O CDS-PP é o quarto Partido mais votado no País.
Ninguém reparou, provavelmente, que se realizam hoje eleições para a sua estrutura Distrital de Lisboa. E que simultaneamente se verificam eleições para as Concelhias de Lisboa, Sintra e Odivelas. O Distrito de Lisboa conta com mais de 2 milhões de habitantes. Os Concelhos de Lisboa e de Sintra são os mais populosos do País.
Ninguém reparou que hoje existem eleições e ninguém repara há demasiados anos que assim é. Na verdade, há cerca de 10 anos (repito 10 anos, com eleições de 2 em 2 anos) que as eleições na Distrital de Lisboa e em muitas das suas Concelhias não são disputadas (desta vez, excepção e honra seja feita à Lista B de Sintra). Ou seja, na última década, o terceiro ou quarto Partido do País, não suscita discussão interna, nem qualquer interesse ao ponto de não aparecer uma visão crítica, uma aspiração de alternativa, uma vontade de mudança. E a consequência é previsível: se no debate interno não se acalenta o interesse, em termos exteriores ele não existe.
4 comentários:
No dia em que vocês conseguirem tirar "a velha" de lá para fora, têm o meu respeito e grande admiração (por tamanha façanha).
Enquanto lá continuar a 'mãezinha dos pobres', bem podem 'gritar e guinchar que é igual ao litro'. Se ainda não perceberam isso ... não perceberam nada.
Muito bem!
por algum motivo o CDS está em queda desde 2000... pelo menos eu como votante desde essa altura que prefiro votar em branco a dar-lhes o meu voto...
Sou filiado do PP, fui apoiante do Ribeiro e Castro e estou afastado desde que o Paulo Portas voltou. Tenho seguido com interesse o AR, embora já me tivesse desiludido por não ter ido à luta em Lisboa. O que se passou por parte dos actuais dirigentes só foi novidade para quem ainda deu (dá?!) o benefício da dúvida ao Paulo Portas e sus muchachos. Mas, enfim...
Há no entanto duas coisas que é importante ter em conta e reconhecer antes de qualquer outro passo: primeiro, é que movimentos deste tipo só existem hoje no PP porque o Ribeiro e Castro nos fez a todos acreditar que é possível um PP diferente do do Paulo Portas. Segundo, é que das poucas ideias de fundo divulgadas pelo AR, ainda não vi ideias boas e originais relativamente às muitas que foram apresentadas (e executadas) pelo Ribeiro e Castro, tendência que pode ser fatal para o movimento, se não for invertida.
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