O concurso para o quinto canal de televisão em sinal aberto será lançado em deste ano Outubro, seis meses depois da apresentação de candidaturas à Televisão Digital Terrestre (TDT), noticia o jornal SOL. Poucas coisas nesta vida são inocentes. Muito menos os calendários para um concurso deste calibre, pensados pelo nada-ingénuo-ministro-da-informação Santos Silva. Basta somar alguns meses, e os atrasos habituais deste tipo de processos no nosso país, para perceber que a decisão "política" deste concurso (uma decisão como esta nunca é apenas técnica) vai coincidir com o calendário politico-eleitoral de 2009. Recordo que o Outono de 2009 será especialmente quente, com a realização de eleições legislativas e autárquicas. Esta estranha "coincidência" é grave e pode condicionar a liberdade de informação dos principais grupos de comunicação interessados naqueles concursos.Segunda-feira, 31 de Março de 2008
Concursos e eleições: estranhas coincidências
O concurso para o quinto canal de televisão em sinal aberto será lançado em deste ano Outubro, seis meses depois da apresentação de candidaturas à Televisão Digital Terrestre (TDT), noticia o jornal SOL. Poucas coisas nesta vida são inocentes. Muito menos os calendários para um concurso deste calibre, pensados pelo nada-ingénuo-ministro-da-informação Santos Silva. Basta somar alguns meses, e os atrasos habituais deste tipo de processos no nosso país, para perceber que a decisão "política" deste concurso (uma decisão como esta nunca é apenas técnica) vai coincidir com o calendário politico-eleitoral de 2009. Recordo que o Outono de 2009 será especialmente quente, com a realização de eleições legislativas e autárquicas. Esta estranha "coincidência" é grave e pode condicionar a liberdade de informação dos principais grupos de comunicação interessados naqueles concursos.
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Paulo Marcelo
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Contudo...
...apesar do descalabro, parece que se terá de esperar até ao início de 2009 para se clarificar a situação interna.
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Paulo Gorjão
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15:07
«Com um Governo do PSD...» (III)
A brilhante proposta de Luís Filipe Menezes sobre a eventual harmonização fiscal entre Portugal e Espanha não pára de me surpreender. Como se faz referência nos comentários ao post de ontem e como Vital Moreira também lembra, o IRS e o IRC em Espanha são mais elevados do que em Portugal. Juro que gostaria de saber como é que Menezes pretende convencer os espanhóis a baixá-los. Ou será que Menezes se prepara para defender o aumento do IRS e do IRC em Portugal?
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Paulo Gorjão
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Não. Não é barriga de cerveja.
Thomas Beatie tem uma história que, até certo ponto, não é original: Thomas nasceu com sexo feminino e não gostou.
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Gonçalo M Vassalo Moita
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Domingo, 30 de Março de 2008
«Com um Governo do PSD...» (II)
A ler:
1. «Menezes imparável no disparate», por Pedro Braz Teixeira (Abelhudo, 30.3.3008).
2. «António Borges e o PSD», por Luís Menezes Leitão (Lei e Ordem, 30.3.2008).
3. «Não se percebe», por João Espinho (Praça da República, 30.3.2008).
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Paulo Gorjão
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«Com um Governo do PSD...»
«Com um Governo do PSD haverá em quatro anos uma harmonização fiscal entre Portugal e a Espanha. O que for o valor de um imposto de um lado da fronteira terá que ser o valor do imposto do outro lado da fronteira. Isto não é irrealista. Pressupõe trabalho e pressupõe uma estratégia», declarou Luís Filipe Menezes (Antena 1, 30.3.2008).
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Paulo Gorjão
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Ainda o Kosovo
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Paulo Gorjão
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«Face humana»
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A propósito...
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Paulo Gorjão
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Sábado, 29 de Março de 2008
Amy Winehouse - "You Know I'm No Good". Live In London
O Cachimbo e os seus leitores gostam de Amy Winehouse?
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Fernando Martins
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Etiquetas: Amy Winehouse
A mentira verdadeira
Não foi um erro: foi a consequência de uma mentira sobre a natureza da guerra e dos objectivos políticos a alcançar através dela. Mas para que se perceba que espécie de mentira e quais as consequências políticas é preciso descer ao níveis profundos do ground zero da estratégia, tarefa quase impossível pela extraordinária quantidade de entulho propagandístico na qual defensores e opositores a enterraram ao longo dos últimos cinco anos. Evidentemente, este não é o suporte adequado para um texto com esse objectivo, pelo que me vou limitar a duas observações.
