O sonho mais louco que alguém, alguma vez, sonhou: o extermínio total dos judeus, onde quer que eles se encontrassem na Terra, esteve na origem da guerra cujo início hoje se lembra. À realização desse objectivo, ele sacrificou a mais elementar racionalidade logístico-militar. Essa obsessão assassina perdeu-o. Conseguiu, ainda assim, levar para a morte seis milhões. Perante a indiferença da outra Europa. E da América, convém lembrar.
O mundo dividia-se, então, segundo Chaim Weizman, em «dois tipos de países: os que queriam expulsar os judeus, e os que não os queriam admitir.» A Inglaterra mandatária chegou a abalroar navios de imigrantes «ilegais» para a Palestina. A Dinamarca foi a excepção. Hannah Arendt lembrava a quem quisesse ouvir: «Perante o anti-semitismo, está-se mais seguro na Lua.»
Se o Estado de Israel existisse, isto não teria acontecido.
O mundo dividia-se, então, segundo Chaim Weizman, em «dois tipos de países: os que queriam expulsar os judeus, e os que não os queriam admitir.» A Inglaterra mandatária chegou a abalroar navios de imigrantes «ilegais» para a Palestina. A Dinamarca foi a excepção. Hannah Arendt lembrava a quem quisesse ouvir: «Perante o anti-semitismo, está-se mais seguro na Lua.»
Se o Estado de Israel existisse, isto não teria acontecido.


8 comentários:
E é também por isto que nos temos de assegurar que existirá para sempre!
O Holocausto é sem dúvida a hora mais baixa da Humanidade ou, pelo menos, do Ocidente.
"O Holocausto é sem dúvida a hora mais baixa da Humanidade ou, pelo menos, do Ocidente."
uma das horas mais altas da Humanidade, de todos os tempos, será quando a sagrada Jerusalem for administradas tripartidamente por três religiões de forma harmoniosa: cristã, muçulmana e judaica.
Julgo que falta aos Judeus dar o passo em frente...aliás, é a unica coisa que se pode esperar de um povo que se auto-intitula como sendo o " Povo Eleito de Deus" ...
Julgo que concorda comigo, Jorge Costa e Nuno Palha?
tric, não há pachorra.
Pedro
"Se o Estado de Israel existisse, isto não teria acontecido". Não terá queriod dizer "se isto não tivesse acontecido, o estado de israel não existiria?"
NMS
Não. Quero mesmo dizer o que disse: se o Estado de Israel existisse - objectivo activamente prosseguido pelo movimento sionista desde 31 de Agosto de 1987, proclamado em Basileia, no primeiro Congresso do movimento - nada disto teria existido. Se a Declaração Balfour de 1917, pela qual o Reino Unido reconhceu o direito a uma «homeland» para os judeus, na Palestina, tivesse ultrapassado o estado de promessa para uma tradução prática, nada disto teria existido. Etc., etc.
Já agora uma informação complementar. Depois da Declaração Balfour, com a qual a Inglaterra assumiu o mandato sobre a Palestina, em 1939 a potência mandatária não achou melhor resposta à perseguição hitleriana do que revogar o compromisso anteriormente assumido, através do funesto e de má memória «White Paper»: «O Governo de sua Majestade declara inequivocamente que não é parte da sua política permitir que a Palestina se torne num Estado judaico». Estava dado o sinal a Hitler de que, para o Reino Unido, a sorte dos judeus era assunto que não o preocupava.
Depois, o Reino Unido foi extremamente rigoroso na aplicação do princípio enunciado. Fixou em 75 mil o número de judeus com autorização de entrada na Palestina, nos cinco anos seguintes.
Mais, só com autorização da liderança árabe. A liderança árabe, essa, estava, na pessoa do Grande Mufti de Jerusalém, Muhamad Amin Hal-Husseini, sediada em Berlim, a convite de Hitler, e aí permaneceu até ao final da Guerra.
Desse rigor na aplicação da proibição de entrada de refugiados na Palestina, ficou especialmente célebre o que se passou com o navio Struma, com 769 judeus que fugiam da Roménia, que naufragou em Istambul: Istambul não permitia o desembarque dos refugiados, e a Inglaterra vedava-lhes o acesso à Palestina, porque não cabiam... no programa do «White Paper».
428 homens, 269 mulheres e 70 crianças que fugiam a Hitler morreram afogados. Houve dois sobreviventes. Histórias como estas repetiram-se ao longo da guerra. Com sorte, os barcos com «ilegais» eram conduzidos à Ilha de Chipre, desviados do seu curso para a Palestina, onde ficavam em campos de concentração.
Se Israel existisse, também nada disto se teria passado.
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Caro Jorge,
Penso que há aí uma contradição. De acrodo comsigo, Inglaterra "validou" a criação do estado de israel em 1917. Posteriormente arrependeu-se e mudou de opinião. Afinal Inglaterra teve um papel "neutro". Qual é, efectivamente, o direito que israel tem a existir? Um direito "histórico"? Há 2000 anos que israel não existia.... acho que vindo agora uns visogodos para aí reclamar lhe deveriamos devolver parte de Portugal? Achamesmo que israel tem algum direito histórico de existir? Acha lógico um estado formado na religião? Isto sem falar nas barbaridades que israel comete contra o povo da Palestina diarimanete....
NMS
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