terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
Bem lembrado
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Manuel Pinheiro
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18:26
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One Art - Elizabeth Bishop
The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.
Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.
- Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.
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Jorge Costa
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17:26
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Explicar às crianças, então...
O Pedro Picoito perde demasiado tempo na bloga e isso naturalmente não é do agrado da mulher dele (1). A Ana Vidigal, apesar de solidária, tem inveja do Pedro e sonha com o dia em que poderá perguntar ao Sr. Manel da tabacaria se a mulher já levou a revista Maria para casa (pelo meio, uma referência ao Dunhill) (2). O Pedro desconfia que a Ana nunca será um marido à séria se antes não arranjar um cachimbo a sério (p. ex., um Peterson Commodore) (3). A Maria João Pires dá um raspanete ao Pedro porque tem a certeza de que não passaria pela cabeça da Ana ser marido de alguém (4). O Pedro, que bem escaldado está no que toca a perguntas casamenteiras, jura à João que não perguntou nadinha à Ana (5); mas há mais: com medo de ver novamente o Cachimbo na capa da revista Caras (6), o Pedro denuncia a descida do nível das jugulares e ameaça destruir as postas passadas que escreveu sobre o assunto (7). A Ana Matos Pires, antecipadamente grata não vá o Pedro apagar mesmo as postas, pede explicações e quer saber qual a natureza da alegada descida do nível das jugulares (8).A coisa não está fácil. O Pedro, homem valente que é, lá vai dando a luta que pode, não a uma, mas a duas e três jugulares. Eu, maricas que sou, nem sequer me quero meter no meio dele e delas. Mas não posso deixar de vir aqui fazer uma pergunta retórica: se compreender estas coisas entre adultos já é o que é, imaginem lá quando agora tivermos de as explicar às crianças... O melhor é começar logo aos 2, 3, 4 anos, a ver se pega, caso contrário...
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Nuno Lobo
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16:10
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O paradoxo de Godot

O Paulo Marcelo percebe que o PSD tem de se manifestar como verdadeiramente reformista para voltar a crescer. Para se assumir o PSD tem de enfrentar "o bloco central de interesses instalados". O problema é que PSD e PS representam corpo e alma do bloco central, pelo que quando o Paulo Marcelo sugere que o PSD enfrente o bloco central de interesses instalados mais não está (sem querer) do que a prescrever a subversão do PSD.
Ora, infelizmente para o país, o PSD não deixa que o tornem aquilo que deveria ser, mas não é.
Já não estamos no estádio da peça de Becket em que dois homens estão à espera de Godot. A realidade aproxima-se muito mais à peça "Seis personagens à procura de um Autor" de Pirandello em que as personagens procuram desesperadamente um autor que as ponha a representar mas que recusam, sistematicamente, a forma com que o autor as quer representar. Afinal quem melhor que o PSD pode representar o que o PSD é hoje.
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Pedro Pestana Bastos
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13:48
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Citação montesquieuana do dia
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Miguel Morgado
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11:52
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PSD à espera de Godot
Não vejo razões para que o PSD não apresente com maior clareza um projecto político alternativo ao “assistencialismo” socialista. Um partido reformista enfrentando o bloco central de interesses instalados. Que se assuma como o partido da liberdade de escolha na educação e na saúde. O partido do mérito e da igualdade de oportunidades. O partido da sociedade civil, da família e da subsidiariedade. Que defenda um Estado menos intervencionista na economia e nas nossas vidas. Só assim o PSD pode reconquistar a sua base social de apoio, ocupando o seu espaço político natural à direita do PS.
Enquanto não o fizer o PSD vai continuar a perder relevância social e política, cada vez mais distante do seu eleitorado natural. Continuará à espera do seu Godot que pode nunca mais chegar.
[Publicado hoje no Diário Económico]
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Paulo Marcelo
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08:05
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segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
O palhaço
... segundo Mário Crespo, hoje no Jornal de Notícias.
