Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
Deixa lá, Obama. A malta aqui continua a idolatrar-te
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Miguel Morgado
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18:54
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O tecno-lag de alguns políticos portugueses
Não deixa de ser estranho que certos políticos continuem a demonstrar um profundo desconhecimento destes novos meios, encarando-os como “seres estranhos” e distintos da restante sociedade. Ainda recentemente ouvimos António Costa chamar à blogosfera “submundo”, insultando milhares de pessoas que assinam o seu nome nos textos que publicam. José Sócrates, ao deslocar-se para a tão mencionada conferência de blogues, afirmou que tinha ouvido dizer que falavam mal dele nos blogues e queria confirmar se isso era verdade. A primeira informação que deviam ter transmitido ao Primeiro-ministro é que a blogosfera é apenas um reflexo da sociedade, e que esse meio não se resume apenas aos blogues mais famosos. Poderia ter falado da blogosfera política, mas nem aí estaria a ser coerente, pois existem vários próximos do seu governo. Na blogosfera existem milhares de blogues, uns mais lidos que outros, mas nem por existem alguns que representam essa “entidade” abstracta, e que mais não é do que um reflexo da nossa sociedade, com toda a sua diversidade de ideias ou áreas de interesse. Se nos dermos ao trabalho de percorrer, por exemplo, a plataforma da Sapo, encontramos blogues sobre poesia, culinária, futebol, diários pessoais, música, etc. E nem vale a pena escrever muito sobre o ridículo que foi a RTP ter-se referido aos presentes na dita conferência como os “mais importantes bloggers portugueses”. Isso deve-se apenas à ignorância daqueles que receberam a nota de imprensa do PS.
O tecno-lag que Kerkhove falava pode ser cada vez menor, na medida em que as pessoas hoje aderem quase instantaneamente às novas tecnologias que vão surgindo. Mas seria importante alguns responsáveis políticos perceberem melhor o fenómeno em questão. É que continuam muito desfasados desta nova realidade.
Também aqui.
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Nuno Gouveia
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17:12
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A mudança das mentalidades
"Mudança das mentalidades" tornou-se uma palavra-passe que abre todas as portas. Uma palavra-passe pouco secreta, porque toda a gente a usa. E a única forma de a usarem abrindo todas as portas é, precisamente, fazendo-o como sonâmbulos - com os olhos abertos sem ver e não sabendo realmente o que estão a fazer. Têm sempre um grande sucesso as palavras usadas como moeda de troca de que ninguém sabe o verdadeiro valor.
Aquilo a que temos assistido nos últimos trinta anos, em relação às mulheres, nos países do Magreb, do Médio Oriente e noutros "árabes" não é também uma "mudança das mentalidades"?
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Carlos Botelho
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16:14
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Pluralismo e "realismo" de pacotilha
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Miguel Morgado
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15:56
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A propósito dos filósofos, da esquerda e da direita
Vem isto a propósito dos filósofos de esquerda, ou de direita...
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Jorge Costa
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15:09
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Casamento homosexual e constituição
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Pedro Pestana Bastos
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14:42
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Um disparatezinho
e o capítulo sobre Hobbes que lá pus. Depois conversamos sobre a "direita" e Hobbes.
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Miguel Morgado
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12:40
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Atacar a língua desprezando a literatura
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Carlos Botelho
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01:33
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Quinta-feira, 30 de Julho de 2009
Alternativas armadilhadas
Bem, vamos a um bocadinho de História, vamos?...

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Carlos Botelho
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23:44
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Chomsky, Faurisson & Co. - Para lembrar
Robert Faurisson, "Le Monde", 29 de Dezembro de 1978, p. 8.
«É verdade que Faurisson é um anti-semita ou um neo-nazi? (...) Não encontro provas que suportem essa conclusão. Nem provas nos materiais que li a respeito dele, em registo público ou em correspondência privada. Tanto quanto posso determinar, ele é uma espécie de liberal relativamente apolítico.»
