Segunda-feira, Maio 19, 2008

O Drama da Resposta Sonante

O seguinte post aparece no blogue de apoio a Pedro Passos Coelho:

«A Lusa quis saber a posição de princípio dos cinco candidatos à presidência do PSD sobre o sistema fiscal e perguntou-lhes se o Estado deve taxar preferencialmente os rendimentos individuais, os rendimentos das empresas ou o consumo. “A valorização da importância de cada imposto tem de, em cada momento, tomar em atenção a conjuntura económica e os objectivos de política a prosseguir”, respondeu a antiga ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite.»
A conclusão do autor do post é a seguinte: "Estamos esclarecidos..."
.
Presumo que esta expressão queira dizer que a resposta de MFL é incongruente ou insuficiente ou até confusa. Faltou-lhe uma resposta sonante? A mim, parece-me que a resposta é simplesmente irrefutável. Será preciso explicar que dogmatismos tolos em matéria de política fiscal (e financeira) revela mais desconhecimento da realidade económica do que qualquer outra coisa? Isto faz-me lembrar um padre americano que conheci que alegava em favor da inflação zero que essa era a recomendação da Bíblia...

5 comentários:

Anónimo disse...

Peço muita desculpa, mas isto não faz sentido. A respoata de MFL podia ser dada por um petiz de 5 anos. Tenho para mim que uma resposta assim indica três coisas: os conhecimentos económicos, a timidez e o raciocínio de um petiz de 5 anos.

Miguel Morgado disse...

Um petiz?

TAF disse...

Meu caro, eu explico: ter uma política implica ter um rumo, ter objectivos, conhecer meios para os alcançar. A resposta de MFL mostra que ela defende a "navegação à vista", sem se perceber para onde quer ir. Qual a informação contida na resposta dela? Absolutamente nenhuma. Se não tivesse respondido ficávamos na mesma.

TAF disse...

Ah, mas concordo: é de facto simplesmente irrefutável. Até o PCP e o BE podiam ter dito aquilo.

Karl Popper disse...

Miguel Morgado,

neste post você deu razão ao TAF.

Porque o que diz Manuela Ferreira Leite é de facto irrefutavel. Mas uma asserção para ser valida do ponto de vista cientifico, não precisando de ser verdadeira, deve no entanto respeitar a condição de falsificabilidade. De outra forma, não tem qualquer valor.