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Paulo Marcelo
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18:59
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Escolhas
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Manuel Pinheiro
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16:10
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Livros
Lista dos 100 melhores livros da década apresentada pelo Times aqui.
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Paulo Marcelo
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15:41
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Computadores ajudam as famílias carenciadas
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Nuno Gouveia
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15:39
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É falso e não há notícia - o Público anda a brincar
Que a coisa caísse neste nível da indigência, é que não estávamos à espera. É olhar para a manchete de hoje e tentar acreditar: «Salário mínimo de 2010 está longe do poder de compra do de 1974». Vai-se à procura do trabalho que a sustenta e não há uma notícia. Uma declaração de alguém relevante, um documento produzido por uma instituição com qualquer representatividade ou responsabilidade social. Nada. Nem mesmo um desabafo de um simples sindicalista. Nada vezes nada. Um jornalista resolveu pegar na máquina de calcular e fazer contas. E já está.
É claro que as contas não têm qualquer siginificado. Resultam da construção de uma série para o salário mínimo nacional actualizado à taxa de inflação (não sabemos com que deflator), contrapondo depois essa série virtual à série real dos salários mínimos. Os comentários incidem sobra os valores obtidos para o momento actual.
Que em 1974/75 o país estivesse sob o domínio do Partido Comunista e, em consequência disso, a participação dos rendimentos do trabalho em geral na distribuição do rendimento nacional tivesse, momentaneamente, conhecido um surto não replicável, que essa distribuição tivesse sido posteriormente corrigida, e se mantenha, desde o ajustamento, extremamente estável, não há nada, mesmo nada de especial no assunto. Salvo o estado de alma do jornalista e, claro, a causa.
De resto, quanto ao salário mínimo nacional em si mesmo, um olhar de esguelha ao gráfico mostra que, desde meados da década de 90 para cá, as curvas do salário real e do salário virtual do jornalista se mantêm com diferenciais quase constantes e, se algo há a assinalar, é a diminuição recente desse diferencial.
«Crises, a repercussão indirecta nas contas do Estado e um pensamento económico liberal explicam a queda do seu [salário mínimo] valor real desde há 35 anos». É falso. E, claro, não é notícia.
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Jorge Costa
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15:33
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Casamento homossexual: Dez razões para um referendo

Hoje no jornal Público.
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Pedro Pestana Bastos
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10:26
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A demagogia...
...é sempre um delírio simplista sobre a realidade. Como aqui.
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Carlos Botelho
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01:40
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domingo, 13 de Dezembro de 2009
Portugal pode falir?
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Jorge Costa
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13:01
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sábado, 12 de Dezembro de 2009
Ricardo Reis, a economia e a política
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Miguel Morgado
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18:39
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Perto do abismo
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Nuno Gouveia
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17:03
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O retrato abaixo tem tudo para ser verdadeiro.
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Fernando Martins
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15:23
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sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009
O Inverno do nosso descontentamento
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Miguel Morgado
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16:07
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Yosef Hayim Yerushalmi (1932-2009)
Aos 77 anos, morreu ontem Yosef Hayim Yerushalmi, em Nova Iorque, onde nasceu. Creio que ninguém contribuiu tanto como ele para a historiografia dos judeus portugueses. Não apenas pelo impressionante trabalho de investigação e cruzamento de fontes que realizou, descobrindo e analisando documentos inéditos, exumando designadamente o primeiro e, até há bem pouco tempo, único relato restante de uma testemunha ocular do massacre de 1506, compulsando as fontes hebraicas, às quais não puderam recorrer durante muitos anos os historiadores portugueses, mas, sobretudo, pelo seu labor de compreensão.
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Jorge Costa
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14:27
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Obama em Oslo II
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Nuno Gouveia
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14:19
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Ainda Obama e o flirt europeu
Os Estados Unidos jamais renunciarão ao seu compromisso no que respeita à segurança mundial. Mas, num mundo em que as ameaças são mais difusas e as missões mais complexas, os Estados Unidos não podem agir sós.