Noam Chomsky, "Some Elementary Comments on The Rights of Freedom of Expression", prefácio a Faurisson, Mémoire en défense, 11 de Outubro de 1980.
Noam Chomsky, o ícone ideológico de certa esquerda, e Robert Faurisson, o ícone intelectual (?) do negacionismo. Como esta gente se dá bem...
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Jorge Costa
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19:43
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Deputado (In)dependente
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Pedro Pestana Bastos
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18:50
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Proud to be right (2)
Há uns 3 ou 4 anos, na Califórnia, ia de carro com dois amigos americanos que, como eu, tendiam decisivamente para a política de Bush e do Partido Republicano. Num daqueles momento cartesianos, perguntei-lhes "Não vos acontece, por vezes, perguntarem-se se não estão demasiadamente conservadores?" Ao que um deles me respondeu "Não, por vezes tenho receio é de não ser suficientemente conservador."
Melhor resposta era impossível. Se o João Cardoso Rosas tiver alguma razão, então é nos EUA que temos de ir aprender qualquer coisa.
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Nuno Lobo
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18:19
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Proud to be right (1)
Um célebre filósofo da política (1901-1985), uma vez questionado "se era liberal", no sentido americano da expressão, respondeu que "não", que não era; ao que o entrevistador retorquiu, "então é conservador". "Também não", respondeu, "o facto de eu não ser suficientemente estúpido para ser um liberal, não significa que seja suficientemente estúpido para ser um conservador".
Não é a "vergonha", mas antes o "bom senso" (já para não falar da "substância" da realidade política), que inibe qualquer pessoa inteligente a deixar-se rotular de modo absoluto por qualquer ideologia ou dicotomia esquerda-direita.
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Nuno Lobo
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18:18
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O lugar da Banca no novel subsídio de apoio à natalidade
Adenda: Depois de ter escrito este texto encontrei um post de Pedro Sales no Arrastão onde também se fala, e com muita "propriedade", da relação entre os mais famosos 200 euros da política portuguesa e os benefícios que poderá trazer à banca nacional.
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Fernando Martins
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15:16
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Não gozem com o pagode
Em jeito de comentário à proposta dos 200 euros por bebé nascido em Portugal podemos ler no website do PS:
«O PS vai compensar as famílias com 200 euros por cada bebé que nasça em Portugal, numa medida que visa atingir quatro objectivos essenciais: incentivo à conclusão do ensino obrigatório, procura de hábitos de poupança, estímulo para um novo projecto de vida na entrada na idade adulta e incentivo à natalidade, de modo a contrariar o envelhecimento da população portuguesa. João Tiago Silveira, em entrevista à TSF, adiantou que a saúde e a educação são as prioridades no programa eleitoral para estas Legislativas.»
Os políticos e estes "estrategas" que os acompanham têm de perceber que fazer do eleitorado uma cambada de acéfalos não fica bem, nem sequer é muito eficaz. O delírio inerente aos "quatro objectivos essenciais" situa esta proposta muito além de um horizonte de razoabilidade mínima, que, como se sabe, é condição necessária para haver debate.
No final dos "quatro objectivos essenciais" lá se menciona o incentivo à natalidade. Não sou eu quem vai contradizer que a natalidade em Portugal necessita de incentivos, tendo em conta a situação demográfica desesperada do País. E que esse incentivos não podem ser só financeiros também é algo mais ou menos aceite. Mas que esta coisa aqui proposta possa funcionar como incentivo à natalidade é que desafia os mais elementares poderes do entendimento humano.
A estrutura abstracta do incentivo (financeiro) é muito simples: para que este funcione realmente como um incentivo à natalidade, tem de ser dado a quem tem nas suas mãos a escolha entre ter ou não ter filhos - os potenciais progenitores, não ao filho já nascido, criado e maior de idade. Custa perceber?
Este é um daqueles casos em que, contrariamente ao que proclama o frenesim reinante, mais vale estar quieto. E calado.
