Após uma campanha longa e maçadora, são já este domingo as eleições em Lisboa. Mais do que falar dos candidatos, quero recordar o maior problema da cidade, a falta de gente.Os números são assustadores: uma metrópole com três milhões de pessoas, que se estende por uma vasta área, tem uma cabeça desertificada (560 mil habitantes, Censo 2001), deprimida e envelhecida (130 mil com mais de 65 anos). Nas últimas décadas, a cidade perdeu em média 10 mil habitantes por ano, tornando-se mesmo a cidade mais envelhecida das 27 capitais da UE.
Torna-se real o slogan anarquista: tanta casa sem gente, tanta gente sem casa. Mas para enfrentar o problema não basta apenas reabilitar: estudos recentes mostram cerca de dois terços das casas vazias estão em boas condições, o que torna a situação ainda mais injusta. A reforma do arrendamento não está a resultar, pelo que a solução passa por aumentar os impostos sobre as casas devolutas. Nesse ponto a nova lei das Finanças Locais devia ter ido muito mais longe. São também urgentes políticas concretas de apoio às famílias que se queiram fixar na cidade.


1 comentário:
Mas está tudo muito preocupado em fazer abortos... sim senhor vamos longe.
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