No debate político sobre essa mitologia a que chamamos "cultura", há dois erros comuns.
O primeiro é sacralizar a "cultura", ou seja, tratar tudo o que se aproxime vagamente de tal nome como intocável, indiscutível e imerso no privilégio único em democracia de estar acima de qualquer escrutínio. O que é tanto mais curioso quanto este erro se faz acompanhar quase sempre da exigência de financiamento público. Generoso, de preferência. Este erro costuma associar-se à esquerda que, desde os anos 60, tem a cultura no centro da sua fé como outrora tinha a "igualdade" ou a "liberdade". Laica e progressista, ou assim se crendo, a esquerda pós-ideológica entronizou a cultura no lugar simbólico da religião. A cultura, mais do que nunca, é hoje o ópio dos intelectuais, na expressão lapidar de Aron. Não se trata, porém, de um erro exclusivo da esquerda. Há uma direita nacionalista e malrauxiana que, a uma escala menor, vê a cultura de modo igualmente místico.
O segundo erro é reduzir qualquer debate sobre cultura à invectiva contra os "subsídios", e o destino dos "nossos impostos", e os caprichos dos candidatos a Médicis com "o dinheiro dos contribuintes". Trata-se de um discurso corrente entre os liberais, que vêem quase tudo em política através da relação financeira custo/benefício, mas também de populistas vários à direita e à esquerda. A grande falha do liberalismo no domínio da cultura está na radical incompreensão do seu lugar na vida das sociedades. Podemos e devemos discutir a atribuição concreta de subsídios, mas a primeira pergunta a fazer é se a cultura tem importância suficiente para todos nós para ser subsidiada. A mesma importância, por exemplo, da educação ou da ciência. Idealmente, preferia viver numa sociedade em que a educação e a ciência não dependessem um cêntimo do Estado, mas não conheço semelhante paraíso. Enquanto os liberais não o criam, algures entre Chicago e Viena, vivo com o que tenho. E o que tenho, para já, exige-me uma resposta: a iniciativa cultural merece ser apoiada pelo Estado como o ensino, mesmo o privado, e a investigação científica? A minha resposta é sim.
Vem isto a propósito da polémica sobre Belgais na blogosfera. O primeiro erro a que aludi está bem ilustrado no Cinco Dias e o segundo no Insurgente. Politicamente, situo-me mais perto dos insurgentes, mas os termos em que menorizaram Maria João Pires e o seu projecto revelam mais uma vez, se necessário fosse, que a direita liberal não alberga outra ideia para a cultura que não seja contar tostões. E insultos. Chamar parasita a Maria João Pires, e aconselhá-la a mendigar ou a prostituir-se, revela (além de uma falta de modos que nem a peso de ouro lá vai) uma de duas coisas. Ou que Carlos Guimarães Pinto desconhece o que seja um parasita; ou que desconhece o que seja Belgais. Hesito.
O projecto de Belgais é (era?) uma iniciativa muitíssimo meritória de formação cultural para crianças numa zona deprimida do interior. Uma zona onde há escassas oportunidades de emprego e de onde os mais novos fogem. Maria João Pires quis ensinar-lhes música e artes. Os liberais, que invocam sempre o papel da etérea sociedade civil na cultura, esquecem que a sociedade civil na Beira Baixa se faz de gente como ela. Não digo isto para lhe emprestar virtudes que não tem. Foi pouco rigorosa no uso do dinheiro público? Parece que sim. É obviamente grave que, após tantos anos de funcionamento, ainda haja em Belgais despesas sem comprovativo. Foi demasiado ingénua na sua utopia pessoal? Parece que sim. Quando não se tem um horizonte de "empregabilidade" (ou lá como se diz), aprender a distinguir Monet de money e Stockhausen de stock options não será muito útil.
Ou talvez seja. Talvez seja uma "mais-valia" (ou lá como se diz) na formação de todos aqueles jovens. Uma "mais-valia" sem preço. Oscar Wilde definia o cínico como alguém que sabe o preço de tudo e não sabe o valor de nada. Não me parece, francamente, que os nossos liberais sejam cínicos. Mas gostaria de os ver denunciar com a mesma veemência os empresários que não pagam a segurança social, por exemplo. Serão também eles parasitas? Deveriam também eles prostituir-se pelas colecções de arte que "doam" ao país em troca de meio CCB e do imperativo de o Estado comprar a dita colecção alguns anos depois?