Não deviam. Mas é provável que Obama tenha já começado a perceber de que é feita a simpatia com que a sua chegada ao poder foi rodeada, na Europa, por exemplo. Na Europa de hoje, que é o espelho da impotência, forçada pelos desaires da história, mas nem por isso menos cultivada e gabada como virtude, Obama representou a esperança (louca) de que, com ele, também a América renunciasse. Que os Estados Unidos não pretendem, com Obama, renunciar, foi o que ontem expendeu o seu actual Presidente, ao longo dos tensos 36 minutos de Oslo. Vai acabar o flirt europeu. Para a Europa, é pura e simplesmente insuportável que a América - e, já agora, qualquer coisa - mexa.
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Jorge Costa
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10:51
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quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
Obama em Oslo
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Nuno Gouveia
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22:30
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Biblioteca de Autor
A edição de livros escolhidos por escritores/autores começa a ter espaço no nosso mercado livreiro. A Presença publicou a selecção de contos fantásticos feita por Jorge Luís Borges, a D. Quixote editou a colecção Biblioteca António Lobo Antunes e a nova colecção da Tinta da China, de literatura de humor, é composta por clássicos sugeridos por Ricardo Araújo Pereira.Nos livros escolhidos por Jorge Luís Borges encontramos escritores da literatura fantástica, sobrenatural e de terror, como Gustav Meyrink, Giovanni Papini, Henry James, Arthur Machen, Edgar Allan Poe, Rudyard Kipling, entre outros. Esta colecção, designada por Biblioteca de Babel, foi idealizada por Franco Maria Ricci, editor com especial interesse pela criação de edições de luxo. Borges recebeu Ricci numa biblioteca e disse «este é o centro do Labirinto e eu sou o Minotauro que espera a chegada de Teseu, para me matar ou para me salvar». Criada em 1970 os livros que compõem esta biblioteca são pequenos, pouco volumosos, impressos em papel especial.
O Coração das Trevas, de Joseph Conrad, A Letra Encarnada, de Nathaniel Hawthorne, e Ilusões Perdidas, de Honoré de Balzac, fazem parte da Biblioteca António Lobo Antunes. O objectivo desta colecção é colocar ao alcance do público, a preços acessíveis, grandes livros de todos os tempos. Dos gregos aos latinos até à literatura contemporânea, são livros escolhidos por Lobo Antunes, publicados há pelo menos 70 anos, para os quais gostaria de cativar leitores, porque são bons/excelentes livros.
Os primeiros títulos da colecção de humor são "Os Cadernos de Pickwick" de Dickens, "Jacques, o Fatalista", de Diderot, e uma antologia de textos de Robert Benchley. Escolhas em que , segundo Ricardo Araújo Pereira, «Um inglês, um francês e um americano entram numa colecção. E diz o inglês...». Para descobrir, basta ler.
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Joana Alarcão
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19:39
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Rectificações
"Winston discou «os números atrasados» na teletela e pediu os exemplares correspondentes do Times, que escorregaram da boca do tubo pneumático depois de uns minutos de espera. As mensagens recebidas referiam-se a artigos ou notícias que por um motivo ou outro deviam ser alterados ou, como se dizia oficialmente, rectificados. Por exemplo, o Times de 17 de Março publicara que o Grande Irmão, discursando na véspera, predissera que a frente meridional indiana continuaria serena, mas que seria lançada em breve uma ofensiva eurasiana no Norte de África. Entretanto, o alto comando eurasiano desencadeara a sua ofensiva no Sul da Índia, deixando a África em paz. Tornava-se portanto necessário escrever um parágrafo do discurso do Grande Irmão de maneira a fazer crer que o mesmo tinha predito exactamente o que sucedera. Ou ainda, o Times de 19 de Dezembro publicara as previsões oficiais da produção de vários artigos de consumo no 4º trimestre de 1983, correspondente ao 6º trimestre do Novo Plano Trienal. O jornal de hoje continha uma notícia sobre a produção real pela qual se verificava que as profecias estavam redondamente erradas. O serviço de Winston era rectificar as cifras originais, fazendo com que concordassem com as posteriores. (…)Assim que Winston fez as rectificações ordenadas, prendeu com um grampo as correcções falascritas aos exemplares correspondentes do Times e meteu-as no tubo pneumático. Daí, com um movimento tão inconsciente quanto possível, amarrotou a ordem original e as notas que havia feito e atirou-as para o buraco da memória, para pasto das chamas."
