As sondagens políticas são como as cotações das bolsas: mais importante do que as cotações diárias, interessam as tendências de médio e longo prazo. Este gráfico acima, feito pelo Pedro Magalhães (via Margens de Erro), mostra uma tendência de crescimento sustentado do PSD, desde Janeiro de 2009, e a correspondente descida do PS. Releve-se que o gráfico não incorpora ainda os resultados das sondagens dos últimos dias, que vieram confirmar a aproximação dos dois partidos, chegando-se a uma situação de empate técnico. Está pois tudo em aberto para as eleições legislativas. Qualquer um dos grandes partidos pode vencer. É díficil saber a dimensão do "voto útil", os efeitos dos debates televisivos, da campanha eleitoral, e as consequências eleitorais do desemprego, da crise e do descontentamento popular, após quatro anos e meio de maioria absoluta socialista. Mas mantendo-se esta tendência de subida do PSD, pode mesmo ocorrer uma mudança política em Portugal. O que era muito improvável (haja memória) antes da liderança de MFL.Terça-feira, 15 de Setembro de 2009
Sondagens, tendências e eleições
As sondagens políticas são como as cotações das bolsas: mais importante do que as cotações diárias, interessam as tendências de médio e longo prazo. Este gráfico acima, feito pelo Pedro Magalhães (via Margens de Erro), mostra uma tendência de crescimento sustentado do PSD, desde Janeiro de 2009, e a correspondente descida do PS. Releve-se que o gráfico não incorpora ainda os resultados das sondagens dos últimos dias, que vieram confirmar a aproximação dos dois partidos, chegando-se a uma situação de empate técnico. Está pois tudo em aberto para as eleições legislativas. Qualquer um dos grandes partidos pode vencer. É díficil saber a dimensão do "voto útil", os efeitos dos debates televisivos, da campanha eleitoral, e as consequências eleitorais do desemprego, da crise e do descontentamento popular, após quatro anos e meio de maioria absoluta socialista. Mas mantendo-se esta tendência de subida do PSD, pode mesmo ocorrer uma mudança política em Portugal. O que era muito improvável (haja memória) antes da liderança de MFL.
Publicada por
Paulo Marcelo
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11:22
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