi aceite por qualquer liderança política palestiniana - o reconhecimento do seu direito à existência, do direito à existência de um Estado judaico.
Publicada por
Jorge Costa
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15:08
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A Nuvem e as Formigas
Publicado no i
O mesmo acontece nos dois contos que constituem este livro: A Nuvem de Smog e A Formiga Argentina. Embora tenham sido escritos numa época (1958 e 1952, respectivamente) em que o neo-realismo ainda era a corrente dominante e mesmo que possam ser classificados de “realistas”, afastam-se de qualquer cartilha literária. O primeiro é a história de um jornalista que decide aceitar o lugar de redactor num pequeno jornal. Obedecendo a um desejo de apagamento (“não suporto chamar a atenção”; “queria sentir-me alguém de passagem”), muda-se para um quarto acanhado na nova cidade. Nesse sentido, a perpétua nuvem de smog que envolve a cidade e os seus habitantes deveria ser uma ajuda. No entanto, a visita da namorada, uma mulher bela e optimista lembra-o da possibilidade de uma vida diferente do beco cinzento e empoeirado que escolheu. O segundo conto passa-se num ambiente rural. Um jovem casal com um filho aluga uma casa. A esperança de aí encontrarem a tranquilidade que amenize as dificuldades quotidianas rapidamente se desvanece. Os terrenos em volta da casa estão infestados de formigas nada preocupadas em proporcionar sossego aos habitantes. Quando procuram saber como é que os vizinhos evitam as formigas, percebem que, mais do que uma ameaça, os insectos são parte integrante do seu modo de vida.
Tal como são apresentados nesta edição, os contos foram publicados em 1965, embora já estivessem incluídos no Livro Quarto da colectânea dos Racconti, de 1958. O autor considerava que estes contos estavam ligados por uma “afinidade estrutural e moral”. As ressonâncias são óbvias e o cruzamento de ambos permite uma leitura mais rica. O retrato de ambientes distintos (uma cidade industrial e uma aldeia) e a natureza oposta das “ameaças” (o smog e as formigas) esvaziam a dimensão neo-realista. A angústia não é classista, nem é um mal exclusivo dos centros urbanos e do progresso. Porém, é selectiva: ataca aqueles que não se adaptam. O casal e o jornalista partilham as dores da inadaptação a um novo meio. Aquilo que é um incómodo para eles é, para os adaptados, um factor de coesão social e até de cumplicidade conjugal. As semelhanças entre ambos os finais, em que os protagonistas se distanciam dos problemas e contemplam paisagens despoluídas e desinfestadas, elucidam-nos quanto ao sentido metafórico que Calvino atribui ao smog e às formigas: o da rotina que nos envolve, como a nuvem de smog, e que entra pelas nossas casas sem pedir licença, como as formigas.
Publicada por
Bruno Vieira Amaral
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13:43
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Sábado, 24 de Outubro de 2009
O PS não é o País ou a Campanha Eleitoral já começou
Publicada por
Miguel Morgado
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09:43
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A respeito da "polémica"
Ler (para mais, o que vale a pena ser lido) não é sempre interpretar?
Como se lê, por exemplo, a expressão 'perna da cadeira'?...
Publicada por
Carlos Botelho
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03:09
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Termópilas
Publicada por
Carlos Botelho
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02:44
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Let´s go roman catholic, shall we?
Publicada por
Maria João Marques
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02:35
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Poderá Ser Feliz Uma Experiência "Socrática" do PSD?
Publicada por
Fernando Martins
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01:44
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M.U.N.
Publicada por
Carlos Botelho
à(s)
01:10
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Mais uma reacção ao que o Pedro Picoito escreveu no i
Publicada por
Maria João Marques
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00:49
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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009
A doce alternativa
Publicada por
Carlos Botelho
à(s)
22:12
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Ainda algumas reacções ao que escrevi anteontem no i
Publicada por
Pedro Picoito
à(s)
21:58
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Piano stairs - The fun theory
[Enviado de Londres por e-mail pela Josephine Campos e Souza]
Publicada por
Paulo Marcelo
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20:24
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Poder e representação
Publicada por
Alexandre Homem Cristo
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17:17
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O novo Governo
Publicada por
Pedro Pestana Bastos
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16:07
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Um compromisso aceitável
Publicada por
Nuno Gouveia
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15:26
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In Nomine Dei
Publicada por
Bruno Vieira Amaral
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14:55
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Precisão Científica
Publicada por
Bruno Vieira Amaral
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12:37
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A noiva judia de Rembrandt
Primeiro que tudo - sem isso este quadro não me atrairia como a luz -, porque é uma obra-prima. Não sei se o amor conjugal foi alguma vez tratado de uma maneira tão bela, tão profunda, na arte ocidental. Julgo que sei: não foi. E, depois, porque me diz imenso, por tudo o que simboliza na história.
Tendo sido pintado por volta de 1666 ou 1667, só em 1825 passou a ser conhecido pelo nome hoje consagrado - A noiva judia. Discutiu-se bastante sobre quem ele representa, se o nome é bem aplicado, e até isso tem que se lhe diga, tem mesmo muito que se lhe diga, mas já lá irei.