Primeiro, a convicção generalizada de que o regime iraquiano dispunha de arsenais químicos, biológicos e de um programa activo de desenvolvimento de armamento nuclear exclui a tese conspiratória da mentira. Afirmar o contrário não é ‘só’ inconsistente com a evidência factual disponível e com os melhores trabalhos de investigação histórica e jornalística entretanto produzidos. É também inconsistente com a lógica mais elementar: nenhum governo advoga nas mais altas instâncias internacionais sobre a necessidade urgente de uma invasão militar cuja legalidade é duvidosa mesmo para alguns dos seus defensores, sabendo de antemão que o argumento em que funda a reivindicação de legitimidade política (e moral) é falso. Nenhuma liderança militar racional prepara uma operação da dimensão da Operation Iraqi Freedom condicionando o plano a uma contingência (ataques químicos ou biológicos do inimigo) que lhe causa desvantagens tácticas, psicológicas e financeiras, sabendo que o inimigo não dispõe de tal armamento. Nenhum governante no seu juízo perfeito gasta mais de mil milhões de dólares –o valor actualizado estimado do custo total de busca de WMD’s no Iraque após 2003– procurando o que sabe que não existe. Não é surpreendente que isto não desencoraje muitos dos opositores à ocupação do Iraque: a histeria irracional (‘eles’ mentem!) é impermeável à argumentação lógica.
Segundo, houve de facto uma mentira. Uma mentira que excede os limites difusos do imperativo da ‘razão de Estado’, que Pacheco Pereira invoca quando diz que “todos os governos democráticos a praticam”. Uma mentira cujas consequências políticas são graves e permanecem como condicionante na disputa política das presidenciais americanas. A administração norte-americana eleita em 2000 nunca foi uma entidade monolítica comandada por neoconservadores, nem a resposta política aos ataques de 11 de Setembro foi ‘neoconservadora’. A facção neoconservadora (Wolfowitz, Perle, Woolsey) só tomou o controlo político das operações em 2002, assumindo a preparação de um plano de invasão militar do Iraque, um plano que foi sempre justificado como uma guerra preemptiva e prudente (Richard Perle disse muito claramente: “the casus belli is that we know Saddam Hussein possesses chemical and biological weapons” e relatórios britânicos de intelligence chegaram a sugerir que os arsenais iraquianos poderiam ser mobilizados “em 45 minutos”) seguida de um processo de ‘democratização’, onde o papel das forças militares era pouco claro, mas presumia-se que se resumiria a uma presença limitada e dissuasora de instabilidade.
Toda a conduta justificável à luz da razão de Estado, incluindo a mentira, terá de ser demonstrada como protectora do interesse nacional. Ora a guerra do Iraque veio a revelar-se preventiva e imprudente, ao comprometer recursos militares e financeiros numa guerra a prazo indefinido, sem que tal tivesse sido claramente explicitado, debatido e validado politicamente. Mais grave ainda: a presidência norte-americana agiu sempre como se não fosse esse o caso quando sabia perfeitamente que os objectivos políticos que tinha estabelecido exigiam um envolvimento militar a prazo indefinido. Quando George W. Bush declarou, em Maio de 2003, a bordo de um porta-aviões americano o fim das principais operações de combate, fê-lo em frente a um estandarte com a inscrição “Mission Accomplished”. Bush sabia que não se tratava de "missão cumprida": a missão era outra —e comprida. É esta a essência da mentira politicamente relevante. O número de baixas até então não chegava à centena e meia; hoje já se ultrapassaram os 4000 mortos. Este preço de sangue e de dinheiro pago pela coligação ocidental no Iraque não foi previsto e viola gravemente o princípio da prudência que deve presidir à condução dos assuntos de Estado, sobretudo porque havia alternativas à ocupação militar do Iraque. Daí que seja impossível tratar a falta de honestidade política como justificável à luz da razão de Estado. John McCain, cuja grandeza política é incomparavelmente superior à do actual presidente, está sob pressão por ter sido simplesmente honesto e responsável, admitindo que a presença militar americana no Iraque –e não a guerra, como falsamente reclamam os Democratas– se poderá prolongar por várias décadas. É ainda o preço da mentira política de Bush.Nota final: no artigo “Rumsfeldiana”, cujo título é uma derivação de um notório ‘filme de conspiração’ (Syriana) mencionei a importância de se compreender a ‘mentira verdadeira’. Rumsfeld foi um dos rostos políticos da guerra do Iraque, não foi de modo algum o único nem sequer o principal responsável. Mereceu o ‘destaque’ do título por essa visibilidade e pela sequência de erros clamorosos que ainda hoje são sentidos. A título de exemplo, quando se iniciaram os saques de Bagdad, em vez de perceber a importância crucial de assegurar a segurança civil para a confiança no Leviathan americano, Rumsfeld disse simplesmente: “stuff happens!”. Ao secretário de Defesa norte-americano exige-se mais do que a passividade introspectiva de uma personagem de David Mamet. Ironicamente, o saque do Museu Nacional de Bagdad é ainda hoje uma das principais fontes de receita dos insurgentes iraquianos: stuff does happen. Richard Perle garantia: we know. Não sabia e também não foram os known unknowns de Rumsfeld que se revelaram trágicos: foi, como disse Mark Twain, what you think you know and it isn’t so.
