Mas parece que não. Certos hábitos (que são vícios), certas leviandades, acabam, aos poucos, por se instalar em nós e passam a ser modos “naturais” de responder, de solucionar – se não nos impedirem a tempo.
Sábado, 31 de Janeiro de 2009
In time
Mas parece que não. Certos hábitos (que são vícios), certas leviandades, acabam, aos poucos, por se instalar em nós e passam a ser modos “naturais” de responder, de solucionar – se não nos impedirem a tempo.
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Carlos Botelho
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Mas afinal a legalização da IVG não acabava com o aborto clandestino?
Aqui está um exemplo de como a legalização do aborto não fez desaparecer o problema do aborto clandestino, como mentirosamente era afirmado pelo SIM durante a campanha do último referendo. Será que vamos ter agora manifestações à porta do tribunal que julgar a enfermeira acusada de centenas de abortos clandestinos? Como se previa, com a aprovação da nova lei e respectiva regulamentação, o aborto tem-se banalizado, à medida que a sociedade (e cada um de nós...) vai perdendo o respeito pela vida humana. É cada vez mais usado, mesmo nas clínicas "legalizadas", como meio de planeamento familiar. Tudo isto seria ridículo se não fosse trágico e mesmo sangrento.
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Paulo Marcelo
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O Presidente da República
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Miguel Morgado
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Michael Steele eleito chairman do RNC
Esta é uma excelente notícia para o Partido Republicano. O antigo vice-governador do Maryland foi hoje eleito chairman do Republican National Committee. Esta eleição tem dois significados importantes para o futuro do GOP: é o primeiro afro-americano a ocupar o cargo e é da costa leste. Com esta eleição, a renovação pós George W. Bush está em marcha. Hoje começou uma nova era no Partido Republicano.Recordo-me da grande intervenção que teve na convenção de Minneapolis. Nessa noite escrevi isto no Eleições Americanas de 2008:
Num discurso poderoso, o afro-americano fez jus aos valores da liberdade, da economia de mercado e do conservadorismo social que define o Partido, e lançou um dos motes da noite: “Drill, Baby Drill”. E foi muito aplaudido por isso. Com esta prestação, certamente terá um papel de relevo no futuro do Partido Republicano.
Não me enganei!
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Nuno Gouveia
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03:45
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Momentos de Glória
O Cachimbo adere com todo o entusiasmo a esta bela iniciativa.
"Goal.com’s Campaign For Paolo Maldini To Play Against Brazil"
Forza, signor Maldini!
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Miguel Morgado
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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009
"Farinha do Mesmo Saco"
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Fernando Martins
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Cartas na mesa
«A Polícia Judiciária portuguesa declarou à Serious Fraud Office e à Polícia da Cidade de Londres que o facto de a aprovação ter sido alguma vez concedida, dada a existência da zona de protecção ambiental, levanta uma forte suspeita de corrupção no procedimento de aprovação.» (...)
«No dia 17 de Janeiro de 2002, os representantes da Smith & Pedro e da Freeport reuniram com entidades portuguesas, incluindo o então Ministro do Ambiente, José Sócrates, para discutir uma terceira apresentação para apreciação em matéria de Avaliação de Impacto Ambiental. Os participantes nesta reunião foram Sean Collidge, Gary Russell, Charles Smith, Manuel Pedro, José Sócrates e outros funcionários municipais e públicos portugueses.»
Perante isto, para eu conseguir afastar as angústias negras e conspirativas que constantemente me invadem o espírito, gostaria que a senhora directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal me explicasse a razão de não existirem arguidos ou suspeitos na investigação em curso. E porque é que um dos nomes acima referidos não está sequer a ser investigado? Obrigado.
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Paulo Marcelo
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O Medo e a Crise
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Miguel Morgado
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Que setinha para o jornalista das setinhas? (2)
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Miguel Morgado
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A poluição
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Paulo Tunhas
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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009
Che era a favor da pena capital
Mas nos Estados Unidos, estas fraudes não costumam passar incólumes. Numa entrevista ao Washington Times, o actor Benicio del Toro, questionado sobre a imagem condescendente que o filme expressa de Che, não esteve com meias medidas: abandonou a entrevista a meio. Antes, ainda tinha dito que Che era a favor da pena capital, dando a entender que as perseguições que orquestrou eram apenas decisões judiciais, e portanto legais. Pois! Na Alemanha Nazi, os tribunais também condenaram muita gente à morte. Já para não falar dos famosos julgamentos de Moscovo. Seriam Hitler e Estaline também a favor da pena de morte para del Toro? Ou será que perseguir e assassinar por questões políticas é ligeiramente diferente de ser a favor da pena de morte?
