Dito o que havia a dizer, enquanto ardíamos com o país, aqui fica o balanço ao fim de dia.
Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009
Balanço de fim de dia
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Jorge Costa
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Abstenção
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Alexandre Homem Cristo
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Que farei quando tudo arde?*
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Pedro Picoito
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Deu dó ver o Presidente a meter água
O Presidente da República é o garante da estabilidade institucional. Ontem, fez o exacto contrário do que dele se espera.
Ontem, o Presidente entrou postumamente na campanha eleitorar, fazendo o contrário do que disse que não faria, por maiores pressões que lhe dirigissem. Como? Fornecendo ao Governo legítimo capital de queixa sobre um Presidente que o afronta, sem objectivas razões para o fazer. Penso que no Rato agradeceram o Jack-pot.
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Jorge Costa
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O que o Presidente disse e não disse
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Pedro Picoito
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Terça-feira, 29 de Setembro de 2009
Cavaco, afinal, falou (2)
“Confesso que não consigo ver bem onde está o crime de um cidadão, mesmo que seja membro do staff da casa civil do Presidente, ter sentimentos de desconfiança ou de outra natureza em relação a atitudes de outras pessoas”.
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Alexandre Homem Cristo
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Um mistério embrulhado num enigma
Digamos, benevolência hermenêutica, que o Presidente quis partilhar connosco as suas angústias: terá o mail sido extorquido ao correio electrónico de Belém? Que há ali vulnerabilidades, há, soube ele hoje; que ele tenha vindo a público 17 meses depois de ter sido feito, sugere que foi manobra de campanha, logo... Quanto a Fernando Lima, ficámos a saber que só falam em nome da Presidência os chefes das Casas Civil e Militar, de modo que... E, claro, o Governo não pode exigir que membros da Casa Civil abdiquem da sua cidadania... O que tem tudo a ver com...
Perdoem-me mas...
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Jorge Costa
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Cavaco, afinal, falou
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Alexandre Homem Cristo
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O Presidente da República vai falar ao país
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Pedro Picoito
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Retrato das eleições enquanto referendo ao casamento gay
Em primeiro lugar, duvido que a bancada do PCP e sobretudo a do PS tenham uma opinião única no tema, que divide os partidos tanto como a sociedade. Excepto o Bloco, claro, que em questões fracturantes funciona - em bloco. Mais do que isso, estas eleições não foram um referendo ao casamento gay, como Vale de Almeida e Pitta parecem sugerir. Até ver, as eleições servem para eleger um Governo e não uma agenda. Se tenho dúvidas quanto aos deputados, tenho ainda mais dúvidas de que todos os eleitores do PS ou do PCP sejam favoráveis ao casamento gay.
Dá muito jeito a ambos inferir da maioria de esquerda no Parlamento a maioria favorável ao casamento gay no país, mas não é muito rigoroso. Dá muito jeito porque assim não tem que se que perguntar realmente aos portugueses o que é que pensam. Não vá dar-se o caso de que a "maioria clara" na Assembleia seja, afinal, bem menos clara na República.
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Pedro Picoito
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Contra o destilar de ódio
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Nuno Gouveia
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Europeus e modernos
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Miguel Morgado
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Os portugueses demonstraram preferir...
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Manuel Pinheiro
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O caso é pior
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Manuel Pinheiro
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CDS pê quê?
O Pedro Pestana Bastos responde à minha pergunta provocatória com outra pergunta: e se fosse o PSD a ganhar em minoria, não estaria eu a defender uma coligação com Portas em vez de lançar suspeitas sobre o CDS?
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Pedro Picoito
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Dois livros Sefarad
Breve História dos Judeus em Portugal, de Jorge Martins.
O livro quer ser uma visão sinóptica da realidade judaica em Portugal, ao longo dos oito séculos pelos quais ela se prolonga, destinada a um público não especializado, «particularmente aos professores e aos estudantes, complementando ou suprindo as clamorosas omissões dos nossos programas escolares». A promessa não é cumprida, pese embora as virtudes que o livro tem, e o recomendam.
Não é cumprida, em primeiro lugar, porque praticamente se não detém na presença judaica em Portugal, ao longo de toda a Idade Média. Esse período, muito sumariamente aflorado, abarca apenas uma dezena de páginas, numa obra de 190.
E sendo de nós a mais distante, a compreensão da presença judaica no período medieval é crucial para o entendimento da tragédia que ocorre do Renascimento em diante.