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FCG
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«Algo muito anormal»
.
Depois da precipitação inicial de José Sócrates que chegou a anunciar que Portugal tomaria posição sobre o processo de independência do Kosovo «muito brevemente», nesta fase está amplamente consolidada a tese de que não há nenhuma razão que justifique um reconhecimento imediato da independência unilateral do Kosovo, antes pelo contrário.
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Paulo Gorjão
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Vale a pena recordar...
...estas declarações de Fernando Pinto Monteiro proferidas em Fevereiro de 2007. A partir delas percebe-se em parte o que tem sido a forma de estar na PGR a partir dessa altura.
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Paulo Gorjão
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Sexta-feira, 28 de Março de 2008
Empresários eucaliptos
As boas práticas, neste domínio, tardam em chegar a Portugal. No médio e longo-prazo, perdemos todos com isso, infelizmente. Há aqui algo de muito pouco sustentável na forma como os nossos empresários de grande sucesso se relacionam com a sociedade. Percebe-se facilmente que se não se inverter este caminho algo vai correr mal.
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Paulo Gorjão
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Nuno Pombo...
... nos Incontinentes Verbais. Um post cuja leitura se recomenda!
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Gonçalo M Vassalo Moita
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Quinta-feira, 27 de Março de 2008
Viagens na minha terra
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Paulo Gorjão
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22:51
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Ditosa a pátria que tais filhos tem
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Pedro Picoito
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Don't Stop
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Paulo Gorjão
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Bella história
Baseado numa história verdadeira, o filme centra-se num dia da vida de duas pessoas (José, um ex-jogador de futebol americano, e Nina, uma empregada de restaurante) que casualmente se encontram. José viu a sua carreira evaporar-se por uma série de circunstâncias que o impediram de assinar um contrato milionário; Nina está grávida e sózinha. Mas a partir do encontro que fazem e das decisões que ele implica, as suas vidas mudarão radicalmente.
O filme comete a imprudência de contar uma história em que o “verdadeiro amor vai para além do romance”, ou seja, implica sacrifício e coragem, embora devolvendo à vida o seu gosto intenso. Que um filme seja eficaz em “convencer” os espectadores de que a vida é, realmente, bela, não é fácil nem comum; mas que o faça ao mesmo tempo que valoriza a vida de uma criança por nascer, é, no mínimo, arrojado… É, pois, natural que este tenha sido o pomo da discórdia que, à margem do sucesso de audiências, tem alimentado alguma crítica e feito brandir argumentos a favor da vida ou a favor do aborto.
É, porém, de toda a justiça esclarecer que não se trata de uma obra feita para defender uma qualquer ideia, mas sim para falar da vida de pessoas normais que arriscam gestos de bondade, colhendo deles todo o seu potencial de esperança e de confiança na realidade. Realizado e produzido por gente jovem e amiga – Monteverde, Eduardo Verastégui (o protagonista) e Sean Wolfington criaram a Produtora Metanóia e são apelidados de “The Three amigos” – o filme contou com um orçamento relativamente modesto e arriscou contar uma história simples e bela. A sua proposta vai mais longe do que à primeira vista pode parecer e resume-se na provocação a que o espectador responda à pergunta: “What do you live for?”.
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M. Rosário Bello
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Da série "Posta Restante"
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Pedro Picoito
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Sócrates Rules...
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Paulo Gorjão
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Pai Babado: o contra-ataque
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Paulo Gorjão
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Quarta-feira, 26 de Março de 2008
Pai Babado.
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Fernando Martins
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Etiquetas: Pai babado; Navio Pirata.
Geraldo Sem Pavor
Mais um livro de um amigo meu (vão-me desculpar, mas não tenho culpa de ter amigos que escrevem livros): Geraldo Sem Pavor. Um Guerreiro de Fronteira Entre Cristãos e Muçulmanos. 1162-1176. A editora é a Fronteira do Caos, uma editora nova do Porto, e o autor é o Armando Pereira, camarada de investigação e de lides académicas.Não se trata de uma biografia do célebre conquistador de Évora, para a qual aliás não temos dados suficientes, mas de um estudo sobre a Reconquista na década e meia em que esta figura apaixonante, meio guerrilheiro, meio mercenário, põe a ferro e fogo as duas margens do Guadiana. Assim como assim, o Armando é hoje uma das maiores autoridades portuguesas na matéria. E traz novidades.