Os liberais de Hollywood têm destes defeitos, como Soderbergh nos comprova: o activismo político só é visível na desmontagem de posições ou de políticos conservadores. No resto, fazem de conta!
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Nuno Gouveia
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"Patriotismo"
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Paulo Tunhas
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A ler
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Paulo Tunhas
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Ética republicana
Eu sei que a frase já não causa grande efeito, mas vou tentar outra vez: o Primeiro-Ministro usou o dinheiro dos nossos impostos para nos mentir.
Sou suspeito, também sei: tenho a vaga mania de não gostar de impostos. Mas acreditem que pago os meus e, portanto, tenho igualmente o direito de não gostar que o Estado os use para me aldrabar. OK, é outra mania, esta de não gostar de ser aldrabado.
Acontece que Portugal não é um país qualquer e há sérias dúvidas de que, sem o TGV, possa vir a ser civilizado. O IKEA não chega.
Este é o país em que o Banco central faz previsões económicas à medida das necessidades do Governo. Este é o país em que o Governo faz orçamentos rectificativos à medida que falham todas as previsões do Banco central. Este é o país em que o Ministério Público tem há quatro anos um processo sobre corrupção que envolve o Primeiro-Ministro, e não acontece nada. Este é o país em que o Bastonário da Ordem dos Advogados acusa uma busca do Ministério Público de "terrorismo de Estado", e fica tudo na mesma. Este é o país em que o Primeiro-Ministro insinua que os tribunais ingleses andam às ordens da oposição, e dá-nos vontade de rir. Este é o país em que o líder de uma distrital do maior partido da oposição dá sentenças sobre a investigação de um crime grave, como se fosse um jogo de futebol. Para não falar do futebol propriamente (propriamente?) dito.
Se querem discorrer sobre a crise, aí têm a crise. Dos tribunais aos partidos, não há hoje uma única instituição pública que mereça a nossa confiança. E depois queixem-se dos taxistas, do Pacheco Pereira, da distância entre eleitores e eleitos e do fim da ética republicana.
Resta saber se, para Sócrates, mentir é um hábito ou é uma política. E se ele distingue entre as duas coisas. Em qualquer dos casos, quando nos vierem outra vez com a ética republicana - já sabem qual é a resposta.
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Pedro Picoito
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Sócrates afunda-se
Os últimos dias foram dramáticos para o primeiro-ministro. A catadupa de notícias negativas não acabam, e o lamentável episódio da propaganda da OCDE é apenas um apêndice. José Sócrates, com as trapalhadas da Independente tinha perdido o respeito das elites. Com o Freeport, desconfio que irá ser abandonado pelas massas. Admito que posso estar errado, pois mais do que uma vez os portugueses já deram vitórias eleitorais a políticos sob suspeita.
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Nuno Gouveia
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Sócrates e os clássicos
O nome do clássico?
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Carlos Botelho
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De onde vêm as certezas sobre o investimento público?
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Manuel Pinheiro
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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009
Ronda da noite
Esperei até agora para ver, mas parece que se confirma: o Luís M. Jorge pôs fim ao Vida Breve. Era seu leitor diário, sempre fui, mesmo quando ele, por razões conhecidas, se zangou com o Cachimbo.
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Pedro Picoito
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Obrigado
O Sr. Vital Moreira (PCP): - Mesquinho!O Sr. Vital Moreira (PCP): - Que vergonha, que miserável!
O Sr. Vital Moreira (PCP): - (...) Cada um tem os patrões que tem e o Sr. Deputado António Maria Pereira é um bom e fiel servidor.
O Sr. Vital Moreira (PCP): - (...) O senhor mamou nas tetas do fascismo, e agora mama nas tetas do imperialismo!
O Sr. Vital Moreira (PCP): - Que grande insulto chamarem-lhe fascista!..
O Sr. Vital Moreira (PCP): - Miserável!
O Sr. Vital Moreira (PCP): - Miserável Provocador!
O Orador (António M.P.) (PSD): - Fascista, aqui, é a bancada que está à minha frente, Sr. Presidente, porque essa é que subscreve um totalitarismo que não respeita os Direitos do Homem. Isso é que é ser fascista.
