A Secretária de Estado iniciou hoje um périplo pelo Japão, Indonésia, Coreia do Sul e China. Durante a campanha eleitoral, alguns especialistas em política internacional indicavam que uma Administração Mccain seria mais atenciosa à Europa, mas na altura poucos acreditaram. John Mccain pertencia a uma outra forma de estar na política, onde os Estados Unidos e Europa eram o centro do mundo. Robert Kagan, o conselheiro de política internacional de Mccain defendia mesmo uma liga das democracias, centralizada na América do Norte e na Europa. Mas Obama, produto de uma nova geração, não olha para a Europa como os seus antecessores. Não deixa de ser sintomático que o primeiro membro da Administração Obama se desloque à Ásia, que cada vez ganha maior relevância nos assuntos internacionais. A Europa, se quiser continuar a desempenhar o papel de parceiro fundamental dos Estados Unidos, terá que provar que é útil. E era importante faze-lo já no Afeganistão, onde tem dado sinais de uma teimosia inconsequente. Depois queixem-se que Obama nos considere irrelevantes.
Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009
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