Que eu saiba, não há hoje dúvidas de que o quadro representa um judeu e uma judia, acabados de se casar, ou em vias de o fazer. Rembrandt viveu muitos anos em Jodenbreestaat, Grande Rua Judaica, a principal artéria do bairro judaico de Amesterdão. Era amigo dos seus vizinhos, pintou-os e pintou para eles, muitos deles prósperos amantes das belas-artes. Com eles muito aprendeu sobre a exegese judaica, e de outra forma não é possível explicar determinados elementos «narrativos» que figuram em alguns dos seus quadros dedicados a temas da história bíblica. Gravou o rosto de Menasseh ben Israel, nascido Manuel Dias Soeiro, em 1604, na Madeira, e de outra forma não conheceríamos hoje tão bem os traços do mais influente rabino do século XVII.
É bastante provável que o noivo deste quadro seja Miguel de Barrios, alias Daniel Ha-Levi de Barrios, um dos mais célebres poetas de Amesterdão, nascido em Montilla, Andaluzia, c. 1625, filho do português Simon de Barrios. Ela, a noiva, será a segunda mulher de Miguel, D. Abigail de Pina, filha de um rabino proveniente de Marrocos.
O que primeiro intriga n'A noiva judia é a ausência de qualquer marca identitária de cariz religioso. E, porém, sobre a pública identidade religiosa dos noivos, a serem quem se julga que foram, não há quaisquer dúvidas. Rembrandt - e logo Rembrandt... - foi o primeiro pintor ocidental a abdicar totalmente de quaisquer «atributos» religiosos na figuração dos «seus» judeus. Seguramente porque os judeus da Comunidade Portuguesa de Amesterdão eram para ele uma presença de tal modo integrada no seu quotidiano e de tal modo exteriormente indiferenciada do resto da população que figurá-los de outro modo seria trair a realidade. Nisso, os judeus portugueses eram únicos por esse tempo.
Depois, não sei bem como dizer o quanto este quadro me emociona. Tudo na atitude dos noivos é uma espécie de calma plena. Eles não olham para nós. Com os rostos a três quartos, a direcção dos seus olhares cruza-se e fixa-se algures, num lugar que não sabemos decifrar. E não nos pertence saber qual é. A situação é simulatneamente de extrema intimidade e apresentação. Como no dia do casamento.
O braço esquerdo do noivo envolve delicadamente a noiva, protegendo-a. O braço direito pousa sobre o peito da amada, inesperadamente, num quadro onde tudo é pudor, e ela agradece o gesto, pousando a sua mão esquerda sobre a dele. A mão direita da noiva está sobre o seu regaço, envolvendo uma jóia, parece-me, que pende de um colar posto à cintura. O absolutamente fabuloso nesta figuração do amor conjugal é a forma como Rembrandt nela representa explicitamente tudo o que esse amor promete, inclusive a iminência da posse nupcial - «e serão uma só carne» (Gen. 2:24) -, sem que haja nessa representação traço da perda de graça que viria a acompanhar, mais tarde, toda a sugestão de sensualidade: na pintura, na fotografia ou no cinema.
Que sejam judeus, e portugueses, os habitantes desta encenação sublime de Rembrandt, é algo que também me toca, claro.
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Jorge Costa
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11:35
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O novo governo Sócrates
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Pedro Picoito
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Abaixo de Cão
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Fernando Martins
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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
ass
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Alexandre Homem Cristo
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Um salmo, já agora
Para o líder. Para David. Diz o louco no seu coração: não há Deus.
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O Japão e a "Década Perdida": Investimento Público
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Miguel Morgado
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O PSD é o único partido político onde ainda existe política.
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Manuel Pinheiro
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Facção ou Messianismo
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Manuel Pinheiro
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Argumentos de Circunstância
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Manuel Pinheiro
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Liberdade de expressão: oca ou maciça?
Na sua crónica no i, João Rosas conclui com este parágrafo:
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Miguel Morgado
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900 anos depois... Quem foi Afonso Henriques?
De acordo com o historiador Armando Almeida Fernandes, D. Afonso Henriques nasceu em Agosto de 1109, se fosse vivo completava 900 anos. Para lembrar o percurso e personalidade do primeiro rei português o Teatro Nacional D. Maria II, em co-produção com o Bando, apresenta de 14 de Outubro a 17 de Dezembro a peça "Afonso Henriques".Com encenação de João Brites o enredo é baseado num poema épico de tradição oral e em crónicas da Idade Média que reproduzem a imagem de Afonso Henriques à época. O espectáculo incentiva o espírito crítica do espectador e foi distinguido pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro. Uma peça a não perder.
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Joana Alarcão
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Sobre a real importância das coisas, o ponto de vista judaico
Vi há pouco as declarações de um representante da comunidade judaica sobre este Saramago-show. Notáveis. Isto, mais ou menos.«Quando somos um povo perseguido ao longo dos anos e morto em massa, por acreditarmos nesse Livro, e perseguidos por pessoas que conheciam bem melhor a Bíblia que José Saramago, as declarações que fez são para nós irrelevantes.» Notável. Elevado. J.M.
O representante é o Rabino Eliezer Shai di Martino, Rabino da Sinagoga de Lisboa, Sharé Tikvá (As Portas da Esperança). As declarações foram feitas ao jornal noticioso da TVI.
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Jorge Costa
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10:21
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Ainda o senhor-que-escreve-umas-coisas-Saramago
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Maria João Marques
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