quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010
Alternativas desagradáveis
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Miguel Morgado
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A very stinky affair. Ou: As saudades que eu tenho de Souto de Moura
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Maria João Marques
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Dúvidas
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Manuel Pinheiro
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Leitura Recomendada
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Manuel Pinheiro
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Sobre o poder soberano, amanhã, aqui
A ordem de trabalhos anunciada para a Cimeira é toda ela uma tratado sobre o estado onírico em que existe a União: uma agenda para 2020, para tornar a Europa coisa & tal (quando nos lembramos daquele documento tresloucado promovido pelo engenheiro Guterres, na Cimeira de Lisboa, visando promover a Europa a não-sei-quê de mais avançado no mundo, etc., até 2010, perguntamo-nos, e voltamos a perguntar-nos se a actividade política não é uma forma de alienação mental); consta ainda que vão fazer um follow up da Cimeira de Copenhaga. Pela minha parte, não percebi o que lá se passou e suspeito bem que isso se deve a não se ter passado nada, excepto as loucuras do costume.
Como não queremos acreditar que os líderes europeus ensandeceram definitiva e irremediavelmente, acreditamos que amanhã vão, de facto, discutir a Grécia, modo de dizer: a crise gravíssima por que está a passar a Europa toda, como Portugal no centro do vulcão. A resposta que os líderes europeus conseguirem dar aos problemas reais – acordam em salvar a Grécia, quer dizer, a Grécia, Portugal, Espanha e o que mais for necessário – ou não, traçará o nosso futuro.
A questão não é nada simples. Salvar – isto é, avisar que a Alemanha, ou a Alemanha e a França em conjunto estão na disposição de conceder liquidez às Grécias – pode ser um maneira de levar tudo a perder. Significa que «o crime compensa», isto é, os desmandos que conduziram a esta situação, em que estão implicados governos e mercados, na hora do aperto têm quem lhes acuda. Moral hazard. Pagar-se-á. A escolha será, pois, entre o mau e o muito mau. E o resultado altamente incerto.
Suponhamos que – e de forma alguma estou a dar por garantido que uma decisão desta magnitude vai ser tomada – se avança para a garantia de que as Grécias mediterrânicas não incumprem. Terminou a soberania dos Estados (?) salvos. Em situação de excepção, perceber-se-á que quem manda é a Alemanha, ou a Alemanha com a França. E manda muito e manda forte.
Por exemplo. Manda refazer, na prática, o Orçamento deste ano, que os senhores deputados deverão hoje aprovar, pela boa razão dada por João Cândido da Silva: é melhor do que nada. Pelo menos faz de conta. O Orçamento, de facto, terá de ser brutalmente restritivo.
Mas não só. Como hoje explica com cristalina clareza Martin Wolf neste artigo, cuja leitura recomendo vivamente a quem tem algum interesse em situar os nossos problemas no horizonte de uma racionalidade mínima, sem moeda e com tais apertos teremos de acordar – entre nós – numa descida generalizada dos salários no conjunto da economia.
Dessa forma e se – e se, e se, tantos ses – a Alemanha decidir estimular o consumo gerando procura dirigida às nossas economias em regime de cuidados intensivos, se baixarmos os salários (Olivier Blanchard, do FMI, calcula que seja necessário fazê-lo em 20%), talvez, talvez a economia reaja e não morramos da cura.
Há apenas um pequeno pormenor: há condições políticas para acolher as decisões do soberano?
Sem um governo coeso, com o mais amplo apoio parlamentar possível – do CDS, do PSD, do PS – não vejo. E mesmo assim.
P.S. (1): Avisava, esperançoso, o PR no discurso de ano novo: não devemos esperar que sejam outros a fazer por nós o que temos de fazer. Pois.
P.S. (2): O IGCP colocou hoje, como previ, 3.000.000.000 euros de OTs no mercado a 4,8%. Já só faltam 15.000.000.000 para o programa anual. O seu presidente considerou um sucesso. No comments.