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Miguel Morgado
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14:42
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Sporting 0 - 0 Twente
Os primeiros minutos de jogo denunciaram o que dele restava. Mas a coisa até parecia poder endireitar-se com o penalty e correspondente expulsão do keeper holandês. “Saiu-nos a sorte grande”, dizia eu aos meus camaradas de bancada, mais convicto do benefício de passarmos a jogar contra 10 do que de passarmos ao 1-0. Mas o Sporting de Paulo Bento já tem uma história de não aproveitar as grandes penalidades. O João Moutinho falhou e logo pudemos concluir que o marcador deveria ter sido o Matias (afinal, os prognósticos a posteriori são sempre infalíveis). A verdade é que não conseguimos criar situações evidentes de golo e o 0-0 acaba por ser um resultado justo. Registo o bom jogo do Miguel Veloso (com o Grimi magoado e o Caneira acabado, ele está condenado a jogar a defesa esquerdo durante mais algum tempo) e a excelente segunda-parte do Daniel Carriço. O Matias promete mas ainda não chegou lá. O Liedson não jogou o que sabe. O Hélder Postiga não foi grande coisa, muito embora eu considere que ele sabe rematar como poucos. O Pedro Silva foi simplesmente miserável (tão mau, tão mau, em tudo e também a centrar, que quase marcou um golo com um centro mal feito). O João Moutinho também esteve abaixo do habitual mas continua a ser o melhor jogador do Sporting (aquele penalty…). Uma excelente defesa do Rui Patrício a defender um livre perigoso na primeira parte. Em suma, um jogo mau com alguns pormenores decentes. Pior mesmo só os assobios do público no fim do jogo. Continuo sem perceber o que é que estas pessoas vão fazer ao estádio quando não estão preparadas para um mau resultado. Se querem ganhar sempre, mudem de clube, vão para o Porto. Se querem delirar que ganham sempre, mudem de clube, vão para o Benfica. Se querem ser do Sporting, apoiem a equipa, nos bons e nos maus momentos. A eliminatória decide-se já na próxima Terça-feira. Boa semana e boa sorte!
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Nuno Lobo
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13:35
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Confusão
Quanto ao resto: se “a relação sexual nunca é 100% protegida” e a “experiência também nos diz que relações que em princípio eram totalmente monogâmicas não são tão monogâmicas assim”, então qualquer relação sexual é um comportamento de risco. Porque “múltiplos parceiros, relações não protegidas, fazer sexo oral e anal” não são (é um pouco triste ter de explicar isto) comportamentos exclusivos dos homossexuais masculinos.
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Bruno Vieira Amaral
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13:25
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Sangue meu
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Pedro Pestana Bastos
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11:52
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Hoje não por acaso lembrei-me disto
Here we stand
In a special place
What are you gonna do here?
Now we stand
In a special place
What will you do here?
What show of soul
Are we gonna get from you?
It could be deliverance
Or history under these skies
So blue
Could be something true
But if I know you
You'll bang the drum like monkeys do...
The Waterboys, Don't Bang the Drum (1985)
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Miguel Morgado
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11:35
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Onde o mundo ainda é um caso sério
Nigerian troops attack Islamist mosque, kill 100
Sect leader Mohammed Yusuf escaped along with about 300 followers but his deputy was killed in Wednesday night's bombardment, according to Army commander Maj. Gen. Saleh Maina.
It is not known how many scores of people have been killed, wounded and arrested. Relief official Apollus Jediel said about 1,000 people had abandoned their homes Wednesday due to the violence, joining 3,000 displaced earlier this week in the four states.
The epicenter of the violence has been the Boko Haram's headquarters in Maiduguri, capital of Borno state, which was bombarded Wednesday. Maina said his troops would fire mortar shells later Thursday to destroy what is left of the sprawling compound, which stretches over 2.5 miles (4 kilometers).