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Pedro Picoito
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18:23
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SMS à economia
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Manuel Pinheiro
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Da Democracia no Tibete
Como disse no Descubra as Diferenças da semana passada, a situação no Tibete não me parece semelhante à de Tiannamen em 1989, mas à da Polónia no início dos anos 80. Também aí, a resistência à opressão estrangeira e comunista nascia de uma forte identidade nacional assente na religião e no carisma de um líder espiritual fora do país (o Dalai Lama na Índia, João Paulo II em Roma). Nem a Europa nem a ONU contavam então, e não contam hoje.
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Pedro Picoito
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O défice, o IVA e as eleições
Mas, apesar de tudo, estas são objectivamente boas notícias.
Com este anúncio de hoje atrevo-me a concluir três coisas. Primeira. Hoje começou a campanha eleitoral. Segunda. Se nada de anómalo acontecer, o PS vai ganhar as eleições legislativas de 2009, resta saber se com ou sem maioria absoluta. Terceira. Se o PSD de Menezes continuar neste rumo inconsistente vai entregar a maioria absoluta numa bandeja a José Sócrates.
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Paulo Marcelo
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Lewis Black e os 3 candidatos à Presidência
A ver a partir dos 2m e 6 seg.
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Miguel Morgado
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Terça-feira, 25 de Março de 2008
Governo acelera debates e sessões de esclarecimento
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Paulo Gorjão
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Nova pausa para publicidade
O programa de ontem pode ser visto aqui. O fim da gestão privada nos hospitais, a autoridade na sala de aula e os cinco anos da guerra do Iraque foram os temas abordados.
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Paulo Gorjão
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Finalmente...
...o casamento -- perdão, o flirt -- desejado...
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Paulo Gorjão
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Segunda-feira, 24 de Março de 2008
O paternalismo na Administração Pública
Passados três meses e meio de ter perdido manhãs na Loja do Cidadão para pedir uma nova carta de condução, chegou-me a casa um envelope com uma folha de papel timbrado do IMTT (ex-DGV), com a carta colada, e com o seguinte texto: “JUNTO SE ENVIA A SUA CARTA DE CONDUÇÃO. DEPENDERÁ DE SI O SU BOM USO. CONDUZA COM SEGURANÇA E CUMPRA AS REGRAS DO CÓDIGO DA ESTRADA. Cumprimentos, O Presidente do Conselho Directivo (ass.)”.
Esta carta mostra várias coisas: em primeiro lugar, que existe uma clara falta de respeito pelo distinatário, pois não se envia um texto sem uma saudação, não se escreve em maiusculas, e, principalmente, não se dá conselhos que até os pais já se coibem de dar a pessoas adultas como as que podem tirar a carta de condução. Mostra também que o IMTT não é minimamente eficaz: haverá algum banco que demore mais de três meses a emitir um cartão? E qual o motivo pelo qual é necessário contactar fisicamente com o IMTT para pedir uma carta de condução onde a única mudança em relação à anterior é a morada? Se através do site da DGCI se consegue mudar o Cartão de Contribuinte qundo muda a morada, é razoavel esperar que nas outras instituições do Estado se possa fazer o mesmo. (...)
Em Portugal, o Simplex já permitiu melhorar a estrutura de alguns orgãos da Administração Pública (o IMTT é um desses casos). Agora é necessário mudar a mentalidade. Da mesma forma que aqueles que trabalham no sector privado têm de perceber que é o cliente quem paga o ordenado, e que por isso tem de ser tratado de modo a ser ainda melhor cliente, quem trabalha no sector público tem de actuar sabendo que está a realizar um serviço para quem lhe paga o ordenado, o contribuinte. Penso que esta mudança não é dificil, porque pode ser alavancada na motivação de Serviço à sociedade que deve ter quem trabalha na Administração Pública.
Publicado hoje no Oje.
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Jorge Ribeirinho Machado
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Avanços sociais na China
Nada mau para um país comunista.
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Paulo Marcelo
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Domingo, 23 de Março de 2008
Sexta-feira, 21 de Março de 2008
Mais um fumador
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Jorge Ribeirinho Machado
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11:44
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Descubra as diferenças
Enfim, é uma forma de dizer: posso assegurar-vos que cometemos a proeza de estar os quatro sempre em desacordo, embora não todos ao mesmo tempo.
O programa terminou quando a Antonieta ameaçava colocar-me um piercing a pedido dos meus filhos.
O Adolfo dizia que devo ser eu a decidir e os meus filhos, cidadãos conscientes de 6 anos para baixo, também deviam decidir.
