Quinta-feira, Março 20, 2008

O 5.º Aniversário

O 5.º aniversário do início da chamada “terceira guerra do Golfo” recuperou as ladainhas sobre o mal que a dita causou ao Iraque e aos iraquianos, ao Médio Oriente, à paz no Mundo ou ao esforço de derrota militar e política dos talibãs no Afeganistão, já para não falar nos desequilíbrios que gerou no sistema global de produção, transformação do petróleo e seus "derivados". Também parece que a guerra fez muito mal aos EUA (ao ponto de provocar uma crise do crédito de alto risco no passado Verão), ao mesmo tempo que deu grande poder e ânimo ao Irão, já para não falar no bem que (felizmente?) terá feito à Rússia ou à China...
No entanto, e como há cinco anos havia um gravíssimo e dramático problema iraquiano que a Administração George W. Bush não inventou – grave e dramático para os iraquianos, e apenas gravíssimo para os EUA, para o Médio Oriente e para o mundo –, pergunto-me se os críticos encarniçados da "invasão" de há um lustro estarão interessados em pensar um minuto que seja e perguntarem em que estado estaria o Iraque, o Médio Oriente e o Mundo caso Saddam Hussein fosse ainda o senhor todo o poderoso do Iraque. Faça-se pois, em nome da honestidade intelectual, o seguinte exercício de “história contrafactual”. Ou seja: “O que é que teria acontecido caso uma coligação internacional liderada pelos EUA não tivesse invadido o Iraque Março de 2003?”

16 comentários:

Anónimo disse...

Os iraquianos já deram o seu juízo sobre a invasão: executaram Saddam, evitaram a via da resiatência armada, expulsaram a al qaeda, relizaram eleições e estão agora a realizar eleições, mantiveram o país unido. Para os iraquianos foi a decisão correcta. Agora se o foi para nós, não só não interessa como não me interessa.

Anónimo disse...

«O que é que teria acontecido caso uma coligação internacional liderada pelos EUA não tivesse invadido o Iraque em Março de 2003?».

Eu não sei.
O senhor sabe ?

david disse...

Olhe, aproveito para lhe dizer aqui, na primeira pessoa, algo que já tinha dito a propósito de uma citação parcial do seu post noutro sítio:

(...) esse seu «exercício de 'história contrafactual'» fez-me lembrar umas revistas da marvel acerca dos super-heróis em que existia uma personagem, «o vigia», que tinha a capacidade de perscrutar realidades alternativas.

Como resultado, «o vigia» contava histórias do género: «O que aconteceria se o homem aranha não tivesse sido picado pela mesma?»; «Como seria o universo se o deus do trovão não tivesse salvo a humanidade?» e coisas similares, que nos levavam, a mim e aos meus compinhchas sardónicos, a inventar também as nossas realidades paralelas, do género: «O que aconteceria se o incrível Hulk fosse gay?..»

Bom, isso dito, no matter a roupagem semântico-estilística com que veste o seu «exercício históricofactual» ele não passa de uma futilidade sem sentido. No fundo, é o mesmo que dizer: como seria o mundo se a bomba atómica não tivesse explodido, se os russos não tivessem vencido os nazis e por aí fora.

Para que se compreenda, é exactamente o mesmo que perguntar como seria a minha vida se eu não tivesse nascido.

Como seria o futuro que não aconteceu visto pelos olhos do presente que, esse sim aconteceu(e está à vista no que deu)é algo impossível de «históricofactualizar».

Não aconteceu e estar a conjecturar sobre as implicações de um não-acontecimento, é, por definição, falacioso.

Quanto ao rsto do post, tem o amigo toda a razão: o mundo é hoje um local bem mais perigoso, não só pelas razões que invoca, mas por outras ainda e também relacionadas com esta guerra, feita sem preparação, sem noção das consequências e dos perigos, sem sentido.

Cumprimentos

Paulo Figueira disse...

Caro Fernando Martins,
As hipóteses contra-factuais são sempre verdadeiras por uma única e simples razão: as premissas são falsas. Parafraseando Humberto Eco, é o que se me oferece dizer sobre o exercício que propõe. Se quiser analizar o assunto com o detalhe da realidade talvez veja aqui um motivo para, humildemente fazer, como outro já fizeram, o seu exame crítico da efemeride...
Um abraço

Anónimo disse...