(Assembleia da República, Diário das Sessões de 29/3/1980)
«(...) desencadearam, por parte da bancada do PCP, um clamor de insultos contra mim, numa desesperada tentativa para me obrigar a calar. "Fascista", "racista", "miserável", "vai ter com os teus patrões", etc. foram alguns dos impropérios com que Vital Moreira e os seus comparsas totalitários me mimosearam no hemiciclo.
(...)
De novo a bancada comunista, sob a batuta de Vital Moreira, se ergeu aos berros e insultos
(...)
Cristo ensinou que quando se é esbofeteado num lado da face, se deve oferecer a outra face (...) Só que Cristo nunca foi deputado em 1980, em Portugal, e nunca teve por isso o inefável privilégio de estar no Parlamento enfrentando os insultos de Vital Moreira e do seu grupo de totalitários.»
(António Maria Pereira, O Pensamento de Sá Carneiro em Política Externa, 1981.)
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Manuel Pinheiro
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Percebem?
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Miguel Morgado
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Leitura Nova
A Torre do Tombo colocou online todos os forais da Leitura Nova de D. Manuel. Só faltam os do Algarve.
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Pedro Picoito
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Código de Trabalho: uma oportunidade perdida
O novo código persiste em dois erros essenciais. O primeiro é basear-se num único modelo de relação laboral -o trabalho subordinado para toda a vida- que já não é dominante. Como tantas vezes acontece, a vida foi mais rápida do que a lei. Existem hoje múltiplas formas de exercício profissional. Já não há carreiras para a vida, nem empregos 100% seguros, nem mesmo para os funcionários públicos. Não faz sentido, por isso, que a lei admita apenas um padrão único de contrato, conferindo-lhe uma protecção quase absoluta.
O segundo erro é focar-se apenas nas empresas de grande dimensão, quando o tecido económico nacional é constituído, em larga maioria (98%), por micro e pequenas empresas. Certas exigências legais tornam-se demasiado pesadas e burocráticas para estas empresas, sobretudo num contexto de crise.
Na noite escura dos outsourcings não há licenças de maternidade, nem férias pagas, subsídio de natal, ou direito à formação profissional. Os descontos para a Segurança Social (quando existem) são suportados pelo prestador, que tem ainda de pagar o IRS como qualquer outro trabalhador. Não parece que a situação vá melhorar. Quando a lei está desajustada de pouco servem as multas ou as "presunções ilidíveis" da existência de contrato de trabalho, que aumentam o trabalho, sim, mas só nos tribunais.
Mas o mais grave desta pseudo-reforma é o falhanço em promover uma cultura de mérito e de oportunidades nas empresas. Os absentistas e os incompetentes podem dormir descansados: se não fizerem uma falta grave tudo ficará na mesma. A não ser, claro, que a empresa vá à falência, ou faça um despedimento colectivo, penalizando indiferenciadamente todos os trabalhadores, o que se tornou tristemente banal com o agudizar da crise.(...)
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Paulo Marcelo
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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009
A OCDE é outra coisa
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Paulo Tunhas
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Keynes sobre a "Prioridade ao Emprego" e o "Investimento Público" dos socialistas
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Manuel Pinheiro
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Sócrates
É claro que aquela vozinha didáctica (com o seu quê de ameaçador) que usa quando aparece na televisão, provocando urticária, me faz imediatamente tirar o som. É claro que o português que ele usa e que os jornais transcrevem (“bota-abaixismo”, etc.) é abaixo de cão. É claro que ele mistura incompreensivelmente subjectividade e objectividade como se a distinção entre ambas as atitudes nunca lhe tivesse passado pela cabeça (agora deu-lhe para proclamar as vantagens políticas do “optimismo” e a catástrofe intrínseca do “pessimismo”). Isso e muitas outras coisas, sem dúvida. Mas desgostar disto não é exactamente um juízo político: é só não gostar do estilo.
Agora é verdade que a série de trapalhadas que os media publicitam em torno da sua pessoa (“Independente”, “Magalhães”, etc. - agora o "Freeport") traça um perfil um bocado inquietante. Dá, para falar simplesmente, a sensação que ele faz tudo para se desenrascar. Episódio após episódio – e sem necessidade de “prova” – gera-se uma suspeita que cresce. Tanto mais que a resposta à suspeita – resposta dele e dos seus ocasionais delegados - tende para o evasivo. Eu não votaria nele nas próximas eleições, certamente. Mas palpita-me que muita gente que o iria fazer não o vai fazer. E não: não é culpa dos media. Os media têm-no tratado com uma brandura desconhecida em países democráticos. A culpa – culpa política – é dele. Só dele.