O Paulo tentava tirar os copos de cima da mesa para salvar parte da mobília. Não conseguiu.
Repete Domingo às 11 da manhã e às 7 da tarde.
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Pedro Picoito
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Quinta-feira, 20 de Março de 2008
"Life is Just a Bowl of Cherries" (Música: Ray Henderson. Letra: Buddy G. DeSylva e Lew Brown)
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Fernando Martins
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Etiquetas: Life is Just a Bowl of Cherries
Obama: Take 2
Let’s look first at all that’s gone sour for Mr. Obama. The setbacks in Ohio, Texas, and Rhode Island interrupted his string of eleven consecutive primary wins and punctured the myth of his irresistible momentum. Worse, since then the wheels have come off the Obama campaign, exposing him as just as shaky and vulnerable as he had previously seemed masterful.
Item: Persistent doubts about the Obamas’ patriotism begin to surface. Item: top Obama economic advisor assures Canadian diplomat that Mr. Obama’s NAFTA bashing is mere chin music. Item: top Obama foreign policy advisor Samantha Power resists for all of 30 seconds before admitting to a BBC interviewer that no sensible person could credit Mr. Obama’s stated policy on Iraq. (As if to atone for this first indiscretion, she will later call Ms. Clinton a “monster,” then resign.)
Last and not least has been the painful necessity of Mr. Obama’s distancing himself from a long time mentor, Rev. Jeremiah Wright -- from whom he might have learned, if only he’d been paying attention, that the U.S. government invented AIDS to commit genocide against blacks, that on 9/11 Americans didn’t even begin to get what they deserved, and that Louis Farrakhan is a hero.
Mr. Obama has repudiated Mr. Wright’s most vicious statements, and has even denied knowing that he’d made them. This violates Rule Number one of political life: if you must lie, purvey something at least somewhat believable. The Chicago pastor has preached like this for years to huge audiences and issued his thunderings on a DVD. How could Mr. Obama not have heard of them? And how long will it be before some assiduous foe proves that he was, in fact, present on some occasion on which such stuff was uttered?
Where will this leave Mr. Obama? In a bad place – and as the Democratic nominee for President, just as your obedient servant has forecast.
I’ve said it before, and I’ll say it again: There’s no prospect of Ms. Clinton’s overtaking Mr. Obama in the race for elected delegates. And there’s none of the unelected “superdelegates” throwing the nomination to Ms. Clinton. This has become even clearer as Mr. Obama’s lustre has dimmed. They squirm and they shuffle but display no appetite for stealing the nomination from Mr. Obama, unleashing demons that could haunt the party for a generation.
The Democrats will stand or fall with Mr. Obama. No one can predict which. True, he has slipped from being an extraordinary candidate into the ranks of the merely ordinary. Lacking experience, he has taken his stand on judgment, but has now had to admit that his dealings with Reverend Wright have betrayed a lack of it. (While on the defining issue of Iraq Ms. Power could vindicate his judgment only at the expense of his stated policy.) His constant mantra has been his truthfulness, but in claiming ignorance of Rev. Wright’s most noxious opinions he has uttered an apparent lie.
Mr. Obama’s sole claim to executive prowess rested on the wondrous campaign he was running, but that campaign has dwindled into amateur hour. Perhaps worst of all, his claim to be a uniter, not a divider, depended on his having assumed the aura of the first postracial candidate. With the Wright controversy now before the public, and the black vote running 92% in his favor, that aura has dissipated. Whether the effort in damage control delivered in Philadelphia yesterday will help restore it remains to be seen.It still looks like a Democratic year – but then so did 2000 and 2004. What is it with these guys? And who runs against John McCain won’t be running against chopped liver."
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Miguel Morgado
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Paul Scofield (1922-2008)
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O 5.º Aniversário
O 5.º aniversário do início da chamada “terceira guerra do Golfo” recuperou as ladainhas sobre o mal que a dita causou ao Iraque e aos iraquianos, ao Médio Oriente, à paz no Mundo ou ao esforço de derrota militar e política dos talibãs no Afeganistão, já para não falar nos desequilíbrios que gerou no sistema global de produção, transformação do petróleo e seus "derivados". Também parece que a guerra fez muito mal aos EUA (ao ponto de provocar uma crise do crédito de alto risco no passado Verão), ao mesmo tempo que deu grande poder e ânimo ao Irão, já para não falar no bem que (felizmente?) terá feito à Rússia ou à China...
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Fernando Martins
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Etiquetas: 5.º Aniversário Invasão do Iraque; E se?