Diz o Fernando Martins:

"Como há cinco anos havia um gravíssimo e dramático problema iraquiano que a Administração George W. Bush não inventou – grave e dramático para os iraquianos, e apenas gravíssimo para os EUA, para o Médio Oriente e para o mundo"

Digo eu: a sério? Um gravíssimo problema para os iraquianos? Suponho que hoje os problemas deles (atentados todos dias, falta de medicamentos, comida, electricidade, água potável, etc) sejam coisa de somenos importância.

"e apenas gravíssimo para os EUA, para o Médio Oriente e para o mundo"?

Aqui, bem, dá-me vontade de rir a afirmação(não demonstrada) do FM. Ora diga lá em que é que o regime de Sadam, que tinha sido esmagado na primeira guerra do Golfo, constituía um problema «gravíssimo». Seria por causa das «no fly zones»? Seria por causa do completo desprezo que sadam votava às al-quaedas deste mundo? Seria por causa da completa incapacidade do seu exército se constituir como ameaça fosse para quem fosse? Não, seguramente não é daí que o FM «deduz» o problema «apenas gravíssimo».

Já sei! o Iraque de Sadam era um «problema apenas gravíssimo» por causa das... armas de destruição maciça...

Fernando Martins disse...

Gostei do exemplo do homem-aranha, justamente por não colher. Ou seja, o jovem Peter Parker não pôde escolher entre ser ou não ser picado por uma espécie de aranha radioactiva. Já os EUA e a coligação de Estados que invadiu o Iraque há cinco anos pôde escolher. Podemos criticar e concluir que quem decidiu fê-lo mal. Por outro lado, na escolha e na decisão em causa esteve presente a pergunta que fiz no meu texto. O que é que sucederia ao Iraque, ao Médio Oriente, aos EUA e ao mundo se a situação naquele país continuasse como estava e a guerra não se fizesse? A resposta dos decisores políticos a esta pergunta foi que não era desejável nem sustentável que a situação existente se prolongasse. Por isso, e se me permitem caros comentadores, o “contrafactual” é absolutamente válido neste caso porque a invasão podia não ter acontecido se se tivesse chegado à conclusão de que as desvantagens daquela eram superiores às vantagens, os custos superiores aos benefícios. Não foi esta a conclusão a que se chegou. Ou seja, havia a percepção clara de que caso não houvesse invasão a situação no Iraque (recorde-se o conteúdo de inúmeros relatórios “independentes” sobre a situação humanitária ali vivida, sobre a corrupção, sobre as violações dos direitos humanos, sobre a forma como o Iraque ia violando resoluções do CS da ONU, sobre o modo como promovia a instabilidade e a insegurança na região, etc., etc.) e no Médio Oriente tenderia a agravar-se de forma, eventualmente, dramática alastrando-se a outras regiões do globo.
Mas há ainda um outro contrafactual interessante e importante. O que é que teria acontecido se Saddam Hussein tivesse aceite os ultimatos da coligação. Nomeadamente aqueles que cancelavam a invasão a troco da sua saída do poder e do Iraque…

O-Lidador disse...

Aqueles que berram sobre o "dramático" problema iraquiano e se indignam pela "guerrrrrra", estariam no seu elemento algures em Inglaterra, no ano de 1942, quando a decisão de Churchill em ir para a guerra só poderia parecer um desastre.

Para os ingleses claro. Os alemães esses exultavam.
Se a História tivesse parado aí, tudo seria fácil.
Mas nunca é assim, pesem embora as certezas cósmicas daqueles que, de nadegas bem arrefinfadas no presente, se acham muito mais esclarecidos do que os que, no passado, tomaram as decisões que entenderam como certas, na posse da informação possível.

Os indignados contra a "guerrrrra", gostariam de fazer parar a História no momento exacto em que ela lhe parece estar de acordo com as suas convicções.

Mas não podem. Nunca ninguém poderá ditar um juízo final e universal sobre a bondade ou maldade daqueles que fizeram a História.

Cada momento em que cada pessoa faz um julgamento, esse momento já passou.