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Miguel Morgado
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11:06
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As três mentiras de Lisboa
Tribunal da Boa Hora
O edifício onde se encontra actualmente o tribunal foi fundado como convento em 1633, por D. Luís de Castro do Rio. O pátio era anteriormente conhecido por Pátio das Comédias.Dominicanos e Agostinianos habitaram o convento até 1755. Com a destruição parcial do mesmo e a extinção das ordens religiosas, o edifício passa a servir de sede aos bombeiros, depois à Guarda Nacional de Lisboa e mais tarde ao tribunal.
Palácio das Necessidades
Obra do “Rei Sol Português”, D. João V, o conjunto do Palácio e da Igreja de Nossa Senhora das Necessidades foi edificado entre 1743 e 1750. O nome surge por ser esse o local onde existia uma pequena ermida dedicada a Nossa Senhora das Necessidades. O espaço foi construído em honra de Nossa Senhora da Saúde, mas cedo os pescadores e navegantes passaram a chamá-la de outro modo, pedindo-lhe auxílio para a sua saúde e outras necessidades.
Cemitério dos Prazeres
Em 1833 a cidade de Lisboa sofreu um surto de cólera que tornou urgente a criação de um grande cemitério público e a proibição dos enterros em igrejas. Como no seu local existia uma grande quinta, conhecida por Quinta dos Prazeres o cemitério adopta o seu nome.
Desculpem o post sem fotos, mas depois do aviso do João Miguel Gaspar é melhor não arriscar.
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Joana Alarcão
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10:26
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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009
Luto judaico
30 de Julho de 1492 foi também a data limite dada pelos Reis Católicos aos judeus espanhóis para abandonarem o "país", que fora o seu, pelo menos ao longo dos 1400 anos que antecederam essa catástrofe.
Por esses dias, dezenas de milhares de judeus atravessavam a fronteira e entravam em Portugal, tendo o mar pela frente, e, para trás, praticamente a Europa toda vedada, de onde vinham sendo metodicamente expulsos (numa vaga que a historiografia costuma fazer iniciar com a expulsão inglesa de 1290 e se foi arrastando à Alemanha, França, etc., até culminar com o decreto de expulsão espanhol, restando como terra europeia possível a Polónia e certos estados italianos).
Aqui terão entrado entre 50 e 100 mil judeus. É possível que a comunidade judaica portuguesa tenha passado a representar entre 10% a 15% da população do reino. Cinco anos depois, D. Manuel faria algo de muito mais grave do que a expulsão total dos judeus: forçá-los-ia à conversão, e proibiria, dois anos depois, sob pena de morte, qualquer tentativa de fuga. A tragédia prolongou-se por três séculos, até ao fim da Inquisição.
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Jorge Costa
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19:12
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SIMplex: ali entre a megalomania e o provincianismo
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Nuno Lobo
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17:47
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Crocs & Havaianas
O jornal i tem hoje uma pequena reportagem sobre as já-não-tão-na-moda crocs, “uma espécie de sapato-sandália-sabrina em cores vibrantes”, que no ano de 2007, no pico do sucesso, eram vendidas à razão de 128 mil por dia. Os pais das crianças diziam ser a melhor invenção desde as fraldas descartáveis. Nada a obstar. O pior foi quando vi um pai dessas crianças alegremente calçado com umas crocs – vá lá que eram cinzentas e não rosa-choque ou verde-alface – ao mesmo tempo que se justificava com uma ponta de constrangimento que eram muito confortáveis. Parece que a moda despegou e as lojas da marca têm os armazéns cheios de crocs que não conseguem escoar. Dos 120 milhões de euros de lucros em 2007 passou-se para os 130 milhões de prejuízos em 2008.
