Quinta-feira, 13 de Março de 2008

«Esta incontrolável e recrudescente tendência colectiva para o suicídio»

Foto: Tiago Miranda (Expresso).
De acordo. Sendo que o descrédito é uma das componentes dessa tendência. Veja-se o último episódio. O secretário-geral do PSD, José Ribau Esteves, sabendo muito bem aquilo que estava a fazer, disse que a direcção do partido estaria «a trabalhar com a Entidade das Contas e Financiamento dos Partidos». (Na verdade, Entidade das Contas e Financiamentos Políticos.)
A ECFP, que não alinha em jogos, não esteve com meias medidas e decidiu esclarecer publicamente que «não foi formalmente ou informalmente consultada (nem tinha de ser), num passado recente, para apreciação de qualquer tipo de Regulamento (em particular o regulamento financeiro) de partidos políticos».
Mais uma humilhação na praça pública. Um bom retrato do actual PSD.

4 comentários:

Anónimo disse...

Acabaram se me as palavras. è demasiado mau. Amanha entregou o meu cartão. 30 anos de militante.

maria Teresa

Teresa disse...

Cara Anónima-Homónima:

Não vale a pena desistir agora...

Então vai "entregar o cartão"
(espantoso como ao fim de 30 anos ainda sabe dele...)
logo neste momento crucial?
Agora, quando MAIS pode vir a precisar de «ir a jogo» para a tão desejada contra-varredela?

Quer dizer... é que sem ele, nada feito, poix.....

Nestas coisas há que manter a razão fria! O espírito de causa em alta, claro, mas o pezinho bem assente no chão.
Já reparou no nonsense?
É que pode soar a hora H (quem sabe ainda há esperança?) e nessa altura barram-lhe a entrada no casino!!!
(e de resto, que importa? tão pouco teria já fichas para pôr no número e na cor que se deseja...)

Não... tem de esperar um tempinho, tenha calma, já falta tão pouco para o croupier dizer “faites vos jeux”…
Depois sim. Depois de (e se) perdida a esperança, aí então manda na hora essa comandita à vidinha deles.

Mas atenção...COITADO DO CARTÃO!!!!
Não o entregue àquela gentinha... Para já não merecem o gesto, que ainda supõe algum reconhecimento de representatividade.
E depois, já viu que "devolver" significa "voltar a entregar a quem nos deu"?
E foram eles que lho deram? Ou são eles legítimos sucessores de quem lho deu?
Jamais! Ora pense bem...

Assim, o meu conselho é que guarde o cartão bem guardado, mesmo que tome a decisão de cortar de vez com aquele aglomerado de pessoas que ostenta apenas um nome idêntico ao que conhece.

Afinal, vejamos: trata-se de um pequeno fetiche, nada mais que isso! E que até deve ter 1 assinatura de um líder ou secretário-geral que valerá já 1 fortunazinha no real-market! Portanto, um perfeito vintage!!








Pense bem:
- O «objecto» serviu-lhe alguma vez para o que quer que fosse na vida, senão para votar?
Sabemos bem que não (esse tipo de gente não tem de certeza 1 cartão com 30 anos, não é verdade?)
Portanto, faça-lhe o que se faz normalmente às inutilidades com carga afectiva: - guarde-o na caixa das recordações.
Assim o cartão não perderá o afecto nem a função, que sempre foi simbólica e nenhuma outra.
E terá até 1 futuro resguardado, ao contrário de todos nós, os portugueses…


(ui, ui, esta blogosfera……)



Obs: E obrigada, deu-me uma óptima ideia! A minha próxima crónica vai chamar-se mesmo "as desventuras de um cartão de militante".
- 4 páginas ,1600 palavras, 7000 caracteres. Está feito!

Anónimo disse...

dois patetas alegres
"lá vamos cntando e rindo"

Anónimo disse...

O sorriso maroto diz tudo...