Aqui está implícito que o conservadorismo ou as "distinções políticas que ainda hoje animam os debates" resultam da reacção à Revolução Francesa. É por isso que Burke aparece uma vez mais como o fundador deste movimento que se apresenta sempre como uma "disposição". Mas isto é ignorar a latitude que o termo "conservador" ou "conservadorismo" adquiriu nos últimos 50 anos. Digamos que Burke funda uma forma específica de conservadorismo, uma forma moderna de conservadorismo, historicista e tradicionalista.
Todavia, o século XX passou por nós numa tempestade de sangue e aço. No campo de batalha, no campo de concentração, como no domínio do pensamento. Com isso, o conservadorismo (ou uma parte dele) aprendeu que a sua verdadeira consistência depende em absoluto, e mais do que qualquer outra coisa, de uma reflexão séria sobre as "ilusões" da Modernidade.
P.S. A quem interesse esta coisa do "liberal-conservador", deixo aqui o que escrevi sobre este assunto neste blogue há já muito, muito tempo.
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