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Paulo Tunhas
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A propaganda socrática II
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Nuno Gouveia
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Paulo Tunhas
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Propaganda Vital
(*) Ao ler esta passagem do artigo de Vital Moreira, não pude deixar de me lembrar do deputado Pedro Nuno Santos, amigo da JS, que dizia repetidamente na Assembleia da República, a propósito do casamento gay, que estava empenhado num “combate”. É assim que anda o discurso político hoje em dia: eleva-se o casamento gay ao estatuto de “combate” e reduz-se o estatuto da “guerra contra o terrorismo” a uma mera “luta”. É o que acontece quando uma grande civilização está doente.
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Nuno Lobo
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13:45
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Hoje, lembrei-me disto
Esta resposta soou-me à formulação mais directa do síndroma mediterrânico, dessa maleita inefável que afasta o sul da "Europa". A "Europa" é o lugar da ordem, da civilização, da regularidade e, até, de uma certa pureza. O sul não lhe pertence por direito. Melhor, o sul não lhe pertence "por natureza". Só lá chega por vielas estreitas, sinuosas e escuras. Que só o sul conhece.»
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Miguel Morgado
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12:08
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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009
"Foi um gosto trabalhar consigo"
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Nuno Gouveia
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Revivendo o passado
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Carlos Botelho
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Da série "Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé"
Bruno Vieira Amaral, na sua muito recomendável cabana.
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Pedro Picoito
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Escolinhas
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Bruno Vieira Amaral
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14:44
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Resistir à tentação
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Pedro Picoito
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10:56
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Existe um nome
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Paulo Tunhas
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08:08
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Domingo, 25 de Janeiro de 2009
Um Obituário de Stella Piteira Santos
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Fernando Martins
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23:48
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O triunfo da vontade
[Este post deverá ser lido aos gritos e esbracejando freneticamente, ao mesmo tempo que se põe um facies zangado sem paciência nenhuma para os que não pensarem assim - ou melhor, para os que pensarem de todo; discretamente, deverá dar-se uma certa inflexão choramingosa à voz, que sugira um esforço bem-intencionado, mas incompreendido e sabotado pelos malandros da oposição.]'Meine Kameraden, não se combate a crise com pessimismo! E muito menos com bota-abaixismo!! E com o negativismo que quer dizer mal de tudo!! Eu nunca vi o pessimismo criar um único posto de trabalho. Como também nunca vi o comportamento negativo de quem diz mal de tudo e de todos criar um único posto de trabalho no nosso país! Os postos de trabalho criam-se desta forma!! Esqueçam a sensatez, a razoabilidade! Deixem-se de teorias! As teorias não criam postos de trabalho! Não se combate a crise não fazendo nada! Estou farto dessa gente anti-patriótica que se atreve a criticar-me! Nunca vi uma crítica criar postos de trabalho! Kameraden, nós somos dos que fazem – não dos que pensam e só falam em dívidas! Nunca vi o pensamento criar postos de trabalho! Nunca vi a ponderação criar postos de trabalho! Não somos da esquerda do passado – que não avaliava! Não somos da direita arcaica – essa que não fractura nada! A esquerda não cria postos de trabalho! E nunca vi a direita criar postos de trabalho! Nunca vi os professores criarem postos de Arbeit!! Nós somos modernos! Nós temos o Magalhães, Kameraden! Eu é que mando!! Eu é que sei!! Não me contrariem! Eu quero o TGV e auto-estradas! Eu quero, eu quero, pá!! Esqueçam a razão, sintam a vontade!! Nós, do Socialismo Popular, Nacional e patriótico não ponderamos – nós fazemos, fazemos e fazemos! Viva o fazismo – abaixo o pessimismo!! É a alegria que dá força! Kraft durch Freude!'
[Ah quanto gostaria o nosso engenheiro de encontrar a sua Leni...]
