Sábado, 12 de Setembro de 2009

Ao lado

Foi interessante reparar na quantidade de rasteiras que Sócrates trouxe da sua preparação para o debate com Manuela Ferreira Leite, prática normal, de resto. Algumas acertaram no alvo. Não me importo de reconhecê-lo. Mas a sua maioria não só não acertou no alvo, como lhe explodiu na cara.

4 comentários:

daniel tecelao disse...

Tais como?

Marinho Osório disse...

sim!!! Tais como???

Anónimo disse...

a das scuts!

nomeadamente...

a despesas c scuts vai ser tão grande que não vale a pena estar a portajar poeque a receita k daí advem é ridícula

Filipe Pereira disse...

Houve várias tecelão:

1- Rir-se como um ignorante quando a doutora Ferreira Leite lhe explicou que os problemas sociais não se resolvem com subsídios e pensões mas com a criação de riqueza.
Achou que alguém estava a defender o fim das prestações sociais e revela-se um político incompetente, que não sabe distinguir meios de fins. Um subsídio de desemprego ou de pobreza são meios justos e acertados, mas meros paliativos, o crescimento da economia é um meio que resolve o problema e dirige-se directamente ao fim: melhoria da qualidade de vida das pessoas.

2-Sobre o Sistema Nacional de Saúde, não perceber outra vez o que são meios e fins. Sistema Público, Privado e Social são meios complementares entre si, para o mesmo objectivo; o fim é o acesso das pessoas à saúde.
Se alguém disser que é necessário dar condições para o crescimento do sistema privado de saúde, não está a defender o fim do sistema público. Mas isto é difícil de compreender, para quem, como José de Sousa, já disse que os seus princípios são o estado social e o serviço nacional de saúde. Pensava que era suposto termos como princípios abranger o acesso à saúde e a melhoria da qualidade de vida ao maior número de pessoas; mas para a esquerda isso é tarefa exclusiva do estado, logo, o estado é o seu princípio.

3-Sobre o TGV: riu-se quando lhe falaram do agravamento do endividamento desde que foi assinado um acordo de princípios há quatro anos, com os espanhóis. Ficamos sem perceber se para ele o endividamente existe ou não, é grave ou nem por isso...
Revela-se outra vez um político incompetente, acha que "palavra de rei não volta atrás", não sabe que política é avaliar e tomar decisões à luz da realidade; e, desconfio eu, muito provavelmente terá o TGV como um "princípio". Ora, o princípio correcto neste caso seria não ficar a dever mais do que podemos pagar.Que o TGV é um comboio muito moderno e cheio de vantagens, já toda a gente sabe. E um foguetão espacial? Não seria ainda mais moderno para "avançar" Portugal?

4-Segurança Social.
Levantou a lebre imaginária da privatização todo afoito, mas encolheu-se quando lhe foram perguntados pormenores sobre a reforma que fez. Fez apenas uma piada " está a referir-se à minha reforma pessoal"; e chutou para canto. O sorriso de José de Sousa quando se referiu ironicamente à sua reforma, é mesmo de quem já a tem assegurada e não está preocupado com o futuro. Ficou-lhe mal...

5- Um pessimista nunca criou um emprego.

E um optimista também não, foi a resposta. Aqui foi apanhado de surpresa com a outra face da moeda, e mais parecia um jovem irresponsável e de frases-feitas a ser chamado à atenção por alguém mais responsável com um "não estamos aqui a brincar às citações mas a falar de coisas sérias".

Grato por ajudar, teças....