Portugal está ali na curva menos insultuosa no grupo dos países suicidas (escolhi a República Checa, Espanha, Portugal, Grécia e Hungria - com particular destaque para estes dois países, em linha recta para o iceberg). Depois, temos o grupo dos sãos de corpo e espírito (grupo constituído pela Alemanha e Polónia). O grupo é muito mais numeroso, mas para garantir a inteligibilidade do gráfico tive de reduzir o número de países representados.
Estamos longe da loucura húngara e grega? Estamos, por enquanto. O que não nos deve confortar. A Grécia e a Hungria são dois casos extremos de insanidade política e económica. São dois países muito perto da mais concreta das ingovernabilidades.
Temos um comportamento semelhante ao da Espanha e Rep. Checa. Mas temos um relógio a contar contra nós e que corre mais depressa do que em Espanha e na Rep. Checa: é o relógio da dívida externa.
Com tudo isto, digam lá que não foi boa ideia do governo escolher precisamente este ano para aumentar o funcionalismo público acima da inflação?



4 comentários:
I Parte
Com as previsões mais frescas
adensa-se a nossa preocupação,
desmascaram as ilusões rocambolescas
da “socialista” (des)governação.
O mexilhão inquietado
com o estado das suas economias,
tem o dinheiro bem contado
sem desfrutar de mordomias!
II Parte
Entre mentirolas espaventosas
e desculpas de mau pagador,
estas políticas ventosas
são de um sentido confrangedor.
Com um Estado calaceiro
e caloteiro a pagar,
criámos um sistema trapaceiro
que passa a vida a engasgar!
O mexilhão honesto
cumpridor das obrigações,
tem um (des)Governo funesto
de jumentas colorações!
E que o autoriza a pensar que o funcionalismo público não vai passar a produzir "acima da inflação"?
Isso, "custos unitários do trabalho", significa o quê, exactamente? O salário médio a dividir pela produtividade média?
A tese de o desemprego acabar se os salários descerem está errada como argumento aqui http://tinyurl.com/dlblpv
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