A falta está longe de ser justificada pela ausência de estudos: desde os trabalhos de Henrique da Gama Barros («Judeus e Mouros em Portugal», in Revista Lusitana, volumes 34º e 35º, de 1936 e 1937, disponíveis online graças à sageza do Instituto Camões), de Maria José Pimenta Ferro Tavares (Os judeus em Portugal no século XIV, Guimarães editora, Os Judeus em Portugal no século XV, dois tomos, Universidade Nova de Lisboa e Instituto Nacional de Investigação Científica), até aos de Elias Lipiner (O Tempo dos Judeus segundo as ordenações do Reino, Nobel editora), para falar apenas de obras seminais neste domínio, porque as mais parcelares abundam, a informação não falta. Falta a sua abordagem no livro em apreço, como falta, para os demais capítulos, muito mais bem tratados, uma bibliografia, senão comentada, pelo menos recomendada, já que o público visado inclui professores e estudantes, eventualmente interessados em desenvolver conhecimentos.
É para o período pós-«expulsão» - de facto, nunca houve expulsão, mas o seu exacto contrário: a conversão forçada e o impedimento de saída do Reino -, que esta Breve História é mais interessante. É louvável a atenção que dispensa a um problema crucial da história de Portugal - a introdução e vigência dos estatutos de limpeza de sangue, que dominaram, pelo menos desde 1600 até à sua supressão por Pombal, em 25 de Maio de 1773, a vida pública e a sociedade portuguesa, bem como à narrativa da progressiva reconstituição da existência judaica pública em Portugal, até à contemporaneidade.
Por tudo isso, o livro vale pelos apontamentos de maior detalhe que traz a estes temas, impossíveis de desenvolver na obra - essa sim - de síntese da História dos Judeus Portugueses, de Carsten Wilke, das Edições 70, feita a pensar nos mesmos públicos, e plenamente sucedida, que o autor deste post teve o prazer de traduzir e colocar à disposição dos leitores.
Por fim, falta ao livro um desenvolvimento minimamente satisfatório da vida dos judeus portugueses que se salvaram e constituíram uma diáspora fundamental na história do Judaísmo, visto que foram a «vanguarda» - a expressão é do próprio Heinrich Graetz, o fundador, no século XIX, da moderna história do povo judaico -, que abriu os judeus à modernidade e a modernidade às novas possibilidades da existência judaica. É certo que o livro se chama Breve História dos Judeus em Portugal. Não é menos certo que tal história não é compreensível sem o estabelecimento das relações que se mantiveram entre os cristãos-novos portugueses e os seus irmãos regressados ao judaísmo normativo no exílio. É certo ainda que essa ponte é dos tópicos mais precisados de investigação e estudo, mas as estradas foram abertas, por I. S. Révah, nem uma vez mencionado no livro, o que é um pouco difícil de entender, não por uma questão de cortesia, mas por uma questão de estudo do tópico em causa.
Ora é precisamente a relação entre os cristãos-novos e os seus irmãos exilados - assunto que me parece dos mais decisivos para a história por fazer -, que constitui um dos eixos mais importantes do segundo livro da colecção Sefarad,
A tormenta dos Mogadouro na Inquisição de Lisboa, da autoria de António Júlio Andrade e Maria Fernanda Guimarães.
Este, sim, com investigação original, baseada na leitura inédita de processos da Inquisição e reconstituição histórica fundamentada, é livro inovador. Constitui-se tendo por pano de fundo o protgonismo dos cristãos-novos na Restauração de 1640, as lutas entre o partido inquisitorial e o partido anti-inquisitorial onde preponderaram os Jesuítas - sim, os Jesuítas e não só a sua figura mais eminente, o Padre António Vieira - e traz dados de valor inestimável à investigação futura das relações entre os criptojudeus em Portugal e os judeus livres, designadamente de Livorno. António Rodrigues Mogadouro, um dos mais importantes (inclusive no sentido económico do termo) homens de negócio da «nação», foi garrotado e queimado em auto-da-fé, não só por «pertinaz e impenitente», mas também como fautor: «passava» judeus perseguidos para o exílio. Leiam, se quiserem compreender.
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Jorge Costa
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Estúpida burguesia
P.S.: Estúpida, na acepção de Marcelo=incapaz de distinguir o inimigo.
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Jorge Costa
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O Ministro das Praxes.