Ao contrário das crocs, as havaianas são já uma invenção antiga e o seu reinado estival está para durar. Há cerca de 30 anos tinham um nome e uso diferente: chamavam-se sayonaras (era o nome que se usava em minha casa) e estavam destinadas a dar um ar da sua graça no período de praia. Agora as havaianas são usadas em qualquer lado: na praia e na cidade, de dia e de noite, na mercearia de bairro e nas discotecas. É um sinal dos tempos. Há menos de vinte anos, em Lisboa, ainda havia a possibilidade de ser vedada a entrada numa discoteca a quem calçava ténis. Há menos de dez anos, num restaurante dos EUA, ainda comentava com o meu amigo das crocs a estranheza que sentíamos ao ver ao nosso lado os americanos de calções e camiseta dos Lakers (os portugueses não se prestavam a tristes figuras como aquelas). Tudo mudou em menos de nada. Depois da surpresa que foi ver um amigo de crocs calçadas, vejo agora dois outros amigos de havainas: um a almoçar na cantina ao lado do Lux e outro a beber uma cervejola à noite na Bica.
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Nuno Lobo
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16:15
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Ricardo Reis e Miguel Frasquilho (2)
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Miguel Morgado
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14:08
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"Quero ser espanhol" (dizem eles)
(a bandeira que alguns portugueses gostariam de ver hasteada por todo o Portugal)Apesar de gostar muito de Espanha, é algo que me escapa e custa-me imaginar a Vanessa Fernandes como campeã espanhola, bem como o nosso Nelson Évora, a nossa Telma Monteiro, o nosso Ronaldo e nosso Figo como espanhóis (mesmo que joguem em Espanha). O fim das selecções. A eventual vinda de refinarias e estações de tratamento de resíduos da indústria espanhola. As anedotas que os espanhóis contam sobre a Extremadura (uma espécie de “Alentejo” das anedotas) a rumarem para a região autónoma portuguesa. O ter de fazer ainda mais Km para ir tratar de papeladas a Madrid, na capital.
Isto são exemplos secundários.
E os nossos heróis de Aljubarrota a serem vistos como perigosos separatistas?
E o português como segunda língua na escola?
E mais e mais e mais….
Enfim, o que é que se passa na cabeça desses nossos concidadãos portugueses?
“Tu tranquilo” (está aqui a dizer-me a Pilar)
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João Miguel Gaspar
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13:20
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O divórcio dá cabo da saúde
É o que resulta de um estudo da Escola de Saúde Pública John Hopkins aqui.
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João Miguel Gaspar
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13:14
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A resposta de Miguel Frasquilho ao estudo de Ricardo Reis
«Os piores momentos: Existem dois grandes períodos, nos últimos 23 anos, em que as despesas de funcionamento cresceram mais. O primeiro é de 1990 a 1992 e é uma consequência da implementação do novo sistema retributivo na função pública: os salários subiram, mas os trabalhadores não. O segundo, de 1996 a 2002, relaciona-se com o número de funcionários públicos que entraram para o sector. Esta fase coincide com os mandatos de Guterres. Durante estes seis anos foram admitidos 2,256 funcionários públicos por ano.»
No jornal i
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Miguel Morgado
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11:06
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Terça-feira, 28 de Julho de 2009
Declara-se aberta a silly season
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Alexandre Homem Cristo
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23:07
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O Cachimbo no Jamais
Aproveito para colocar aqui alguns posts publicados no Jamais por membros do Cachimbo:
Contundente e objectivo, por Pedro Picoito
Portal de Portugal, por Paulo Marcelo
Mas não é a isto que se costuma chamar populismo?, por Maria João Marques
O novo oportunista, por Carlos Botelho
As listas para a AR por mim.
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Nuno Gouveia
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21:58
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Costa vs.Santana Lopes: uma análise
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Alexandre Homem Cristo
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21:49
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O 'infectado' como inimigo público
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Alexandre Homem Cristo
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13:10
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E agora um post sobre a blogconf

Só mesmo para conhecer o Carlos Santos.