Terá sido bon para uns, mau para outros.

Eu, por exemplo, acho neste momento que foram boas decisões.
A de Churchill e a de Bush.Outras pessoas acharão que foram má.
Meras opiniões de quem está a ver a História a acontecer e interpreta o espectáculo de acordo com aquilo em que acredita ou julga saber.

É por isto que as patacoadas moralistas e indignadas, papagueadas do alto da burra, com uma arrogância desmedida, pela esquerda do costume, revelam apenas a inanidade do seu “pensamento” e a sua completa incapacidade para abdicare da irresistível tendência à imposiçao das suas convicções como a "Verdade".
É por isso que esta gente é tão detestável.

Diogo disse...

Caro Fernando Martins,

Neste curto vídeo pode confirmar-se que Colin Powell e Condoleezza Rice afirmaram em 2001 que Saddam Hussein não tinha quaisquer armas que constituíssem perigo para o Ocidente ou sequer para os seus vizinhos.

Um Xi

david disse...

Caro Lidador:

O Senhor tem todo o direito de utilizar analogias (embora sejam sempre fraca ferramenta argumentativa) em defesa das suas teses, mesmo quando se trata de uma tão grosseira analogia como aquela que empregou: comparar o Iraque de 2003 com a Alemanha de Hitler de 1939 é ridículo, quando mais não seja porque esta última, à época, tinha o maior e mais moderno exército do mundo.

Agora, se pretende utilizar analogias, então pelo menos faça-nos o favor de verificar os factos. Não foi Churchill a declarar coisa nenhuma à Alemanha. A 3 de Setembro de 1939, Chamberlein (cujo governo dera à Polónia garantias formais) enviou "a final note" (ultimato) ao regime alemão. Este não foi respondido até à meia-noite do mesmo dia, pelo que, desde esse momento, os dois países entraram em estado de guerra. Só mais tarde Chamberlein foi afastado e Churchill tomou as rédeas do governo.

Cumprimentos

O-Lidador disse...

Caro David,acredito que a comparação não lhe agrade e se sinta tentado a usar a falácia dos pormenores, comentando a unha, em vez de olhar para onde o dedo aponta.

Penso contudo que compreendeu o essencial: os juízos morais sobre qualquer evento histórico são sempre feitos a partir de um momento no futuro, por pessoas que estão instaladas sobre o passado acumulado e dentro da caixinha dos respectivos valores e ideologias.

Um alemão em 1942, provavelmente acharia que desencadear a guerra tinha sido uma medida do caraças.

A Alemanha estava a ganhar, o presente era radioso.
Se a História parasse ali, o alemão teria razão e o seu juízo seria digamos "correcto".
Daí a 3 anos já seria incorrecto.
Se calhar agora voltou a ser correcto, porque passados estes anos a Alemanha é uma democracia e o Reich dos Mil Anos perdeu.
Daqui a 20 anos, se a Alemanha fôr à falência, se calhar volta a ser "mau".

O mesmo se passa com o Iraque ou qq outro evento histórico.
Ninguém sabe como vai ser ou como seria se..

É por isso que os pesporrentes julgamentos morais que uma certa esquerda tonta, obcecada pelo mais bacoco antiamericanismo, insiste em fazer sempre que a ocasião se propicia (o que acontece pavlovianamente), são imbecis e pueris.
Meros exercícios de ódio.

Por exemplo, o senhor acha que foi “bom” que Átila o Huno tivesse invadido a Pérsia?

Bom para quem?
Mau para quem?
Balanço moral?

Já entendeu a parvoíce?

David disse...

Caro Lidador:

Diz-me que eu utilizo uma falácia,"comentando a unha, em vez de olhar para onde o dedo aponta", porque lhe corrijo uma série de imprecisões históricas. Detalhes, é certo, mas sabe que muitas vezes os detalhes dizem muito sobre os conhecimentos das pessoas.

Para além disso, o senhor esquece que só avanço os ditos detalhes depois de deitar completamente por terra a sua analogia: é grosseira porque o senhor equipara o Iraque de 2003 à Alemanha de Hitler de 1939. Isso sim é que uma falácia, e se não o compreende ou não o quer compreender o problema é seu.