Finalmente, e como se sabe, a mensagem do ministro é útil e necessária porque as praxes são, indiscutivelmente, o principal problema com que se confronta o ensino superior em Portugal.
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Fernando Martins
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Tempo de reflexão
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Nuno Gouveia
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PS-ocracia
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Alexandre Homem Cristo
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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
Laranja Lima
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Pedro Pestana Bastos
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O país é diferente
É para a esquerda socialista, de preferência radical, que o país «cresce». Terei de ver melhor os resultados. Mas que vivemos num país com medo de si, em fuga de si, parece-me evidente. Que as respostas de uma alternativa à direita não colhem, é evidente. Que o país quer genericamente mais do mesmo, é evidente. Que isso não seja possível, pouco importa.
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Jorge Costa
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22:35
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À Espera
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Fernando Martins
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Alguém terá de pagar
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Miguel Morgado
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Hierarquia das preferências
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Manuel Pinheiro
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Não exageremos
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Maria João Marques
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Bolsa de apostas
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Pedro Picoito
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E agora, PSD?
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Nuno Lobo
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A tentação do CDS
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Maria João Marques
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Outra pergunta
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Pedro Picoito
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Um problema do regime
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Miguel Morgado
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Dúvida de Português
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Carlos Botelho
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Momento Lúdico
Love, peace and harmony?
Love, peace and harmony?
Oh, very nice
Very nice
Very nice
Very nice...
But maybe in the next world.
The Smiths, "Death of a Disco Dancer" (Strangeways, Here we Come)
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Miguel Morgado
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É impressão minha...
...ou Passos Coelho ainda não disse nada? Terá medo de parecer demasiado ansioso?
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Pedro Picoito
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Claro que podemos sempre pensar...
..que, se tivéssemos sido candidatos ,o resultado seria outro, não é?
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Pedro Picoito
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Aqui ao lado
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Pedro Picoito
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Breves apontamentos sobre o resultado
1- O PS ganhou mas perdeu mais de meio milhão de votos.
2- O CDS teve o melhor resultado dos últimos 26 anos e volta a ser a terceira força de Portugal.
3- A soma dos votos do Bloco Central foi de 65% mas este resultado é o pior resultado dos últimos 24 anos (em 2002, a soma foi de 78% e em 2005 de 73%)
4- PSD e CDS têm mais votos e mais deputados do que o PS.
5- O BE subiu mas não consegue assegurar uma maioria com o PS.
6- A CDU aguenta o resultado mas não assegura sozinha uma maioria com o PS e passa a ser o quinto partido.
7- A relação entre PSD e CDS passou de 1 para 5 em 2002, de 1 para 4 em 2005 para 1 para 3 em 2009.
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Pedro Pestana Bastos
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Sócrates e o Futuro
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Miguel Morgado
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O PSD e o País
Resultados do PSD em três distritos cruciais:
- Lisboa: 23,64% (2005) 25,12% (2009)
- Porto: 27,81% (2005) 29,14% (2009)
- Setúbal: 16,05% (2005) 16,39% (2009)
Com resultados destes, será sempre impossível ganhar eleições legislativas.
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Miguel Morgado
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Domingo, 27 de Setembro de 2009
Pode ter sido muita coisa, mas não foi uma vitória da decência
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Alexandre Homem Cristo
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23:31
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Os passos-coelhistas já salivam
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Alexandre Homem Cristo
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O agora e o futuro
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Alexandre Homem Cristo
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Wishful speaking
Por que será que há tantos "comentadores", "analistas" e jornalistas que partem já do princípio, que parecem exigir que Manuela Ferreira Leite se demita após as autárquicas?
(Saiu-lhes furada a expectativa da noite.)
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Carlos Botelho
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21:54
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Obviamente não se demita
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Fernando Martins
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21:39
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Uma Dúvida
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Fernando Martins
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21:38
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PS ao ataque
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Alexandre Homem Cristo
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20:53
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PSD em Setúbal
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Alexandre Homem Cristo
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20:37
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Vitória e Derrota
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Miguel Morgado
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20:20
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Neoliberalismo?
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Miguel Morgado
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20:14
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Discursos da noite: Vieira da Silva
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Miguel Morgado
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20:07
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As Eleições de Hoje: Um Primeiro Comentário.