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Carlos Botelho
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21:03
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Levar a sério
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Paulo Tunhas
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19:52
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Incapacidade
Ângelo de Sousa: Era uma incapacidade. Fiz uns bonecos sem cabelo. A minha mãe: "Fizeste mais um quadro? Por que é que nunca lhes pões cabelo? Por que é que são sempre carecas?" Fiquei lixado. Porra, não sei como é que hei-de pintar o cabelo. Os meus alunos diriam assim: é assim, é a minha mensagem. Eu disse: eu não sei pintar cabelos.
[Entrevista hoje na Pública: imperdível.]
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Carlos Botelho
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19:16
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A barbárie do multiculturalismo
Um leitor do Abrupto informa:
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Miguel Morgado
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Esperar para ver
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Carlos Botelho
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Sábado, 24 de Janeiro de 2009
A prostituta de Mensa
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Bruno Vieira Amaral
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21:02
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A conferência de imprensa de Sócrates
Sócrates esteve bem ao realizar esta conferência de imprensa. Apenas a parte onde voltou a acusar de oportunismo político a comunicação social pela divulgação das notícias soou a mero tacticismo, e sem fundamento. Não tivessem sido os ingleses a desencadear as novas investigações. O problema para Sócrates é que a partir de agora, se forem divulgados episódios que contrariem a veracidade das suas afirmações, não lhe restará outro caminho senão a demissão. Num caso desta gravidade, um político não pode ser apanhado a mentir!
Outra questão que deve ser analisada é a actuação das autoridades judiciais portuguesas. Se em 2005 já havia indícios de ilícitos criminais, qual a razão de nada terem feito? Foi preciso esperar pelos ingleses para avançar nas investigações? Houve alguma razão especial para suspender as averiguações?
PS: Paulo Pinto Mascarenhas regressou aos blogues. Uma excelente notícia!
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Nuno Gouveia
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12:51
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Liberdades
O deputado holandês de extrema-direita Geert Wilders vai ser julgado "por incitar ao ódio e à discriminação, com base em comentários seus feitos em vários media acerca dos muçulmanos e das suas convicções” e por “insultar os crentes muçulmanos ao comparar o Islão e o Nazismo”. Recentemente, Wilders afirmou que os ataques terroristas em Mumbai são a prova de que não existe um Islão moderado. Defende que o Corão seja proibido, comparando-o a Mein Kampf. Acredito que estas ideias ofendam os muçulmanos e que a grande maioria se sinta injustiçada com as absurdas simplificações em que assentam. Eu próprio, que não sou muçulmano, cheguei à conclusão que Wilders é um idiota montado no cavalo do “politicamente incorrecto”. É isto suficiente para levá-lo a julgamento? Não deveria ser. A decisão de o levar a julgamento é mais um sintoma da auto-censura que o Ocidente se tem imposto sempre que fala sobre o Islão. Uma auto-censura que não nasce de uma preocupação genuína com a sensibilidade muçulmana mas do medo da reacção dos extremistas islâmicos. A liberdade de expressão dá assim lugar à liberdade de não “incendiar” os ânimos muçulmanos.
Este artigo do Guardian sobre o caso Rushdie explica como tudo mudou nos últimos 20 anos:
“Who would dare to write a book like The Satanic Verses nowadays? And if some brave or reckless author did dare, who would publish it? The signs in both cases are that no such writer or publisher is likely to appear, and for two reasons. The first and most obvious is fear.”
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Bruno Vieira Amaral
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01:53
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As comparações são inevitáveis
Licenciamento do outlet de Alcochete põe primeiro-ministro em xeque
Na edição de hoje, o "Sol" revela pela primeira vez que o ministro de Guterres referido numa conversa entre Charles Smith e um administrador do Freeport é José Sócrates. Nessa conversa, gravada pelo administrador com recurso a uma câmara oculta, Smith diz que gastou avultadas quantias em “pagamentos corruptos”, de acordo com o que ficou combinado numa reunião com Sócrates. Este vídeo fará parte do processo de investigação que corre no Reino Unido, onde estará igualmente um e-mail enviado para o Freeport a pedir uma recompensa pelo desbloqueamento do licenciamento.
Por onde andam os indignados que pediam a cabeça de Dias Loureiro nestes momentos em que tanta falta sinto deles?
Por Jorge A., no Despertar da Mente
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Nuno Gouveia
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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009
A vitória dos eunucos presos
Lá se perdeu mais uma oportunidade de devolver à Escola alguma da dignidade que o governo misólogo insiste em lhe arrancar, açulando sempre contra ela as pulsões mais desprezíveis que por aí se vão revolvendo e medrando.