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Alexandre Homem Cristo
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17:56
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O discurso de Obama mudou: o Irão vai testar as consequências
P.S: Parece que há um conjunto de alienados, os groupies indefectíveis, que insiste em não reparar que a música celestial acabou, e repete desesperadamente que o que Obama disse qualquer um com bom-senso o poderia ter dito. Pois é.
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Jorge Costa
em
17:55
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Parabéns, Obama
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Nuno Lobo
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17:26
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Bem-vindo à realidade
O curto vídeo para já disponível deu para ouvir que:
- Temos de começar por reconhecer uma dura verdade: não vamos erradicar conflitos violentos no tempo das nossas vidas;
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Jorge Costa
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15:00
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Um mouro de trabalho
Assim, que me recorde, só nos últimos meses, ele
- Apoiou até ao fim a candidatura de Faruk Hosni, ex-ministro da Cultura do Egipto, a Director Geral da Unesco (a vergonha do embaixador português naquela organização foi tal, que se recusou a votar, pelo que teve de ir à última hora, das Necessidades, um votador substituto à reunião magna convocada para resolver a sucessão no cargo), conhecido pela sua declarada intenção de queimar todos os livros hebraicos existentes nas bibliotecas do seu país, bem como pelo orgulho com que afirmou ter participado no apoio ao sequestro terrorista do Achille Lauro; Amado perdeu, mas bateu-se denodadamente;
- Esteve quase sozinho, entre os seus parceiros ocidentais, no apoio, nas Nações Unidades, ao Relatório Goldestone, um relatório encomendado pela Comissão dos Direitos Humanos daquela organização com a expressa missão de condenar Israel, pela sua acção contra o terrorismo em Gaza, em Janeiro deste ano;
- Esteve com todo o activismo possível no apoio à versão inicial da proposta sueca aos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27, visando estabelecer Jerusalém Oriental como capital do futuro Estado palestiniano, no que foi uma vez mais derrotado.
Supondo que não é um ódio insanável a Israel que o move, permanece a pergunta: mas move-o o quê? O lugarzito no Conselho de Segurança das Nações Unidas? Só isso? E vale tudo? Até mesmo vender o prestígio externo de Portugal como voz democrática e portadora de valores no concerto das nações?
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Jorge Costa
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11:19
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quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009
A pegada ecológica de Sócrates
Esta linda coisa a que pudemos assitir hoje é o efeito explícito (porque há e haverá outros menos manifestos) de mais de quatro anos do Sócrates primeiro-ministro, com o seu modo peculiar de se dirigir às oposições. Temos tido um primeiro-ministro que, no parlamento, agredindo e troçando dos deputados, parece (como bem apontou Manuela Ferreira Leite) não ter consciência do lugar que ocupa e do cargo que desempenha. O seu comportamento em debate parlamentar oscila as mais das vezes entre o do valentão de feira provocador e o do malcriadão atabernado. A Louçã grita 'Tenha tento na língua!', a Rangel atira um 'Não seja ridículo!', virando-se para Portas, humilha-o com 'Tenha mas é juizinho!', quando Jerónimo de Sousa lhe dirige a palavra, revira os olhos e faz caretas para a sua trupe, dirige-se a Manuela Ferreira Leite ou a Heloísa Apolónia com as maneiras de um negreiro a repreender a criadagem, etc.