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Pedro Pestana Bastos
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12:37
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Da cela para debaixo da ponte
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João Miguel Gaspar
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07:00
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O Discurso de Despedida da Governadora do Alasca, Sarah Palin (26-7-2009)
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Fernando Martins
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00:35
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Segunda-feira, 27 de Julho de 2009
Até parece complicado...
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Nuno Gouveia
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23:38
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Citação montesquieuana do dia
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Miguel Morgado
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16:12
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Porta grande
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Pedro Pestana Bastos
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14:20
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Putting out feelers
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Carlos Botelho
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01:00
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Falta de transparência
Isto é mais um sintoma que não há transparência na Administração Pública, prejudicando gravemente os interesses dos contribuintes. Segundo este estudo, os 200 milhões gastos sem concurso público poderiam ter sido reduzidos a metade. Quem é que lucra com este tipo de negócios?
Publicada por
Nuno Gouveia
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00:17
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Domingo, 26 de Julho de 2009
Cavaco em Salzburgo
O Presidente, por Salzburgo, tem mostrado um entusiasmo às vezes quase pueril pelas coisas que vai vendo, que lhe vão mostrando. Chega a haver uma alegria despretensiosa - por isso, desarmante. Quase desajeitado. O que não deixa de ser simpático. E é o melhor antídoto para o cinismo que olha de soslaio.
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Carlos Botelho
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23:31
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Está confirmada a cegueira de Maria de Lurdes Rodrigues
Com responsáveis destes, a Escola em Portugal está assim.
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Carlos Botelho
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22:42
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A semana de Hilary Clinton
Domingo, 26 de Julho: pede paciência aos israelitas, vá lá, uma chance à diplomacia...
A paciência é infinita?
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Jorge Costa
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22:29
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Reliable?
O senhor da foto acima é aquele que nos apresentou um relatório como sendo da OCDE (lembram-se?) que, afinal, não o era. É aquele que, numa entrevista, metia os pés pelas mãos a explicar curvas e contracurvas de uma licenciatura. É aquele que ofereceu Magalhães a crianças só para as câmaras - apenas estas se desviaram, os portáteis foram arrancados aos miúdos. É aquele que nos garantia a pés juntos nada saber dos avanços da PT para a compra de 30% da Media Capital.
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Carlos Botelho
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18:36
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Diz que é uma espécie de Milk português...
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Pedro Pestana Bastos
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17:28
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Inocente condenado a prisão perpétua
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João Miguel Gaspar
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16:32
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PALAVRAS A RETER ATÉ AO DIA 27 DE SETEMBRO
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Carlos Botelho
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14:05
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Sábado, 25 de Julho de 2009
Da utilidade da história
«Se a história não serve para tomarmos partido no presente, podemos perguntar-nos para que é que serve.»
Pierre Vidal-Naquet
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Jorge Costa
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21:41
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O seu a seu dono
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Paulo Marcelo
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15:53
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Os loucos anos 80 (97)
Gravado em 1985, por 45 monstros da música pop norte-americana, com o objetivo de recolher dinheiro para combater a fome na África. Há coisas que só eram possíveis na década de 80. Já agora, vale a pena dizer que a campanha rendeu cerca de 55 milhões de dólares.
Publicada por
Paulo Marcelo
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15:42
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Sexta-feira, 24 de Julho de 2009
Manuel Alegre: uma oportunidade política
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Alexandre Homem Cristo
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21:11
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"No hay billetes"
Publicada por
Pedro Pestana Bastos
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17:52
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À cautela não vou colocar uma imagem neste “post”
Os factos e o pedido estão resumidos nesta transcrição: «…desde Novembro de 2005 e, pelo menos, durante dois meses, as rés difundiram nos respectivos sítios da internet as três fotografias referidas, sem autorização do seu autor e sem terem pago direitos autorais…entende como justo, pela utilização que foi feita das suas três fotografias, o montante de € 2.000,00, para cada uma das rés.»
Podem ler o acórdão aqui.
Publicada por
João Miguel Gaspar
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16:00
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As sondagens lixo
Publicada por
Pedro Pestana Bastos
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13:45
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Provedor de...?
