Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
A solução? Desregular
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André Pessoa
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Quem diz que a Justiça em Portugal não funciona?
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Miguel Morgado
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Democracia Política
Uma maioria confortável na Câmara dos Representantes rejeitou ontem o "Plano Paulson". Em rigor, ninguém sabe muito bem se o dito Plano, caso viesse ou venha ainda, mas com outro nome, a ser posto em prática, é capaz de resolver a crise financeira norte-americana e mundial. Só se sabe que a votação da Câmara dos Representantes - tanto esta que rejeitou o plano como uma outra que o tivesse aprovado - foi uma vitória da democracia política. Viva, portanto, a democracia num momento em que os tecnocratas esclarecidos e muitos neo-keynesianos suspiram pela instauração de uma qualquer espécie de despotismo, seja ele iluminado ou não.
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Fernando Martins
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Etiquetas: Plano Paulson; Câmara dos Reprsentantes; Democracia; Despotismo Iluminado; Crise Financeira.
Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008
Quarteto de Outono
Por que é que o início do Outono é financeiramente tão infeliz?
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Miguel Morgado
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Uma evidência...
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Carlos Botelho
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Domingo, 28 de Setembro de 2008
Descubra o erro
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André Pessoa
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Sábado, 27 de Setembro de 2008
Dia Mundial do Turismo
Em primeiro lugar, as pessoas: tenho uma certa estima pelo secretário de estado, porque trabalhou em empresas privadas (Grupo BES) antes de ocupar este posto, e isso nota-se no modo como tenta ajudar os privados; mas também tenho pena dele, porque não tem poder, e isso também se nota. Quem tem o poder é o chefe do Turismo de Portugal, Luís Patrão, porque é quem tem o dinheiro. É o califa no lugar do califa.
Em segundo lugar, o que foi feito: o PENT e o TP,ip. O PENT é o plano de desenvolvimento do turismo em Portugal, uma ideia bem socialista, mas que quem trabalha no sector agradece porque ao menos explica como é que o Estado quer dirigir o sector. O Turismo de Portugal ip é um resultado visível do Simplex, que juntou uns quantos organismos num só, e que tem feito um trabalho interessante. Ganhou agora o prémio do melhor Europe's LeadingTourist Board, e ainda tem uma enorme margem de progressão.
E, por fim, a formação. Este é o aspecto mais importante do turismo em Portugal, porque o crescimento esperado para a próxima década vai criar dezenas de milhar de novos empregos nesta área (p.ex., de 5 hotéis 5* no Algarve em 2003 passaremos para 32 em 2011), e é preciso ter gente formada para os ocupar. Por um lado, a mentalidade estatista na Educação também se aplica no Turismo: o TP,ip só ficará contente quando toda a formação dada em Portugal no âmbito do turismo for feita em entidades do Estado. Por outro, vale a pena saudar a entidade que hoje foi apresentada, o Hospitality Management Institute, porque pode ser que venha a ser um bom instrumento de formação de executivos.
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Jorge Ribeirinho Machado
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Breve pausa nas eleições americanas para explicar a origem do mundo (I)
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Pedro Picoito
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Ruy Belo por Mexia
Gostei da crónica do Pedro Mexia sobre Ruy Belo, no Público de hoje (parcialmente disponível aqui). Mexia faz de Belo uma leitura visceral, pessoal, íntima, como muitos católicos da geração anterior que se incluem a si mesmos entre os "vencidos do catolicismo", na expressão do poeta que João Bénard popularizou, querendo nomear todos aqueles que, nos difíceis anos 60 e 70, se afastaram da Igreja sem perder a fé.Não tem uma opinião distanciada, nem quer ter, nem é talvez possível tê-la sobre esta poesia tão confessional. O próprio Mexia nos diz que se reconhece "na sensação de vencidos do catolicismo", o que é raro na nossa geração - em que todos os católicos são vencidos. "Católico como ele, vivi um confronto semelhante, embora tão diferente, já não com a cultura oficial católica mas com o catolicismo feito resquício de um universo que acabou, ridicularizado na praça pública, vinte séculos de ideias sobre a graça, o perdão e a substância do tempo afunilados na mercearia dos costumes sexuais."