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Fernando Martins
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Um espanhol num comentário a uma notícia no ABC de hoje
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Fernando Martins
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14:36
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De bandeja

Convido-vos a virem até aqui ao lado esquerdo ler este texto. Se o conseguirem ler todo (tarefa quase literalmente espinhosa, tal o palavreado: 'desta forma, extirpa-se a própria dialéctica no seu movimento perpétuo e prefere-se a cristalização monolítica e propagandística' ou 'o poder é multidimensional e [o Bloco] proclama a sua presença em todas as lutas contra as multiformes garras da dominação'), verão que parece servido numa bandeja ao engenheiro Sócrates - imagino os "teóricos" Lello e Santos Silva deliciados com aquela prosa. Digam lá que não poderia ter sido (mal) redigido por algum membro da Juventude "Socrática", aflito por mostrar serviço não só contra a "direita salazarenta", mas também "malhando" com volúpia na "esquerda arcaica"!
Todo o texto ressuma um muito mal disfarçado desprezo pelos trabalhadores (não tenhamos medo das palavras) - note-se que as "opressões" da moda (as "fracturâncias", que adornam, descartáveis, a propaganda "socrática") são apresentadas praticamente como a "opressão" por excelência, enquanto que as preocupações pela "opressão do trabalho" (que é real, como sabe quem não viva na lua ou nas sucursais do Largo do Rato) são descritas como um confinamento político, uma redução.
Esse desprezo pelo "mundo do trabalho" não existe, por óbvias razões históricas e ideológicas, na "mundividência" do PCP. Mas também não existe na "mundividência" e na prática do "centro-direita" e "centro-esquerda" (representados pelo PSD). Podiamos pensar na génese não-casual das três setas do Partido. Por outro lado, por razões históricas e sociológicas, pela sua proximidade e integração no tecido vivo das pequenas e médias empresas, pela presença conspícua de militantes do Partido em estruturas sindicais da função pública, o PSD tem considerável capacidade de percepção e de intervenção no próprio terreno do "trabalho". (De certo modo, com todas as suas diferenças programaticamente intransponíveis, o PSD e o PCP acabam por ser os Partidos mais próximos do "povo".)
O texto de João Teixeira Lopes não deixa de reflectir aquilo que o Bloco de Esquerda é: um aglomerado ideologicamente gelatinoso, apressado em dar sinais ao Partido Sócrates2009 que pode ser um parceiro de confiança, que os une o "combate" às formas de opressão mais "modernas", etc. Como? Atacando pelas costas o seu "irmão" ideológico, o PCP, usando os mesmos argumentos que Sócrates tem arremessado contra o "arcaísmo" dos Comunistas para poder sobressair como o representante da "esquerda moderna".
O Bloco de Esquerda é, à esquerda, como o é o CDS à direita, o melhor seguro de vida do engenheiro Sócrates.
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Carlos Botelho
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Sábado, 26 de Setembro de 2009
Benjamin Netanyahu na ONU - um discurso ler, absolutamente
A ler, aqui, aqui em inglês, ou aqui em galego.
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Jorge Costa
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Nova Vega lança Sefarad
O panorama editorial refelecte isso. A colecção Sefarad pode vir a ser um poderoso estímulo ao conhecimento de uma parte da história de Portugal literalmente denegada, pela promessa que contém de edição de títulos que contribuam para inverter a situação.
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Jorge Costa
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20:36
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Blogopalpite
PS - 35% a 37%(90 a 100 deputados)
PSD - 31% a 33%(75 a 85 deputados)
CDS - 8 a 10% (15 a 19 deputados)
BE - 8 a 10% (16 a 20 deputados
CDU - 7 a 9% (12 a 16 deputados)
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Pedro Pestana Bastos
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12:18
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Outra do Tocqueville, três semanas depois do fim de um tal de telejornal travestido
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Pedro Picoito
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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
Sócrates na TVI Magalhães
Hoje, com o panorama jornalístico absolutamente "homogéneo", Sócrates pode e pôde dizer o que quis e como quis, também na TVI, pensando certamente que é tão boa esta liberdade de expressão e este jornalismo amorfo e que, ao menos para já, no que respeita ao silenciamento do jornalismo livre, não se cansa de acumular vitórias.
P.S.: Se, o diabo seja cego, surdo e mudo, o PS ganhar as eleições, aposto que a primeira grande entrevista de José Sócrates será dada à TVI, nos estúdios em Queluz.
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Fernando Martins
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Juntos exactamente com quem?
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Manuel Pinheiro
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Para o ano há mais
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Jorge Costa
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Mais duas achas para a fogueira. E que fogueira
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Pedro Picoito
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Ressaca da campanha eleitoral
(*) Um post no Jugular, outro aqui no Cachimbo e ainda um comentário a outro post no Cachimbo.