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Carlos Botelho
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13:09
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Conveniente confusão
Publicada por
Carlos Botelho
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12:43
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Ensino: escolha da escola, inclusão e qualidade
De há alguns anos a esta parte, o Fórum para a Liberdade de Educação tem vindo a propor aos portugueses uma reforma no nosso sistema de ensino, de modo a que um dos seus princípios organizativos passe a ser a possibilidade de escolha da escola por parte dos pais e encarregados de educação. (...) A escolha da escola, porém, choca com o falso argumento que tem prevalecido no debate público em Portugal, segundo o qual a possibilidade de escolha esfumaria de vez o ideal da escola inclusiva, cristalizando em definitivo a existência de escolas de primeira e escolas de segunda, com uma evidente diferenciação da qualidade do ensino ministrado em cada uma e a correspondente desigualdade de oportunidades. (...) Felizmente, do outro lado do Atlântico, onde os dados estatísticos são recolhidos sistematicamente e disponibilizados à comunidade científica e ao público em geral, chega-nos um estudo que vem clarificar o problema e enterrar um dos principais preconceitos que têm inquinado a reforma da educação em Portugal. Em Anti-Lemons: School Reputation and Educational Quality, MacLeod e Urquiola mostram que a introdução da possibilidade de escolha da escola aumenta de forma inequívoca o desempenho das escolas e os resultados dos alunos. Mas, e há um "mas" muito importante, para que estes efeitos se verifiquem, as escolas não podem seleccionar os alunos, designadamente com base em critérios de aptidão (Working Paper 15112, NBER Working Paper Series, National Bureau of Economic Research, Cambridge, June 2009). (...) Ora, a primeira escolha é a que o Fórum propõe e a segunda escolha é a que actualmente vigora no nosso país. De facto, o resultado prático da política de zonamento em vigor será o de exacerbar o fenómeno de selecção e estratificação que pretendia impedir. Na ausência de regras claras e transparentes de escolha da escola, que abranjam todas as famílias e, em particular, as famílias de grupos social, económica e culturalmente mais desfavorecidos, são as escolas mais desejáveis que acabam por seleccionar os alunos que mais lhes convêm, ora porque fazem vista grossa sobre os expedientes utilizados por muitas famílias com o intuito de ultrapassar o zonamento, ora porque - a coberto do manto opaco de pretensa igualdade que cobre o sistema - agem deliberadamente no sentido de dificultar a matrícula de alunos considerados indesejáveis. Pelo contrário, a proposta que o Fórum para a Liberdade de Educação tem vindo a desenvolver contempla a possibilidade de a escolha da escola ser exercida no âmbito de um "serviço público de educação", constituído por escolas estatais e privadas em condições de concorrência saudável, devidamente regulada pelo Ministério da Educação. Para o efeito, as propinas, pagas pelo Estado, seriam idênticas para todas as escolas do "serviço público de educação", estabelecidas em função de critérios iguais para todos, com garantia a cada aluno de frequência de uma escola da sua área de residência, sem prejuízo de poder optar por qualquer outra escola. Caso o número de candidatos fosse superior às vagas, vigoraria um sistema de sorteio, não podendo ser as escolas a escolher os alunos (salvo por razões vocacionais, tais como de índole artística, musical, etc.). Com a aproximação das eleições legislativas, importa que os partidos olhem para este e outros estudos e elaborem programas eleitorais que ultrapassem a retórica política e o preconceito e, com base em dados consistentes, apontem soluções válidas para a mudança do paradigma em que assenta o sistema de ensino português.
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Nuno Lobo
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10:01
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Hard Times
Publicada por
Miguel Morgado
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00:53
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Quinta-feira, 23 de Julho de 2009
Silly sentence
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Carlos Botelho
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22:21
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Entrevista a Louçã, na RTP
Publicada por
Alexandre Homem Cristo
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21:59
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Um tiro pela culatra?