E já que aqui chegámos, peço desculpa por também eu descer o nível: prefiro pagar as ingenuidades e as faltas de rigor de Belgais do que as fundações de comendadores e patos-bravos que batem igualmente à porta do Estado, mas são mais discretas.



30 comentários:
O Pedro Picoito prefere financiar "ingenuidades" outros preferirão os "patos-bravos". Outros nada disto ou tudo menos isto. Por isso mesmo é melhor que estas decisões sejam deixadas às pessoas do que a iluminados que decidam por elas.
Pedro,
posso assinar por baixo?
Primeiro os Liberais não defendem empresas, é só uma das muito configurações possíveis de organisação livre - Quando estou dentro delas até as acho um bocado mais próximas de um politburo :) e na maioria quando crescem passam a defender o status quo e a regulação ao máximo para impedir o nascimento de concorrentes.
Segundo parece que nunca leu liberais a falarem contra a promiscuídade estado-empresas e Berardo incluíndo CCB & Co*. Terceiro fiquei a saber que a Cultura(mesmo na definição redutora que os estatistas lhe querem dar) e a Educação começou a existir quando o Estado começou a financiá-la isso é simplesmente eescrever a História. A Europa produz mais "cultura" do que há 40 anos?
*Pesquise por Berardo no Insurgente
lucklucky
Pedro, tudo isto seria muito bonito se MJP alguma vez tivesse, por exemplo, feito uma digressão - um ou dois concertos que fosse - cujas receitas revertessem a favor de Belgais, ou procurar patrocinadores, em vez de fazer depender o financiamento de fundos públicos. Independentemente da ideia ser bonita e respeitável, de Belgais ter mérito, este espírito de parasita (devem-me os fundos que eu quiser porque eu sou uma grande pianista e se não mos derem eu amuo) - e não há outra expressão - não se suporta. Que se misture isso com empresários que não conseguem pagar impostos ou SS (e cujas empresas já deviam ter fechado), ou com o negócio com o Joe Berardo é que não se entende. Nunca reparei que os liberais defendessem os empresários incompetentes ou fraudulentos; e menos ainda aqueles que também dependem de subsídios ou créditos bonificados estatais. Pelo contrário.
Muito bem, Pedro Picoito.
Maria joão, você não sabe se a MJP colocou, ou não, dinheiro dela no projecto. Que deu muito do tempo dela, se calhar retirado aos concertos e gravações e a uma vida mais confortável e com menos chatices, isso é certo.
Pedro
Parece que vamos descobrindo alguns (não todos) traços do carácter português, que surgem com alguma insistência: o bota-abaixismo, o chico-espertismo e o pato-bravismo. A princípio não parecem muito laudatórios das qualidades do português, mas o importante, a princípio, é que sejam colocados à luz do dia e possam ser analisados e, se possível, compreendidos em suas origens e seus efeitos.
Mas lembro-me também dos tempos prévios à independência de Timor e como toda aquela tragédia que occoreu uniu em palavras de ordem comuns a senhora bem composta e o punk rocker. Foi talvez a último acontecimento que me lembro ter conseguido ser verdadeiramente transversal na nossa sociedade. É pena que tenha tido base em todo aquele sofrimento do povo timorense, mas, mesmo por estes muito tristes motivos, não deixa de ser possível pensar na viabilidade de unir segmentos diversos da sociedade em torno de causas de valor humanitário inegável e imprescindível.
Talvez seja ingénuo mas acredito que se os governos fossem sinceros com o povo, explicassem bem as situações que estão a corroer a harmonia do país, os portugueses aceitassem fazer sacrifícios.
Se fosse bem explicada, por exemplo, a exclusão social em Portugal, os problemas que gera, a infelicidade que causa e fosse proposta a inclusão como uma causa nacional, com apoio dos diversos partidos, com o incentivo das diversas vozes públicas que definem as agendas nacionais, julgo que o país se uniria e aceitasse o investimento de recursos públicos para além da lógica custo-benefício em termos puramente contabilísticos.