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Nuno Lobo
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teste, teste, um dois, um dois
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Nuno Gouveia
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Sabemos que vivemos num país de merda
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Alexandre Homem Cristo
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Voto útil
Um dos problemas da democracia em Portugal é ainda a ideia de que só se governa com estabilidade e eficiência em soluções "unipartidárias". Portugal é ainda uma "democracia maioritária" enquanto a generalidade das democracias europeias são "democracias consociativas", onde os governos resultam de soluções coligatórias pré ou pós eleitorais. Estudos comparados efectuados inclusive em Portugal por André Freire, Manuel Meirinho e Diogo Moreira, indicam que não existem diferenças relevantes nas performances macroeconómicas nas soluções "maioritárias" quando comparadas com as soluções "consociativas", mas já são detectadas diferenças significativas ao nível do grau de participação dos cidadãos, e de satisfação dos eleitores em relação ao funcionamento da democracia em favor das "democracias consociativas". Aliás nós que gostamos tanto de pegar das "melhores practicas europeias" devemos considerar que dos 27 Estados da UE, 23 governos são sustentados por coligações pré ou pós eleitorais ou por acordos de incidência parlamentar. Em Portugal e muito por culpa da cultura do voto útil que asfixia a democracia ainda insistimos em soluções unipartidárias.
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Pedro Pestana Bastos
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Empate técnico
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Pedro Pestana Bastos
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09:58
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O nosso caso

Sócrates sempre procurou subtrair-se àquele que devia ser o seu papel num debate político democraticamente saudável. Sim, de duas em duas semanas lá estava no parlamento, mas isso tem um significado somente aparente, porque o uso que o primeiro-ministro sempre fez dessa modalidade transformou-a numa forma democrática vazia – ou, mais exactamente, com um conteúdo contraditório.
Ao longo destes funestos quatro anos, a actividade normal, sublinhe-se normal, das oposições (partidárias ou não) numa democracia, isto é, a observação qualificada, a apreciação crítica, o escrutínio das opções do governo, a sua recusa terminante, foi sempre descrita por Sócrates como “maledicência” ou “ataques pessoais”. Se o primeiro-ministro não o fizesse conscientemente, julgaríamos estar perante uma personagem ainda civicamente tosca que soltava os seus primeiros vagidos para a vida política da comunidade. Mas não. Sócrates sabe muito bem o que faz. Esse seu modo patológico de se subtrair ao confronto político é, precisamente, uma opção política. Ao virar as costas às críticas dos adversários e refugiar-se na choradeira esganiçada do “ataque pessoal”, está a fazer política. Ao mesmo tempo que vai acusando os outros de “salazarismo” ou “estalinismo”, coloca-se naquele plano aparentemente apolítico sempre do agrado das criaturas autoritárias. Ele faz de si aquela imagem do líder “determinado” e providencial que quer “fazer”, mas tem de arrostar com a “maledicência” dos outros, aqueles que “não fazem”, que “só dizem mal”.
Neste modo imaturo de proceder, se vê como Sócrates é de uma indigência política pré-ateniense. Naquela sua cabeça, não há lugar para a crítica. Existem apenas duas alternativas: ou a concordância com o seu governo ou a “maledicência”. Tudo se passa como se Sócrates não esperasse nunca a apreciação de cidadãos, mas sim a passividade de súbditos. Este nosso primeiro-ministro é, no fim de contas, um reaccionário profundo. É, assim, uma medida de higiene política arredá-lo no próximo dia 27.
[Também aqui.]
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Carlos Botelho
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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
Avishai Cohen, a reinterpretação pop da tradição religiosa
Deixo aqui a minha transliteração para caracteres latinos e a minha tradução do hebraico, de Shalom Alechem: que a paz esteja convosco.
Nota: o "ch" tem uma pronúncia gutural, um pouco mais acentuada do que em Bach, em alemão.
Shalom alechem,
Mal’achê hashalom,
Boachem leshalom,
Mal’ache hashalom,
Barechuni leshalom,
Mal’achê elion,
Betsetchem leshalom,
Mal’ache hashalom.
A paz esteja convosco,
Anjos da paz,
Vinde em paz,
Anjos da paz,
Abençoai-me com a paz,
Anjos do altíssimo,
Ide em paz,
Anjos da paz.