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Carlos Botelho
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23:29
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Equívocos da luta de classes
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Jorge Costa
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23:23
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As aleivosias do PSD
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Maria João Marques
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22:08
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O fenómeno
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Jorge Costa
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21:37
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Ainda a tempo (1)
Voltemos, quase um mês de ausência depois, aos posts que me foram dedicados a propósito do Prós e Contras sobre o "casamento" gay.
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Pedro Picoito
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19:10
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Menor preço para a meia dúzia
Essa estratégia de facilitar o programa dos outros independentemente das consequências práticas ou das preferências políticas dos restantes actores políticos não é um tanto ou quanto bizarra?
Cabe ao partido mais votado a responsabilidade primeira da iniciativa de garantir os apoios necessários para formar um governo suportado por uma maioria parlamentar. Se bem me recordo, Sócrates não só não o fez como encenou uma lamentável e tristemente vazia sessão continuada de convites para o seu desejável desfecho: acordo nenhum e governo de minoria, o que tem como consequência que em cada votação tem de negociar o voto maioritária da assembleia. Em linguagem popular, vai à feira. E quando se vai a uma feira, qual é o político português mais provável de encontrar?
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Manuel Pinheiro
em
18:22
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Semipresidencialismo
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Alexandre Homem Cristo
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16:21
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A sucessora
Maria João Seixas é a nova directora da Cinemateca. Não a conheço o suficiente para dizer se será ou não uma boa escolha, mas a sua nomeação mostra que a nova Ministra da Cultura está a arrumar rapidamente alguns dossiers complicados que António Pinto Ribeiro lhe deixou. É um ponto a favor de Gabriela Canavilhas e o exemplo do Museu de Arte Popular parece ter dado o mote. Recorde-se que João Bénard da Costa, o director da Cinemateca cuja vida se confundia há décadas com a da própria casa, se demitiu no ano passado por motivos de saúde - e sem sucessão à vista. Desde então, a gestão corrente tem sido assegurada por Pedro Mexia, que foi agora reconduzido como subdirector.Maria João Seixas tem pela frente, portanto, um enorme desafio: o de fazer esquecer Bénard.
Publicada por
Pedro Picoito
em
14:28
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Não podia estar calado?
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Jorge Costa
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10:26
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"Pedir batatinhas"
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Nuno Lobo
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08:07
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terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
Nada, como de costume

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Jorge Costa
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21:33
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O Inverno Demográfico
Nestes dias em que tanto se fala, e ainda bem, do aquecimento global a propósito da cimeira de Copenhaga, convém recordar um outro fenómeno global não menos preocupante: o progressivo declínio demográfico, sobretudo das sociedades ocidentais. Há cada vez menos crianças, em muitos casos, nem sequer as suficientes para a renovação de gerações. Esta tendência terá consequências sociais e económicas desastrosas a médio prazo. Segundo Philip Longman (autor do livro The Empty Cradle: How Falling Birthrates Threaten World Prosperity):“The ongoing global decline in human birthrates is the single most powerful force affecting the fate of nations and the future of society in the 21st. century.” Convém lembrar que não há memória histórica de períodos de prosperidade económica com quebras de população. Bem sei que não é politicamente correcto, nem está na moda falar disto, mas aqui pelo Cachimbo gostamos de ser contra corrente. Para ver o filme Demographic Winter ou saber mais sobre este tema ver aqui.
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Paulo Marcelo
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20:19
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Lá está Portugal a jogar ao ataque contra Israel...