Apesar dos pesares, vale a pena voltar a Ruy Belo porque os "vinte séculos de ideias sobre a graça" talvez tenham algo a dizer ao nosso "tempo detergente".
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Pedro Picoito
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Da Série "Eu Sei Quem Tu És"
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Miguel Morgado
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O melhor resumo
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André Pessoa
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He says, “We're going to wipe Israel off the face of the Earth,” and we say, “No, you're not?”
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André Pessoa
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Se isto não é uma gaffe?
Ver o fim do video. Resta saber até que ponto a maior gaffe da campanha até agora penetrará o silêncio imposto pelos media. É claro que a hostilidade entre a campanha de McCain e a imprensa foi um erro possivelmente fatal. Os media de referência são mais poderosos do que há quatro ou oito anos. E McCain levou o conflito muito mais longe e mais a sério do que Bush.
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André Pessoa
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Primeira impressão
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André Pessoa
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Novas sondagens estaduais
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André Pessoa
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30 minutos antes do debate McCain-Obama
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Nuno Lobo
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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008
Psicanálise política
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André Pessoa
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Um debate antigo
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André Pessoa
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Um incansável apoiante de José Sócrates
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Carlos Botelho
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Libertários 2
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Miguel Morgado
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A Reforma Educativa em Inglaterra
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Nuno Lobo
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Inverno demográfico
Amanhã, Sábado, 27 de Setembro, há um Seminário sobre a queda da taxa de natalidade em todo o mundo e as suas consequências. É no auditório do edifício novo da Assembleia da República, a partir da 10 horas. Mais informações aqui.
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Paulo Marcelo
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Greenspan
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Manuel Pinheiro
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Plataforma Centenário da República
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Pedro Picoito
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Invasões bárbaras
Tem razão o Filipe Nunes Vicente: identificar genericamente imigração e criminalidade é um erro.
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Pedro Picoito
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Libertários
Mas se precisamente o objectivo do libertarianismo nunca foi separar o mercado e estado, mas sim fundir os dois, organizar o estado segundo o mercado e na base do mercado.
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André Pessoa
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Só uma escola exigente é democrática
Vejamos um exemplo: os exames nacionais. O Governo socialista anunciou há dias, com retumbante publicidade, que a taxa de retenções (ou “chumbos”) no ensino básico e secundário do ano passado foi a mais baixa da década. No entanto, segundo a Sociedade Portuguesa de Matemática e a Associação de Professores de Português, isso aconteceu porque os exames foram deliberadamente facilitados. Nivelaram-se as notas para embelezar as estatísticas. O Ministério da Educação esquece que este admirável mundo novo da igualdade acaba também com o incentivo à excelência. Para quê estudar, se Maria de Lurdes Rodrigues dará a todos os alunos, no fim do ano, outro milagre das rosas?
Será isto verdadeiramente democrático? Condenar todos os alunos à mediocridade, mesmo aqueles que pelo seu esforço chegariam mais longe, é o melhor que a democracia portuguesa tem para lhes oferecer?
Acredito que não. Só uma escola exigente é democrática. O ensino formal que os mais pobres não receberem na escola dificilmente virão a receber em contextos informais como a família ou a comunidade. E, sem um ensino de qualidade, entrarão na vida activa em desvantagem – se conseguirem entrar na vida activa.
Só um sistema que permite a real liberdade de escolha dos pais é socialmente justo. Se as famílias estão descontentes com uma escola, devem ter o direito de optar por outra dentro do sistema público. Não há liberdade de escolha se o Estado limita a opção à ditadura do número da porta. Ou à largueza da bolsa doméstica.
Essa exigência e essa liberdade só serão possíveis com a avaliação das escolas. Não basta avaliar os professores para melhorar o ensino. Um professor não trabalha isolado – e, se o faz, algo vai mal. Há que avaliar os resultados de cada escola, responsabilizando as direcções e dando-lhes a maior autonomia pedagógica e administrativa para criarem um projecto educativo próprio.