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Jorge Costa
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13:00
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"A cúpula da justiça tentou camuflar escutas”
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Nuno Gouveia
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Copycats
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Alexandre Homem Cristo
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11:30
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Capitalismo de Estado
Estes escândalos (o da TVI é apenas mais um), evidenciam o modo como este Governo utiliza as empresas públicas (ou de infuência pública, como é caso do BCP com Armando Vara) como "longa manus" da sua estratégia para controlar a comunicação social. Esta lógica de controlo dos media utiliza como armas a concessão de crédito (veja-se o que aconteceu com o semanário Sol, ameaçado pelo BCP) e os investimentos publicitários que são direccionados para a comunicação social que melhor trata o poder socialista. Com a ajuda de algumas agências de comunicação que, por gerirem grandes contas de empresas da esfera pública, conseguem exercer uma influência real na agenda politico-mediática.
Esta confusão entre público e privado, numa estratégia de utilização dos meios do Estado para fins partidários e de poder pessoal é um dos traços mais sinistros do legado de José Sócrates à frente do governo. É triste verificar que aquilo que se critica (e bem) em Chavez ou Berlusconi, seja silenciado em Portugal, pelo facto de se tratar de governo socialista. Vamos pagar bem caro esta nossa apatia colectiva que tolera um chefe de governo como este. Como escrevia Vasco Pulido Valente, José Sócrates é um homem perigoso.
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Paulo Marcelo
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11:21
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As coisas são o que são
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Manuel Pinheiro
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11:12
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Leituras recomendadas
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Pedro Pestana Bastos
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terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
Percebi tudo
Foi quanto bastou para acalmar os mercados. Eu, a princípio, não percebi. Mas quando me explicaram com este desenho percebi tudo, suspirei de alívio, e gritei - acreditem - «genial!, como é que eu ainda não tinha pensado nesta possibilidade, possa!».
Até em Wall Street se ouviram salvas. Quinta há uma Cimeira dos 27. Teixeira dos Santos exultou com a «ajuda que a UE está disponível» para dar à Grécia e foi celebrar para a Bloomberg. (Não esteja confuso, por favor, faça um esforço!)
Esperemos que sexta-feira - esperemos!, esperemos!!, esperemos!!! - não seja negra. Nemesis.
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Jorge Costa
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20:54
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Desculpe importa-se de repetir ?
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Pedro Pestana Bastos
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19:33
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Não ficar calado
Desabrantizante, de um velho conhecido.
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Manuel Pinheiro
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19:20
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Vamos Lá Pensar Numa Desculpa Menos Cínica
De facto, e depois de Sócrates se ir embora, seria bem mais difícil dar o salto para o PS tendo estado presente numa manifestação que, pasme-se, pretende dar o poder a Cavaco Silva.
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Fernando Martins
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19:14
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Sócrates, os 'crimes' e a verdade
Por Henrique Monteiro, no Expresso.
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Nuno Gouveia
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17:25
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Réplica
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Paulo Marcelo
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16:21
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Um ponto de vista sobre o assunto (alterado)
Dito isto, e com o maior respeito por pontos de vista diversos do meu, considero que o Parlamento Europeu não é a tribuna para se denunciar o «fim do Estado de Direito em Portugal». Não é sequer - e espero que jamais venha a ser - uma «instância de recurso», acima de Portugal.
O Estado de Direito em Portugal está mesmo em causa. Mas é um assunto de Estado, de direito e de Portugal. Deve ser tratado nas instâncias do Estado e em território português.
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Jorge Costa
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15:57
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Rangel denuncia tentativa de controlo da comunicação social exigindo explicações do PM
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Paulo Marcelo
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15:45
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Todos pela liberdade
A petição online lançada segunda-feira para pedir explicações ao primeiro-ministro sobre alegadas interferências na comunicação social conta já com mais de quatro mil assinaturas, o que obriga a que seja discutida em plenário do Parlamento [no JN].
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Alexandre Homem Cristo
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15:03
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Coisas realmente importantes
Mudando de assunto (esqueçam por momentos que o país está falido e que há sinais de condicionamento da liberdade de expressão).
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João Miguel Gaspar
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13:26
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Moção de censura construtiva

Nos termos da Constituição implica a demissão do Governo:
- A aceitação pelo PR de um pedido de demissão apresentado pelo PM;
- A demissão por iniciativa do PR, só podendo o PR demitir o Governo quando tal se revele necessário para assegurar o regular funcionamento das instituições.