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Carlos Botelho
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23:49
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O Homem Invisível
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Miguel Morgado
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23:35
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Os loucos anos 80 (81)
Há exactamente 25 anos foi lançado o Macintosh. O resto é história. Obrigado e aguenta-te Steve.
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Francisco A. van Zeller
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21:28
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Tu quoque, John?
Já não se pode confiar em ninguém.
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Pedro Picoito
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21:04
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Na corrente
Uma banda? Não, um cantor dos idos de 60 e 70: Serge Gainsbourg

1 - Homem ou mulher? “Sorry, angel”
2 - Descreve-te: “Aux armes et caetera”
3 - O que pensam de mim? “Indifférente”
4 - Como descreves o teu último relacionamento? “Je suis venu te dire que je m'en vais”
5 - Descreve o estado actual da tua relação: “La décadanse"
6 - Onde querias estar agora? “Sea, sex and sun”
7 - O que pensas do amor? “Laissez-moi tranquille”
8 - Como é a tua vida? “Ces petits riens”
9 - O que pedirias se pudesses ter só um desejo? “Initials B.B.”
10 - Escreve uma frase sábia: “Dieu fumeur de havanes”
Quanto à «batata quente», lanço-a para o campo do «inimigo», concretamente para o João Galamba, a Ana Matos Pires e a Palmira Silva do Jugular – um piscar-de-olho com contornos obamianos…
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Nuno Lobo
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18:16
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Agarrem-me se não eu escrevo uma carta
Foi giro.
Se a gente vai à notícia, porém, não por desconfiança de que o Daniel Oliveira exagere, o que ele nunca faria tratando-se da Santa Madre Igreja, mas para saber pormenores da fatwa episcopal - o que lê?
Que o Cardeal excomungou os malandros dos anúncios?
Que convocou uma cruzada para os aniquilar?
Que lamentou já não ter a Inquisição e a fogueirinha?
Não: que escreveu uma carta manifestando o seu desagrado. Exactamente o que o Arrastão faz todos os dias.
Acresce que um condutor de autocarros terá dito que jamais conduziria viatura tão ateia. É a primeira greve da história por razões de consciência, o que devia dizer alguma coisa ao Daniel Oliveira, alguém que sabe apreciar uma boa greve.
Mas não. Ele conclui que a intolerância ocidental, ou cristã, ou o que seja, é igual à intolerância islâmica. Sem entrar em subtilezas culturais, que lhe interessam tanto como ao Menino Jesus, faço notar que, se assim fosse, Sua Eminência não se limitaria a escrever uma carta: escreveria uma condenação à morte, a deixar no destinatário com uma punhalada no peito. E o condutor não se limitaria a recusar o diabólico transporte público: enchia-o de de explosivos, subia lá para cima e ia contra a sede da empresa de publicidade, clamando "Deus é grande e Bagnasco o seu profeta!" (o que, por acaso, não soa lá muito bem).
Se o Daniel Oliveira não acredita, e nada o obriga a ter mais fé em mim do que em D. José Policarpo, pode fazer a prova experimental. Por exemplo, guiando um dos autocarros do ateísmo até qualquer ponto entre Marrocos e a Indonésia. Um grande autocarrro verde com os dizeres "A boa notícia é que Alá não existe. A má é que as setenta virgens também não." Ou, melhor ainda, "Provavelmente Alá não existe. Agora não te preocupes e deixa a tua mulher sair de casa." De caminho, pode fazer campanha pelo casamento gay.
Seria ainda mais giro.
A carta do Cardeal foi infeliz, claro. Muito infeliz. Infelizmente, os cardeais não têm o dom da infalibilidade. Graças à campanha, nunca se falou tanto de Deus como agora. O Arcebispo de Bolonha devia ir a um daqueles workshops do Bloco em guerrilha urbana, e depois fazia uma campanha alternativa a denunciar o ateísmo. Imaginem os autocarros bolonheses com os seguintes versículos, entre anjinhos rechonchudos: "A má notícia é que Nietszche morreu. A boa é que não vai ressuscitar." Ou então: "Provavelmente Marx era um barbas com mau feitio. Agora esquece e sê um capitalista selvagem."
Isso, sim, era mesmo giro.
Publicada por
Pedro Picoito
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17:05
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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009
Quantas vidas tem Sócrates?