É urgente reforçar o peso científico dos programas. Os alunos não têm que passar mais tempo nas aulas: basta diminuir a carga, de resto muito ideológica, das áreas curriculares não disciplinares. A disciplina de Português não tem que ensinar tolerância e multiculturalismo, mas gramática e ortografia. A disciplina de Matemática não tem que ensinar a respeitar a opinião dos outros, mas que 1+1=2 (independentemente das opiniões). Só uma escola onde se ensina que 1+1=2 pode ensinar o respeito pelos outros. Porque respeita o conhecimento, respeita os alunos, respeita as famílias e respeita os contribuintes que a pagam.
O país pode fazer mais e melhor para vencer o desafio da educação.
(Artigo no Público de ontem)
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Pedro Picoito
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Ad Pessoam
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Obama e o computador Magalhães
Excelente o comentário do leitor Rui Moreira abaixo.
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André Pessoa
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A prova necessária
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André Pessoa
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Palin
Sobre este vídeo, e outros que estão disponíveis ou se seguirão. Claro que Palin tem enormes dificuldades em falar como um político profissional: hesita, tatareja, interrompe uma ideia para seguir uma ideia diferente, recua para um slogan ou outro, constrói frases incoerentes porque está a pensar na frase seguinte. Mas isso é porque, em muitos aspectos, Palin não é uma política profissional e nunca foi treinada na arte. Agora sejamos directos: aqueles de nós que conhecem políticos profissionais sabem que a arte é, na realidade, uma arte do vazio, em que velhos truques aprendidos ao longo do tempo permitem falar polidamente daquilo que nada se sabe. Seria bom que Palin soubesse fazer o mesmo? Não sei porquê. Estou muito mais interessado nos princípios que defende e na capacidade de raciocínio. Este vídeo é bastante reconfortante nos dois pontos. Palin tem a sua filosofia política no sítio certo. E sabe pensar. Imaginem, pensa tanto que, ao pensar na frase seguinte, até se atrapalha com a frase que ainda não terminou. Que ingenuidade, nenhum político a sério se deixaria apanhar em tal apronto. A pensar, vejam só.
Sarah, vem fazer campanha no Soho!
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André Pessoa
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Vivemos tempos assombrosos
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André Pessoa
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Associated Press
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André Pessoa
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Política do ódio 3
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George W. Bush, os neo-liberais e os outros
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Etiquetas: Ronald Reagan; George W. Bush; Bill Clinton; Alan Greenspan; Reserva Federal.
Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008
A moral do país das fadas
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É Clinton o culpado da crise financeira?
O New York Times diz que sim.
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A cilada
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Abutre real (no feminino)
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Bill Clinton ao lado de McCain
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Coisas interessantes
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Amanhãs que choram
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O preço da modernidade
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Pedro Picoito
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Nem todas as campanhas estão suspensas
A de Obama está em combustão acelerada.
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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008
O golpe
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André Pessoa
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Campanha suspensa
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Pacheco Pereira e a RTP
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Confundidos
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Paraíso frio
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O mercado como substância permanente. Deus?
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E por trás de um Estado forte?
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008
Política do ódio 2
Barack Obama defendendo o ódio a tudo o que é estrangeiro.
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Para um debate sério sobre a regulação
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Ponto de ordem
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Mercado e preço
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Ah que giro o Magalhães! E é bom para o povo, coitadinho!...
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Assustador
É assustador pensar que este homem pode um dia ser o presidente americano.
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André Pessoa
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Regulação? Não sei do que estão a falar
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André Pessoa
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Agora só com estudos internacionais
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O princípio e o fim de todas as coisas...
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Ele há coisas que não mudam
In O Livro da Primeira Classe (1954), Ensino Primário Elementar, Ministério da Educação Nacional
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Paulo Marcelo
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Há dias assim
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Nuno Lobo
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O que a filosofia clássica nos ensinou e os intelectuais modernos esqueceram
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Nuno Lobo
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Política do ódio
Em quase vinte anos a acompanhar muito de perto campanhas políticas americanas - nacionais, estaduais e locais - não me lembro de alguma vez ter visto um anúncio tão vergonhoso como este. Não se trata apenas de aproveitar o ressentimento e o ódio. Esta perigosa propaganda produz ressentimento onde ele porventura possa não existir.