«Medida de elementar justiça»
«Esta é uma medida de elementar justiça que pode ser finalmente tomada mercê da boa gestão financeira do SNS [Serviço Nacional de Saúde]», disse José Sócrates ao anunciar a redução de 50% no valor das taxas moderadoras para os utentes com mais de 65 anos.
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Paulo Gorjão
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«Sinal de que as lideranças não estão a afirmar-se»
«[D]evemos desdramatizar a ideia de que é negativo haver alternativas permanentes à liderança dentro dos grandes partidos. Essa é a realidade normal europeia. Só em Portugal esta questão costuma ser dramatizada: são tiques da ditadura que se perpetuam até hoje.Quando uma liderança é suficientemente forte cria à sua volta condições de vazio que não permitem que vozes dissonantes se afirmem. Portanto, quando as vozes dissonantes têm alguma audição é um sinal de que as lideranças não estão a afirmar-se.»
Luís Filipe Menezes (DN, 24.3.2007).
.
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Quarta-feira, 19 de Março de 2008
A ménade da educação
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Carlos Botelho
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Leituras
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Paulo Gorjão
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Quatro anos depois...
Mas os senhores deputados tiveram, por certo, coisas bem mais importantes para fazer em quatro anos do que receber os representantes de 217.000 portugueses peticionários.
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Paulo Marcelo
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O que aconteceu ao partido reformista?
Envelheceu e acomodou-se. Transformou-se no partido dos interesses instalados. É esta a actual agenda política do PSD. De defesa disfarçada, mas intransigente do statu quo. Na Saúde. Na Educação. Na Justiça. O PSD finge que é a favor das reformas, mas na verdade a sua postura -- digna do PCP -- é caracterizada pela resistência. O PSD está reduzido a isto. Ao alinhamento cego com quem resiste às (poucas) reformas que o Governo tenta implementar. Sem alternativas para apresentar. No curto prazo esta postura pode dar alguns frutos. No momento certo, a manter-se o actual rumo, vai ser dura a lição. Lembram-se como Aníbal Cavaco Silva era criticado pelas suas reformas e como na hora da verdade obteve uma segunda maioria absoluta?
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Paulo Gorjão
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Terça-feira, 18 de Março de 2008
Pausa para publicidade
O programa de ontem pode ser visto aqui. Em discussão estiveram as reportagens sobre a vida privada de José Sócrates e de Luís Filipe Menezes, o projecto de lei sobre piercings e tatuagens, e a onda de repressão violenta no Tibete.
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Paulo Gorjão
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17:19
O Crepúsculo de um Ídolo?
Alan Greenspan, o anterior presidente do Banco da Reserva Federal dos EUA, já fez notícia ao afirmar que esta é a pior crise financeira desde a II Guerra Mundial. Está decerto consciente de que desta vez ele será um dos danos colaterais de toda esta embrulhada. Basta ler o que se escreve nas Américas acerca da sua responsabilidade na explosão do imobiliário e na selva em que o mercado de empréstimos para compra de habitação se tornou enquanto ele era presidente do Fed.
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Miguel Morgado
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16:56
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Não abusem: uma resposta
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Paulo Gorjão
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16:44
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Ensinar a pensar
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Paulo Gorjão
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Linear, ou talvez não
«Linear», por Afonso Azevedo Neves (A Grande Alface, 17.3.2008).
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Paulo Gorjão
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Segunda-feira, 17 de Março de 2008
Nunca como hoje isto foi tão verdade
«Citizens do not read candidate platforms. They rely on media reports of the candidates' positions; and ultimately their voting decision is a function of the trust they deposit in a given candidate. Therefore, character, as portrayed in the media, becomes essential; because values -what matters most for the majority of people- are embodied in the persons of the candidates. Politicians are the faces of politics. If credibility, trust, and character become critical issues in deciding the political outcome, the destruction of credibility and character assassination become the most potent political weapons.»
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Paulo Marcelo
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Sem estratégia
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Paulo Gorjão
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«Ainda por cima de contrafacção»
«Banha da cobra fora do prazo de validade», por Pedro Braz Teixeira (Abelhudo, 17.1.2008).
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Paulo Gorjão
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12:33
Domingo, 16 de Março de 2008
Segredo de polichinelo
Pedro Passos Coelho assume que uma candidatura à liderança do PSD «é uma hipótese que não enjeit[a]» (Margarida Marante, Sol, 15.3.2008: 12). Não sei se é a primeira vez que admite publicamente esta possibilidade, mas em todo o caso é um segredo público o seu interesse em se candidatar à liderança do partido. Adiante. Passos Coelho entende que «é prematuro fazer uma avaliação» da liderança de Luís Filipe Menezes (LFM). Isto dito, o diagnóstico -- sem avaliação... -- é demolidor: [a] LFM ainda não tem um caminho claro; [b] ainda não tem um rumo; [c] concorda com LFM que o partido não merece estar à frente nas sondagens; [d] não percebe qual o significado que um eventual governo de LFM teria hoje para o país. Repito: Passos Coelho entende que é prematuro fazer uma avaliação da liderança de LFM...