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Jorge Costa
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22:49
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Resposta ao João Galamba, com "sérias" dúvidas de ainda irmos a tempo
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Pedro Picoito
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A falta de vergonha da esquerda
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Nuno Lobo
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Sócrates, o Ditador, por António Barreto
A saída de António Costa para a Câmara de Lisboa pode ser interpretada de muitas maneiras. Mas, se as intenções podem ser interessantes, os resultados é que contam.
Entre estes, está o facto de o candidato à Autarquia se ter afastado do Governo e do Partido, o que deixa Sócrates praticamente sozinho à frente de um e de outro. Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração. Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal.
A ponto de, com zelo, se exceder: prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar. Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido. Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.
Onde estão os políticos socialistas? Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado? Uns saneados, outros afastados. Uns reformaram-se da política, outros foram encostados. Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão. Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro. Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo. Manuel Alegre resiste, mas já não conta.
Medeiros Ferreira ensina e escreve. Jaime Gama preside sem poderes. João Cravinho emigrou. Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe. António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.
Almeida Santos justifica tudo. Freitas do Amaral reformou-se. Alberto Martins apagou-se. Mário Soares ocupa-se da globalização. Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores. João Soares espera. Helena Roseta foi à sua vida independente. Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância. O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado. Os sindicalistas quase não existem. O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice. O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista. Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar, apanhou a onda.
Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates. Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento. Mas nada de essencial está em causa. Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente. As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino são pura diversão. E não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro. É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais. Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente. Mas tratava-se, politicamente, de questão menor. Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo. Mas nada de semelhante se repetirá.
O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário. Crispado. Despótico. Irritado. Enervado.
Detesta ser contrariado. Não admite perguntas que não estavam previstas. Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber. Deseja ter tudo quanto vive sob controlo.
Tem os seus sermões preparados todos os dias. Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação. O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado. O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão. A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa. A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação. As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações.
Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si. Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa. Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado. Nomeia e saneia a bel-prazer. Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos. É possível. Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade.
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Jorge Costa
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12:13
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Direita trabalhista
Importante texto do Pedro Lomba sobre sinais de emergência de uma direita trabalhista.
De leitura altamente recomendada.
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Pedro Pestana Bastos
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11:42
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Os socialistas e o fantasma do Salazar
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Miguel Morgado
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11:17
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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
Humor negro
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Alexandre Homem Cristo
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23:41
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Avishai Cohen, música
Um dos mais talentosos músicos israelitas da actualidade, na minha opinião. Aqui num concerto Blue Note. Uma boa noite.
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Jorge Costa
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21:46
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"Direito Natural e História" de Leo Strauss no Brasil
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Miguel Morgado
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18:33
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Talvez corem, talvez não
Recomenda-se a Sócrates e Amado que olhem para o lado. Se tiverem um pouco que seja de vergonha, talvez corem.
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Jorge Costa
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14:18
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O novo BE
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Pedro Pestana Bastos
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14:12
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Portugal obsceno até ao fim com o pirómano
Este Portugal, que Portugal não merece, perseverou, mas perdeu. Contra ele, ganhou a búlgara Irina Bukova. Contra ele, ganhou a decência, o mínimo de decência e dignidade, a decência obrigatória sem a qual fazer política se transforma forçosamente numa coisa obscena.
Sócrates e Amado levam no curriculo a prova de que, para eles, vale tudo, em política. Inclusive vender a alma ao Diabo por um putativo lugar rotativo no Conselho de Segurança da ONU.
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Jorge Costa
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11:53
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Pódio do nosso empobrecimento
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Manuel Pinheiro
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10:45
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Peep-show institucional
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Alexandre Homem Cristo
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01:16
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Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
Biotech (2)
Em artigo publicado hoje no jornal britânico "The Sun", o cientista norte-americano de 61 anos, que no passado foi capaz de prever o surgimento de novas tecnologias, explica que o ritmo acelerado com que avança o nosso conhecimento sobre o funcionamento dos genes e das ciências dos computadores, potenciam o surgimento de nanotecnologias capazes de substituir órgãos vitais.Segundo a "Lei do Retorno Acelerado" (Law of Accelerating Returns , em inglês), assim designa Kurzweil a sua teoria, "daqui a 20 anos, aproximadamente, será possível reprogramar os nossos corpos parando e revertendo o envelhecimento. Então, a nanotecnologia permitir-nos-á ser eternos".
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Alexandre Homem Cristo
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22:13
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