Se Obama não entendeu que o perigo iraniano é sentido como a maior ameaça presente, quer por Israel, quer pela maior parte dos Estados seus vizinhos, Obama não entendeu nada. Arrisca-se a captar a simpatia dos sectores mais radicais das opiniões públicas visadas, e a perder a confiança de importantes governos na zona. Exemplo: Egipto.
Para que conste, Binyamin Netanyahu e Shimon Peres estiveram hoje juntos numa recepção na residência do embaixador do Egipto em Israel, onde o mínimo que se pode dizer é que as palavras trocadas foram... calorosamente amistosas. Netanyahu louvou o espírito (obviamente que não a letra!) da inicitiava árabe de paz de 2002, afirmando que «apreciamos os esforços dos Estados árabes» empenhados na sua promoção, e que, se tais «propostas não forem um documento final, podem criar uma atmosfera, na qual uma paz abrangente poderá ser alcançada». O resto foram elogios a Hosni Mubarak. A seguir com atenção.
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Jorge Costa
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21:02
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A menoridade das ideologias face à realidade política concreta
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Nuno Lobo
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Sobre o optimismo de Rui Ramos
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Jorge Costa
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Numa frase
"Acho a situação tão má que até estou optimista."
Rui Ramos sobre o estado do País
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Nuno Lobo
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Numa frase
Paulo Mota Pinto sobre o programa eleitoral do PSD
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Nuno Lobo
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250 rabis dizem a Obama...
Largue Jerusalém, Sr. Presidente!
A ler em http://www.israelnationalnews.com/News/News.aspx/132506
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Jorge Costa
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Ainda o Leitor

Permitam-me que regresse ao filme O Leitor, criteriosamente aqui analisado pelo Nuno Lobo, aquando a estreia. O meu interesse é outro, mais voltado para o trabalho de composição dos seus actores. Para quem não teve a oportunidade de ver o filme no grande ecrã pode agora aproveitar a edição em DVD.
O guião tem as suas fragilidades, abordando o problema da culpa alemã perante o holocausto. No entanto, quem esteja cansado do tema desengane-se. O filme vale pela interpretação de Kate Winslet que viu nele mais do que uma história sobre os efeitos do nazismo. Winslet encontrou no enredo uma protagonista analfabeta que aparentemente está disposta a tudo para evitar que descubram o seu segredo e através de um apurado processo de interiorização construiu uma personagem total, dominadora tal como o regime que lhe deu origem. A actriz desaparece em Hanna Schmitz, uma personagem que lhe “rouba” a voz, o andar, o olhar. Um excelente exemplo de composição.
O filme tem a chancela de produção da Weinstein Company com uma direcção de arte rigorosa, clássica. As personagens assumem o espaço central, um legado dos seus produtores Sydney Pollack e Anthony Minghella. Resulta da adaptação para cinema do romance do alemão Bernhard Schlink. Escrito em 1995, recebeu vários prémios e encantou muitos leitores.
A leitura do livro permite uma análise mais aprofundada da personagem. Porque uma imagem vale mais do que mil palavras, a procura de quem é Hanna torna-se mais intrigante nas descrições de Schlink, algo que no filme se suspeita, logo nos primeiros planos de Hanna.
Em Portugal, para marcar a estreia do DVD, a Lusomundo teve a feliz ideia de exibir o filme, simultaneamente, em 48 estabelecimentos prisionais do país.
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Joana Alarcão
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O Instituto Francisco Sá Carneiro
Qualquer pessoa que se interesse por política não pode deixar de ficar impressionada com a qualidade do trabalho do Instituto Francisco Sá Carneiro. Pelos temas e projectos que lançou, pela reflexão estruturada que os debates têm sedimentado e pela abrangência nos contributos que tem procurado reunir. É, sem duvida, do melhor que a Direita tem feito nos últimos anos.
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Pedro Pestana Bastos
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09:38
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