Terça-feira, Maio 20, 2008

Debate civilizado! Decisão bárbara?

Tocamos aqui num tema delicado que convida a alguma prudência na análise, mas suspeito que esta via de investigação científica, "se tem", como escreve a jornalista do PÚBLICO, "o potencial de permitir um dia salvar a vida a milhões de pessoas", não deixa de estar hoje a condenar milhões de pessoas em potência. Por outro lado, a jornalista refere a "abertura de espírito dos deputados" numa decisão que, segundo me parece, não é senão uma manifestação de fechamento espiritual. Falamos a mesma língua, mas não vivemos no mesmo mundo.
Ps. "Claro que os embriões só poderão ser fabricados se se provar previamente que a investigação para a qual vão contribuir é necessária e útil." Claro.

5 comentários:

Anónimo disse...

Vamos la a ver. Sabemos que os jornalistas portugueses sao hoje pouco mais que iletrados. Gostava que o autor do post escrevesse mais sobre estes temas, sobre a substancia, e nao sobre o que os jornais portugueses dizem a proposito.

Anónimo disse...

Nao se recusa o pedido tao encarecido de um leitor...

Nuno Lobo disse...

Tem razão, é sempre mais fácil criticar um texto, sempre sujeito a observações muitas vezes mais formais do que substanciais. Tentarei voltar a estes temas em breve.

Anónimo disse...

Quando o jornalista fala em abertura de espirito nao se tata de qualquer grande visao ideologica. Simplesmente a incompetencia de um jornalista estagiario com um vocabulario de 200 palavras: queria provavelmente dizer: "mereceu acolhimento" ou qualquer coisa assim.

Nuno Lobo disse...

Sim, ela usa a expressão "abertura espiritual" como quem diz "os deputados são uns tipos modernos, com ideias arejadas." Eu uso a expressão "fechamento espiritual" para dizer que aquela votação pressupõe uma certa (ou total) incapacidade dos deputados reconhecerem que um embrião é mais do que um conjunto de matéria celular, que há no embrião qualquer coisa de pessoa, de espírito (e já nem estou a pensar na questão do híbrido humano-animal). Por outro lado, ela pode não ter consciência disso, mas a afirmação que profere é condicionada por um clima de opinião ideológica fácil de diagnosticar.