Quanto ao resto, e pegando na deixa da sua subsquente analogia, fique sabendo que em 1942 muitos alemães informados sabiam perfeitamente que caminhavam para o desastre. Aliás, muitos deles até o sabiam em 1939 e caso não o saiba esse conhecimento ia até às mais altas patentes do exército. Se quiser mais detalhes sugiro que pesquise.

Portanto, fique sabendo que eu e muitas outras pessoas informadas estávamos perfeitamente convencidos em 2002/2003 que esta guerra só poderia dar no que deu. Não por «anti-americanismo» mas sim pela análise fria do que se estava a passar e das gravíssimas implicações das acções que se preparavam. É um pouco o que aconteceu com o pastor Niemoller e o general Beck: também sabiam para onde a Alemanha caminhava.

Quanto à pseudo-análise que faz de uma tal de esquerda, onde presumo que me insere e que raia o insulto, pois desengane-se: não sou nem de esquerda, nem anti-americano. Sou anti-bush, isso sem dúvida, porque numa variedade enorme de assuntos a acção desse senhor foi imensamente prejudicial.

Para além disso, não entro em trocas de insultos, prefiro argumento. Pegando numa palavra sua, o insulto gratuito só é revelador de uma coisa: mentalidade bacoca.

Cumprimentos

O-Lidador disse...

" eu e muitas outras pessoas informadas estávamos perfeitamente convencidos em 2002/2003 que esta guerra só poderia dar no que deu"

E em que é que esta guerra deu?
Presumo que em algo que não lhe agrada a SI!
Mas o david não compreende que a única coisa que sabe é o passado e o presente?
De onde lhe vem a arrogância para decretar aqui e agora o fim da História?
Porque se arroga porta-voz moral da humanidade? Tem porventura ligação à cabeça dos 6 biliões de habitantes do planeta para se arvorar o porta-voz do acordão definitivo sobre a questão?
Mas você ainda não compreendeu que apenas se representa a si próprio e que a sua opinião sobre a questão é APENAS a sua opinião AGORA?


E quanto às pessoas "informadas", modéstia e caldos de galinha não lhe fariam mal. Infelizmente parece que o mundo não é governado por génios como as "pessoas informadas" (eufemismo para "pessoas-que pensam-como-eu", mas sim por comuns mortais.
De qq modo, já que tem esses fantásticos dotes adivinhatórios que lhe permitem num relance perceber a resultante da interacção de milhões de vontades individuais, agradecia que me desse os numeros do Euromilhões da próxima semana, ou informasse já, por exemplo, o Presidente do Irão, do modo como vai acabar a questão. Para si, presumo que serão coisas fáceis de adivinhar.

"Não por «anti-americanismo» mas sim pela análise fria do que se estava a passar e das gravíssimas implicações"

Poupe nos adjectivos, que isso não acrescenta qq solidez à sua argumentação. Se as suas análises são frias ou quentes é coisa que interessa pouco, quando dito por si. Quando alguém desata a elogiar-se a si próprio, algo não está bem.
E as "gravíssimas" implicações, tb não descrevem nada. Por exemplo, em que se distinguem das "graves" complicações? Ou das pouco graves? Ou das muitíssimo graves? Ou das nada gravíssimas?
Ou das gravezinhas? Ou das implicações , tout court?

~~ das acções que se preparavam. É um pouco o que aconteceu com o pastor Niemoller e o general Beck: também sabiam para onde a Alemanha caminhava.

"não sou nem de esquerda, nem anti-americano. Sou anti-bush"

Na verdade pouco me interessa o que você é e ainda menos o que diz ser. Não lhe pedi explicações, julgo que devia abster-se de falar tanto de si.
É constrangedor.

"acção desse senhor foi imensamente prejudicial."

Imensamente? Ou só prejudicial? Ou muito prejudicial? Ou francamente prejuducial? Ou imensamentezinho prejudicializinho?

Essa tendência para a adjectivação moralista, faz-me lembrar os manuais escolares soviéticos, em que tudo tinha adjectivos.
Velhas lavagens ao cérebro que saltam logo à superfície...

CN disse...

