A vitória do partido (e da estratégia) de Sarkozy para a Assembleia Nacional francesa, que a imprensa hoje classifica de "esmagadora", prova de novo que é possível ganhar eleições com uma clara mensagem política de direita. Mais: que só assim, e ao contrário do que previam os profetas do apocalipse, se consegue esvaziar a extrema-direita, a grande derrotada dos últimos tempos em França.
Mas podemos voltar ao tema?... As audiências desceram um bocadinho...


6 comentários:
Sarkozy está a ser um furacão, e ainda bem que arrasou com a extrema-direita. Mas ainda estou céptico quanto ao real impacto das reformas que propõe implementar, duvido que tenha a coragem de romper com o passado.
Mas espero que o faça, estaremos aqui para ver e aplaudir.
A diminuição dos votos no PCF também sabe sempre bem! Só por cá é que a vergonha continua...
Infelizmente a altíssima abstenção não permite conclusões muito precisas, parece transmitir um certo conformismo com a vitória de Sarkozy nas presidenciais.
Só uma pequena correcção: une chose complètement différente.
Hoje, em conversa com uma pessoa, concordávamos na necessidade de um Sarkozy português.
Ele, sugeriu um nome que, tirando o senão de ter feito campanha pelo "sim" no último referendo, não me parece de todo desinteressante: Rui Rio
Que tal?
Hummm... O Rio é um pouco social-democrata a mais, parece-me.
Abreu, tem toda a razão. Acho que, com este francês, nunca virei a ser Presidente da Comissão europeia.
Não desesperes, Pedro. Podes ainda ser Presidente da República Portuguesa, mon ami.
Sarkosy veio trazer à União Europeia e, nomeadamente, à presidência tripartida que se iniciou com Angela Merkel e em que Portugal se inclui, a lufada de ar fresco que a Europa precisava para avançar com o processo de reformas e vincular, através da ratificação de um novo/velho tratado, todos os estados que dela fazem parte, a um projecto comum de gestão institucional.
A política do BCE com as medidas que tem vindo a tomar, por ex., as do aumento da taxa de juro de referência, serve par aplacar os índices de inflação motivados pelo aumento do consumo resultante de uma economia em crescimento, como é a do presente caso da Alemanha. Por que carga de água é que nós, cujo crescimento económico é zero, temos que sofrer as consequências dos sucessivos aumentos do preço do dinheiro, como se a nossa economia tivesse algum paralelo com a alemã. Há aqui qualquer coisa que não está bem. Continuamos a receber fundos comunitários; será que esse capital está a ser mal investido? Porque não cresce a nossa economia, porque não existe investimento estrangeiro, porque não se alteram as leis laborais obsoletas que ainda vigoram nos códigos de trabalho?
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