Em qualquer destas situações a demissão não implica a realização de eleições nem a dissolução do Parlamento. Aliás, no primeiro semestre da legislatura a demissão do Governo não pode sequer ser acompanhada pela marcação de eleições devendo o PR, no actual quadro parlamentar proporcionar uma solução governativa que teria de começar pelo PS.
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Pedro Pestana Bastos
em
13:25
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Vermelho (alterado)
Os mercados atribuem, assim, desde hoje, uma muito mais elevada probabildade de Portugal entrar em incumprimento (temos de refinanciar cerca de 20 mil milhões de euros de dívida este ano para podermos satisfazer os nossos compromissos, ou seja, bastante mais do que as necessidades de financiamento resultantes do défice projectado para este ano) no curto prazo (dentro de 6 meses, no máximo 12) do que nos prazos mais longos.
A curva normal tem exactamente a estrutura inversa desta. Valores mínimos nos curtos prazos, crescentes com o aumento dos prazos, mas achatando-se nesse crescimento. Como estavava a nossa e está, vagamente, ainda a da Espanha, embora a deformar-se já. Para os mercados, a probabilidade maior de incumprimento em Espanha situa-se no médio prazo (cinco anos). Connosco, meses.
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Jorge Costa
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13:06
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Os argumentos salazaróides do PS antifascista
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Carlos Botelho
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12:42
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Descarado
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Pedro Pestana Bastos
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12:27
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A abolição da vontade
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Eugénia Gambôa
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11:02
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Antigamente
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Alexandre Homem Cristo
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01:50
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Qual é o limite?
Os cartazes publicitários de Heligoland, o novo álbum dos Massive Attack, foram banidos das estações de metro de Londres. Segundo declarações da banda ao jornal Daily Star, a capa do disco é demasiado parecida com graffiti para poder ser exibida no metro. A banda viu-se, assim, forçada a redesenhar o trabalho gráfico para poder exibi-lo nas estações. (notícia na Blitz)
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Alexandre Homem Cristo
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00:54
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segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
Portugal é, alegadamente, um país sério
Todos os outros (agências de rating, jornalistas, empresários e sindicalistas), se críticos, são uns débeis mentais.
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João Miguel Gaspar
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23:21
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Que parvoíce
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Alexandre Homem Cristo
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21:41
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O ataque dos abrantes
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Maria João Marques
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20:09
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Controlo da comunicação ou como pela boca morre o peixe
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Nuno Gouveia
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17:22
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Mas como, como?
Ao governo em particular, e aos agentes políticos em geral:
«Um dos riscos destas situações é que, por vezes, os mercados podem resolver testar a determinação dos Governos em lidar com ela e agravar, por via da especulação, os custos com que estes têm de se confrontar. Por isso é importante agir rapidamente para sair do foco das atenções imediatas. Foi o que fez, por exemplo, com sucesso, a Irlanda.»
Ao Presidente da República e ao Governo:
«As reacções discursivas só tendem a ser eficazes se forem suportadas em factos que as validem e credibilizem. De outro modo, podem tornar-se contraproducentes, porque podem ser vistas como sinais de fraqueza.»
Ao que eu chamo o PSD suicidário, com desgosto, por certo, de muitos amigos e camaradas:
[Sobre a lei das Finanças Regionais] «Sou dos que têm dificuldade em compreender a oportunidade desta discussão neste contexto. Mas prefiro não acrescentar mais ruído à volta da questão.»
A todos:
«Uma política de austeridade será não só indispensável como incontornável, (...), por escolha nossa, (...) ou “à bruta”. (...) É certo que terá um inevitável efeito temporariamente recessivo (...) E por isso é tão importante promover a competitividade da economia, para que, através desta, se possa gerar um compensatório impulso expansionista.»
A discussão interessante – verdadeiramente a que mais me interessa, se não mesmo a única que me interessa – começava agora, com a pergunta: como – sem moeda e sem a possibilidade de desvalorizar?