A idéia por de trás do projecto de Belgais, se a entendo, já que não tenho conhecimento directo de seus traços concretos, seria a de levar a cultura, a arte, a música, ao interior do país, a uma zona com poucos estímulos culturais. Se é isto parece-me bem e é uma idéia cujo princípio é meritório e digno de apoio público.
Podemos acrescentar a esta idéia de estimular o interior do país com a cultura das artes, aplicada a aprendizados e contactos concretos com os jovens e as crianças, a idéia de levar estes centros de cultura com qualidade e consistência prática também aos bairros urbanos onde se aglomeram muito das comunidades sujeitas à exclusão - nomeadamente as de matriz africana.
João.
Pedro Picoito
Este seu post é excelente. Não mudaria uma vírgula!
(cont.)
Será que a classe média portuguesa, e o país em geral, se fosse convocado a investir uma parte de seus impostos na criação de centros culturais de bairro, com qualidade, onde as crianças e os jovens de matriz africana pudessem aprender os instrumentos, os ritmos da música do país de seus pais e avós e com isso, quem sabe, sair um pouco das ruas e dos esquemas duvidosos?
será que a classe média, dizia, se lhe fosse demonstrado que os programas eram de qualidade e os objectivos de civilização e bem estar, não aceitaria investir algo mais do produto nacional em projectos dessa natureza? Projectos de especificidade, onde os interesses dos jovens fossem tidos em conta, não ensinando necessariamente Chopin ou a valsa a toda a gente, mas variando aqui com a morna, ali com o kuduro e o semba, acolá o Gumbé. Valorizando inclusive os idiomas das etnias de origem, ensinando Quimbundo, Criolo, etc, etc, (o próprio mirandês, também, noutras zonas de especificidade cultural) enfim, contrapondo à e conjugando com a educação de "main stream" das escolas, outras educações que valorizem as raizes profundas das várias comunidades de origem africana em portugal. Quem não gosta de ver as suas raízes valorizadas?
A questão é que muitas vezes se prefere esconder ou maquiar a exclusão social para que não sirva de arma de arremesso político contra os governos. Ou por outro lado, se prefere instrumentalizar a a exclusão para atacar o governo e lhe conquistar o lugar só para, uma vez lá instalados, incorrerem depois na mesma maquiagem que antes criticavam.
E se projectos desta natureza demonstrem ter valor e os recursos do país não permitirem que se implantem em uma legislatura, que se leve este trabalho para duas, três legislaturas, quer dizer, que haja uma espécie de pacto de regime para o desenvolvimento de uma política coerente, consistente e proveitosa de inclusão social - e em conjunto com as comunidades e não apenas por decretos burocráticos. Com avaliações sinceras e construtivas, salvaguardadas do jogo político das vantagens eleitorais.
Será ingenuidade minha pensar que, se projectos desta natureza, se se mostrassem pertinentes, seriam possíveis de convocar a união da sociedade portuguesa e da classe política?
João.
PS: desculpem os comentários longuíssimos.
onde se lê, já no fim, "(...)seriam possíveis de convocar a união da sociedade portuguesa e da classe política?",
leia-se "(...)seriam passíveis de convocar(...)"
Obrigado.
João.
Estou completamente de acordo com as observações de Maria João Marques. Acrescento, simplesmente, o seguinte:
Nas artes,particularmente cinema, teatro e agora música, os realizadores e outros intervinientes acham-se num plano de superioridade intelectual que deve ser paga ou financiada pelo estado, mas com total independência. Em nome de uma certa criatividade, reinvindicam essa autonomia que os torna uma espécie de funcionários públicos sem controlo e sem avaliação. A MJP, mesmo financiada pelo estado, tem total controlo sobre programas, currículos, admissões, expulsões, critérios musicais, etc. Como se avalia esse trabalho? Com que critérios? Quais os resultados? Vamos imaginar que os resultados financeiros eram excelentes. Eram considerados ganhos pessoais? revertiam para o estado.Que eu saiba, a nacionalização dos prejuijos é apanágio do socialismo e não da ideologia liberal.