A Suécia, antes de abandonar a Presidência, quis deixar uma marca. Decidiu propor aos pares uma iniciativa, em que se toma posição face ao conflito israelo-árabe. Já dei todas as voltas à cabeça para tentar perceber porquê a iniciativa, porquê naqueles termos - inclui a expressão do desejo europeu de reconhecer Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado palestiniano, ou seja, inclui a manifestação do desejo de ver a cidade de novo dividida -, mas não consigo vislumbrar bem a coisa.
Contribui para fazer avançar, ou melhor, relançar um processo de paz? Obviamente que não. Na forma em que foi proposta pela Suécia, a iniciativa, no seu ponto quinto, «toma nota da decisão recente do Governo de Israel de congelar parcial e temporariamente a construção de colonatos e exprime a esperança de que este venha a ser um passo em direcção à retomada de negociações significativas» (o europês diplomático é das línguas mais bacocas que existem.)
Nenhuma referência é feita à rejeição da moratória, por insignificante, por parte da Autoridade Palestiniana, até ao seu anúncio considerada, pela mesma Autoridade Palestiniana, como condição para o lançamento das ditas negociações.
Em contrapartida, a iniciativa abunda em exortações ao que Israel deve fazer, ou não fazer, para que as negociações avancem, em direcção à criação de um Estado Palestiniano, que a UE afirma querer reconhecer, mesmo antes de estar negociado, e estabelecidos os seus contornos.
É evidente que, se a proposta vier a ser aprovada nos termos em que está redigida, terá como única consequência tangível o afastamento definitivo da «Europa» (o que quer que seja que isso queira dizer, sempre que questões diplomáticas importantes estão em jogo) do processo de paz, dada a sua posição completamente viciada a favor de uma das partes do conflito e de afrontamento da outra.
Por esse resultado heróico, está a bater-se Portugal, ao lado da Irlanda, Luxemburgo, Bélgica e Reino Unido, contra o bloco liderado pela Alemanha, França, Itália, Holanda e Espanha (que vai receber a próxima presidência).
Mas talvez que tudo se explique melhor - o mistério da iniciativa, atrás referido -, se se considerar o seguinte: a irresponsabilidade política é um dos privilégios dos insignificantes. Talvez o único. Que a «Europa» esteja «dispensada», no caso do conflito do Médio-Oriente, não será consequência desta iniciativa: ela, a iniciativa, é que só pode ser explicada pela insignificância da «Europa», já irreversivelmente interiorizada. Palavras (e papéis) levam-nas o vento...
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Jorge Costa
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14:33
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Citação montesquieuana do dia
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Miguel Morgado
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12:38
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Ai ...é feio (eólicas) IV
Faça-se justiça, nos últimos anos, Portugal deu um tremendo salto qualitativo em matéria de energias renováveis. É um dos raros casos em que, claramente, o poder executivo, e bem, tem liderado e puxado pela sociedade (ou, pelo menos, não tem colocado demasiados obstáculos à iniciativa privada). E estou convicto de que se não houvesse tanta esquisitice, tipo “Ai ... é feio” ainda tínhamos mais energia eólica graças à boa política energética nesta área (noutras já não tanto).
(e não é só em Copenhaga. Aqui vemos um aerogerador em Amsterdão, que, como sabemos, também pertence a um país subdesenvolvido...)
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João Miguel Gaspar
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10:47
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Ai ...é feio (eólicas) III
Queremos combater o crime, e, por razões excepcionais, por uns meses, à experiência, autorizam-se umas câmaras, mas fixas e que apontem apenas para os pombos.
As escutas – de utilização limitadíssima – em lugar de meio de prova, como é banal noutras paragens, são um dos maiores problemas nacionais: mais vale ter crime a sério e corrupção generalizada do que escutas, não vá dar-se o caso de se vir a saber o que alguém disse.
Não nos espantemos de sermos cada vez mais um “povo atrasadinho”, com cada vez mais quadros de valor a emigrar.
Publicada por
João Miguel Gaspar
em
10:36
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Ai ...é feio (eólicas) II
Publicada por
João Miguel Gaspar
em
10:25
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