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André Pessoa
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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008
God bless you, camaradas (once more)
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Pedro Picoito
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Como um excesso de regulação conduziu ao desastre
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André Pessoa
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Uma boa piada incompleta
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Manuel Pinheiro
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A Reforma Educativa em Inglaterra
Recomenda-se. 29 de Setembro, 10h, Católica de Lisboa, ver detalhes aqui.
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Paulo Marcelo
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Domingo, 21 de Setembro de 2008
Vida e obra do engenheiro
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Carlos Botelho
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Deve ser mentira
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Pedro Picoito
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Azul
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Nuno Lobo
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Sábado, 20 de Setembro de 2008
A via negativa
Patrick Geary, um dos mais brilhantes medievalistas americanos, esteve há dias em Lisboa para lançar a tradução do livro que vêem aí em cima (O Mito das Nações, da Gradiva) e participar num seminário do Instituto de Estudos Medievais da Universidade Nova sobre o mesmo tema ("The Middle Ages and Contemporary Nationalism"). Assisti ao seminário. Geary fala como escreve: com frases curtas, incisivas, lógicas, articuladas. É extremamente persuasivo. Vai directo ao assunto e, apesar do humor (quando falhou o powerpoint, ameaçou contar piadas étnicas...), não faz a mais pequena concessão à superficialidade ou à retórica. Um scholar consumado, vindo da UCLA para dar alguma esperança aos "portuguese colleagues" (thanks, pá, mas não era preciso exagerar).
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Pedro Picoito
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Há Muito Tempo Que Não Punha Aqui Nada Sobre Sarah Palin...
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Fernando Martins
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Etiquetas: Sarah Palin; Media.
Relevante mesmo que ninguém queira falar disso
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Paulo Marcelo
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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008
O Meu Combate
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Miguel Morgado
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FAQ do Lehman e da AIG
«For most of the last 20 years we have been studying banks, monetary policy, and financial crises. So for us the events of the last year have been especially fascinating. The last 10 days have been the most remarkable period of government intervention into the financial system since the Great Depression(...)
Fannie and Freddie were weakly supervised and strayed from the core mission. They began using their subsidized financing to buy mortgage-backed securities which were backed by pools of mortgages that did not meet their usual standards. Over the last year, it became clear that their thin capital was not enough to cover the losses on these subprime mortgages. The massive amount of diffusely held debt would have caused collapses everywhere if it was defaulted upon; so the Treasury announced that it would explicitly guarantee the debt(...)
Lehman’s costs of borrowing rose and its share price fell. With an impending downgrade to its credit rating looming, legal restrictions were going to prevent certain firms from continuing to lend to Lehman. Other counterparties that might have been able to lend, even if Lehman’s credit rating was impaired, simply decided that the chance of default in the near future was too high, partly because they feared that future credit conditions would get even tighter and force Lehman and others to default at that time(...)
Given the huge size of the contracts and the number of parties intertwined, the Federal Reserve decided that a default by A.I.G. would wreak havoc on the financial system and cause contagious failures. There was an immediate need to get A.I.G. the collateral to honor its contracts, so the Fed loaned A.I.G. $85 billion(...)
3) Why did the Treasury and Fed let Lehman fail but rescue Bear Stearns, Fannie Mae, Freddie Mac, and A.I.G.?
We have already explained why Fannie, Freddie, and A.I.G. were supported. In March, Bear Stearns lost its access to credit in almost the same fashion as Lehman; yet Bear was rescued and Lehman was not.
Bear Stearns was bailed out for two reasons. One was that the Fed had very imperfect information about what was going on at Bear. The Fed was not Bear’s regulator, the amount of publicly available information was limited, and its staff was not versed in all of the ways in which Bear might have been connected to other parts of the financial system.
The second problem was that Bear’s counterparties in many transactions were not prepared for the sudden demise of Bear. A Bear bankruptcy might have triggered a wave of forced selling of collateral that Bear would have given its counterparties. Given the potential chaos that would have resulted from Bear Stearns filing for bankruptcy, the Fed had little choice but to engineer a rescue. In doing so, the Fed argued that the rescue was a rare, perhaps once-in-a-generation, event(...)