Fonseca
Regresso mais ujma vez à caixa de comentários para pedir desculpa, aos que porventura tenham tido paciencia de ler os meus comentários, pelos erros de sintaxe cometidos. Não vou corrigi-los porque foram alguns e seria cansativo. Ficam apenas notados.
João.
Concordo em absoluto com a Maria João Marques.
O Pedro Picoito está, penso que propositadamente - ou não conhecesse ele os blogues em causa -, a promover uma confusão entre o que os liberais defendem (cfr. posts sobre Berardo nos blogues liberais, vide Blasfémias e o Insurgente) e o que neste post se diz que defendem, utilizando uma espécie de argumento do homem de palha que invalida tudo o resto.
E convenhamos que o argumento "ou Belgais" ou "fundações privadas obscuras" é fraquinho. Não temos que escolher entre uma e outra coisa, podemos rejeitar qualquer uma delas. Evidentemente.
Caro Pedro,
Eu não aconselhei a senhora a prostituir-se. Apenas listei um conjunto de hipóteses de financiamento que quanto a mim seriam mais dignas do que o que ela fez.
Quanto ao resto, inteiramente de acordo com a Maria João Marques.
Isto tudo é surrealista. Sobretudo diz muito de nós. Em todo o lado, em qualquer país civilizado, há pessoas, notáveis ou não, que pedem dinheiro ao Estado para projectos culturais ou outros, para a sua comunidade (nos Estados Unidos, por exemplo, há dinheiros federais e estatais para tais coisas). Uma mulher faz isso aqui e quais as consequências? chamam-lhe parasita e mandam-na ir ganhar o dinheiro para a esquina. É Portugal. O mais engraçado é que isto vem de sectores da Direita, a que está sempre a recomendar educação, a falar no "berço", a recomendar "chá", etc. A esquerda é que é feia, porca e má, não é?É Claro que não sabem, nem se interessam, pelo que se faz em Belgais, quais os méritos e deméritos. Simplesmente não querem lá o seu rico dinheirinho, ponto final. Quem se atreve a pedir dinheiro para Belgais, ou outra terra qualquer, é parasita e sei lá que mais.
E os meus amigos, nunca pediram um subsidiozito ao Estado? Um dinheiro para uma ou outra obrita que vos sirva directamente? uma estradita? uma escola? Nunca reinvidicaram nada ao Estado? Não?
Pedro
Pedro, ia comentar o post mas o CGP e a MJM já o fizeram por mim, embora ache desnecessária a explicação do Carlos, basta saber ler para perceber o que ele se sente obrigado a explicar.Seja como for, fazia-lhe notar que o João Galamba assina por baixo.
Muito bom post, Pedro.
(Entretanto, e como já fizeram notar aqui, como te atreves a escrever um texto que o "João Galamba assina por baixo"?? A esta hora, já estarás esmagado com a observação.)
Todos os extremismos são maus. Lá diz o povo que no meio é que está a virtude.
Um post excelente.
Caro Pedro:
Sou admirador dos teus escritos/pensamentos, mas, neste caso, discordo do que escreveste, quer quanto ao que disse o Carlos GP, quer quanto à pseudo-unica-alternativa BelgaisvsBerardo.
Concordo inteiramente com o comentário da Maria João Marques e, tendo lido o Carlos, e apesar de o ter achado pouco educado, confesso que também não interpretei a referência à prostituição como uma sugestão, mas apenas como um conjunto de hipóteses para financiamento que, no entanto, por achar pouco correcto, eu não faria.
Costumas ser irónico, mas não intelectualmente desonesto nos raciocínios (não leves a mal a palavra desonesto, que não é para te atingir, mas não estou a encontrar uma melhor que descreva um percurso de pensamento que o próprio sabe, ou devia saber, não estar correcto). Desta vez, quiça em defesa da MJP, parace-me que não apresentaste racicínios logicamente correctos.
Cumprimentos
Luís
Sou o Luís "Anónimo" anterior e queria acrescentar apenas o seguinte: a melhor prova de que o teu raciocínio está enviezado é o facto de o Galamba o ter querido assinar por baixo.