Mas claro os americanos são uns tontos porque votaram duas vezes em George W. Bush. Ai o quanto teriam a aprender com os portugueses para escolherem bem os seus líderes.
Publicada por
Maria João Marques
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23:29
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Será ignorância?
Eu não discuto as acções dos anteriores presidentes, até concordando com boa parte delas. Mas é de uma ingenuidade gritante tecer estas considerações sobre o carácter benigno dos anteriores presidentes, e maléfico de George W. Bush. Assusta-me este simplismo com que analisam a acção americana nos últimos oito anos.
Publicada por
Nuno Gouveia
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23:13
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Arrastado na Corrente
Uma banda? New Order

1 - Homem ou mulher? "Thieves Like Us"
2 - Descreve-te: "Touched by the Hand of God"
3 - O que pensam de mim? "Weirdo"
4 - Como descreves o teu último relacionamento? "Bizarre Love Triangle"
5 - Descreve o estado actual da tua relação: "The Perfect Kiss"
6 - Onde querias estar agora? "Paradise"
7 - O que pensas do amor? "Shellshock"
8 - Como é a tua vida? "Everything's Gone Green"
9 - O que pedirias se pudesses ter só um desejo? "True Faith"
10 - Escreve uma frase sábia: "Every Little Counts"
Publicada por
Miguel Morgado
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22:26
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Nunca! Ainda que...
Publicada por
Carlos Botelho
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22:04
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Entrevista com Paulo Portas
Publicada por
Miguel Morgado
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21:46
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Geminações artificiais
Não me passa pela cabeça pedir daqui a Rui Rio que gemine o Porto com Ashkelon. Mas pergunto-me qual o efeito que tal decisão produziria. Não em Ashkelon, bem entendido. Nos media cá da terra.
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Paulo Tunhas
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20:30
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O complexo político-mediático
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Miguel Morgado
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15:24
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As pressões socialistas
Por outro lado, o SOL demonstra que não se cala perante as pressões, e numa notícia publicada há minutos, informa que a polícia judiciária fez hoje buscas na casa e nas empresas de Júlio Carvalho Monteiro, tio materno de José Sócrates, bem como no escritório de Vasco Vieira de Almeida. Este caso ameaça tomar proporções sérias para o governo socialista, mas a generalidade dos media portugueses parece não ligar muito ao tema. Esperemos por mais novidades.
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Nuno Gouveia
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14:06
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Debalde
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Bruno Vieira Amaral
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13:51
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Guantanamo

Recusámos uma visão colectivista da sociedade e da economia, onde vivia a perseguição política e faltavam os direitos e o reconhecimento individual.
Afirmámos, por oposição, os valores que eram «nossos». Se a liberdade era a tocha de um mundo liderado pelos EUA, promovemos igualmente o respeito pelos direitos humanos e o fortalecimento das organizações internacionais dedicadas à paz, ao desenvolvimento e à democracia.
Era uma visão provavelmente simplista, mas estruturadora.
O tempo trouxe-nos uma imagem diferente do “nosso mundo”. Os Estados Unidos da América tornaram-se, em grande parte por culpa própria, alvo de críticas de cedência a interesses obscuros, falta de respeito pelo direito internacional, desconsideração pela dignidade humana mais básica. E, com o oportunismo dos adversários do mundo livre, Guantanamo foi elevado a um símbolo da hipocrisia, da contradição e do desrespeito humano. Infelizmente com razão.
A decisão de Obama para hoje anunciada não só devolve aos presos o Direito e a dignidade de que são merecedores, mas devolve também ao mundo o lugar que os EUA nele devem ocupar.
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Filipe Anacoreta
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Gesta Lusa
Se o objectivo é ajudar o sector da construção civil – o único que beneficia claramente destes eventos - é indiferente construir estádios de 30 mil lugares no Algarve, asfaltar o mar da Palha ou erguer bancadas ao longo da A1. Os estrangeiros não estão nada preocupados com a imagem de Portugal e nós, como em tudo o resto, devíamos imitá-los. Quanto à auto-estima, é bom lembrar que o Mundial é só daqui a 9 anos, dura apenas um mês e ainda vamos ter de partilhá-lo com Espanha. O melhor será arranjar um plano alternativo que garanta, se não a nossa felicidade, ao menos a nossa sobrevivência.
E podem ler isto, especialmente o parágrafo sobre o "espectáculo de multidões".