* Considero Vítor Bento, tal como Silva Lopes, entre as pessoas em cargos públicos, ou que já neles estiveram, cuja análise da situação mais é merecedora da nossa atenção. Parece-me, em contrapartida, que o discurso da totalidade da classe política está dramaticamente desfasado da realidade.
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Jorge Costa
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13:04
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Não Acredito em Bruxas...
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Fernando Martins
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12:17
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Sócrates não tem condições para ser primeiro-ministro
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Alexandre Homem Cristo
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10:31
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Algum 'abrantes', sff, faça um desenho do hemiciclo ao PS
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Maria João Marques
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09:20
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Cúmplices da "claustrofobia democrática"
Paulo Rangel, em Viseu, na última campanha eleitoral.
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Paulo Marcelo
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00:07
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domingo, 7 de Fevereiro de 2010
Esperemos o PR
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Maria João Marques
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23:50
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Pinto Monteiro
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Manuel Pinheiro
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23:15
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Os bufos e o regime
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Alexandre Homem Cristo
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23:12
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A/C: Teixeira dos Santos
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Manuel Pinheiro
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23:01
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Rua
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Manuel Pinheiro
em
23:01
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Ninguém sabe (acrescentado)
Não sei o que se vai passar. Ninguém verdadeiramente sabe. Sabemos já que, para Bilhetes do Tesouro, o Estado propunha-se há uns dias financiar-se em 500 000 000 de euros, e teve de recuar para 300 000 000.
O IGCP informa que o programa de emissão de Obrigações deverá atingir 18 000 000 000. Um terço é já neste primeiro trimestre.
Conseguiremos? Não conseguiremos? Não sabemos. Não sabemos sequer o que nos vai acontecer se não conseguirmos. Entramos em incumprimento, ou somos salvos (bail-out) por... quem? O BCE não o pode fazer. Recorrer ao FMI poderia ser, como explica aqui o jornalista mais bem informado do mundo sobre estas matérias, Wolfgang Munchau, que cobre o euro desde a sua criação, no Financial Times, poderia ser o fim do euro - os mercados passariam a tomar a zona como um conjunto de economias ligadas por uma taxa de câmbio fixa e não propriamente como uma zona monetária.
O emprestador, seja lá quem for, se houver, imporá ao Estado recipiente limites sérios à sua soberania, obrigando-o a fazer qualquer coisa de tão drástico, queira ou não, essa é a condição para o salvamento face ao incumprimento, que ninguém mais quererá experimentar a necessidade de recorrer a essa solução (evitar moral hazard). Ele terá de produzir, sem taxa de câmbio, os mesmo efeitos: reduções de salários na economia da ordem de quê? 20%? E isso é possível? Sinceramente, não sei. Ninguém sabe, como podem ver.
Arrisco o seguinte: a indefinição europeia relativamente ao emprestador de último recurso vai levar os mercados a provocar um ataque especulativo sobre os elos fracos - Portugal, Grécia, Espanha - até que haja definições. Os mercados não lidam bem com tanta incerteza. Não lidam bem com o «state of denial». Itália e Bélgica a seguir? O euro sobrevive? Ninguém sabe.
Certo, certo é que vamos assistir a uma subida em flecha do discurso esquizofrénico: a esquerda radical, e até mesmo a outra, amaldiçoará os mercados e exigirá absolutamente a qualquer poder que faça o que só pode fazer recorrendo a eles, isto é, recuperando-lhes a confiança. A demagogia populista, acéfala, estilo arrastão, sonha com um apocalipse geral no sistema... para o «reformar» (juro que é a palavra que eles usam, a demissão mental a que isto já chegou).
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Jorge Costa
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22:23
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Comissão de Inquérito
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Nuno Gouveia
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22:16
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Aumentaram 60% os roubos cometidos com armas de fogo em 2008
Repito. Em 2008, os roubos cometidos com armas de fogo aumentaram 60%. Notícia do Público aqui. No entanto, solucionámos o problema da sobrelotação das prisões e do "alegado" excesso de prisão preventiva que os juízes andavam para aí a decretar até se alterarem as leis penais. E não pensem em voltar atrás, pois parece que as prisões foram vendidas e agora paga-se renda.
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João Miguel Gaspar
em
18:25
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