Comparar Saddam com Hitler faz parte do nevoeiro dos que apoiaram uma guerra que para todos os efeitos devia ser julgada nos termos de Nuremberga (não que eu seja a favor de tribunais internacionais, mas quem o é...).

Ainda assim quanto a Hitler e Chuchill.

Churchill foi um dos grandes actores do desastre civilizacional da WWI, o que provocou directamenta a queda da velha ordem na europa continental com a queda das monarquias e a subida ao poder do comunismo, fascismo e nazismo...para glória do Império Britânico que após esta estendeu-se até 1/3 da população mundial e 1/3 do território do planeta.

E com a sua alegada sabedoria o resultado que se obeteve foi a vitória total da Estaline e o comunismo na WWII....e a queda do Império Britânico, não esquecer.

Lembrar que enquanto Estaline já tinha morto uns bons milhões de pessoas e procedido à sua purga interna durante os anos 30 , invadiu a Polónia 15 dias depois de Hitler... e acaba aliado e na verdade o grande vencedor em todos os tabuleiros (a destruição do Japão também foi o que permitiu o comunismo à solta na Ásia, a começar pela... Coreia...que era uma sua colónia).

O-Lidador disse...

Ora ai está.
Para o CN, o juízo sobre a bondade ou maldade da História é feito num outro tempo e de acordo com a sua caixinha ideológica.

É sempre assim, caro David. Você julga aqui e agora o evento iraquiano e derrama sobre ele os seus totalitários e indignados adjectivos.
O CN derrama sobre Churchill e sobre a vitória aliada a culpa do comunismo.

Mas tanto um como o outro podem ainda ir mais longe e classificar em "bons" "maus" e "assim assim", todos os acontecimentos que nos fizeram desaguar no presente.

Tudo de acordo com a vossa suprema e enviesada visão que querem à viva força que seja a Verdade universal.

Para génios como estes, a História aconteceu apenas para que eles a pudessem julgar.

Uivemos, disse o lobo!

Anónimo disse...

"é grosseira porque o senhor equipara o Iraque de 2003 à Alemanha de Hitler de 1939."

O Iraque de Saddam era certamente mais perigoso para os EUA do que a Alemanha. Basta a tecnologia de Armas de Destruição em Massa e a maior mobilidade com terrorismo com a Al-qaeda em guerra.
E em 1942 ou 43 o exército de Hitler eram maior do que em 1940...
Enquanto o Iraque chamou Zarqawi & Co para serem mortos e Bin Laden perdeu a aura que tinha antes da invasão.

Quanto ás armas de destruição em massa elas foram encontradas, não eram muitas e não eram modernas nem aparentemente havia um programa em efeito ao contrário do que os serviços secretos pensavam. Embora houvesse um program de mísseis ilegais. Note-se que vários equipamentos que a ONU mandou o Iraque destruir continuam desaparecidos.

Para não usar fontes Bushistas:
http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/1189182.stm

Iraq could produce nuclear weapons within three years, according to a German intelligence assessment.
The report also says the Federal Intelligence Service (BND) has evidence that Baghdad is working to develop its short-range rockets.
Germany believes Saddam Hussein is restoring Iraq's weapons capabilities.
The BND also believes Iraq still possesses the capacity to resume the production of biological weapons at short notice.(...)

http://www.guardian.co.uk/world/1999/feb/06/julianborger

Saddam link to Bin LadenTerror chief 'offered asylum' in Iraq? US says dealings step up danger of chemical weapons attacks

Olhe-se para as datas e depois digam que foi Bush que mentiu e inventou.


E só espero que não venha um idiota dizer que uma aliança entre Saddam e a Al Qaeda e a seguir diga que Bin Laden foi treinado pelos Americanos. Recuso-me a acreditar que alguém seja ignorante de História a esse ponto, embora alguns se recusem a lembrar do pacto Ribbentrop-Molotov....

Quanto aos BE,PCP's, Soares & Co vamos falar de quantos milhões de mortos das descolonizações? É que a maioria dos colonizadores eram menos carniceiros do que Saddam...
Não me lembro de nenhuma palavra de semelhantes personagens.

Lucklucky

Anónimo disse...

Correção:

"uma aliança entre Saddam e a Al Qaeda seria impossível"

Faltou o "seria impossível" na frase acima.

Lucklucky