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Bruno Vieira Amaral
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09:15
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Um nariz contemporâneo
De resto – e continuando com Gogol –, Pedro Passos Coelho cada vez se parece mais com o célebre nariz do outro conto. Misteriosamente autonomizado do corpo, passeia-se por aí de caleche em trajos de alto dignatário, ostentando uma individualidade que nada antes fazia supor – e fala, fala muito, com propósitos de conselheiro áulico ("um tom levemente pomposo", de quem "usa palavras de livros antigos e pesados", como escreve a inimiga jurada que o entrevistou), em todo o lugar. Fatalmente – e tão misteriosamente como de lá se evadiu – retornará ao corpo de onde partiu, para ocupar a sua função natural. Mas enquanto não, é ouvi-lo.
No “Diário de um louco”, o louco em questão descobre a razão porque não podemos ver os nossos próprios narizes: é porque estão todos na lua. Atendendo ao exemplo de Pedro Passos Coelho, cuja vida aparentemente se segue “como se segue um romance com a espessura da Montanha Mágica” (tomem lá!), antes estivessem. Mas o “solipsismo dos verões transmontanos”, a que tão poeticamente se refere Anabela Mota Ribeiro, já é um princípio. Não é a lua, nem sequer Davos (onde Ângelo Correia e Marco António Costa seriam presumivelmente os Naphtas e Settembrinis deste novo Castorp), mas é um princípio. O solipsismo, neste caso, é um bom princípio. Teoricamente, obriga ao silêncio.
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Paulo Tunhas
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08:02
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A importância de Abraham Lincoln
Mas Lincoln foi um homem do seu tempo. E ao contrário do que os mais desatentos podem pensar, o 16º POTUS não era propriamente anti-esclavagista, mas antes defensor da contenção da escravatura nos estados do Sul. Lincoln não foi um dos fundadores do Partido Republicano precisamente por discordar do radicalismo anti-esclavagista que esteve na génese da sua criação. Apenas se comprometeu com os republicanos em 1856, ano em que apoiou John Frémont à presidência, que viria a ser derrotado por James Buchanan, unanimemente considerado um dos piores presidentes da história. Nas eleições de 1860 Lincoln não prometeu o fim da escravatura, mas sim respeitar a soberania dos estados do sul. Mas pretendia evitar que os novos territórios do Oeste fossem transformados estados esclavagistas.
Abraham Lincoln era um moderado, e nunca desejou o confronto com o Sul. Apesar de considerar a escravatura moralmente errada, teve sempre o cuidado com as suas palavras, para não ferir susceptibilidades no Sul. Apenas depois da secessão, ainda antes da sua tomada de posse, Lincoln percebeu que teria de entrar em guerra para manter a União. Mesmo nos primeiros meses da guerra civil, Lincoln nunca defendeu abertamente a abolição da escravatura, pois alguns estados esclavagistas mantiveram-se do lado da União, como o Delaware, Missouri, Kentucky e Maryland. Para não perder o apoio destes estados, Lincoln tentou negociar a emancipação compensada com os membros no Congresso destes estados, mas apenas acabaria por aplicar este método ao District of Columbia.
A genialidade de Lincoln revelou-se ao manter a União, e ao mesmo tempo, terminar com a escravatura em todo o território. Um radical anti-esclavagista não teria alcançado, tão rapidamente, estas conquistas. Teria perdido todos os defensores do esclavagismo para os confederados, algo que não sucedeu. Por outro lado, os estados anteriormente referidos teriam, provavelmente, alinhado com o Sul. Depois porque na década de 60, não havia ainda um consenso na sociedade americana sobre o fim da escravatura. A maior parte do establisment político americano não era abolicionista.
Mas Lincoln criou as condições para poder emancipar os escravos em 1862. A sua libertação foi também uma forma de pressionar os confederados, originando a fuga de milhares deles, e que mais tarde viriam a combater com o uniforme da União.
Lincoln salvou a União e aboliu a escravatura, e isso deve ser recordado. Mas foi através da moderação e do compromisso que conheceu o sucesso. Sem nunca ceder perante os adversários, mesmo forçado a levar o seu país para a guerra. Nos tempos de hoje é importante recordar a lição de Lincoln. Para se conquistar a liberdade, por vezes é necessário combater por esse ideal.
Publicada por
Nuno Gouveia
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02:06
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