When Bear was rescued, the Fed created a new lending facility to help provide bridge financing to other investment banks. The new lending arrangement was proposed precisely because there were concerns that Lehman and other banks were at risk for a Bear-like run. Since March, the Fed had also studied what to do if this were to happen again; it concluded that if it modified its lending facility slightly, it could withstand a bankruptcy; it made these changes to the lending facility on Sunday night.
Once the Fed had made these changes and determined that it and the others in the market had an understanding of the indirect or “collateral damage” effects of a bankruptcy, it could rely on the protections of the bankruptcy code to stop the run on Lehman, and to sell its operating assets separately from its toxic mortgage-backed assets.
Against this backdrop, if the government had rescued Lehman, it would have repudiated the claim that the Bear rescue was extraordinary; it would have also conceded that in the six months since Bear failed, neither the new facility that it set up nor the other steps to make markets more robust were reliable. Essentially, the Fed and the Treasury would have been admitting that they had lied or were incompetent in stabilizing the financial system — or both.
It was not surprising that they drew the line at helping Lehman. Based on all the publicly available information, this was clearly the right thing to do(...)
5) What does it mean for the Fed and Treasury going ahead?
A reasonable reading of the recent bailouts suggests a simple rule: if a firm is on the verge of collapse and its ties to the financial system will lead to a cascade of chaos, the firm will be saved. A bankruptcy will be permitted only if the failure can be contained(...)
6) What does this mean for the markets going ahead?
Letting Lehman go means that the remaining large financial services firms now must understand that they need to manage their own risks more carefully. This includes both securing adequate funding and being prudent about which counterparties to rely upon. Both of these developments are welcome(...)
7) When will the turmoil end?
The inability to secure short-term funding fundamentally comes from having insufficient capital. There are many indicators that the largest financial institutions are collectively short of capital.
One signal is that there were apparently only two bidders for Lehman, when the ongoing value from operating most of the bank was surely far above the $3.60 share price from Friday.
Another is the elevated cost of borrowing that banks are charging each other. A third indicator is the reluctance to take on certain types of risk, such as jumbo mortgages, so that the cost of this type of borrowing is unusually high.
The fear of being the next Lehman ought to convince many of the large institutions that, despite however much they already raised, more is needed. It may be expensive to attract more equity financing, but the choice may be bankruptcy or sale. The decision by the Federal Reserve to not cut interest rates suggests the Fed also recognizes that the short-term interest rate is a very inefficient way to address this problem.»
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Manuel Pinheiro
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Às vezes vale a pena lembrar o que já sabemos
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Nuno Lobo
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Carta aberta a Palmira Silva
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Nuno Lobo
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Ainda Sobre as Falências
O filósofo inglês Herbert Spencer avisou em tempos que «the ultimate result of shielding men from the effects of folly, is to fill the world with fools». No mercado, os erros, em quantidade ou dimensão, têm consequências negativas que funcionam como incentivos bastante convincentes a intenções de prudência e boa gestão. Não são os únicos incentivos nem são um garante absoluto, mas a crença que as acções têm consequências (boas ou más) é um indutor estruturante na forma de procura de crescimento e eficiência. Esta é uma parte da história. A outra é que o mercado e as sociedades inovam, aceitam riscos e, não poucas vezes, quanto maior o risco maior o payback. Alguma crença de relativa segurança quando se assumem alguns "riscos" pode deslocar um pouco a fronteira da nossa acção para terrenos com maior payback final sem entrar em territórios de risco suicida, fazendo com que no final do dia o conjunto da economia fique mais rico.
Existe um estudo do Dani Rodrik onde se encontra uma relação entre o peso do estado e a abertura da sociedade ao comércio externo. Uma almofada social em caso de necessidade parece ser a contrapartida que as sociedades tendem a exigir face a uma maior exposição ao risco externo. A crença da existência de alguma intervenção estatal em momentos de crise séria surge como um estabilizador e potenciador de confiança, reduz o risco, aumenta o investimento e contribui para um maior enriquecimento da sociedade. Esta intervenção, que se pretende pontual e bem justificada, pode traduzir-se em pequenos instrumentos de rotina como faseamento excepcional de encargos fiscais ou flexibilização de garantias sem necessidade de acordar com Estaline ao lado.
Publicada por
Manuel Pinheiro
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