Não muito surpreendentemente para mim, o discurso de Obama no Gana foi muito bem recebido nos Estados Unidos, tendo inclusive sido elogiado por Newt Gingrich pelo seu poder simbólico que representou para o desenvolvimento de África. Ao contrario do discurso do Cairo, Obama não usou o cinismo e as palavras mansas, preferindo destacar de forma clara os principais problemas de África: guerra, corrupção, ditadura e culpabilização neocolonialista. Curiosamente, ou não, em Portugal não li grandes referências a este discurso nos sectores que endeusam Obama, talvez porque não tenham gostado da retórica. Mas, também é bom criticar quando não se gosta: ou será que a religião não permite apreciações negativas?
PS: a única excepção que li foi do José Gomes André. Sobre este tema, aconselho a leitura do artigo de Anne Bayefsky, no Real Clear Politics (não concordo totalmente, mas é uma boa comparação entre o discurso do Cairo e do Gana).


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