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Paulo Gorjão
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18:28
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«A globalização competitiva contém em si os genes da sua própria destruição»
«Conter a China (II)», por António Neto da Silva (Diário Económico, 14.3.2008).
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Paulo Gorjão
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«Hoje há boas pomadas e corticóides»
A metáfora é demasiado certeira: nós também queremos ultrapassar rapidamente este momento adolescente do PSD. Infelizmente, não há pomadas que nos valham. Por agora.
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Paulo Gorjão
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«Escancarar a porta à desvergonha»
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Paulo Gorjão
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«Não pode depender de uma lógica mercantilista»
«No próximo congresso partidário irei propor a abolição do pagamento de quotas e a passagem da quota a um donativo facultativo. A ligação com o partido aos seus militantes não pode depender -- nomeadamente quando já vivemos à custa de uma dádiva muito significativa do Orçamento de Estado -- de uma lógica mercantilista de pagar cinco, seis ou sete euros por ano», defendeu Luís Filipe Menezes.
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Paulo Gorjão
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Sábado, 15 de Março de 2008
Devolvido ao remetente
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O resto é espuma: não interessa, entre aspas, se formalmente houve ou não veto político. A seu tempo se perceberá. Basta comparar a actual versão do Projecto de Decreto-Lei que define o Regime Jurídico de Definição do Destino a Dar às Áreas Sem Utilização Portuária Reconhecida com a futura versão pós-devolução. Isto, claro, assumindo que outra sairá da gaveta.
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Paulo Gorjão
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Bússola, Norte e mais do mesmo
Porto versus Lisboa ou vice-versa.
Em Lisboa, claro está, que o Porto anda perigoso.
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Gonçalo M Vassalo Moita
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E as unhas, senhores, posso cortar as unhas?
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Paulo Gorjão
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Retaliação
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Paulo Gorjão
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Sexta-feira, 14 de Março de 2008
Se o ridículo matasse…
No dia em que ouvi dizer que sete raças de cães em Portugal não terão outra alternativa que não seja passarem à clandestinidade, vi e revi na SIC e na SIC-N vários "apontamentos" das reportagens sobre José Sócrates e Luís Filipe Menezes na “intimidade”. Apreciados os "apontamentos", dos quais a espontaneidade e a intimidade estão absolutamente ausentes, comecei por retirar duas conclusões. Ou a SIC quer gozar com Sócrates e Luís Filipe Menezes e subir umas décimas nas audiências, ou então parece estar a fazer um frete àquelas duas personagens com o intuito de adiar ou cancelar a abertura de um 5.º canal generalista de televisão (caso do primeiro-ministro) e agradecer a ideia peregrina, que também é promessa eleitoral, de se poder vir a retirar toda a publicidade comercial da RTP (caso do "líder" da oposição).Mas para além disto, acabei depois por notar que o intuito das duas reportagens me recordava, em mau, um magnífico livro de propaganda pensado e encomendado por Salazar na década de 1950. Intitulado Férias com Salazar, foi escrito por uma sensual Christine Garnier (jornalista gaulesa muito bem vista em meios nacionalistas e de extrema direita francesa), embora toda a redacção e demais concepção tivessem sidos acompanhadas muito de perto, na forma e no conteúdo, pelo então presidente do Conselho e pelo seu embaixador em Paris, Marcello Mathias. Aliás, Rosa Casaco, agente a PIDE com uma paixão pela fotografia, acompanhou o casal Salazar e Garnier, fotografou-os em vários momentos de grande intimidade e fez publicar algumas dessas imagens na edição original do livro editado, salvo erro, pela Parceria António Maria Pereira.
Visto isto, pergunto-me se Raquel Alexandra, que em tempos era a jornalista de serviço da SIC para acompanhar Cunhal e, depois, Carvalhas sempre que estes falavam aos portugueses em estilo doméstico, tem consciência da figura que anda a fazer e que é o oposto do jornalismo. Como é lógico, também me interrogo se a SIC tem prazer em ser o Secretariado de Propaganda Nacional destes tempos pós-modernos e se sabe o que lhe pode custar em credibilidade (se é que a credibilidade alguma vez lhe interessou) este tipo de reportagens. Já agora, também gostaria de saber se o director de informação daquela estação de televisão, António José Teixeira, e embora com muito menos talento e inteligência, quer ser o António Ferro ou o César Moreira Baptista do regime.