Luís
Pedro Picoito, já estás com um processo de deslealdade orgânica ;) take care.
Pedro
Óptimo post, Pedro.
Concordo plenamente!
Este Luís é uma cavalgadura, como de resto o autor desse texto no insurgente. Os liberais portugueses são de um nível muito baixo. Nem convém comparar esse nível com o do cão.Então o facto de Galamba assinar por baixo é revelador de que um um raciocínio está enviezado? Esse tipo é uma cavalgadura de natureza lógica, uma besta mentalmente oca. Um bom post, com aspectos discutíveis.
O Picoito está de parabéns
Artur Morão
a maria joao pires gastou centenas de milhares de contos ao erário público anos seguidos. quem quiser saber a historia toda dessa senhora malcriada e prepotente pesquisem no ministerio da educacao, e nao no ministerio da cutlura. a senhora nem queria enviar facturaas das suas desepsas. JA CHEGA DE CHULOS
Pedro
O que está em causa não é o mérito da concretização do projecto nem a atitude amuada que ela teve. É o sentido de atribuir apoio a projectos desta natureza. Se as obrigações não são cumpridas deve devolver o dinheiro e não receber mais. O seu comportamento não é criticável por apresentar o projecto, mas por não cumprir obrigações. A posição do Picoito é bastante arguta e ponderada.
Artur Morão
Embora eu ache que MJP teve atitudes francamente irritantes de prima-donna, e que em Belgais terá havido má administração, o texto de Pedro Picoito está muito bom e toca com o dedo em várias feridas (como se pode ver pelas reacções). A verdade é que os liberais praticamente só falam de cultura para atacar o "parasitismo" e certa subsidio-dependência, quase nunca para exaltar qualquer obra ou realização.
Já agora, também há uma direita nacionalista que "vê a cultura de modo igualmente místico" pré-malrauxiana: basta pensar nos intelectuais e artistas que nos anos 20, 30 e 40 se colaram ao Estado Novo, apadrinhados por António Ferro (para mim, um dos maiores vultos culturais do século passado).
Uns maçadores, todos! Estava ali uma casa toda catita e confortável (com piscina e tudo), uma vidinha santa entre amigos e o torpor campestre e os estupores sempre a a exigirem-lhe facturas e comprovativos de despesas dos tostões que lhe deram. Não se aguenta, claro.
"A verdade é que os liberais praticamente só falam de cultura para atacar o "parasitismo" e certa subsidio-dependência, quase nunca para exaltar qualquer obra ou realização."
Porque é que os Liberais haveriam de elogiar algo que consideram errado?
Tirar dinheiro aos Portugueses para uma clique fazer os seus projectos de estimação.
É evidente que com os milhões que são lá postos alguma coisa se á de aproveitar. Tal como na União Soviética também havia uma o outra ilha de excelência mas tudo á volta era o deserto.
Passaram a ser funcionários e nada mais. Também por isso é que a Europa está morta.
lucklucky
Luck, caro historiador de Wikipédia e liberal de pacotilha: parece que tem de voltar à escola para aprender português. Então escreve-se "se á de aproveitar"? Estou a ver que o seu português precisa do investimento de uns tostões, talvez da sua bolsa, não do estado que era mal empregado....
A Europa não está morta.Isso são as baboseiras de ignorantes do seu calibre.
BB
Lá tinha de vir a recorrente União Soviética, sempre que se fala de cultura (à falta da pistola). Só que nem todos temos Hayek como guru. A Europa está morta? Estaria morta e enterrada mas era se todos fossem como os liberais e tratassem a cultura como coisa menor ou "de esquerda". que tal vender os Jerónimos e o centro histórico de guimarães aos "cidadãos", para neles se construir belos empreendimentos turísticos? Já que pertencem ao diabólico estado...
O comentário do Lucklucky ilustrou plenamente o que disse no meu anterior. Não poderia ser melhor.
A senhora apenas pretendia passar, no interior profundo, os seus dias de reforma paga pelo estado, como qualquer cidadão trabalhador com os descontos em dia.
Como não tinha descontado o suficiente ou não tinha atingido a idade da reforma, inventou "aquilo".
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