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Fernando Martins
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Etiquetas: As outras férias de Salazar, mas em mau.
João Vilalobos...
...lembra, no Corta-Fitas, um assunto de que o Senhor Primeiro-Ministro não há de querer nem ouvir falar!
Também tentei lançar esta lembrança, aqui, em Setembro de 2007.
Debalde. O mistério mantém-se, resguardado num bem blindado silêncio...
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Gonçalo M Vassalo Moita
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Classificados
Grande partido de centro-direita do sul da Europa procura líder que tenha ideias claras para o país, capacidade de as manter por mais de uma semana, saudável desprezo por bases e aparelhos, não mais cinco dedos em cada mão, pouca vontade de se confundir com políticos de nome grego e sobretudo, oh sim sobretudo, absoluta falta de pachorra para gravatas monocromáticas.
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Pedro Picoito
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Joel Serrão (1919-2008)
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Pedro Picoito
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Baixar os impostos
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Paulo Gorjão
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18:22
Manuel Germano...
«Um homem normal, apesar de», por Pedro Rolo Duarte (PRD, 14.3.2008).
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Paulo Gorjão
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Embora não sejam bem brilharetes
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Gonçalo M Vassalo Moita
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Quinta-feira, 13 de Março de 2008
«Um mercado do gás do Sudoeste da Europa»
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Devo dizer que é com alguma satisfação que vejo José Penedos assumir publicamente esta posição, eu que por aqui na blogosfera tenho dado algum eco ao tema e em particular às posições de António Costa Silva:
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«O problema é que a Europa (...) mal sabe o que quer. A primeira evidência: muitos países europeus (como Portugal) anunciam a construção de centrais a gás para geração de electricidade mas não se preocupam com a questão: vai haver gás suficiente? A partir de 2011 a Europa terá de importar 240 mil milhões de m3 de gás e com as estruturas e contratos existentes isso não vai ser possível. Haverá um défice de gás de pelo menos 70 mil milhões de m3 (...).
(...)
A segunda: a Europa não sabe lidar com a Rússia, mas a Rússia sabe lidar com a Europa (...).
(...)
[A] 'locomotiva alemã está atrelada a Moscovo e a partir daí a política energética europeia está paralisada como se viu na cimeira UE/Rússia.
A terceira: a Europa compreende mal a geopolítica do gás.
(...)
Neste quadro o que deve fazer a Europa? Negociar a uma só voz com a Rússia, mas diversificar as fontes de abastecimento potenciando as ligações com o Norte de África e desenvolvendo um eixo do gás na Bacia Atlântica. A Europa vai precisar de 10 terminais de gás natural liquefeito e esse projecto deve passar por Portugal onde a geografia é um trunfo.»
António Costa Silva, «A Europa e a geopolítica do gás» (Expresso/Supl. Economia, 8.12.2006: 30) via Bloguítica, 8.12.2006.
«[A Europa] deve maximizar todas as potencialidades da bacia atlântica e do Norte de África, onde Portugal pode desempenhar um papel-chave como plataforma giratória e de distribuição de gás e petróleo».
António Costa Silva (Expresso/Supl. Economia, 15.7.2006: 27) via Bloguítica, 15.7.2006.
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António Costa Silva, «A questão urgente da segurança energética» (Expresso/Supl. Economia, 29.4.2006: 18) via Bloguítica, 29.4.2006.
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Portugal, realmente, tem cartas a dar nesta matéria. É o que reafirma António Costa Silva num artigo a publicar em breve e sobre o qual aqui falarei assim que possível. Que alguém com as responsabilidades empresariais de José Penedos subscreva esta posição é, de facto, uma boa notícia.
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Paulo Gorjão
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The-rain-in-Spain
Há um aspecto das eleições espanholas que só Vital Moreira, se não me engano, parece ter notado: a forte bipolarização da campanha favoreceu os dois grandes partidos nacionais. O PSOE cresceu, o PP também cresceu, os partidos de extrema-esquerda desceram. E muito.O fenómeno é simétrico ao que aconteceu em França, com Sarkozy a ganhar toda a direita afastando-se do centrão. Em qualquer dos casos, resta saber se no futuro a tendência vai manter-se ou se isto não passou de uma paixoneta do eleitorado. Mas o PSD faria bem perceber de vez, como aqui sugeriu o camarada Pinheiro, que só ganha com a diferença.
Se é mais do mesmo, a malta vota Sócrates. Toda a gente vê isto menos o Ribau, os génios da agência que mudaram o logotipo e as bases a quem meteram na cabeça o mito do centro.
Continuem, que vão longe.
The-rain-in-Spain-falls-mainly-on-the-plain...
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Pedro Picoito
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